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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Raków Czestochowa da 3ª jornada da Liga Europa (fase de grupos), que resultou num empate a 1-1. Golo de Sebastián Coates 14'.
LEÃO SEM ADERÊNCIA TROPEÇA NUM RAKÓW E NUM RELVADO DE BAIXÍSSIMA QUALIDADE
A jogar no recinto do adversário e perante o seu público, num relvado muito impróprio e condicionado logo aos 8', com a expulsão do seu ponta de lança (Gyokeres), foram adversidades a mais que colocaram a equipa leonina em situação inédita esta época. Valeu o golo do capitão uruguaio, que aproveitou a desorganização do Rakóv pela demora injustificável (6') na substituição do seu jogador, que saiu lesionado no lance com o avançado sueco do Sporting. Na frente do marcador e em inferioridade numérica os leões conseguiram controlar o jogo até ao intervalo e com grande chance de ampliar o marcador, com Pote isolado a não conseguir chapelar o guarda redes sérvio. O leão regressou para uma segunda parte diferente, com as saídas de Edwards e Pote a equipa perdeu o controle do meio campo, os substitutos Geny Catamo e Paulinho nunca conseguiram segurar a bola o que deu ânimo à equipa polaca para avançar no terreno, acabou por fazer o seu golo e colocar mais pressão nos instantes finais na busca do golo da reviravolta.

DESTAQUE: MORTEN HJULMAND - 3.5 - Deu equilíbrio à equipa, jogando simples no passe e com boa leitura na antecipação cortando muitos lances de ataque à equipa polaca. Enquanto as pernas duraram, foi o responsável por não se notar a diferença numérica no meio campo em toda a primeira parte. Ressentiu-se com as saídas do Pote e do Edwards e mais esgotado já não conseguiu responder e acompanhar no apoio ao jogo esticado do Paulinho e do Geny Catamo.
FRANCO ISRAEL - 3 - Apareceu com surpresa no onze titular mas não ganhou pontos, falhou algumas abordagens em lances de fácil controle e que manifestaram alguma insegurança. A imprevisibilidade da bola naquele relvado deixou-o sempre desconfortável.
RICARDO ESGAIO - 2 - Voltou a deixar a marca maldita, de ter responsabilidade directa em vários golos do adversário, não tem justificação com a sua experiência, oferecer a bola ao adversário naquelas circunstâncias com a equipa toda balanceada no ataque e em inferioridade numérica, um golo que animou a equipa e público adversário e colocou em sérias dificuldades a sua equipa até final do jogo.
OUSMANE DIOMANDE - 3 - Levou sempre a melhor na maioria dos duelos, mas foi também atraiçoado pelo terreno em vários lances, que lhe sacaram a confiança na sua abordagem. Salvou o colega Esgaio de noite ainda mais negra dobrando-o diversas vezes já depois de ultrapassado.
SEBASTIÁN COATES (Cap) - 3.5 - Marcou o golo muito oportuno, no momento certo, aproveitando bem alguma desorganização defensiva do adversário que demorava a organizar-se na sua nova estratégia em superioridade numérica. Valeu a sua experiência para segurar o empate nos minutos finais, cortando bolas que levavam a trajectória de golo iminente e ainda executou lançamentos para o Paulinho e o Geny para contra ataques com espaço aberto.
GONÇALO INÁCIO - 3 - Os centrais foram o melhor sector da equipa, sempre coesos e raramente deram espaço ao adversário. Executou um dos seu espectaculares passes longos que isolou o Pote na cara do guarda redes do Raków. Sentiu mais dificuldades nos minutos finais, quando a acudir as costas do colega Matheus Reis que já não conseguia fechar com competência.
MATHEUS REIS - 2 - Os laterais que vestem a camisola do Sporting têm que mostrar mais qualidade nos duelos e na leitura do jogo do adversário. Quando os colegas do meio campo acusaram o natural desgaste de jogarem durante largo tempo em inferioridade numérica, pedia-se que fosse mais consistente e competente a fechar as suas costas, foi comido várias vezes e da mesma forma pelo adversário, que viu a ali uma porta de entrada na área do Sporting. Muito tardou... a sua substituição!.
