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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Benfica para a Taça de Portugal - Meias Finais - 2ª mão, que resultou num empate 2-2. Golos de Morten Hjulmand 47' e Paulinho 55'.
SPORTING ELIMINA BENFICA, FOI MELHOR NO CONJUNTO DOS 2 JOGOS E VAI ESTAR NA FINAL DO JAMOR
Nem com a melhor exibição da época e perante o seu público a águia dobrou o Leão. Um jogo aberto com 4 golos e oportunidades repartidas, apesar do maior domínio da equipa da casa. Faltou maior intensidade e pressão à equipa de Alvalade que facilitou muito na defesa que se revelou instável, errando muitos passes na saída, com Diomande e Gonçalo Inácio em destaque pela negativa, desastrados na reacção e no passe . Com tamanha instabilidade, o treinador do Sporting viu-se obrigado, após intervalo, a fazer grande revolução no sector recuado, substituindo 3 elementos de uma assentada. Matheus Reis sacou influência ao Di Maria, St. Juste e Geny Catamo trouxeram outra dimensão ao futebol leonino e foram decisivos para que a equipa tivesse bola e pudesse responder com oportunidades, chegou à vantagem por duas vezes, mas o Benfica respondeu empatando a partida, resultado que serviu ao Sporting para carimbar com justiça a presença na grande final do Jamor.

DESTAQUE - MORTEN HJULMAND - 5 - Silenciou a Luz com um grande golo, fora da área rematou colocado metendo a bola na gaveta. Foi muito penalizado na primeira parte pelo grande desacerto do passe dos colegas da defesa, na segunda parte com mais espaço carregou a equipa em vários lances rápidos e vistosos, em que mostrou toda a sua grande classe.
FRANCO ISRAEL - 5 - Grande exibição, não merecia aquela traição dos colegas da defesa que consentiram os lances que resultaram nos 2 golos sofridos, com remates à queima sem defesa. Negou dois golos ao Di Maria com portentosas defesas e mostrou sempre muita segurança com os pés e com as mãos.
RICARDO ESGAIO - 2.5 - Fechou bem o seu lado, conseguiu sair com critério da primeira zona de pressão do adversário, os problemas estiveram mais à frente, quando tinha que decidir na construção, não esteve ao nível que se exigia.
OUSMANE DIOMANDE - 1 - Um dos piores jogos que fez no Sporting, inadmissível tantos falhanços, com passes demasiado curtos, interceptados facilmente pelo adversário. O Ramadam não pode explicar tanta displicência, que causou danos em toda a organização de jogo da equipa e que motivou o avanço das linhas de pressão do Benfica.
SEBASTIÁN COATES (Cap) - 5 - Se não fosse a sua grande experiência e aquela primeira parte podia ter acabado desastrosa, apesar dos vários erros cometidos pelos colegas do lado, manteve a tranquilidade e segurança nas dobras, com vários cortes de grande nível. Mostrou a grande liderança que se lhe reconhece com a bola no pé, dando o exemplo.
GONÇALO INÁCIO - 2.5 - Vários erros no passe e ainda a deixar-se ultrapassar em alguns lances na primeira parte, melhorou na etapa complementar, sendo mais assertivo no espaço e no passe curto mas sem a confiança para o passe largo. Os cruzamentos que resultaram nos golos sofridos saíram do seu lado, o que o penaliza.
NUNO SANTOS - 2.5 - Não surpreendeu com a facilidade que se lhe reconhece a sair pelo corredor, mas também nas dificuldades em fechar os espaços atrás na hora de defender, nunca conseguiu opor-se ao Di Maria.
DANIEL BRAGANÇA - 4 - O melhor elemento no meio campo durante a primeira parte, sempre com bom critério no passe, lutou muito na procura de espaços, mas foi um "D. Quixote" sempre muito isolado.
FRANCISCO TRINCÃO - 3 - Enquanto teve pernas tentou levar a equipa para a frente, exagerou em vários lances com bola perdendo a noção do timing do passe, deixando-se cair na armadilha do cerco adversário.
