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As Notas de Julius 2024/25 (15)

Julius Coelho, em 06.11.24

Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com Manchester City, jornada nº 4 da LIGA DOS CAMPEÕES, que resultou numa vitória por 4 - 1Golos de Viktor Gyokeres 38', 49' (Pénalti) 80' (Pénalti) e Maximiliano Araújo 46'.

SPORTING ATROPELA O CAMPEÃO DA INGLATERRA

Noite surreal em Alvalade, com o Sporting a rubricar uma das melhores noites europeias da sua história, banalizando o campeão inglês, Manchester City, para muitos, a actual melhor equipa do planeta e arredores. O leão, que nem começou nada bem a partida, entrou praticamente a perder após uma oferta muito 'generosa' de Morita logo aos 4', mostrou-se excessivamente temeroso e nervoso, errando inúmeros passes e com grande desacerto defensivo, mas o 1-1 foi decisivo para a remontada histórica. A equipa acalmou e acreditou que afinal era possível discutir o jogo e a 2ª parte acabou por ser um recital, com o Sporting a elevar ao mais alto nível a sua ideia de jogo destruindo o campeão inglês com mais 3 golos, que fecharam uma goleada surpreendente perante o olhar atónico de Pepe Guardiola. Gyokeres trucidou os SUPER SKY BLUES, com um hat trick e ainda teve perdida incrível, Geovany Quenda foi decisivo no passe para o 1-1, Maxi Araújo marcou um tremendo "golazo", Pote e o génio voltaram, Diomande, Debast e Israel fizeram exibição de gala.

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DESTAQUE - VIKTOR GYOKERES - 6 - O Cyborg de Alvalade voltou a ter uma noite de sonho. Ganhou de goleada o duelo de titãs com o Cyborg norueguês do City, fazendo um hat trick e ainda teve perdida incrível quando isolado falhou o chapéu ao Ederson, salvou também uma bola que parecia ir cair dentro da baliza do Sporting e que daria o 2-0 ao City. Após o empate pôs sempre em sentido a defesa inglesa até final.

FRANCO ISRAEL - 6 - Mal batido no golo do City mas redimiu-se com várias grandes defesas, uma delas um estoiro do Haaland para a parada da noite, agarrando a equipa na confiança total.

JEOVANY QUENDA - 5 - Alguma oscilação no período inicial até acertar a marcação ao renegado Matheus Nunes. Soberba e muito decisiva a assistência para o golo do empate (1-1) que mudou a história do jogo, num momento crucial quando a equipa estava com muitas dificuldades, sufocada pelo adversário e há beira de sofrer um 2ºgolo.

ZENO DEBAST - 6 - Exibição de grande nível, plena de coragem e sacrifício, travou grande luta para fechar os espaços e caminhos a um adversário temível que sabe como provocar desequilíbrios com facilidade com passes curtos entre linhas.

OUSMANE DIOMANDE - 6 - Teve noite de gala, meteu no bolso o melhor avançado do Mundo, que só por uma vez lhe conseguiu escapar e que disparou para grande defesa do Israel. Imperial no jogo aéreo a fazer recordar o professor e grande capitão Sebastian Coates.

MATHEUS REIS - 3.5 - Teve dificuldades, denotando nervosismo e alguma falta de confiança, com excesso de demora a acalmar o seu jogo, precipitou-se em más decisões, perdendo várias vezes a bola e com facilidade para o adversário com passes errados, não surpreende que tenha sido substituído a meio da 2ª parte.

MAXIMILIANO ARAÚJO - 6 - Este é o Maxi que os adeptos esperavam, foi (é) o elemento mais imprevisível da equipa e que provocou muitas dificuldades aos opositores do seu lado. Fortíssimo no processo defensivo (terá que se refrear na decisão do ataque à queima) e muito eficaz no transporte junto à linha. No melhor lance da equipa (jogada colectiva genial) marcou um golazo, o golo da remontada logo a abrir a 2ª parte.

MORTEN HJULMAND (Cap) - 5 - Exibição em crescendo na noite, com inicio dificil, sem acerto nos espaços e nos timings por onde a bola passava, andou aos papeis até ao 1-1. A partir daí leu melhor o jogo do adversário e começou a acertar melhor as marcações, apareceu mais no jogo com boas intersecções, na antecipação e no apoio para o contra ataque da equipa que passou a fazer com maior utilidade.

HIDEMASA MORITA - 3.5 - Uma entrada deveras falsa, com dificuldades em acompanhar a intensidade que o adversário provocou logo no inicio, lentidão que resultou num grande erro, uma perda de bola em zona proibida, muito perto da sua área e que o adversário aproveitou a oferta para fazer o 1-0. O erro afectou-o bastante, provocando-lhe a perda de confiança e nunca conseguiu soltar o seu melhor futebol, optando quase sempre quando em pressão por não correr riscos.

FRANCISCO TRINCÃO - 5 - Brilhou muito nas estrelas na monumental arrancada e que terminou estatelado dentro da área adversária, derrubado pelo Gvardiol, o pénalti que resultou no 3º golo importantíssimo e que "matou" o City. 

PEDRO GONÇALVES - 5.5 - O Pote não correu muito, mas o génio que tem dentro dele que libertou salvou-o de uma noite menos conseguida, a assistência soberba para o golo do Maxi é genial, a somar vários lances de génio na arte do passe curto que partiram alguns rins dos adversários e que carimbaram uma 2ª parte notável.

GENY CATAMO - 4 - Teve entrada forte e importante, a ganhar quase todos os duelos, como no lance que resultou na grande penalidade e no 4º golo que fechou a goleada.

