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As Notas de Julius 2023/24 (09)

Julius Coelho, em 06.10.23

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Atalanta da 2ª jornada da Liga Europa (fase de grupos), que resultou numa derrota por 2-1. Golo de Viktor Gyokeres 76' (Pénalti)

OS LEÕES OFERECERAM A PRIMEIRA PARTE E 2 GOLOS, TIVERAM REACÇÃO E... QUASE QUE EMPATAM

Jogar toda uma primeira parte numa frequência de competitividade errada, contra uma equipa muito atlética e com elevada intensidade, teve consequências bem decisivas no resultado. Os italianos entraram fortes e abafaram por completo o meio campo leonino, empurrando-o para trás, sem surpresa marcaram por duas vezes e não permitiram que o ataque do Sporting chegasse sequer perto da sua área. Os leões mantiveram-se sempre muito recuados e sem espaço para impor o seu jogo, sem conseguirem adaptar-se às marcações cerradas dos jogadores italianos.

Ao intervalo Rúben Amorim rectificou o equívoco da estratégia inicial, fez entrar três elementos, entre eles Coates, para a 2ª parte, e viu-se um outro Sporting, totalmente transfigurado. Sob a batuta do capitão, a equipa ganhou confiança, passou finalmente a ganhar os duelos aos italianos e a provocar espaços na sua defesa, invertendo os papeis, passou a ser a equipa de Bergamo a ter que recuar, para defender de qualquer forma a vantagem do resultado. Marcou o golo que já se adivinhava, reduzindo a diferença no marcador e que voltou a empolgar o público de Alvalade e ainda teve ocasiões claras para empatar, com uma bola no poste com o guarda redes italiano batido, o que daria melhores perspectivas na luta pelo 1º lugar do grupo. 

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DESTAQUE - VIKTOR GYOKERES - 3.5 - Não fez um bom jogo, sempre com marcação em cima por 2/3 adversários e sem apoios perto em toda a primeira parte. Com a melhoria da equipa no segundo tempo, conseguiu fugir por várias vezes à marcação e aparecer em lances com perigo na área italiana. Foi agarrado pelo Toloi que devia ter sido expulso com segundo amarelo. Marcou bem o penálti, fazendo o golo que voltou a dar esperança à equipa.

ANTONIO ADÁN (Cap) - 3 -Sofreu 2 golos sem possibilidades de defesa, no primeiro foi fuzilado, no segundo ainda faz defesa  incompleta, mas a bola sobrou de novo para o avançado italiano que de baliza aberta colou-a nas suas redes. Impôs-se sempre nas alturas, nas bolas cruzadas para a sua área.

IVÁN FRESNEDA - 1 - Muito inadaptado nos movimentos quando na posse da bola. Excedeu-se várias vezes nos espaços largos que deu nas suas costas e que foram sempre explorados e aproveitados pelo veloz Ademola Lookman. Inexplicavelmente desistiu de acompanhar o seu opositor que entrou na área isolado e fez o 2º golo italiano. Teve dificuldades em ler o jogo, perceber que teria que ser mais posicional a fechar o espaço entre ele e o colega costamarfiense.

OUSMANE DIOMANDE - 2.5 - A inadaptação do Fresneda que abriu sempre demasiado espaço no corredor, pô-lo em toda a primeira parte à beira de um ataque de nervos, perdeu confiança e andou à deriva sempre atrás do avançado nigeriano do Atalanta que fez o que quis. Recompôs-se na segunda parte com as rectificações feitas pelo seu treinador e acabou em bom plano, fazendo o remate defendido com o braço e que resultou na grande penalidade.

GONÇALO INÁCIO - 3.5 - Não sabe ser comandante, ninguém ainda lhe passa cartão, quando assume o centro da defesa terá que assumir a autoridade e aprender a orientar os colegas nos movimentos, tudo isso lhe faltou em toda a primeira parte. Na outra missão, cortou tudo pelo chão e pelo ar, levou sempre a melhor numa luta dura e sem tréguas com os avançados italianos. Quase que faz golo em 2 golpes de cabeça, o primeiro em excelente posição, a um metro da baliza cabeceou ao lado.

MATHEUS REIS - 2.5 - Voltou a dar muita disponibilidade física, mas faltou-lhe mais futebol, mais tino nas decisões, sempre muito precipitadas e esforçadas. Onde andava no primeiro golo da Atalanta? Lance que foi construído e desenhado na sua zona. 