PAULINHO - 3 - Nota positiva pelo golo pleno de oportunidade e que levou a equipa à vantagem do 2-1, logo a seguir perdeu escandalosamente o 3-1 que mataria o adversário e pouco mais se viu. Nunca segurou uma bola de costas e falhou sempre na disputa dos lances aéreos.
VIKTOR GYOKERES - 4 - Jogou a meio gás e ainda assim fez a assistência para o 1º golo, deu vários nós cegos ao António Silva, atirou um balázio ao poste da baliza do Trubin após jogada individual sensacional e ainda deu de bandeja uma bola para o Paulinho falhar escandalosamente o 3-1. Penalizado por se ter deixado enganar pelo Otamendi no lance do 1-1.
GENY CATAMO - 3.5 - Revolucionou o jogo da equipa com a sua entrada, desconcertou o Aursnes em vários lances, e deu dimensão ao ataque da equipa, esteve envolvido nos dois golos da equipa. O negativo, quando se deixou "comer" algo infantilmente pelo Rafa, que apareceu nas suas costas a fazer o 2-2.
JEREMIAH ST. JUSTE - 3.5 - Merecia nota mais elevada, não fossem os 2 golos sofridos pelo seu lado, teve acção directa na melhoria da equipa em toda a segunda parte, sendo mais assertivo no passe que o substituído Diomande. Esteve ligado aos 2 golos marcados pela equipa.
MATHEUS REIS - 3.5 - Como no jogo da primeira mão voltou a ser a sombra do Di Maria, retirando-lhe influência e o protagonismo. O menos bem, a incapacidade de travar directa ou indiretamente os 2 cruzamentos que resultaram nos golos sofridos e que empataram no resultado.
MORITA - 3 - Discreto e sem entrar muito bem no jogo, foi lento a decidir no critério do passe e na leitura do timing de soltar-se da pressão dos adversários, que o encurralaram em vários lances.
MARCUS EDWARDS - 2 - Quase que consegue arrancar nota positiva nos 10' que jogou, protagonizou 2 grandes lances que levaram o pânico à defesa encarnada, estará de volta o pequeno grande génio?.
RÚBEN AMORIM - 5 - Conquistou justamente o primeiro objectivo da época, a presença no Jamor. Se a ideia primordial era desgastar o adversário obrigando-o a correr o dobro, foi conseguida, mas com riscos elevados, principalmente na primeira parte em que pouco ou nada resultou de positivo, com a defesa sempre muito insegura a consentir muitos erros desnecessários perto da sua área que convidaram o adversário a subir linhas e pressionar na saída de bola. Grande melhoria no segundo período com as substituições que efectuou e que rectificaram parte do problema. No conjunto dos dois jogos a equipa foi melhor e está justamente na final.
ROGER SCHMIDT - 4 - Tinha tarefa árdua, os jogadores encarnados teriam que correr o dobro se quisessem anular a desvantagem que trouxeram de Alvalade. A justiça de que tudo tentaram nos 90 minutos, correram de facto mais e lutaram heroicamente, com mais agressividade e velocidade, mas foi insuficiente, o adversário marcou por duas vezes e até podia ter matado o jogo fazendo 3-1. Terá que reconhecer que no conjunto dos 2 jogos o Sporting foi melhor e um justo vencedor.
JOÃO PINHEIRO (Árbitro) - 5 - É histórico, afinal ele sabe apitar, é só querer, e ontem quis, vestiu finalmente a camisola da arbitragem, honrando-a com excelente prestação, técnica e disciplinarmente, com a cereja no topo, pela forma segura como geriu o azedume encarnado no final do jogo.
HUGO MIGUEL (VAR) - 5 - Desta vez não se deixou influenciar pela pressão do universo lampiónico, incluindo os comentadores dos canais que transmitiram o directo. Quando querem até sabem.
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