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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Boavista da 9ª jornada da Liga BETCLIC, que resultou numa vitória por 2-0. Golos de Geny Catamo 37' e Pedro Gonçalves 85'.
LEÃO ULTRAPASSA CAMPO MALDITO E GANHA VANTAGEM NA FRENTE DO CAMPEONATO
Ganhar com toda a justiça no Bessa a um Boavistão à antiga, foi uma demonstração de força e um sério aviso aos rivais que o agora mais líder Sporting está de pedra e cal na luta pelo título. A equipa leonina dominou os principais momentos do jogo, impondo a lei dos génios (Catamo e Pote), que empurraram a equipa para a vitória, marcaram os 2 golos numa grande noite do leão que voltou a desperdiçar várias oportunidades de matar o jogo sem ter que passar por apuros, quando o adversário ameaçou empatar a 15' do final (um golo invalidado por fora de jogo) aproveitando o momento em que Rúben Amorim fez várias mexidas na defesa (3 substituições). O leão sentiu o perigo, vestiu o fato macaco e voltou a carregar na defesa do Boavista marcando o segundo golo, num lance genial de calcanhar de Pedro Gonçalves que aniquilou o adversário.

DESTAQUE - PEDRO GONÇALVES - 5 - Um golo de antologia na hora H, num momento crítico quando equipa dava sinais preocupantes de querer ceder ao bom futebol que praticou em quase toda a partida, um golo que garantiu a vitória e a liderança mais isolada na Liga. Decisivo também no lance do primeiro golo, com um excelente passe a descobrir o Morita solto. Marcou um livre obrigando o guarda redes do Boavista à defesa da noite e foi dele a primeira grande perdida 30', isolado na cara do João Gonçalves atirou para as nuvens.
ANTONIO ADÁN - 3.5 - Noite de pouco trabalho, defendeu bem para canto um remate forte de meia distancia e pouco mais teve que fazer. No golo anulado, uma execução de primeira e muito perto da baliza que não lhe deu hipótese de reacção a tempo de defender.
GENY CATAMO - 5 - A peça que desequilibrou o tabuleiro do Petit, o falso defesa direito que jogou sempre no ataque. O jovem moçambicano impôs a sua lei no jogo, que o adversário nunca conseguiu contrariar, marcou o primeiro golo pleno de oportunidade, fuzilando a baliza axadrezada, pouco antes quase que marca um grande golo, com a bola quase a entrar no ângulo direito da baliza. Deu de bandeja uma bola ao Gyokeres que não conseguiu empurrar à boca da baliza. Foi aposta claramente ganha.
OUSMANE DIOMANDE - 5 - Exibição imperial, autoritária e de grande qualidade técnica na leitura dos lances, num um para um foi indomável, na relva, pelo ar e no contacto físico e saiu sempre a jogar com a bola coladinha no pé. Executou de forma exemplar a estratégia de respaldar o adiantamento do Geny no corredor. Nunca é demais repetir que o Sporting tem de facto o melhor trio de centrais da Liga.
SEBASTIÁN COATES (Cap) - 4 - Foi o líder que se conhece, o "El Comandante", o maior elogio é contarmos as defesas que o Adán teve que fazer ou os lances que teve que intervir. Soberbo na recuperação em lances que a bola foi metida nas suas costas.
GONÇALO INÁCIO - 3.5 - Foi o elo mais débil no centro da defesa, várias abordagens mal calculadas a juntar alguns passes mal direccionados que fez irritar o seu capitão por ter que o corrigir, demorou a adaptar-se ao ritmo da partida subindo de rendimento após o golo anulado ao Boavista.
MATHEUS REIS - 4 - A melhor exibição que lhe vimos fazer até agora, correu muito mas com produtividade, com melhor acerto no último passe. Executou o excelente cruzamento para o Geny fuzilar no primeiro golo.
MORTEN HJULMAND - 5 - Apresentou a sua melhor versão, uma exibição das melhores que lhe vimos fazer, encheu o campo e desta vez mostrou pulmão para estar em quase todo o lado, ganhou multiplos lances em antecipação no meio campo do Boavista que causaram contra ataques em superioridade numérica, voltou a aparecer junto à área adversária a tentar os seus remates mortíferos de meia distância.