NUNO SANTOS - 2 - Exibição aquém do esperado na estreia do seu novo look do cabelo, nunca se adaptou ás marcações apertadas dos italianos, foi sempre presa fácil e foi engolido em toda a primeira parte. Sem surpresa já não voltou na 2ª parte.

MORTEN HJULMAND - 1 - No espaço de 4 dias completou 2 noites desesperantes, mostrando uma insegurança inédita numa posição no terreno que é decisiva na estratégia do seu treinador. Nunca entrou no jogo e foi atropelado pelo meio campo do Atalanta, nem a sua melhor arma, a exuberância física fez qualquer diferença, perdendo sempre nos duelos, foi elemento a menos na equipa e por tudo isso também ficou no balneário após intervalo.

HIDEMASA MORITA - 3 - O melhor elemento do meio campo durante o pesadelo da primeira parte, uma ilha pequenina no centro do vendaval italiano e que pouco ou nada se notou, mas nunca se afundou. Vingou-se na segunda parte, ajudando a carregar a equipa para a frente a que obrigou os italianos a provarem do seu próprio veneno. 

PEDRO GONÇALVES - 2.5 - Uma primeira parte em que fez o que pôde mas não o que sabe. Sentiu o orgulho ferido, não é normal vê-lo durante tanto tempo a cheirar a bola. No segundo tempo e já com as posições de toda a equipa rectificadas no terreno fez jus aos galões assumindo a guerra, ganhou a maioria dos duelos e ajudou a empurrar os colegas para a tomada do castelo de Bergamo.

PAULINHO - 1 - Foi desactivado na estratégia apresentada pelo treinador do Atalanta, muito isolado nas suas acções em toda a primeira parte, perdeu a maioria dos duelos sempre por antecipação, deixou-se empurrar para caminhos que não conhece, como ter que fechar perto da sua área. Não voltou para a segunda parte.

SEBASTIÁN COATES - 3.5 - Que diferença! Foi "El Comandante" que a equipa necessitava quando o barco parecia que estava irremediavelmente perdido, prestes a afundar-se. A importância que tem na orientação da defesa e nas saídas de bola, supera a sua já excelente qualidade técnica e física em que faz a diferença. Estancou de vez a hemorragia dos lances perigosos do adversário.

GENY CATAMO - 3 - Mexeu claramente com o jogo, foi a chave que ajudou a abrir as portas de ferro do castelo italiano, teve o empate nos pés, o guarda redes italiano já batido e com a bola a decidir bater no poste e voltar para trás, seria explosivo nas bancadas de Alvalade. Foi duramente alvejado com faltas bem duras pelos italianos que nunca encontraram a fórmula de o parar.

MARCUS EDWARDS - 3 - A par do colega moçambicano entrou bem no jogo, confundiu o adversário provocando-lhe inesperados desequilíbrios e que geraram surpresa no treinador italiano, que se viu obrigado a reagir, fazendo várias substituições, metendo mais médios e defesas para conseguir parar a dupla endiabrada.

RICARDO ESGAIO - 2.5 - Trouxe melhor equilíbrio nas acções defensivas pelo seu corredor, aliviando o colega Diamonde que pôde respirar finalmente do sufoco que o Fresneda lhe provocou na primeira parte. Obrigou o avançado nigeriano a emigrar para outras zonas mais recuadas do terreno. Leu bem o jogo e sabe de cor os movimentos básicos da equipa, soubesse ele também decidir melhor os lances e seria jogador para outro patamar.

DANIEL BRAGANÇA - 1 - Uma substituição que ninguém entendeu, aos 90'? Ía mudar o quê? Entrou, deu uma sarrafada num italiano (pisão), levou amarelo e consequente livre perto da sua área.

RÚBEN AMORIM - 2 - A versão estratégica da primeira parte foi um autêntico fiasco, com uma frequência competitiva muito errada comparada com a dos italianos, que foram sempre mais rápidos e intensos a ocupar os espaços em todas as zonas do terreno. Viu a sua equipa engolida e sem nunca conseguir adaptar-se ao jogo do adversário, que fez 2 golos sem surpresa perante a supremacia que apresentou. Com o Suicido à vista e em modos acelerado esperou impacientemente o intervalo para refazer tudo de novo, Leu o que falhou e rectificou posições no terreno, fez revolução com a entrada de 3 elementos e finalmente se viu a equipa que é líder do campeonato nacional a jogar futebol, a desenvolver o seu jogo e a obrigar os italianos a recuarem e a provarem do seu próprio veneno, pena que já não foi a tempo e o poste da baliza do Juan Musso também não deixou.

