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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o SC Braga Taça da Liga Allianz (meias finais), que resultou numa derrota por 1-0.
OS POSTES DA BALIZA DO BRAGA BRILHARAM
Um Sporting de tracção à frente perde num jogo em que foi muito superior até aos 70', dominou em quase todo o tempo e terreno, chegou a vulgarizar o SC Braga sempre muito encolhido na sua defesa num bloco muitíssimo baixo e que raramente conseguiu ultrapassar o seu meio campo, viu por 3 vezes a bola devolvida pelos postes a remates com selo de golo e ainda desperdiçou 3/4 oportunidades. Ao fim de 1h de jogo, no seu 1º contra ataque, os minhotos conseguem chegar ao único golo da partida dando um desfecho inesperado e que lhes garantiu a presença na final de Sábado.

DESTAQUE - PEDRO GONÇALVES - 3.5 - Jogou com um pé saturado com pontos. Foi sempre o que mais tentou empurrar a equipa para a frente dando qualidade em vários lances no último terço. Executou tremendo remate fora da área com a bola a esbarrar com estrondo no poste e com o Matheus pregado no relvado a defender com os olhos.
FRANCO ISRAEL - 3.5 - Fez um pouco de tudo, o bom, algumas paradas de grau de dificuldade elevado, o mau, quando saiu (bem) da baliza para cortar uma bola mas deixou-a nos pés de um adversário, o excelente, quando nega o segundo golo ao FC Braga com duas grandes defesas seguidas (remate e recarga).
RICARDO ESGAIO - 1 - Soma jogos sendo o elemento menos da equipa, defendeu em esforço, saiu com passes muito na queima e atacou sem critério. No golo bracarense ficou pregado no relvado deixando fugir com facilidade o Abel Ruiz a que marcava com os ....olhos. Está a ser ultrapassado também sem surpresa pelo Quaresma no lugar de lateral.
EDUARDO QUARESMA - 3.5 - Mais uma exibição perfeita do jovem leão, que passa a ser também opção para a lateral direita, quando voltar o Diomande da CAN. Ensaiou o lance da noite, com nível muito elevado após uma grande arrancada ficando à beira de um golazo, 43'.
SEBASTIÁN COATES (Cap) - 3 - Deu a segurança do costume ao eixo da defesa, imperial pelo ar e sempre com uma boa leitura dos lances antecipado-se ao adversário. No golo bracarense vinha a recuperar depois de uma arrancada com bola até à área do Braga.
GONÇALO INÁCIO - 3.5 - Ganhou sempre os duelos defensivos e tentou sempre aplicar o seu passe largo e bem medido para as costas da defesa adversária, lançando os colegas da frente.
NUNO SANTOS - 3 - Voltou a pecar na técnica que não abunda e na definição dos lances, com precipitação em várias decisões. A sorte também lhe foi madrasta nos 2 excelentes remates que bateram nos "paus" da baliza do Matheus.
MORTEN HJULMAND - 3 - Limpou sempre a sua zona do centro do terreno, fechando bem as linhas de passe nas tentativas de contra ataque sempre frustradas do adversário. Já muito esgotado não teve as forças que a equipa necessitava para ajudar a empurra-la com mais velocidade na busca do golo do empate.
FRANCISCO TRINCÃO - 3 - Exibição intermitente, a espaços apareceu a galgar linhas com "llegada" na zona de finalização rematando com perigo.
MARCUS EDWARDS - 2 - Prestação muito apagada do extremo inglês no seu regresso à titularidade, longe do impacto que estava a ter na equipa antes do problema gripal. Lento e pouco reactivo nos lances.
VIKTOR GYOKERES - 3 - Com a defesa do Braga sempre muito recuada e junta teve pouco espaço para usar as suas armas mortíferas, a velocidade e o poder físico na disputa dos lances. Noite pouco inspirada com algumas decisões menos acertadas.
PAULINHO - 2 - Entrou para ajudar a equipa a chegar pelo menos ao empate, mas teve pouca bola. A equipa já não conseguia agarrar o comando do jogo atacando com menor discernimento.
MATHEUS REIS - 2 - Mostrou dificuldades a entrar no ritmo do jogo, perdendo de inicio várias bolas que geraram espaço para contra-ataques perigosos do adversário.
DANIEL BRAGANÇA - 2 - Tentou também vitaminar o meio campo da equipa que perdia fulgor e velocidade de execução, mas o Braga fechou-se ainda mais para defender de qualquer forma e não conseguiu espaços.
RÚBEN AMORIM - 3 - Uma derrota muito injusta, a equipa com tracção à frente teve grande domínio do jogo e criou oportunidades suficientes para chegar ao intervalo com uma diferença de 2 ou 3 golos. O Golo do Braga deu um desfecho muito imprevisto a tanta cavalgada ofensiva dos leões. Desta vez o banco não ajudou em nada quando a equipa mais necessitava. As limitações do plantel ficaram de novo expostas, o positivo, o não terem que se desgastar no jogo da final de sábado e poderem apresentarem-se mais fortes contra o Casa Pia.
ARTUR JORGE - 3 - Uma vitória caída do céu, uma exibição em que só os postes da sua baliza brilharam quando negaram por três vezes o golo ao Sporting. Assistiu à tremenda cavalgada dos leões à sua baliza e teve pouca arte e engenho para sair daquela teia que o treinador do Sporting montou. Conseguiu o golo de forma afortunada e enfim, lá pode respirar e safar-se de boa, da derrota que parecia iminente.
NUNO ALMEIDA (Árbitro) - 3 - Jogo complicado de dirigir com várias situações de lances difíceis de ajuizar principalmente dentro das áreas, tentou manter o domínio da partida que por várias vezes lhe ameaçou fugir.
TIAGO MARTINS (VAR) - 3 - Manteve a decisão do colega do relvado nos lances de maior dúvida, em que se pediu penálti.
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