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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o Gil Vicente da 29ª jornada da Liga Portugal Betclic, que resultou numa vitória por 4 - 0. Golos de Francisco Trincão 7' e 31', Ousmane Diomande 11' e Andrew (auto golo) 38'.
À CAMPEÃO, O LEÃO FOI A BARCELOS E ENGOLIU O GALO
O Sporting voltou a dar show na noite de ontem em Barcelos, bastaram 38' para arrumar com o Gil Vicente, marcando quatro golos sem resposta. Uma primeira parte de luxo, jogada unicamente no meio campo da equipa minhota e que vincou a enorme superioridade da equipa que lidera isolada o campeonato nacional. As diferenças cedo ficaram expostas entre as duas equipas, no ritmo, atitude, intensidade, velocidade de execução, passe, risco e alegria pelo jogo. Um leão em "modos rolo compressor" que nunca deixou pensar o adversário, matando-lhe pela raiz, quaisquer tentativas de poder chegar com perigo à baliza do Franco Israel. Resultado dilatado ao intervalo, que permitiu ao treinador leonino poder gerir depois o esforço da equipa, poupando alguns elementos. Trincão bisou, Diomande voltou aos golos, Pote e Bragança assistiram e Gyokeres voltou a acertar na barra e já são 3 seguidas.

DESTAQUE - FRACISCO TRINCÃO - 5 - Frenético, sempre ligado à corrente assumiu o protagonismo do ataque, marcou 2 golos, andou perto de fazer o hat trick e ainda participou num outro golo. Impulsionou a equipa para uma primeira parte demolidora.
FRANCO ISRAEL - 4 - Com a competição vão diminuindo os erros e a ansiedade, esteve sempre tranquilo entre os postes e assertivo fora deles. Voltou a brilhar com uma grande defesa.
RICARDO ESGAIO - 3.5 - As alas estiveram em menor plano de toda a equipa, quase no final deixou-se ultrapassar já dentro da sua área e quase que oferece o golo ao Gil Vicente. No ataque teve espaço, mas pouco engenho.
EDUARDO QUARESMA - 4 - Um regresso feliz à titularidade, não perdeu um duelo e ganhou vários com a sua grande arma, a antecipação.
OUSMANE DIOMANDE - 4.5 - Na ausência do capitão Coates, assumiu a liderança da defesa e ganhou pontos, agora já fora do ramadão as energias voltaram em força e foi implacável com os avançados gilistas. Marcou golo decisivo, o 2º aos 11'.
GONÇALO INÁCIO - 3.5 - Voltou a ser o elo mais fraco do centro da defesa, notou-se algumas melhorias mas ainda não saiu da má fase que atravessa.
GENY CATAMO - 3.5 - Teve muita bola dando sempre grande intensidade aos lances, mas foi pouco feliz nas decisões, o adversário avisado teve sempre muita gente nas dobras.
DANIEL BRAGANÇA (Cap) - 4.5 - Subiu em flecha de rendimento de forma bastante surpreendente, na intensidade e velocidade na leitura dos lances, dando sequência há excelente fase. Após um tremendo roubo de bola inventou o 3-0, que matou de vez o adversário.
HIDEMASA MORITA - 4 - Andou quase todo o jogo fora dos holofotes, a fazer o trabalho mais difícil, correr muito sem bola para aparecer depois nos sítios certos como um bombeiro. Um grande remate ao poste, no lance que resultaria no golo inaugural, mais tarde descobriu Trincão isolado na área do Gil que falhou o remate fácil.
PEDRO GONÇALVES - 4.5 - Com ele a musica é outra, deu festival de técnica em lances inventados, assistiu para o 2º e 4º golos.
VIKTOR GYOKERES - 4 - Voltou a mostrar uma grande pontaria nos postes, em 3 jogos seguidos os postes e a barra negaram-lhe o golo, desta vez mostrou azia à "sorte" e nem festejou o 4º golo, depois da bola bater na trave, ressaltar para o Andrew e entrar na baliza. Procurou sempre marcar, mesmo quando teve colegas em melhor posição para fazer o golo.
MARCUS EDWARDS - 3.5 - Voltou a entrar bem no jogo, confirmando uma boa fase. Seguro no transporte e confiante nos dribles que desequilibraram a defesa adversária em vários lances. Anda a cheirar a titularidade.
SEBASTIÁN COATES - 3 - Foi poupado para jogar os 20' finais em modos de gestão, o resultado já estava à muito tempo decidido. Bem posicionado quase que faz o 5º, mas chegou tarde à bola.
PAULINHO - 3 - Entrou na fase do orgulho ferido do adversário vergados pelos 4 golos e que tentavam dar uma melhor imagem, aproveitando o abrupto desinvestimento do Sporting na intensidade. Teve grande chance de poder fazer o 5º, mas o Gyokeres não lhe passou a bola.
IVÁN FRESNEDA - 3 - Fez parte da gestão perante o resultado tão desnivelado, o treinador deu-lhe uma oportunidade depois dos escassos 7' da 4ª jornada, já lá vão vários meses. Não teve efeitos práticos, mostrou excessivo individualismo em lances sem espaço de progressão.
KOBA KOINDREDI - 3 - Está a crescer, nota-se mais entrosado com a equipa e com as suas tarefas, meteu o pé roubando a bola e saiu determinado a galgar terreno em alguns lances vistosos.
RÚBEN AMORIM - 6 - Nota máxima pela forma como preparou a equipa e a estratégia, correndo tudo na perfeição. Resolveu o jogo cedo e com goleada, importante para o goal average, poupou vários elementos, geriu a intensidade dos jogadores preparando já o jogo de Famalicão. Com mais tempo, organizou os detalhes e a mente de toda a equipa, para que fique imune à euforia dos adeptos que já vêm o título cada vez mais perto.
CARLOS CUNHA - 1 - Enfrentou um rolo compressor de excessiva voltagem, as diferenças ficaram expostas logo de início e foram abismais. O Sporting fez quatro golos e com chances claras de marcar outros tantos. Teve tarefa complicada no balneário ao intervalo, para inventar argumentos motivacionais que fizessem a equipa reagir na segunda parte. Verdade que viu uma melhor resposta dos seus jogadores, mas também porque o Sporting baixou consideravelmente o ritmo e a intensidade.
MANUEL OLIVEIRA (Árbitro) - 3.5 - Safou-se, muito raramente faz arbitragens só com erros menores nos jogos do Sporting, mesmo assim deixou passar empurrões claros a jogadores da equipa de Alvalade perto da área do Gil Vicente. Esteve melhor na disciplina, em que decidiu com mais justiça e isenção.
ANDRÉ NARCISO (VAR) - 3.5 - Não teve lances nem casos difíceis para se meter e bem, deixou-se ficar tranquilo.
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