DANIEL BRAGANÇA - 3 - Tentou segurar a primeira linha defensiva no meio campo e foi importante a fechar os espaços, mas esteve pouco inspirado no passe construtivo para o contra ataque e que nunca saíram.

JEREMIAH ST. JUSTE - 3 - Entrou bem no jogo, concentrado e pragmático na decisão dos lances, o adversário também já perdia a alma, paciência e o discernimento a correr atrás do 1-3.

EDUARDO QUARESMA - Saúda-se o seu regresso após a lesão e teve entrada de leão, não deu quaisquer chances à estrela belga, o jovem Jérémy Doku. 

CONRAD HARDER - SEM NOTA - Entrou aos 89' sem qualquer lance de registo.

RÚBEN AMORIM - 6 - Teve despedida de sonho no seu ultimo jogo em Alvalade, nem nos seus melhores pensamentos imaginou que os astros se iriam alinhar desta forma como aconteceu. Goleou o campeão de Inglaterra e nem de propósito, sendo o maior rival do outro clube de Manchester que vai ser a sua futura equipa e com toda a Inglaterra com os olhos na TV a assistir perplexos. Teve os deuses a seu favor, a equipa muito entrou mal no jogo, sofreu bastante na fase inicial e ainda esteve muito perto de sofrer o segundo golo, mas.... Gyokeres empatou a partida e foi o clique para uma noite memorável que ficará na história dos melhores resultados de sempre do Sporting na Liga dos campeões. No final, o estrondoso resultado embalou os adeptos que mesmo com os sentimentos muito divididos e misturados, o grande reconhecimento e a enorme desilusão, para uma grande despedida, ovacionado de pé por todas as bancadas do estádio e ainda homenageado pelos jogadores em pleno relvado.

JOSEP GUARDIOLA - 3 - Que humilhação inesperada, teve que engolir em seco, tragou duas goleadas, a do campeão de Portugal e ainda assistiu à outra goleada individual, a que o grande Gyokeres deu ao Haaland. Foram demasiadas coisas para uma noite só. Apesar da notada azia, ficou-lhe bem reconhecer o quanto é boa a equipa do Sporting e como ele próprio comentou "correm muito e bem, são muito bons".

DANIEL SIEBERT (Árbitro) (Alemanha) - 3 - O jogo saiu-lhe mais complicado do que possa parecer, algumas decisões estranhas e que podiam ter efeito no resultado final,  deixou passar um corte com o braço de um defesa do City dentro da sua área, o lance do Diomande é deveras discutível, a bola ressalta do pé para o braço, marcou uma falta inexistente ao Pote perto da linha da grande área do Sporting e na zona frontal à baliza e ainda mostrou-lhe o cartão amarelo. A coincidência de todos os erros maiores terem beneficiado o City.

BASTIAN DANKERT (VAR) (Alemanha) - 2 - Um bola directa no braço dentro da área do City não viu razão para penálti e depois uma bola indirecta que ressaltou dos pés para o braço na área do Sporting já decidiu chamar o árbitro.

publicado às 05:45

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84 comentários

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De Zé Manel a 06.11.2024 às 15:23

Franco Israel, Diomandé, Hjulmand, Pedro Gonçalves, Quenda, Trincão, Gyokeres, que jogasso! Estes seriam os meus destaques, talvez sendo um pouco injusto com os restantes que também estiveram muito bem. Temi quando Morita se deixou antecipar e proporcionou um remate ao Foden que deu golo (talvez o Franco também pudesse ter feito melhor nesse lance). Pouco depois Gyokeres falha um golo feito na cara do GR do City. Temi novamente, pensei que não teríamos muitas oportunidades destas. Seria uma primeira parte dura, o City troca a bola como ninguém, não estavamos a conseguir ter jogo, mas o nosso "Viktorminator" empata antes do intervalo ao seu estilo demolidor, depois de grande passe do Quenda! Havia esperança! Começa a segunda parte e "pumba x 2", Araujo+Pote e Gyokeres+Trincão deixam os ingleses de mãos na cabeça! E ainda havia mais! Haaland falha um penalty que faria o 3-2 e poderia dar o "boost" que o city estava a precisar, mas felizmente não entrou. Não entrou numa baliza mas entrou na outra, mais uma vez por Gyokeres de penalty a penalizar falta sobre Catamo. 4-1!! Que resultado! Afinal o Gyokeres também marca contra os tubarões! Um dos resultados europeus mais épicos da história do Sporting, não vale nenhum troféu, mas uma vitória contra um colosso como o City é sem duvida de salientar e para mais tarde recordar. Parabéns Sporting! Vamos leões!
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De Julius Coelho a 06.11.2024 às 16:03

Zé Manel,

Confesso que também vi a coisa tremida quando o City faz aquele golo tão cedo e apos uma oferta daquelas que desmoraliza qualquer um, na verdade o City até podia ter chegado ao 2-0 a seguir em vários lances e creio que foi isso que os matou, ficaram com confiança excessiva que o jogo estava no papo, mas o Gyo já tinha dado um aviso, eu pressenti que ele iria ter uma segunda chance, da forma como o City joga tão adiantado no terreno era só uma bola entrar e entrou e Gyokeres desta vez correu e não falhou, o City acusou o golo, ficaram algo atordoados, a arrogância deles não dava essa possibilidades do Sporting conseguir marcar e empatar o jogo.

Depois aquela entrada na 2ª parte de leão fez o resto, confesso que pressentia que o City ainda não conhecia os nossos contra ataques e ainda não estavam a sair e com a defesa assim tão adiantada seria uma questão de tempo para provarem do veneno do leão e o veneno tornou-se letal.

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