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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o ARSENAL, jornada nº 5 da LIGA DOS CAMPEÕES, que resultou numa derrota por 5 - 1. Golo de Gonçalo Inácio 47'.
DERROTA ESMAGADORA DE UM LEÃO SEM RUMO
Péssimo ensaio do novo treinador, goleado por um Arsenal muito mais maduro e que deu um banho táctico a uma equipa do Sporting surpreendentemente irreconhecível, com uma exibição com vários equívocos cometendo muitos erros, principalmente na 1ª parte, com os Gunners a materializarem em golos as oportunidades que criaram com relativa facilidade. Gonçalo Inácio ainda provocou um sentimento de esperança de uma reviravolta, com o golo logo a abrir a segunda parte, mas a desvantagem tornou-se irreversível logo a seguir no 4-1, com o penálti cometido pelo Diomande e que sentenciou a partida. Uma derrota que resultou pesadíssima em casa do Leão.

DESTAQUE - MORTEN HJULMAND - 3 - Das poucas exibições individuais positivas, lutando sempre para tentar segurar e juntar mais as linhas, para reduzir os espaços ao adversário que fez o que quis no meio-campo e defesa do Sporting. Esteve perto do golo aos 73', após um remate bem colocado e que obrigou a grande defesa de David Raya para canto.
FRANCO ISRAEL - 1 - Teve uma noite muito estranha, sofreu cinco golos e ficou a ideia de ter facilitado nos três primeiros.
GEOVANY QUENDA - 3 - O lado direito foi sempre o melhor lado da equipa, a defender e a atacar, mas muito aquém do que se exigia. Quase que faz o 2-1 com um bom remate a obrigar o Raya a uma das melhores defesas da noite.
JEREMIAH ST. JUSTE - 2 - A defesa meteu muita água. Teve dificuldades na leitura do espaço que ofereceu nas suas costas muitas vezes explorado com êxito pelo Martinelli. Excessiva lentidão na saída de bola com limitações nas ideias e soluções na tolerância zero no risco.
OUSMANE DIOMANDE - 1 - Voltou as noites de aprendiz em que muito pouco acertou, muitos erros e equívocos nas suas decisões, um cartão amarelo bizarro logo aos 4' que o condicionou para o resto do jogo e a grande penalidade que matou de vez as aspirações da equipa de obter um resultado positivo.
GONÇALO INÁCIO - 2.5 - Uma má primeira parte, com muitos erros no passe e no ataque ao espaço no timing errado, desprotegendo as costas do Maxi Araújo em vários lances. O único momento deveras positivo, quando fez o golo a abrir 2ª. parte e que trouxe alguma esperança de recuperação na desvantagem de 1-3.
MAXIMILIANO ARAÚJO - 1.5 - O Arsenal apostou todas as fichas pelo corredor esquerdo do Sporting e acertou, Saka e Odegaard fizeram o que quiseram do internacional uruguaio, que verdade seja dita, esteve sempre muito desprotegido pela falta de ajuda do Edwards que abriu demasiado espaço entre eles. Chegou algumas vezes perto da área do Arsenal com espaço para cruzar, mas decidiu sempre mal.
HIDEMASA MORITA - 3 - Andou aos papeis na primeira parte e com tarefa de desgaste suplementar no socorro a ajudar o Maxi, na tentativa de segurar o endiabrado Saka. No segundo período foi a sua vez de carregar bem a equipa para a frente no melhor período do Sporting, obrigando finalmente o guarda-redes do Arsenal a mostrar-se com várias defesas difíceis.
FRANCISCO TRINCÃO - 2.5 - Foi o único que conseguiu pegar no jogo na 1ª parte em alguns momentos. Marcou o canto que resultou no único golo da equipa e quase faz o 2-4 num bom remate frontal com a bola a desviar no Gabriel Magalhães, passando muito perto da baliza.
MARCUS EDWARDS - 1 - Um equívoco total, nunca conseguiu entrar no jogo (a equipa jogou com menos1), percebeu-se logo isso a meio da 1ªparte, surpreendeu ter regressado para a 2ª parte e ter continuado em jogo até aos 68'.
VIKTOR GYOKERES - 3 - A bola raramente lhe chegou, faltou-lhe apoio e todo o processo de ligação das linhas atrás de si que estiveram quase sempre distantes. Fez pela vida em vários lances individuais, em que conseguiu fugir ao adversário de marcação sempre muito cerrada, resultou num livre perigoso e em 2 bons remates fortíssimos, com a bola a bater no poste e o outro a sofrer um desvio com o Raya a defender com dificuldade.
GENY CATAMO - 1 - Recebeu a indicação para se preparar para entrar quando a equipa reduziu para 3-1, entrou no momento em que o Arsenal repunha a diferença dos 3 golos com a grande penalidade e que meteu gelo nas esperanças de uma recuperação. Beneficiou de mais espaços, mas nunca os soube explorar da melhor forma.
DANIEL BRAGANÇA - 2 - O jogo já pedia a sua entrada há muito tempo e notou-se bem a melhoria da equipa, passou a ganhar os duelos e a ter mais bola, mas já o resultado estava sentenciado para o lado da equipa inglesa.
CONRAD HARDER - 2 - Também tardou muito a entrar (78'). Passou a ver-se muito mais Gyokeres no jogo, agora apoiado pelo jovem dinamarquês que o assistiu bem em 3 lances e que levaram perigo à baliza inglesa.
JOÃO SIMÕES - ( SEM NOTA) (88')
MATHEUS REIS - ( SEM NOTA) (88')
JOÃO PEREIRA - Pior que a goleada foi o ensaio exibicional da equipa em todo o jogo, com muitos erros no passe, na ocupação dos espaços e ainda na ausência da ligação das linhas. Um equívoco total a titularidade do Marcus Edwards (foi sempre menos um) e que devia ter sido logo substituído a meio da 1ª parte, surpreendentemente regressou para a 2ª parte. Com os três golos de diferença, não ter feito qualquer mexida ao intervalo, nem que fosse para mandar uma mensagem bem clara à equipa. Também notou-se uma tremenda indeferença do adjunto que actuou na zona do treinador, sem as necessárias intervenções interactivas em lances que pediam alguma orientação nos movimentos dos jogadores. Para culminar a má noite, um discurso no final fraquíssimo e que deixou muita preocupação. A equipa necessita de muito mais pulso.
MIKEL ARTETA - Teve tudo a seu favor, a noite com circunstâncias perfeitas para um repasto gordo e condimentado. Tirou bom proveito da oferta de bandeja que o leão lhe proporcionou e como se viu no final, ficou satisfeito e muito sorridente. Nunca imaginou certamente vir encontrar em Lisboa tantas facilidades.
SZYMON MARCINIAK (Árbitro - Polónia) - 3.5 - Depois de um 5-1, o que se pode escrever sobre a arbitragem? Foi excessivamente rigoroso no amarelo aos 4' ao Diomande. Marcou correctamente a grande penalidade. Errou em deixar os jogadores do Arsenal fazerem anti-jogo nas demoras prolongadas na colocação da bola em jogo e escapou-lhe sancionar com amarelo o Gabriel Magalhães, quando agarrou o Gyokeres quase em cima da linha da grande área.
TOMASZ RCZKOWSKI (VAR - Polonia) - 3.5 - Sem lances de análise duvidosa, o lance da grande penalidade foi bem assinalado.
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