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As Notas de Julius 2021/22 (23)

Julius Coelho, em 08.12.21

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Ajax no Johan Cruijff Arena, em Amesterdão, da 6.ª e última jornada da fase de grupos da UEFA Champions League, que resultou numa derrota por 4-2. Golos de Nuno Santos (22') e Tabata (78').

Em mês festivo, o Sporting brindou o Ajax com 3 presentes que atraiçoaram uma boa primeira parte dos seus jogadores que não se deixaram intimidar pela melhor formação do Ajax. A equipa mais jovem de sempre na Liga dos Campeões acabou por ser vítima da sua inexperiência cometendo erros bem infantis e que resultaram em três golos fáceis da formação holandesa. Ainda pairou o muito cruel fantasma da goleada em Alvalade, mas um fantástico golo de Bruno Tabata deu maior justiça ao resultado final com a diferença de dois golos.

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DESTAQUE - BRUNO TABATA - 4 - Destacou-se pela excelente assistência para o golo do Nuno Santos e depois quando fuzilou a baliza de Remko, que só teve tempo de mexer os olhos. Numa missão muito ingrata à Paulinho, na pressão aos defesas holandeses, teve alguns lances de bom registo que reclamam mais minutos ao treinador.

JOÃO VIRGÍNIA - 3.5 - Se era um teste saiu-se bem, não tendo culpa nos golos sofridos, com os 'holandeses' a aparecerem-lhe na cara. Rubricou algumas defesas de elevado nível de dificuldade e mostrou personalidade nas decisões.

GONÇALO ESTEVES - 2.5 - Realizou um grande sonho, com 17 anos estreou-se na Liga dos Campeões. Entrou muito mal no jogo, encolhido e tímido no um para um, sem nunca conseguir ultrapassar o seu opositor que lhe caía logo em cima. Com o decorrer do jogo foi ganhando confiança e melhorando a sua produção. Tem um bom nível técnico e é corajoso nas iniciativas, falta-lhe só a experiência dos jogos deste calibre. 

LUÍS NETO - 3 - Foi igual a si próprio, tentou várias vezes assumir o comando da defesa e da equipa mas as suas limitações técnicas condicionaram a sua intenção . Muito combativo apareceu sempre  a dobrar tudo e todos.

GONÇALO INÁCIO - 2 - Desastrado, sabe fazer muito melhor, deixou-se encurralar várias vezes pelos adversários, faltou-lhe maior concentração e mais agilidade a pensar. Infantil o seu passe à queima para um colega, que resultou num brinde para o segundo golo do Ajax, num momento decisivo do jogo. Com o empate no marcador e a chegar ao intervalo, sem este erro a segunda parte poderia ter tido outra história.

MATHEUS REIS - 3.5 - Foi o melhor elemento da defesa, sempre lúcido nas suas acções, inesperadamente acabou por assumir o comando e a organizar as acções defensivas contra um adversário que metia sempre muita gente junto à área do Sporting. Cresceu muito nos últimos jogos, está um outro jogador muito diferente do que vimos no início da época.

RICARDO ESGAIO - 3 -Tinha uma missão bastante complicada, travar o melhor jogador do Ajax, o extremo brasileiro Antony, que destruiu o Rúben Vinagre no jogo em Alvalade. Mostrou-lhe os dentes de leão logo a abrir a partida e acabou por levar-lhe quase sempre a melhor. Esperava-se mais do Esgaio nas acções de construção do ataque.

MANUEL UGARTE - 3.5 - Apesar do resultado, voltou a rubricar uma boa exibição e não foi por ele que a equipa perdeu. Pouco apoiado, desempenhou sempre bem a sua missão, incansável a cortar as linhas de passe do meio campo holandês em que recuperou algumas bolas. Depois do enorme desgaste do embate na Luz, deixou excelentes indicações de um futuro craque naquela posição.

DANIEL BRAGANÇA - 3 - Desapontou numa primeira parte inesperadamente horrível, raramente conseguiu ligar o jogo com os colegas, mal na pressão, acusou bastante a falta infantil que cometeu logo aos sete minutos que causou o penálti e o primeiro golo do Ajax. Decerto que o Sporting não precisava desta adversidade em casa de um temível adversário. Demorou muito a recompor-se, mas na segunda parte apareceu finalmente decidido a dar outra imagem à sua exibição onde rubricou lances de excelente recorte técnico a sair da pressão e que lhe salvaram à pele a nota positiva. 