HIDEMASA MORITA - 4 - Um pouco menos exuberante que o habitual mas sempre presente nos apoios no meio campo e nos principais lances ofensivos da equipa. Correu muito, o campo todo e foi sempre solidário a recuar muitas vezes, para ajudar a fechar linhas.
MARCUS EDWARDS - 3- Exibição estranha do pequeno inglês, esteve no bom e no mau. Foram 2 os momentos que o marcaram, lançou uma bola que isolou o Pote ainda na primeira parte e aos 53' podia e devia ter matado o jogo num lance em que se isola, após uma grande falhanço do central axadrezado e com o Gyokeres ao seu lado que seria só empurrar para a baliza deserta, permitiu o corte do Chidozie. Terá que preparar as orelhas, vai ouvir das boas do treinador.
VIKTOR GYOKERES - 3 - A exibição menos conseguida do avançado sueco, muito vigiado principalmente na primeira parte em que raras vezes conseguiu libertar-se. Falhou à boca da baliza uma bola cruzada pelo Geny e mais tarde bem posicionado para fuzilar para o segundo golo da partida, acertou mal na bola que saiu longe da baliza.
JEREMIAH ST. JUST - 2 - Entrou mal no jogo, ainda procura voltar ao ritmo competitivo, melhorou na parte final já com bom timing de chegada nos cortes e nas dobras.
RICARDO ESGAIO - 3 - O mérito da execução bem feita, quando cruzou para o Pote no lance que resultou no golo que matou o adversário e garantiu a vitória. Podia ter feito o terceiro, em cima da linha de golo não acertou na bola.
NUNO SANTOS - 2.5 - Entrou e logo com um deslize grave, permitiu uma bola nas suas costas para um adversário cruzar sem oposição e que resultou no golo que seria anulado, um erro que podia ter saído muito caro à equipa. Redimiu-se depois com um cruzamento bem medido a que o Paulinho e o Esgaio falharam o terceiro golo à boca da baliza deserta.
PAULINHO - 2 - Entrou quase ao cair do pano mas ainda a tempo de poder fazer o terceiro, falhou por centímetros a bola à boca da baliza cruzada pelo Nuno Santos e teve soberana oportunidade de fuzilar, mas decidiu mal, quis entrar pelo meio de 2 defesas que lhe sacaram a bola.
FRANCISCO TRINCÃO - 1 - Sem lances de registo no pouco tempo que jogou.
RÚBEN AMORIM - 5 - O grande mérito de ter passado e ganho uma das batalhas mais complicadas do campeonato, vencer no Bessa contra um Boavistão à antiga e num relvado muito mau. Preparou bem os seus jogadores e surpreendeu com a titularidade do Geny e com a sua posição mais adiantada no terreno sempre bem respaldada pelo Diomande. Não merecia que o golo do Boavista viesse a ser validado, precisamente no momento em que a equipa se adaptava na defesa, após a substituição de vários elementos. O Sporting foi sempre melhor, mesmo na hora de sofrer em que teve que vestir o fato macaco. É agora líder incontestado e com toda a justiça.
ARMANDO TEIXEIRA (PETIT) - 3 - Osso duro de roer muito à imagem do seu treinador, este Boavista que joga bom futebol, com os processos bem treinados pelos seus jogadores, sempre muito apoiados por um público ferrenho e frenético que torna o seu campo muito difícil para qualquer adversário. No final reconheceu que o Sporting foi melhor e mereceu a vitória.
NUNO ALMEIDA (Árbitro) - 5 - Contra todas as nossas expectativas arrancou uma boa arbitragem com muitos poucos erros e que podia ter evitado, principalmente no cartão ao dinamarquês do Sporting em que nem falta foi.
RUI COSTA (VAR) - 5 - Teve dois lances complicados para decidir, no primeiro as linhas ajudaram-no na decisão, de invalidar o golo ao Boavista, no segundo decidiu não intervir, o lance da entrada de pistões à perna do Diomande, um amarelo dado pelo Nuno Almeida mas que podia ter tido outra cor, com a expulsão do jogador do Boavista.
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