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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o FC Porto da 14ª jornada da Liga BETCLIC, que resultou numa vitória por 2-0. Golos de Viktor Gyokeres 11' e Pote 60'
SPORTING DESMONTOU POR COMPLETO O FC PORTO
Noite fantástica do leão que trucidou totalmente a equipa do Sérgio Conceição. Uma soberba demonstração de superioridade, tanto na qualidade como no querer e na raça, com um domínio absoluto do jogo, criando sucessivos lances de perigo na área do FC Porto que escapou a uma goleada por números bem expressivos. Nem as várias decisões estranhas da equipa de arbitragem e VAR, conseguiram travar a tremenda caminhada dos leões no assalto constante à baliza do Diogo Costa. Marcaram 4 golos (2 foram mal anulados pelo VAR) a somar a uma mão cheia de oportunidades desperdiçadas por pequenos detalhes. Por último, o registo de mais uma agressão e expulsão de Pepe para juntar ao seu currículo bem negro. O Sporting recuperou com todo o mérito a liderança isolada da Liga.

DESTAQUE - VIKTOR GYOKERES - 6 - Correu o tempo todo a atropelar a defesa do FC Porto. Logo no início do jogo desmantelou o Pepe, no lance em que fez o primeiro golo da noite, um "golazo". O endiabrado sueco empolgou as bancadas vestidas de verde com portentosos sprints em todos os corredores do ataque, criando sempre o pânico pelos vários lances de perigo iminente, fez a assistência no "toma lá e faz-te famoso" para o Pote empurrar a bola para o segundo golo e ainda lhe foi (mal) anulado um outro, após grande assistência de Eduardo Quaresma na melhor jogada da noite.
ANTONIO ADÁN - 5 - Foi a noite sim do "keeper" espanhol. Grande parada à cabeçada do Galeno, negando o golo de empate ao FC Porto a acabar a primeira parte. Uma exibição segura e muito concentrado e que transmitiu confiança a todos da defesa.
GENY CATAMO - 5 - Excelente drible e visão no passe a desmarcar o Gyokeres para o decisivo 2-0. Tinha a missão de carregar o jogo da equipa e ganhou a maioria dos duelos.
EDUARDO QUARESMA - 6 - Foi o "gigante" joker que Rúben Amorim lançou no jogo, surpreendendo toda a gente, nomeadamente o treinador do FC Porto. Finalmente teve a sua noite de sonho, exibição monstruosa que meteu no bolso o melhor jogador do Porto (Galeno, o extremo em melhor forma na Liga) pondo-o fora do jogo. Incrível o que fez, na antecipação, no desarme (ganhando todos os lances ao brasileiro/português) e ainda na saída segura em condução. Roubaram-lhe a cereja do cimo do bolo, um tremendo lance ganho em antecipação, no corredor oposto, isola-se e cruza com qualidade para o Gyokeres fuzilar, mas o VAR inventou uma falta e anulou.
OUSMANE DIOMANDE - 5.5 - Foi imperador em toda a zona da sua área, felino nas dobras e raçudo na antecipação em todos os lances que interveio, saindo sempre vencedor. Assumiu o comando da defesa e saiu-se bem contra a dupla Taremi/Evanilson.
GONÇALO INÁCIO - 5 - Bloqueou sempre os espaços ao adversário nas costas do Matheus Reis e por isso nunca se viu o Pêpê nem o João Mario criarem perigo naquela zona. Muita fibra e concentrado nas bolas paradas, nunca deu hipótese nas alturas a ninguém.
MATHEUS REIS - 5 - Sempre muito móvel, correu kilómetros na ajuda da construção e a fechar nas tentativas do ataque portista pelo seu corredor. Exibição muito competente, deu amplitude ao jogo da equipa com muita disponibilidade para as linhas de passe.
MORTEN HJULMAND - 6 - Foi um autêntico polvo com tentáculos que encheu todo o meio campo que dominou totalmente. Um leão de raça pura que conseguia estar em todo lado, fez inúmeras recuperações de bola e sempre muito assertivo na sua entrega a ligar as linhas da equipa.
HIDEMASA MORITA - 3.5 - Foi dos elementos em menor evidência, mas mostrou sempre muita disponibilidade para o apoio; a fechar nas dobras e depois a construir. Decisivo em vários roubos de bola ao adversário quando este partia com espaço para o contra ataque.