NUNO SANTOS - 2.5 - Era também a sua hora, contudo, lamentavelmente, deixou passar o comboio. Marcou um golo pleno de oportunidade a um excelente cruzamento de Tabata e pouco mais se viu. Tecnicamente esteve desastroso e optou quase sempre pelo critério errado.

TIAGO TOMÁS - 2 - Precisa muito de evoluir rapidamente, é confrangedor vermos as suas limitações técnicas, muito trapalhão e previsível foi presa fácil na teia da defesa do Ajax. Precipita-se excessivamente em lances que exigem melhor leitura.

PAULINHO - 2 - Tirando algumas tabelinhas bem executadas, um remate em boa posição quase frontal à baliza do Ajax, em que a bola saiu ao lado do poste, e a entrega da bola para o tiro de Tabata, pouco mais se registou nos trinta minutos que jogou a substituir o pouco produtivo Nuno Santos.

PEDRO GONÇALVES - 2 - Entrou para substituir o inútil Tiago Tomás mas também pouco ou nada fez para melhorar a dinâmica da equipa. Viu-se dar alguns "cumprimentos" aos holandeses que lhe apareceram pela frente.

FLÁVIO NAZINHO - 2 - Alinhou nos vinte minutos finais, na lateral esquerda, trocando com Ricardo Esgaio. O Ajax obrigou-o a aplicar-se a defender e a não largar a sua posição. Com 18 anos, falta-lhe naturalmente muita experiência, o que foi visível em vários lances. Muito preocupado em não falhar, tentou simplificar no passe. Teve um bom lance na área do Ajax, solto, rematou para a bancada.

PABLO SARABIA - 1 - Entrou para o quarto de hora final a substituir o desgastadíssimo Ugarte, mas não mais se viu.

DÁRIO ESSUGO - 2 - Escreveu a segunda página notável na sua história ao ser o mais jovem (16 anos) a actuar na Liga dos campeões pelo Sporting (Gonçalo Esteves é o mais jovem como titular). Ainda fez um corte precioso para canto num lance de golo iminente dos holandeses.

RÚBEN AMORIM - 4 - Corajoso a enfrentar a melhor formação do poderoso Ajax na sua própria casa, com uma equipa com muitos jovens inexperientes. Arriscou uma derrota já esperada mas fez ganhar muitas coisas aos jovens jogadores que meteu em campo. Voltou a ganhar o respeito, a admiração e maior confiança de todos do plantel. Sabem que podem contar com ele se derem sempre o máximo. Os adeptos podem não ter gostado das suas opções para o jogo, mas o Rúben tem um plano definido de que não abdica em nome do Clube que estará sempre em primeiro lugar.

ERIC HAG - 5 - Com o primeiro lugar do grupo garantido não facilitou e apresentou a sua melhor equipa, principalmente porque procurava o recorde da primeira equipa holandesa a vencer os quatro jogos na fase de grupos da Liga dos Campeões. Fizeram um jogo sério e competente o que valoriza mais ainda as actuações dos jovens jogadores do Sporting. São de facto uma equipa muito bem trabalhada, principalmente nos processos ofensivos muito similares aos que são utilizados pelo Bayern Munique.

DAVIDE MASSA (Árbitro) - 3.5 - Complicou algumas vezes sem qualquer necessidade na apreciação das faltas. Deu espaço a alguma dureza dos jogadores holandeses que matavam as iniciativas do Sporting de qualquer forma. Tanto assim, que o Ajax cometeu 19 faltas contra as 9 do Sporting, no entanto viu os mesmos dois amarelos.

PAOLO VELERI (VAR) - 5 - Viu o lance do Daniel Bragança para penálti dentro da área do Sporting alertando e bem o árbitro.

publicado às 04:03

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45 comentários

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De João Gil a 08.12.2021 às 12:04

É verdade. A apreciação que faço é no balanço dos dois jogos com o Ajax. Mas é verdade que é o mesmo Sporting que deixou o Borussia de Dortmund pelo caminho. Mas RA fez muito bem em testar estes jogadores num jogo a doer. SL

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