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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Olivais e Moscavide para a Taça de Portugal - 3ª. Eliminatória, que resultou numa vitória por 3-1. Golos de Marcus Edwards 43' (Penálti), Geny Catamo 52' e Daniel Bragança 90+4'.
DESPERDÍCIO NUMA NOITE SEM ESTRELAS
A defrontar uma equipa da Distrital e em campo neutro, o leão tinha a obrigação de fazer muitíssimo mais. Entrou na partida praticamente a perder, após um disparate do jovem espanhol Fresneda que provocou uma grande penalidade sem necessidade e só na segunda parte conseguiu dar a volta ao jogo, com a entrada fulgurante do Geny Catamo que marcou e assistiu. Uma noite muito desinspirada da equipa do Sporting que se fartou de esbanjar oportunidades claras de golo, só com o guarda redes pela frente, (Marcus Edwards por 3 vezes, Paulinho 2, Pote e Daniel Bragança por uma vez).

DESTAQUE - FRANCISCO TRINCÃO - 3.5 - Agitou sempre o jogo com persistência e critério, mas nem sempre definiu muito bem. Muito móvel e activo, procurou os caminhos de rotura na defesa adversária, dando-se às linhas de passe e passando a bola em lances muito bem desenhados para golo iminente. A jogar assim a titularidade fica ali à porta.
FRANCO ISRAEL - 3 - Um golo a frio aos 8' de penálti em que adivinhou o lado. Não foi mais colocado à prova mas mostrou habilidade no jogo de pés.
IVÁN FRESNEDA - 2 - Está com a mala-pata, o fantasma de Atalanta voltou atacá-lo e a persegui-lo. Um impulso algo disparatado fez com que chegasse um pouco atrasado num desarme desnecessário dentro da sua área a fazer penálti. Ainda recuperou, aparecendo em vários lances em que saiu por cima, mas foi insuficiente para alterar o destino marcado de ficar nos balneários após intervalo.
JEREMIAH ST. JUSTE - 2.5 - Uma exibição "programa", sem forçar, depois da longa paragem. Hesitante no início do jogo em que perdeu alguns duelos a que foi recuperando com o decorrer da partida. Experimentou alguns choques com o adversário e ganhou o seu desafio, não se lesionou e nem se ressentiu da lesão anterior.
LUÍS NETO - 3 - Duas curtas aparições na época e foi titular ontem com a missão de patrão da defesa a que levou bem até ao fim. Não deu nem dá a intensidade que a equipa necessita nas saídas, mas cumpriu em todo o resto.
MATHEUS REIS - 2.5 - Estranhamente não conseguiu destacar-se perante um adversário muito limitado, cumpriu na missão defensiva mas deixou muito a desejar no apoio do ataque com prestação medíocre.
DÁRIO ESSUGO - 2.5 - Só conseguiu destacar-se quando o adversário ficou acabado fisicamente, e, quando finalmente fazia a diferença no meio campo, o treinador decidiu substitui-lo. Tecnicamente não está a evoluir e torna-se em alguns lances mais problema que solução.
DANIEL BRAGANÇA - 2 - Assim vai ficar difícil um futuro na equipa. Teve um teste que tinha a obrigação de passar com nota elevada e deixou-se engolir no tempo, sem nunca fazer a diferença lance após lance. Não estranha a sua reacção de semblante pesado e triste quando marcou, só teve que empurrar a bola para dentro da baliza oferecida de bandeja pelo Geny, estava consciente que até esse momento, pouco ou nada lhe correu de feição em toda a noite.
PEDRO GONÇALVES - 2 - Jogo que deu para o treinador fazer experiências, o Pote na esquerda a fazer o corredor não é a sua praia de todo, não vai voltar a repetir, ainda assim, um tirazo em arco que tirou tinta na trave da baliza do "chato" Rúben Gonçalves, que só pôde "defender" com os olhos.
MARCUS EDWARDS - 2.5 - Fazer o golo do empate na execução de um penálti bem marcado, após um sensacional slalom dentro da área adversária que acabou em rasteira não foi suficiente para chegar à nota positiva. Exibição fraca e escandalosamente perdulário em lances de golo feito. Muito apagado em grande parte do jogo.
PAULINHO - 1 - Aos 84', Paulinho explicou a todos os que assistiam porque fez ontem um dos piores jogos com a camisola do Sporting, recebeu uma bola cruzada com régua e esquadro do Nuno Santos direitinha para a sua cabeça e na altura mais desejada para um cabeceamento fulminante, onde teve tempo para escolher o lado da baliza e acabou num ... passe para o surpreendido guarda redes, foi o culminar dos vários erros que protagonizou em toda a partida no último terço do terreno.
GENY CATAMO - 3.5 - Mexeu muito definitivamente com o jogo, o adversário tinha antídoto para todos, menos para o jovem moçambicano, que executou vários raids supersónicos que rebentaram com defesa da equipa de Olivais e Moscavide. Fez o golo do empate numa tremenda execução e assistiu em bandeja de prata, o Daniel para o último golo do placard. Cheira a titularidade.
NUNO SANTOS - 2.5 - Mostrou diferença quando entrou, uma intensidade de nível superior mas pecou também na definição, alguma precipitação. Tremendo remate com selo de golo aos 72' e um excelente cruzamento para o Paulinho falhar o golo de forma grosseira.
MORTEN HJULMAND - 2 - Mostrou maior acerto e objectividade no passe que o Dário Essugo.
RICARDO ESGAIO - 1 - Nada acrescentou nos 10' que jogou.
GONÇALO INÁCIO - 2 - Ensaiou excelente jogada com passe de rotura que quase deu golo.
RÚBEN AMORIM - 3 - O que valeu foi terem defrontado um adversário com excessivas limitações, em que só conseguiu chegar perto da baliza do Sporting por 2 vezes em toda a partida. Muitos erros na definição do último passe e no remate à baliza, com perdidas de golos escandalosas. Vários elementos da equipa renderam muito pouco, com os níveis de concentração muito baixos.
RICARDO BARÃO - 2.5 - Deixou correr o tempo e explorou as ofertas do adversário que levaram o resultado incerto quase até final. Seria um escândalo as imensas limitações tão visíveis da sua equipa em toda a partida conseguirem levar o Sporting a prolongamento.
HÉLDER CARVALHO (Árbitro) - 2 - Tudo acabou em bem, mas o que seria uma boa arbitragem, ficou manchada por um erro grave: não viu um penálti claro na área do Olivais e Moscavide, uma mão na bola que a impediu de seguir para golo.
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