GIAN PIERO GASPERINI - 4 - Viu a sua equipa fazer uma primeira parte irrepreensível, surpreendendo o leão no seu covil. O Gasperini é um treinador ardiloso, montou bem a estratégia numa base muito atlética e exigente na velocidade e intensidade dos seus jogadores, com o bloco muito subido e marcando bem em cima as saídas de bola do Sporting, asfixiando-o. Os 2 golos apareceram com naturalidade numa primeira parte bem conseguida e tornaram-se decisivos no resultado final. Viu-se surpreendido na forte reacção do Sporting na segunda parte e que quase chega ao empate, assustou-se e viu-se  obrigado a reagir, a meter mais defesas e médios defensivos para salvar a vantagem e a vitória.

ALEJANDRO HERNÁNDEZ (Árbitro) - 3 - Uma arbitragem muito autoritária, com pulso forte e determinado nas decisões, manchada por um erro grave, quando não teve a coragem de expulsar o Toloi, num lance que agarrou ostensivamente o Gyokeres, depois deste ganhar-lhe a frente para sair no contra ataque, seria o 2º amarelo e expulsão aos 83'.

GUILLERMO QUADRA (VAR) - 5 - A coragem que faltou ao árbitro, teve-a o VAR, quando não teve dúvidas em assinalar a grande penalidade por mão clara na bola do Scalvini dentro da sua área a remate do Diomande.

publicado às 02:35

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54 comentários

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De Manuel a 06.10.2023 às 05:33

Olá Julius
Que raio. Que lhes deu para aquela prestação na primeira parte? Todos perdidos, não acertaram passes nenhuns e o italianos acertavam todos os passes. Quando entrou o primeiro, já se estava a ver que ia dar asneira. O pior de todos foi o Hjulmand. Que até era o que sabia melhor como jogavam os adversários. E estavam com tão pouca confiança no Fresneda que nem lhe passavam a bola. Para isto, mais valia o Gonçalo Esteves que era mais barato e não fazia pior e sempre chateava o papa.
O que tenho dificuldade em aceitar é que mesmo que o Amorim se tenha enganado na tática, eles pareciam amortecidos. Nem corriam como deve ser. Um pouco como nos jogos com o City e o Ajax. Não aprenderam nada?
Abraço
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De Julius Coelho a 06.10.2023 às 10:30

Um bom dia de Sexta feira para todos caros amigos

O que vimos foi dificuldades de adaptação de alguns jogadores à alta intensidade dos italianos, retardaram a mudar o chip, quando o fizeram mostraram que até conseguem acompanhá-los inclusive superá-los. O treinador e os jogadores sentem-se numa encruzilhada, a prioridade é o campeonato e instintivamente transportaram isso para o campo na primeira parte.

Entre o desgaste que não surtiu efeito, porque não evitaram a derrota e o terem que recuperar para o jogo com o Arouca cruzam-se situações difíceis de resolver, não estava previsto o Esgaio e o Coates jogarem, e tão pouco o esforço redobrado fisico que fizeram na segunda parte, por correrem atrás do grande prejuízo dos 2 golos de diferença. Esperamos que tudo isso não provoque consequências para o jogo de Domingo com o Arouca.
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De Julius Coelho a 06.10.2023 às 10:47

Manuel,

Fresneda não vai pegar de estaca como aconteceu com o Porro, tem muitos detalhes que vai ter que assimilar, fiquei preocupado quando o vi desistir de acompanhar o marcador do 2º golo italiano, não entendi o motivo, é um erro grave.
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De Orlando Santos a 06.10.2023 às 09:42

Correu muita coisa mal, a começar pela escolha táctica. Se Coates estava em condições, deveria ter jogado; Fresneda, até agora, não mostrou nada (não faria pior o Gonçalo Esteves); Paulinho correu muito, mas sem sentido e ainda "colaborou" no primeiro golo do Atalanta; Hjulmand, começa a deixar-me dúvidas.
Parece-me que Amorim estava já a pensar no jogo com o Arouca, que realmente é mais importante e resolveu poupar alguns titulares como Coates, Esgaio e Edwards . Com equipas competitivas como as italianas essas coisas custam caro, mas do mal o menos se o Sporting ganhar ao Arouca.
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De Julius Coelho a 06.10.2023 às 10:44

