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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o BOLONHA, jornada nº 8 da LIGA DOS CAMPEÕES, que resultou num empate 1-1. Golo de Conrad Harder 77'.
OS LEÕES AINDA TREMERAM MAS NÃO CAÍRAM
O Sporting confirmou o apuramento para o play off da Liga dos Campeões, mas a muito custo, tendo que suar bastante para arrancar um empate em Alvalade contra uma equipa italiana que aos 20' ja ganhava 1-0 e com uma bola na barra, que usou e abusou de uma agressividade a passar os limites, estranhamente muito permitida pelo árbitro francês. Os leões apresentaram uma performance pobre, de uma equipa cansada a acusar em muito as várias ausências. Sem Pote, Gyokeres, Morita, Nuno Santos... a equipa fica muito limitada, com poucas referências e ainda com um banco, em que as soluções eram 7 juniores, 2 guarda redes e 3 defesas, tornando mais difícil encarar jogos da Liga Milionária. Muitas dificuldades na saída de bola e nos duelos a meio campo, a fruirem jogo só pelo flanco esquerdo e na maioria das vezes com pouca ligação construtiva. Valeu a entrada decisiva de João Simões com impacto directo no 1-1 e com outros grandes lances, em que ainda ameaçaram a reviravolta. Harder empatou e Debast abandonou o terreno de jogo aos 50' devido a lesão muito feia.

DESTAQUE - MAXIMILIANO ARAÚJO - 4 -Exibição fortificada pela persistência e coragem a carregar a bola durante todo os 90' pelo seu corredor até à area italiana que ajudou a disfarçar e a esconder as lacunas e dificuldades, como a leitura dos lances, o seu timing e dos espaços a dar ao adversário.
FRANCO ISRAEL - 4 - Salvou o 2-0 e a equipa possivelmente da eliminação com uma grande defesa a um remate de primeira (53') do Tommaso Pobega já dentro da área.
IVÁN FRESNEDA - 2.5 - Foram muitas as lacunas técnicas, principalmente na recepção e nos duelos com a bola pelo ar. Muito por sua culpa o ataque da equipa nunca existiu pela direita.
OUSMANE DIOMANDE - 4 - Foi grande e dominante, nunca deu nada ao italianos, limpando tudo o que lhe apareceu pela frente. Precisa sim de melhorar a leitura do ataque à bola nas bolas paradas na área adversária.
GONÇALO INÁCIO - 3.5 - Já esteve melhor que no jogo anterior contra o Nacional, mais forte e rápido na reacção e nos duelos, mas ainda muito ineficaz na área adversária nas bolas paradas.
MORTEN HJULMAND (Cap) - 4 - Encheu de novo o campo com um antídoto contra toda aquela agressividade italiana, travando luta dura e dolorosa com todos eles e levando quase sempre a melhor nos duelos.
ZENO DEBAST - 3.5 - Estava a fazer um jogo positivo no jogo de bola rente à relva, mas o azar bateu-lhe também à porta, embrulhou-se com um adversário no relvado e saiu muito mal tratado, com uma lesão que pareceu bem feia, uma torção violenta de toda a perna.
GENY CATAMO - 3.5 - Deu indícios de melhoria de forma, com alguns lances técnicos bem conseguidos em situações específicas, mas ainda lhe faltou outras coisas do que já lhe vimos fazer antes. Foi muito massacrado pelos italianos com faltas duras e implacáveis, que o desgastaram bastante no decorrer do jogo.
DANIEL BRAGANÇA - 3 - Também melhorou a sua produção do seu último jogo com o Nacional, mais rápido com a bola, mais assertivo na decisão do último passe e mais pulmão no ritmo de intensidade.
FRANCISCO TRINCÃO - 2 - A surpresa é ter a nota puxada... para cima, o quer dizer do que (não) fez em todo o jogo. Andou muito encostado à direita e nem se viu, saindo muito prejudicado pela incapacidade do Fresneda que tornou mais difícil ajudar equipa a poder atacar por esse lado.
CONRAD HARDER - 4 - Continua ainda muito cru, sem conseguir dar o seguimento aos lances em que a equipa o solicita, pecando muito na definição, mas acabou por ser o herói da noite que lhe salvou uma nota alta, num lance de alguma sorte com a bola a entrar na baliza italiana, depois de um excelente passe do João Simões. Um golo que vale ouro, garantiu a passagem para a fase seguinte dos play off.
JOÃO SIMÕES - 4 - Foi decisivo, uma entrada de leão igual ao jogo anterior, dinamizou o ataque da equipa com um impacto directo no golo do empate e em mais uma mão cheia de outros grandes lances que fizeram ameaçar a reviravolta no marcador.
GEOVANY QUENDA - 3.5 - Entrou na hora certa, quando os italianos já cediam perante a enorme pressão homem a homem que exerceram desde o inicio do jogo. Com mais espaço pode explorar o seu futebol repentino e explosivo, mas voltou a falhar fortemente na definição do ultimo passe.
MATHEUS REIS - (SEM NOTA) - Entrou aos 87'.
RUI BORGES - 4 - Fica difícil preparar um jogo na mais alta competição mundial de clubes e ainda contra uma das melhores equipas italianas da actualidade, conhecida pela sua enorme agressividade, com tantas contrariedades. Equipa que acusa nesta altura muita fadiga a somar as ausências de principais referências que a deixa muito fragilizada e limitada, bastava olhar para o banco e ver 7 juniores, 2 guarda redes e 3 defesas. Apesar das dificuldades o objectivo foi cumprido, mas urge que o clube seja mais ambicioso no mercado se quer a afirmação europeia. Ficou clara a sua estratégia, tentar aguentar e controlar os italianos numa primeira fase do jogo e depois tentar a sorte com as entradas do João Simões e do Geovany Quenda.
VINCENZO ITALIANO - 4 - Trouxe a lição bem estudada, cinicamente explorou ao máximo as fragilidades do Sporting com uma marcação individual impiedosa, muito agressiva, sempre numa dureza excessiva castigando com faltas sucessivas o adversário, sabia do cansaço dos seus jogadores e das várias ausências importantes. Uma atitude competitiva que ficou estranha por já estarem eliminados, será que era para dividir por todos o bolo em caso de vitória?
BENOÎT BASTIEN (Árbitro fRANCÊS) - 1 - Arbitragem muito amiga dos italianos, fazendo vista grossa a várias faltas duras a castigarem os jogadores do Sporting. Uma expulsão por agressão ao Geovany Quenda que foi perdoada ao italianos, sendo substituída por um cartão amarelo.
BENOIT MILLOT (VAR FRANCÊS) - 1 - Tinha que chamar o árbitro para rever as imagens do lance da agressão ao Geovany Quenda.
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