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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Farense, Taça da Liga Allianz grupo C, 2ª jornada, que resultou numa vitória por 4-2. Golos de Viktor Gyokeres 24', 28' (Penálti), 63' e Nuno Santos 56'.
LEÃO TRITURADOR
O Sporting enganou bem o Farense e o seu treinador, apresentou um 'onze' que nunca tinha jogado antes, com vários jogadores muito menos utilizados e ainda com um "6" surpreendente. O jovem central Gonçalo Inácio que para espanto de todos, carregou a equipa para uma exibição de gala, realizando a melhor primeira parte da época até agora, com um futebol total e de grande categoria, muito criativo e até espectacular em muitos momentos e que merecia um resultado mais confortável, somou oportunidades para fazer o dobro dos 4 golos que marcou.Gyokeres voltou às grandes exibições e apontou o seu primeiro hat-trick de leão ao peito, Trincão confirmou que a sua boa forma está de volta e Inácio deu grande espectáculo no meio campo. A única nota negativa, Israel voltou a chumbar e já se percebe que não dá garantias. Com esta vitória demolidora, o Sporting praticamente garantiu as meias finais da Taça da Liga.

DESTAQUE - VIKTOR GYOKERES - 5 - Destruiu a defesa do Farense, fez do Talocha e do Artur Jorge o que quis. Marcou 3 golos e podia ter feito 4 ou 5, é de outra galáxia e já tem os adeptos aos seus pés, está a nascer um novo herói em Alvalade.
FRANCO ISRAEL - 1 - A única nota negativa da noite, não convence. Deixou a ideia que nem sabe por onde entraram os 2 golos que sofreu, mostrou falta de qualidade em bolas cruzadas perfeitamente ao seu alcance e que socou em vez de as agarrar com firmeza.
RICARDO ESGAIO - 4 - Ontem o jogo saiu-lhe ao seu jeito, aproveitou o desnorte da defesa adversária que já não sabiam a quem marcar pelas entradas constantes e de rompante da dupla Trincão e Gyokeres, deixaram-no muitas vezes sozinho e com espaço à direita que aproveitou para ensaiar vários cruzamentos de todas a formas e feitios.
JEREMIAH ST.JUSTE - 3.5 - A forma está a chegar-lhe, ontem já se viu a sair com mais confiança com a bola colada no pé.
OUSMANDE DIOMANDE - 4 - Assumiu e bem o centro da defesa e tudo ficou seco à sua frente, varreu tudo.
MATHEUS REIS - 3 - Adora provocar "bulha" em todos os lances, sempre muito frenético mesmo quando não se justifica. Simulou um penálti claro, sinal que ainda não perdeu o tique malandro que só prejudica a equipa e a ele próprio.
NUNO SANTOS - 3.5 - Foi dos que correu mais e ingloriamente, porque foram poucas as vezes que lhe passaram a bola quando estava bem posicionado para entrar na área isolado sem oposição. Marcou o golo mais estranho da noite, um remate que fez a bola passar por 2 túneis, o último do Ricardo Velho, até chegar ao fundo da baliza lentamente.
GONÇALO INÁCIO - 5 - Fez um jogo à Beckenbauer e deu espectáculo, a verdade é que surpreendeu a todos a forma como fez rodar a bolinha por entre as linhas do adversário, com passes milimétricos e de primeira, foi um recital de futebol que empolgou a equipa para uma grande exibição. Ontem sim, mostrou naquela posição que...!!! Será?
DANIEL BRAGANÇA (Cap) - 3.5 - Tudo o que faz é em esforço, com pouca pedalada para aspirar a titularidade, mostrou boa mobilidade e vontade de fazer bem. Apareceu por 3 vezes em boa posição de fuzilar a baliza do Velho, mas foi lento e os defesas tiram-lhe o pão da boca.
FRANCISCO TRINCÃO - 5 - No jogo contra o Olivais e Moscavide já tinha sido dos melhores elementos da equipa e ontem provou que o Trincão pode estar de volta, finalmente com o timing que se exige no drible e com confiança que não perde a bola, este sim é o Trincão que conhecemos e que os adversários detestam.
PAULINHO - 3.5 - Muito esforço, muita entrega, muita pressão na frente, muito desgaste, nunca foi egoísta entregando-se de fato macaco à equipa. Não teve glória, não fez golos e nem lances famosos, mas fez o trabalho sujo que alguém tinha que fazer lá na frente. Uma perda de bola teve consequência letal, o adversário fez o primeiro golo.
PEDRO GONÇALVES - 3.5 - Entrou bem na partida e marcou a sua qualidade em vários lances na construção como o passe largo que isolou o Gyo para fazer o 4º da noite. Teve também o seu momento em que podia ter marcado com a bola a sair ao lado rente ao poste.
LUÍS NETO - 3 - Meia hora no jogo e cumpriu. Viu o adversário fazer o seu 2º golo mas foi pelo lado oposto sem qualquer culpa sua.
MARCUS EDWARDS - 3 - Manteve o ataque da equipa sempre ligado e a construir lances de perigo constantes.
SEBASTIÁN COATES - 2.5 - Jogou o quarto de hora final numa altura em que a equipa já geria o resultado.
DARIO ESSUGO - 1 - Má entrada com constantes perdas de bola e com passes que não chegavam aos destino, só por uma única vez conseguiu acertar o passe, quando serviu à distancia o Nuno Santos. Precisa de fazer muito mais.
RÚBEN AMORIM - 6 - Faz muito tempo que não se via tanta gente preocupada com o Sporting e com o futuro do seu treinador, cada vez se vêm mais mensageiros a fazer-lhe perguntas estranhas. Ontem foi mais um bonito episódio que ficou gravado na história do Sporting, uma excelente exibição com uma equipa feita em dois dias e que triturou um adversário que apresenta quase sempre nos seus jogos muita abnegação. Um modelo de jogo muitíssimo bem trabalhado que funciona quase sempre bem, independentemente dos protagonistas. A sua equipa está a atravessar um dos melhores momentos da época.
JOSÉ MOTA - 1 - Foi enganado, veio com os dentes afiados com a sua equipa na melhor versão para roubar a final four ao Sporting. Esfregou as mãos de contente quando viu a equipa que ia defrontar com a maioria dos titulares dos leões sentados no banco. Depois ficou perplexo com o que ia acontecendo no terreno, a sua equipa a ser triturada sem conseguir passar do meio campo, num festival de futebol verde e branco e com os golos a aconteceram na sua baliza, foi bem enganado e teve uma viagem difícil no retorno a Faro.
GUSTAVO CORREIA (Árbitro) - 5 - Boa arbitragem, deixando correr o jogo sem grandes interrupções. Aguentou-se bem sem a amostragem dos cartões amarelos, mesmo em lances que justificavam, mas foi coerente nas decisões.
NUNO MANSO (VAR) - 4 - Interviu muito bem e assim devia ser sempre, no penálti que o árbitro assinalou por suposto derrube ao Matheus Reis, as imagens mostraram que de facto foi simulação grosseira do defesa brasileiro que acabou por ser admoestado com cartão amarelo, pela simulação.
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