O que temos que nos preocupar é com as dificuldades que a defesa da equipa mostra quando não joga o Coates, ninguém assume a liderança, numa defesa a 5 só funciona bem se tiverem lá atras um patrão, alguém muito respeitável por todos em que reconheçam liderança, são vários movimentos sincronizados e precisa-se alguém que saiba dar voz nos timings certos, não basta ser bom de bola é mais que isso, o Gonçalo é um jovem introvertido mas como central ao meio, como 5º homem, tem que assumir a voz para que todos façam o que tem que ser feito sem erros, não só a liderança sobre a linha do fora de jogo, as dobras, os espaços entre eles, as antecipações, as saídas, são vários movimentos que o 5º homem comanda.
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De Julius Coelho a 06.10.2023 às 10:52

Orlando,
Hjulmand surpreendeu nestes 2 ultimos jogos, não sei como treina e como vive a sua vida particular, mas apresentou-se demasiado "flojo" apático e "fora dela", aí tem algo que fica difícil de compreender, a facilitar assim como todos viram não tem espaço na equipa, terá que acertar de novo o caminho.
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De RCL a 06.10.2023 às 09:49

Julius
Na primeira parte temi a hecatombe do Manchester City e Ajax, só que o Atalanta , 6o do campeonato italiano ,não tem o gabarito daqueles.
Penso que Amorim quis dar uma alegria aos adeptos com a escalação de Fresneda. Abriu um corredor à direita.
Se for por aí, Amorim está lixado.
Agora o Arouca que é o jogo mais importante , será que a equipa terá capacidade para dar a volta? Estou algo pessimista.
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De Julius Coelho a 06.10.2023 às 10:57

De facto RCL a hecatombe pairou no ar, caso voltassem com a mesma "disposição" na segunda parte seria catastrófico.

O Fresneda foi vitima de ao mesmo tempo o Coates estar ausente, um jogador novo na defesa o patrão tem que lá estar para ajuda-lo e integrar-se nos movimentos, andaram todos à deriva.

O Arouca é o jogo mais importante, vai haver paragem e temos que seguir na frente, vão ter que dar tudo no Domingo.
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De Luis Carvalho a 06.10.2023 às 10:30

Um jogo falhado por causa de uma primeira parte cheia de equívocos. Se Amorim estudou a Atalanta, não pareceu. Notas preocupantes: Morten, depois de um arranque de época interessante, parece perdido naquele meio a dois, ontem nem defendeu, nem atacou, andou por ali; Fresneda, completamente ausente do jogo, não sei se por indicação de Amorim ou por não ter percebido o que se passava no seu lado, melhor seria ter ficado resguardado na defesa, incompreensível a sua movimentação no segundo golo sofrido, a seu favor o facto de não ter ninguém do lado direito a descer para o ajudar; Amorim, incapaz de alterar ou adaptar a equipa perante equipas com melhores argumentos físicos e técnicos. Desde o início da época que digo que falta a esta equipa um 6, forte fisicamente, ou a mudança de o sistema tático para por exemplo um 3:4:1:2, mas isso não acontecerá.
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De Julius Coelho a 06.10.2023 às 11:06

Luís Carvalho,

O primeiro erro do Amorim foi lançar um jogador novo na defesa sem o patrão lá estar, contra uma equipa de bloco alto e a saber movimentar-se muito bem precisava-se de VOZ lá atrás a que o Gonçalo não soube dar, a direita entregue a 2 miúdos de 19 anos, com um deles novato na equipa, o treinador italiano percebeu a porta aberta e fez insistência no ataque italiano por ali.

O Fresneda desistiu de acompanhar o marcador do 2º golo porque este fletiu para o centro e deixou a responsabilidade a outros e isso não pode acontecer, comigo levava dura, tem que o acompanhar sempre até que um colega lhe diga "é meu".

O Morten não tenho explicação, mostrou uma faceta ainda desconhecida a nós todos e imagino que também ao treinador.
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De Leão do Norte a 06.10.2023 às 10:45

Bom dia amigo Julius,

Ontem foi um jogo com muitas leituras e nem todas evidentes.
E convém destacar um facto. Esta Atalanta é um excelente equipa, com bons jogadores e muito bem orientada.

