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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o VITÓRIA DE GUIMARÃES da 17.ª jornada da Liga Portugal Betclic, que resultou num empate 4-4. Golos de Viktor Gyokeres 2',14', 57' e Francisco Trincão 90+5'.
UM LEÃO MUITO VULNERÁVEL NUM JOGO COM UMA PONTA FINAL DE DOIDOS
Nem o hat-trick de Gyokeres e o golo de antologia de Francisco Trincão foram suficientes para o Sporting sair vencedor de Guimarães, a defesa e o guarda-redes Franco Israel em noite francamente desastrosa deitaram tudo a perder. Os leões que até chegaram ao 3-1(57') e que pareciam caminhar para uma vitória segura capitalizando o triunfo no derby, quando começaram a perder o controle da partida e a ficar sem bola (a exemplo da 2ª parte do jogo frente às águias), com os erros na primeira fase de construção a acumularam-se de forma inexplicável, convidando o Vitória a subir no terreno e a acreditar no golpe de teatro que acabou por acontecer com o 3-2, provocando um desmoronar como um castelo de cartas, sofrendo 3 golos quase de rajada (em quinze minutos), permitindo a remontada da turma da casa, que colocaram as bancadas do seu fanático público num explosivo delírio, valeu o golazo do Trincão que a um minuto do fim resgatou um ponto a uma derrota que parecia inevitável.

DESTAQUE - VIKTOR GYOKERES - 5 - Jogou numa outra dimensão e não merecia de todo a traição dos colegas da rectaguarda, fez o que lhe competia, marcar os golos suficientes para garantir uma vitória e com toda a razão mostrou a sua fúria e frustração no momento do 4-3. Mostrou uma vez mais que é um vencedor nato.
FRANCO ISRAEL - 1 - "que te pasó muchacho?". Se querias ter só 3 homens na barreira, tinhas que ter aquele lado controlado, a bola nem saiu tão puxada de força. Um guarda redes de categoria não deixa o adversário cabecear-lhe uma bola a 1 mt de distancia de si, após um cruzamento longo e previsível. Mau de mais, uma exibição que chumbaria a qualquer um.
EDUARDO QUARESMA - 1 - A pior exibição da época, muitas dificuldades nos cortes, com várias perdas de bola para o adversário que lhe sacaram a confiança nas saídas. Fez ainda a falta que resultou no empate 1-1.
OUSMANE DIOMANDE - 1 - Não tem explicação, conseguiu algo deveras difícil, ser desastrado em todo os 95' de jogo. Leitura dos lances zero, comportando-se como um caloiro ainda na sua primeira fase de aprendizagem.
JEREMIAH ST. JUSTE - 1 - Voltou a apresentar as dificuldades que lhe são apontadas quando perante adversários de bom toque de bola e passe curto entre linhas, baralhou-se todo, safa-se bem a proteger as costa na"llegada" às dobras e muito pouco mais fez.
MATHEUS REIS - 1 - Ficou muito mal na fotografia em 2 golos do adversário, no 2-3 e no 4-3. No 1º não teve pernas para acompanhar a fuga junto à linha do Telmo Arcanjo e no 2º estava a dormir, deixou fugir-lhe da sua marcação o caloiro Michel, que cabeceou sem oposição para um golo muito fácil.
MORTEN HJULMAND - 3.5 - A dupla (Morita) estava a funcionar muito bem no meio campo, até ao momento que ficou em inferioridade numérica no centro do terreno quando o Vitória a perder 3-1 decidiu subir as linhas e já com elementos frescos saídos do banco, empurrando os leões para trás. O capitão leonino passou a ter muitas dificuldades em parar o adversário e a ligar com a linha da frente.
HIDEMASA MORITA - 3.5 - Tudo corria às mil maravilhas quando Gyokeres fez o 3-1 após a sua assistência de cabeça na melhor jogada da noite, o pior veio a seguir, o Vitória arriscou subir com mais gente para o tudo por tudo e ficou a tarefa impossível de continuar a fechar o meio campo, acabando também empurrado para trás pela enxurrada vimaranense.