PEDRO GONÇALVES - 3.5 - Marcou um golo fácil na assistência do avançado sueco mas voltou a ser muito infeliz em vários lances já na zona de finalização e com espaço para poder rematar com êxito.
MARCUS EDWARDS - 3 - Não deu seguimento ao bom momento que apresentou nos últimos jogos. Nunca conseguiu finalizar com eficácia a maioria dos lances que construiu, faltou-lhe mais velocidade de execução e mais raça, parecendo algo desconcentrado na recepção em que se deixou antecipar pelos adversários em alguns lances. Momento alto quando tira um adversário da frente dentro da area portista e dispara para defesa espectacular do Diogo Costa.
NUNO SANTOS - 3 - Entrou no momento certo quando o FC Porto já reduzido a 10 elementos oferecia espaço pelos corredores, bem tentou, por vezes em superioridade numérica, mas os cruzamentos saíram frustrados.
PAULINHO - 3 - Foi lançado aos 75' e manteve a forte dinâmica do ataque da equipa até final. Meteu a bola na baliza no que seria o 3º da equipa, mas o VAR... lá encontrou uma falta para anular.
RICARDO ESGAIO - 3 - Manteve o pobre do Galeno fora do jogo e só isso garantiu a nota positiva.
DANIEL BRAGANÇA - 2 - Entrou quase no final a tempo de ter acção directa no lance que poderia ter dado o 3º golo e que o VAR anulou.
FRANCISCO TRINCÃO - 2 - Foi a jogo com a vitória já garantida e com o adversário com a toalha estendida no relvado.
RÚBEN AMORIM - 6 - A noite em que passou de aluno a professor. Deu lição de grande nível ao Sérgio Conceição e deixou-o no apito final a vociferar coisas sem nexo. Preparação irrepreensível e surpreendente, de um plano de jogo que desmantelou por completo o FC Porto, num domínio absoluto em toda a partida. Noite em que cheirou a goleada a que só o guarda-redes do FC Porto, os árbitros e alguma infelicidade dos avançados do Sporting evitaram. Nota máxima para o treinador do Sporting que ganhou com justiça e volta por isso à liderança isolada da Liga.
SÉRGIO CONCEIÇÃO - 1 - Teve azar, desta vez enfrentou um Sporting muito superior em todos os momentos do jogo, escapando a uma goleada que o deixaria envergonhado. Chegou a Alvalade com sobranceria, convencido da vitória, pensando que iria desmantelar com facilidade o Sporting e acabou a ser ele e a sua equipa desmantelados. Feio o jogo que trouxe, com várias acções subterrâneas protagonizadas pelos seus jogadores, mas que de nada valeram, o poderio do grande leão foi evidente, tanto nos golos marcados como nas inúmeras oportunidades esbanjadas. Depois, o karma, atacou justamente o seu capitão e desta vez não houve milagre que o salvasse.
NUNO ALMEIDA (Árbitro) - 1 - Até que parecia que iria arrancar para uma grande arbitragem, mas fomos enganados. Aos poucos, foi metendo os pés pelas mãos, mostrando incompetência... ou algo mais. Quiçá a vitória de nenhuma das equipas interessava. Verdade que foi o VAR a anular o que seria o 2-0, ainda na primeira parte, mas foi ver as imagens e decidiu pela falta do Eduardo Quaresma sobre o adversário que está batido e já fora do lance e que deixou a perna atrás. Depois vê à sua frente a agressão do Pepe e não teve os ditos cujos para o expulsar. Teve que ser chamado pelo VAR e demorou uma eternidade a ver o óbvio. É esta arbitragem que continuamos a ter?
TIAGO MARTINS (VAR) - 1 - Depois de conhecermos a forma como o Tiago Martins apitava os jogos, deixando-os correr só apitando nas faltas evidentes e grosseiras, chama o árbitro para dar falta no lance do Eduardo Quaresma. Uma decisão muito estranha em que deixa dúvidas da sua intenção. A expulsão de Pepe é evidente e não podia deixar passar, depois o lance que o Paulinho (que não está fora de jogo) mete a bola na baliza...inventa uma falta do Daniel Bragança sobre um adversário que logo que sentiu o toque atirou-se para o relvado... são demasiados lances.
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