Uma primeira parte que espelha uma das máximas do futebol, "uma equipa joga o que a outro deixa".
Se há aspecto em que as equipas italianas, e o seus treinadores, são bons é no aspecto táctico. Ontem a Atalanta, na primeira parte, deu um "banho" e não deixou o Sporting jogar, anulando-nos completamente. Não foi uma questão individual, foi colectiva.
E nos jogos onde não tem a bola o Sporting sofre pela escassez de jogadores no meio-campo. Morita e Hjulmand, muito recuados pela pressão da Atlanta, não tinham qualquer hipótese face ao elevado número de adversários que apareciam na sua zona.

Na segunda parte o Rúben Amorim mostrou capacidade para interpretar a situação, especialmente pela forma como deslocou jogadores para o centro do terreno (Edwards e Genny andaram por essas zonas). A entrada de Coates também foi importante para estabilizar a defesa.
O jogo foi outro e a reviravolta podia ter acontecido. Pena as oportunidades falhadas.

Individualmente duas notas.
O Fresneda pareceu mais vítima que réu. Os colegas da defesa, especialmente o Diomande, não lhe passavam a bola (o Rúben Amorim disse no final que a indicação era meter a bola no centro) e teve pouco apoio. No segundo golo da Atalanta a responsabilidade é tanto dele como do Diomande. O jogador costa-marfinense não pode subir além do lateral direito e deixar esse espaço sem cobertura.
O Edwards, 30 segundos após o 1-2, não pode falhar aquele golo. Recordo-me que na época passada contra o Arsenal em Londres, logo após o 1-1, ele falha uma oportunidade igual. O guarda-redes redes não defende, ele é que acerta nele.
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De Julius Coelho a 06.10.2023 às 11:13

Amigo Leão do Norte,

O Atalanta mostrou alta rodagem mas também mostrou fragilidades, acabou o jogo a jogar feio e a defender de qualquer forma já com alguma desorganização defensiva perante adversários criativos, não vou por aí, não são melhores que o Arsenal seguramente. Temos sim que olhar para nós, para as principais motivações dos nossos jogadores gerindo as prioridades, este jogo era prioritário nas suas cabeças? Foi-lhes isso transmitido? A questão passa muito por aí, sabemos que é de todo o interesse acabarmos em 1º no grupo para não termos que fazer mais 2 jogos contra uma equipa caída da champion League e podem ter hipotecado ontem essa possibilidade, mas provavelmente não estão preocupados com isso, a resposta vamos tê-la no Domingo, esperamos que ontem a segunda parte e todas aquelas alterações não tenham consequências para Domingo.
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De Leão do Norte a 06.10.2023 às 12:11

"...este jogo era prioritário nas suas cabeças? Foi-lhes isso transmitido?
...mas provavelmente não estão preocupados com isso"

Nem quero pensar em tal coisa!
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De Julius Coelho a 06.10.2023 às 13:30

Bom eu respondo por mim, jogamos uma das épocas mais importantes dos últimos tempos com consequências futuras para o clube, por isso a prioridade é clara...
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De Leão do Norte a 06.10.2023 às 13:52

Já aqui escrevi que a existência de uma prioridade, totalmente justificada, não pode implicar desleixo ou falta de entrega noutras competições.
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De Julius Coelho a 06.10.2023 às 11:20

O Amorim ontem cresceu um bocadinho mais como treinador, aprendeu que não pode lançar na sua defesa caloiros sem lá estar o patrão contra adversários do calibre do Atalanta, faltou voz na defesa, os 2 golos italianos foram resultado disso mesmo, com o Coates aqueles lances não tinham acabado daquela forma, o Gonçalo ainda não tem VOZ por muito que jogue bem e varra tudo na sua frente, tem que aprender a ser patrão, não pode ficar encolhido a gerir os colegas, viu-se a enorme diferença quando entrou o Coates, tudo passou a funcionar normalmente e oleadinho, até parece que puderam colocar as cabeças nas almofadas.