GENY CATAMO - 2 - No geral foi uma exibição fraca, dando muito pouco à equipa mesmo nos lances que teve espaço, conseguia ultrapassar com facilidade e engenho o primeiro opositor e ficava depois sem a bola, situação que se repetiu em vários lances. Na hora do aperto, quando a equipa necessitou do seu apoio defensivo foi demasiado passivo, sem a reacção que se exigia.
FRANCISCO TRINCÃO - 3 - Um sem número de lances em que ficou no "quase", depois de se libertar dos primeiros adversários, faltou-lhe mais chama para tomar a melhor decisão, foi necessário esperar até ao último minuto do jogo para concluir finalmente um lance com sucesso, marcando um golo de nota artística elevada e que valeu o empate, resgatando 1 ponto a uma derrota que já parecia certa.
GEOVANY QUENDA - 3 - Foi importante nas assistências a Gyokeres nos seus 2 primeiros golos mas no resto, foi uma exibição eclipsada de outros lances que acrescentassem mais à equipa. Foi o 1º a sair e a ir tomar banho mais cedo.
MAXIMILIANO ARAUJO - 2 - Entrou para o lugar do jovem Quenda, apareceu numa meia assistência no 3-1, quando levantou a bola para o Morita e depois disso...desapareceu do jogo.
JOÃO SIMÕES - 1 - Entrou para equilibrar as forças no meio campo, mas falhou redondamente na sua missão, minutos depois da sua entrada o Vitória marcou 2 golos de rajada que deram a reviravolta no marcador.
CONRAD HARDER - 2 - Muito tardia a sua entrada (86'), mexeu claramente com o jogo, a equipa voltou a conseguir esticar o jogo e a recuperar o controle da bola que permitiu ainda chegar ao empate no último minuto.
IVÁN FRESNEDA - 2 - Como o colega dinamarquês entrou bem no jogo, sendo decisivo a ganhar vários duelos na raça que permitiram lançar a equipa no ataque para os últimos lances do jogo.
RUI BORGES - 1 - Uma entrada de leâo, com o 1º golo logo aos 2' dava um sinal claro para uma grande noite do Sporting, pouco depois viu Gyokeres fazia o hat-trick dando 2 golos de vantagem, mas foi um puro engano, bastou o adversário mostrar os dentes quando subiu as linhas, para ficarem todos amedrontados e recuarem como equipa pequena que se deixa enrolar na perda do controle da partida e da posse da bola, o mesmo que tinha acontecido na segunda parte contra o Benfica, a somar o bloqueio mental de todos da retaguarda nas saídas de bola para a primeira fase de construção, cometendo erros primários consecutivos, muita confusão na leitura do jogo, perdendo a noção de como sair, se curto ou esticado de bola longa. Perdeu-se a coesão defensiva do início da temporada e tem por isso muito trabalho a fazer.
DANIEL SOUSA - 5 - Quase que triunfava perante o campeão nacional com sua equipa a fazer uma remontada épica, depois de estar a perder 3-1. Coragem reconhecida na base da qualidade individual, (kaio César um talento que massacrou o lado direito) bom fio de jogo e do espírito muito guerreiro dos seus jogadores, quando decidiram subir no terreno e empurraram o Sporting para trás, na crença que podiam dar a volta no marcador e que acabaram por conseguir, mas um golaço do Trincão no ultimo minuto, dividiu os pontos.
JOÃO GONÇALVES - 5 - Excelente arbitragem do jovem árbitro a dar razão aos galões da FIFA que acaba de obter por mérito. Seguro na boa visão dos lances em que decidiu na maioria sempre bem, uma única falha, não ter mostrado o cartão amarelo ao Telmo Arcanjo no lance faltoso com o Franco Israel.
BRUNO ESTEVES - 3 - Sem casos que pedissem a sua intervenção.
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