HIDEMASA MORITA - 2.5 - Muito esforçado mas pouco eficaz no que tão bem sabe fazer, o passe curto e as triangulações que deixaram de existir, principalmente quando o Pote deixou o terreno, pareceu receoso na abordagem em vários lances, quiçá pelo estado deplorável do relvado repleto de sulcos, que faziam a bola saltitar e mudar muitas vezes de direcção.
PEDRO GONÇALVES - 3 - Exibição intermitente com alguns bons flash em lances bem executados, ajudou a equipa a guardar a bola em toda a primeira parte e esteve muito perto de fazer o segundo golo, isolado tentou o chapéu ao guarda redes sérvio, o que daria outra tranquilidade à equipa naquelas circunstâncias, mas a bola saiu demasiado baixa. A sua substituição prematura (58'), só se explica por desgaste.
MARCUS EDWARDS - 2 - Nunca conseguiu ultrapassar a defesa adversária, rapidamente se desgastou nos confrontos físicos em que mostrou a sua habitual fragilidade. Foram raros os lances que conseguiu segurar a bola ou concluir com critério, naturalmente foi o primeiro a sair de cena e dar o seu lugar ao Paulinho.
VIKTOR GYOKERES - 1 - Quando ainda ligava os motores da sua máquina infernal, foi colocado fora do jogo, um pisão precipitado a um adversário valeu-lhe a expulsão, deixando a equipa à mercê de esforços extras e reforçados durante mais de 80'.
GENY CATAMO - 2 - Mal entrou e logo se notou que algo não estava bem com as suas botas, pouca ou nenhuma aderência para aquele (relvado) tão raro para as competições europeias. Com muita dificuldade em se manter de pé quando tentava as suas habituais arrancadas com bola. Não conseguiu segurar e guardar a bola na hora que a equipa mais necessitava.
PAULINHO - 2 - Muito isolado perdeu-se em confrontos físicos na ultima linha defensiva do adversário e acabou por ser presa fácil, os apoios estiveram sempre muito distantes.
NUNO SANTOS - SEM NOTA - Substituição muito tardia, aos 90'? Para quê?
DANIEL BRAGANÇA - SEM NOTA - Era urgente a equipa ter mais bola e recuperar o controle perdido no meio campo, mas ... entrar aos 90' de jogo para essa tarefa?
RÚBEN AMORIM - 2 - Teve um duro golpe e muito inesperado, quando viu a sua equipa reduzida a 10 logo aos 8' de jogo, não vinha preparado para essa situação e nunca conseguiu reagir com a precisão que se impunha, dando à equipa o que o jogo pedia naquelas circunstâncias. Os treinadores também erram. A jogar em inferioridade numérica e meter 2 jogadores em simultâneo com características de esticar jogo foi arrojado de facto, mas, ao mesmo tempo um suicídio táctico, com isso perdeu a posse de bola e o controle do meio campo, convidando o adversário a acreditar que podia obter um resultado escandaloso e quase que o conseguia.
DAWID SZWARGA - 3 - Teve tudo a seu favor, todas as estrelitas do seu lado, jogar em casa perante o seu público, um terreno muito especial que só eles bem conhecem, uma expulsão logo no inicio do jogo que colocou a sua equipa em superioridade numérica, um adversário que cometeu erros tácticos claros e ainda ofereceu de bandeja o golo do empate e nem assim conseguiram vencer o jogo, dificilmente voltará a ter tantos astros tão alinhados.
ANASTASIOS PAPAPETROU (Árbitro) - 4 - Arbitragem segura e autoritária, sempre em cima dos lances, decidindo quase sempre bem e no mesmo critério.

ANGELOS EVANGELOU (VAR) - 4 - Ficou à sua responsabilidade a grande decisão do jogo, a expulsão do Viktor Gyokeres. Aceita-se o vermelho pelo pisão precipitado, até porque o jogador do Raków não pôde prosseguir na partida.
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