Apesar de todos esses equívocos puderam chegar á reviravolta no marcador, tiveram ocasiões para isso.
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De Pedro Casimiro a 06.10.2023 às 14:06

Epá, mas vamos la ver uma coisa: até quando é que vamos andar em fase de aprendizagem? É que esse discurso de termos que crescer enquanto jogadores e treinadores já dura há anos. Neste clube parece que andamos sempre em "anos 0", sempre em fase de embrião. Os jogadores hão-de ter 30 anos e ainda estão a aprender e têm falta de experiencia. Ja cansa esse discurso.
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De Julius Coelho a 06.10.2023 às 14:38

Casemiro, o treinador é todavia muito jovem, ele próprio reconhece que tem cometido erros, está a limar ainda as suas ideias e é com a equipa posta à prova sob várias circunstancias que vai as vai limando
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De Orlando Santos a 06.10.2023 às 16:10

Não é patrão quem quer, é mais uma questão de personalidade. Inácio não tem essas características, talvez com mais alguns anos e experiência possa fazer o lugar mas não é a praia dele.
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De Julius Coelho a 06.10.2023 às 17:58

Além de ser um rapaz muito introvertido o que não ajuda.
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De RCL a 06.10.2023 às 13:01

Leão do Norte
Golos falhados vejo centenas nas melhores ligas e dos melhores jogadores do mundo.
Edwards foi um dos responsáveis pela viragem do jogo na segunda parte, ele e o miúdo moçambicano , Geny, que pela primeira vez jogou na sua posição natural. Espero que Amorim tenha tirado apontamentos.
Não quero que Amorim imite o burro do Lage LOL]
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De Leão do Norte a 06.10.2023 às 13:49

RCL, são situações diferentes.
Edwards esteve muito bem na forma como mexeu com o jogo, mas é incompreensível continuar a falhar golos naquela situação. Todos falham (uns mais do que outros), mas ele não pode persistir no mesmo erro.
O Geny falhou mas desviou a bola do guarda-redes e esta foi ao poste. Também foi azar.
Referi a jogada contra o Arsenal, mas poderia referir várias que já ocorreram no campeonato nacional. O Edwards naquelas situações parece que fecha os olhos e remata com força e em frente. Como actualmente a técnica de defesa dos guarda-redes, num misto do futsal e andebol, passa por ocupar o maior volume possível, ele acerta neles. Talvez devesse procurar outras alternativas.
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De Luis Carvalho a 06.10.2023 às 16:41

Caro Leão do Norte, uma equipa joga o que a outra deixa, sem dúvida, mas se a deixar jogar à vontade, com má preparação do jogo, sem capacidade para a partir do banco ir emendando posições no campo, etc, etc, deixar jogar muito mais, já entramos no campo da incapacidade de ver além do óbvio, que pura e simplesmente não se estava a jogar nada, nem ataque, nem defesa, nada! Eu, que de futebol pouco percebo e estando a ver na SIC o jogo com um dos meus filhos que tem 30 anos de idade, mas com 25 de Alvalade, acho que percebemos mais rapidamente que Amorim onde mexer. E toco no ponto, Amorim tem o seu sistema de jogo do qual não abdica, está no seu direito, mas revela limitadas “ skills” não se pode jogar de forma igual( tática) contra todos. O Rio Ave, o Farense, o Vizela, etc, etc, são equipas muito diferentes das equipas europeias de topo( a Atalanta não o é, mas joga muito bem), porque raio não jogamos diferente?
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De Leão do Norte a 06.10.2023 às 22:06

Luís Carvalho,
São variadíssimas as qualidades de Rúben Amorim, mas não deixa de ter uma certa teimosia.
Foi nitidamente surpreendido mas acredito que percebeu, desde cedo, o erro. Talvez essa teimosia, associada à hierarquia que valoriza e a rígidas convicções, o tenham "impedido" de actuar mais cedo.
Sendo nós adeptos das ditas modalidades amadoras, percebemos bem a importância de actuar, quase em tempo real, no jogo. Nesse aspecto, e mesmo sem os possíveis descontos de tempo, os treinadores de futebol têm bastante a aprender com os treinadores das restantes modalidades.
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De Luis Carvalho a 07.10.2023 às 11:15

Nem mais, meu Caro Leão do Norte.
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De José Silva a 06.10.2023 às 11:08

O grande problema para mim na 1ª parte, foi Amorim ter colocado Paulinho ao lado de Gyoqueres e assim perdeu completamente o meio campo onde a Atalanta aparecia sempre em superioridade numérica. De início teria colocado Edwards a jogar perto de Gyoqueres e Pote à frente de Hulmand e Morita numa espécie de 3-5-2. Se somarmosa isto a completa ausência do lateral direito, ( Fresneda esteve em campo.?), a 1ª parte fica explicada. Grande reaçao na 2ª parte, mas já não fomos a tempo. No domingo temos mesmo que ganhar ao Arouca, vai ser um jogo sofrido, mas temos que continuar em 1º lugar até porque vem aí uma paragem no campeonato.
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De Julius Coelho a 06.10.2023 às 11:29

