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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Benfica da 11ª jornada da Liga BETCLIC, que resultou numa derrota por 2-1. Golo de Vicktor Gyokeres.
JÁ COM AS PORTAS DO CÉU À VISTA, O LEÃO DEIXOU-SE ARRASTAR PARA O ABISMO
Aos 94', a 2' do final dos descontos e do jogo, ninguém imaginaria que o Sporting viesse a deixar escapar uma vitória que parecia já segura e adquirida, depois de uma exibição bem conseguida, em que jogou em inferioridade numérica durante quase toda a segunda parte, período em que controlaram as acções atacantes do Benfica, que nunca conseguiu criar qualquer perigo, com excepção de um remate de fora da área, a que o guarda-redes espanhol respondeu com a grande defesa da noite. Um momento de desconcentração permitiram dois erros grosseiros, que teve consequência na reviravolta do marcador. Em dois minutos, o Sporting passou de líder isolado com 6 pontos de vantagem, para o segundo lugar em igualdade pontual com o Benfica.

DESTAQUE - VICKTOR GYOKERES - 5 - Não merecia de todo aquele final, foi ele, sozinho contra o Mundo, e quando teve uma oportunidade...fuzilou marcando um grande golo.
ANTONIO ADÁN - 4 - Pontuação elevada pela extraordinária defesa ao remate com selo de golo do Di Maria. Não teve chances de responder nos golos sofridos.
RICARDO ESGAIO - 3 - Muito confuso e com muitas limitações técnicas no início do jogo, falhando muitos passes. Melhorou com o decorrer da partida, com um melhor acerto, mas deu sempre pouco de útil à equipa.
OUSMANE DIOMANDE - 4.5 - Grande exibição, imperial em quase todos os lances, ganhando os duelos a todos os que lhe apareciam pela frente. Dos que mais merecia ter saída da Luz com a vitória, fez por isso.
SEBASTIÁN COATES (Cap) - 3.5 - Manteve sempre um total controlo da defesa, evitando que o adversário chegasse com perigo à sua área, depois da expulsão do Gonçalo Inácio até ao descalabro no tempo dos descontos, só o Di Maria conseguiu ter um remate violento enquadrado, fora da área. Com as mexidas provocadas pelas substituições (mais uma vez), ficou algo confuso com o que tinha que fazer e foram mais dois golos sofridos, não pode ser coincidência.
GONÇALO INÁCIO - 1 - Um fora de série não pode voltar repetir o mesmo erro grosseiro 2 vezes, deixar-se expulsar com 2 amarelos com muito jogo ainda pela frente. Estava avisado, sabia quem era o árbitro. Amarelado tinha que abordar de outra forma aquele lance, sem ter que ir à queima, pôs-se a jeito e viu o resultado e que teve consequências desastrosas para a equipa. Sabe que desta vez o treinador terá muito que dizer-lhe.
MATHEUS REIS - 3.5 - Exibição regular e muito competente, secou a estrela argentina. Provou porque teria que ser ele o titular na Luz.
MORTEN HJULMANDE - 5 - Encheu o campo, mas foi penalizado pelo resultado negativo da equipa no final, em caso de vitória teria um 6 e encheria as capas dos jornais por esse mundo fora. Foi um leão de juba.
HIDEMASA MORITA - 3 - Muito pouco Morita se viu, com uma prestação fraca e sempre muito em esforço. Num jogo que era muito importante nas contas do campeonato a equipa necessitava do japonês ao seu melhor nível. As já várias lesões contraídas ao serviço da selecção estão a prejudicar muito o Sporting.
PEDRO GONÇALVES - 3 - A sua exibição ficou marcada e muito dela explicada quando por 2 vezes (uma delas estava fora de jogo) se isolou na cara do Trubin e não conseguiu meter a bola na baliza. Pouco Pote.
MARCUS EDWARDS - 5 - Foi o grande desequilibrador da nossa equipa, com uma grande primeira parte. Sempre muito confiante nos duelos, carregou a equipa nos melhores lances. Excelente a assistência para o golazo do Gyokeres. A expulsão do Gonçalo obrigou a várias mexidas e foi injustamente o sacrificado.
JEREMIAH ST.JUSTE - 2 - Entrou mal no jogo, com várias perdas de bola, fora da sua posição teve dificuldades em adaptar-se. Teve também culpas no lance do segundo golo, quando chegou tarde e permitiu o cruzamento letal.
FRANCISCO TRINCÃO - 2 - Não se entendeu a sua função, tenha sido qual fosse, verdade é que não a cumpriu. Era hora de segurar a bola e entregou-a por duas vezes ao adversário.
NUNO SANTOS - 1 - Um desastre. Explicou porque nunca poderia ser titular contra este Benfica, com o Di Maria no seu corredor. Defendeu mal e quando foi lançado no último quarto de hora, com equipa ainda na frente do marcador não fechou como devia o seu corredor e já com o argentino de rastos. Teve culpa directa nos golos da reviravolta do adversário. Mal posicionado marcou com os olhos o João Neves que, sozinho, na zona de penálti fuzilou sem estorvo de ninguém e logo a seguir no segundo golo, a pergunta que se coloca é, onde andava? Se entrou para fechar na hora de defender, onde estava para impedir aquele cruzamento letal?
PAULINHO - 1 - O mais correcto até era não ter nota, não se viu. Qual era afinal a sua função?
RÚBEN AMORIM - 2 - Teve a glória à mercê de dois simples minutos, período em que decidiram oferecer a vitória ao adversário, que marcou dois golos de rajada muito consentidos, por erros grosseiros. Depois de uma má entrada no jogo, foram competentes principalmente quando em inferioridade numérica, a jogar com 10, mas tudo se perdeu pelo cano nos derradeiros instantes. As substituições que operou, com as consequentes mexidas em várias posições no terreno, voltaram a fazer estragos irreparáveis, falta de concentração que originou a derrota e a consequente perda da liderança da Liga.
ROGER SCHMIDT - 2 - Toda esta sorte que tem tido nos jogos com o Sporting um dia vai-se acabar. Equipa que apresentou poucas ideias, apesar da melhor entrada na partida no período inicial, mas com pouco fio de jogo, muito aos repelões e que viveu principalmente dos rasgos individuais de alguns dos seus jogadores. Metade do tempo jogaram em superioridade numérica e ainda com os ventos arbitrais sempre favoráveis e mesmo assim, a sua equipa só conseguiu marcar por erros muito consentidos, grosseiros, do adversário.
ARTUR SOARES DIAS (Árbitro) - 2 - Deu um curso prático ao País via TV em directo, de como se inclina um campo na base da inteligência aplicada, de quem percebe muito da poda. Percebeu-se logo onde ía "atacar", nos lances divididos, em que na sua esmagadora maioria beneficiou sempre o mesmo. Foi mais tarde solidário com o desespero do Benfica, o caminho que lhe abriu com a expulsão do Gonçalo Inácio não estava a ser suficiente, tinha que abrir também uma auto estrada e passou a inventar faltas e fazer vista grossa a outras, em que o mais beneficiado foi sempre o mesmo.
TIAGO MARTINS (VAR) - 3 - Só ele tem os meios para medir o lance de eventual fora de jogo que resultou no 2º golo encarnado validado por 4cm? Ficaram muitas dúvidas, até pelo tempo de espera, foi estranho.
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