José Silva,

A situação que resultaram nos maiores problemas não passou pelo Paulinho, são 10 elementos à frente do guarda redes e basta um setor não estar a funcionar bem para tudo se desiquilibrar como um baralho de cartas. Como podia funcionar o meio campo se a equipa não conseguia sair para o apoio? Os italianos cortaram com facilidade o fornecimento à direita e à esquerda e mantiveram os seus jogadores em pressão alta, concentraram-se mais na ala esquerda do Sporting porque as instruções do seu treinador foram essas, o Sporting não iria atacar pela direita onde tinha menor confiança nas movimentações e com a ausência do patrão lá atras tornou-se medonha a clara falta de sincronização dos movimentos da dupla Diomande/Fresneda a que os italianos exploraram ao máximo.

Domingo a resposta terá que inequívoca, terão que deixar a pele no relvado se for caso disso.
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De mike1906 a 06.10.2023 às 11:15

Bom dia Julius! Já ontem deixei a minha opinião sobre o jogo e no geral vai de encontro à sua analise.

Infelizmente Gasperini bateu com clareza o nosso Amorim.

Quanto ao que refere sofre Fresneda que inexplicavelmente desistiu do lance que deu o 2º golo, foi simples.

Fresneda tinha constantemente a "cairem-lhe" 2 jogadores no seu lado (Morita foi apoiando) mas naquela jogada viu-se sozinho e hesitou uma fração de segundos sobre qual marcar. Com a rapidez do Lookman, foi o suficiente para ter ficado fora do lance.
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De Julius Coelho a 06.10.2023 às 11:37

Mike,
Fresneda teria que continuar sempre com ele e esperar que vai haver tabelinha, não ficar à espera que os colegas resolvam, havia défice de elementos na defesa nesse lance, por isso teria que assumir toda a responsabilidade, faltou sim um patrão que o ajudasse.

Fico apreensivo porque o Coates está a chegar ao fim e não vejo ninguém a assumir aquela posição, muito se fala das qualidades técnicas de quem possa assumir o lugar e ontem ficou provado que isso por si só não chega, de todo, o último homem tem responsabilidades muito acrescidas, por isso dei o exemplo de que irem buscar o central brasileiro do Famalicão seria uma das soluções, tem que haver VOZ de alguém a quem reconheçam que saiba tudo de como se tem que movimentar toda a defesa e não só a defender, a sair também.
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De mike1906 a 06.10.2023 às 12:04

Fresneda esteve perdido em campo, infelizmente, não foi só nesse lance. Esse lance, só foi mais notado, porque terminou em golo
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De João Gil a 06.10.2023 às 11:19

«Não gostamos hoje mas vai dar-nos jeito noutro dia»
É muito isto o Sporting de Rúben Amorim: ensaio e erro. É preciso deixar errar os miúdos bem como o treinador. Há muita qualidade e competitividade, eu acredito no projeto.
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De Julius Coelho a 06.10.2023 às 11:45

João Gil, algures nos meus comentários de hoje, abordo essa questão, até que ponto os jogadores tinham instruções para mudarem o chip, que lhes foi de facto transmitido ao nível das prioridades, ficou uma ideia que não levaram o jogo como prioridade máxima e jogar benzinho contra este tipo de adversários è muito insuficiente correndo riscos de alguma tragédia no resultado.

Perceberam que tinham que dar algo mais e na segunda parte fizeram-no, tarde mas mostraram que se quiseram acompanham qualquer ritmo. Imagino que ja será difícil acabar em primeiro no grupo e com isso "ganharam" mais 2 jogos na competição, vão ter que desgastar-se contra um futuro frustrado da champion League.

Acredito numa resposta de todo diferente no Domingo.
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De Pedro Casimiro a 06.10.2023 às 19:38

Oh meus caros, tenham la paciencia mas vamos la deixar-nos desse discurso dos "miudos" que ja chateia. Parecemos um clube pequeno.
O Inacio vai para a 4a época de leao ao peito, nuno santos, pote igual. Coates nem se fala, o Paulinho deve ter quase 30 anos. O Bragança tem 25, parecendo que não.
Vão ser eternamente os miudos? Temos que nos deixar dessas tretas se queremos subir de patamar. O Porto fez uma excelente exibicão contra o Barcelona, teve varias ocasioes para marcar, perdeu e no final ninguem se veio desculpar se o Ivan Jaime é novo ou velho, se o Alan Varela chegou ha pouco tempo da America do Sul, etc e tal.

Chega dessa eternização do clube dos "miúdos". É que depois vai-se a ver e já não são assim tão miudos quanto isso.
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De AHR a 06.10.2023 às 12:52

O Amorim cometeu um duplo erro na defesa, ao colocar Fresneda, um jogador sem rotina, e tirar Coates, o patrão da equipa.. Se fosse no jogo da taça com o Olivais e Moscavide, comoreendia-se a opção, mas com os italianos é indesculpável. No início até pensei que o Coates não jogava por estar lesionado. Não sendo assim, não passave pela cabeça de ninguém não ser utilizado. Por isso, não concordo consigo quando diz que o Amorim cresceu nais um pouco com este erro. Pelo contrário, parece que o Amorim não aprende. Já teve desaires suficientes em casa, com equipas europeias, para estar avisado sobre a necessidade de colocar a melhor equipa. Para rematar, apenas uma curiosidade - invoca-se constantemente a necessidade de um "6" para o meio campo do Sporting. Ontem, o que se viu foi um Sporting que jogou incomparavelmente melhor sem o ^6^. Um meio campo dinâmico, sempre em movimento, pode compensar essa ausência.
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De Julius Coelho a 06.10.2023 às 13:24

AHR

Aprender, aprende sempre pouco ou muito aprende, a agua tanto bate que até que fura, mas de todo percebeu que não pode colocar elementos novos na equipa se não estiver na sua zona o jogador que marca os tempos, não funciona contra equipas de alta rotação como o Atalanta.

Recordo o último jogo do Atalanta em Alvalade, nos anos 80, eu estava lá, fizeram o golo num lance que jamais esqueci, uma jogada normal de um elemento do Atalanta e de costas para a nossa baliza muito longe da nossa área, fez um movimento repentino virando-se ao mesmo que tempo que fez um passe em profundidade já com o avançado a sair a desmarcar-se, jogada claramente ensaiada que fez de anjinhos toda a nossa defesa que ficou parada, nunca esqueci, porque o achei fantástico a tal ponto que o treinei esse mesmo movimento anos mais tarde com os meus jogadores e funcionou algumas vezes,.

O "6" funciona na maior parte dos jogos, nem em todos é um facto mas funciona, hoje movimenta-se de forma diferente consoante o adversário, nunca esqueçam que a mesma estratégia, a mesma terapia que ajudou a equipa a vencer 5-0 pode não funcionar na semana seguinte e terminar mesmo em goleada ao contrário.
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De Zé Manel a 06.10.2023 às 13:08

Já comentei em relação ao jogo com o Farense que quando o capitão não joga faz imensa falta ao Sporting, não só pelo que joga mas também pela sua voz de comando. Hoje não vou individualizar porque a falha na primeira parte foi total, o Sporting raramente conseguiu chegar ao último terço da Atalanta. Na segunda parte melhorámos muitíssimo com as trocas feitas por Amorim e criamos lances flagrantes para empatar. Seria merecido. SL
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De Julius Coelho a 06.10.2023 às 13:27

Zé Manel,

Ficou aos olhos de todos tudo bem clarinho, o rio se encontrar uma barreira engrossa no volume de água, criando um hermoso lago, se encontrar uma fuga tudo se perde, o lago hermoso desaparece, ontem percebemos todos onde os italianos encontraram a fuga e o Amorim também percebeu porque a tapou.
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De Zé Manel a 06.10.2023 às 14:30

Julius, já ontem comentei no post pós jogo: o Sporting entrou a jogar à velocidade da liga portuguesa, só que não estava a jogar contra uma equipa portuguesa mas sim contra uma equipa que joga num campeonato bem mais competitivo. Como se costuma dizer, se calhar também faltou essa mudança de chip, contra uma equipa como a Atalanta tem que se jogar a outra velocidade, o que já aconteceu na 2a parte. SL
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De Julius Coelho a 06.10.2023 às 14:41

Mas foi clarinho como a água cristalina a falta do chip correto na cabeça dos jogadores durante a primeira parte, experiências e facilitismos com adversários destes não cola de forma alguma, só pode dar em desastre.

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