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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o ESTORIL da jornada 23 da Liga Portugal Betclic, que resultou numa vitória por 3-1. Golos de Gonçalo Inácio 5' e Viktor Gyokeres 36' e 90+6' (Penálti).
A BOA 1.ª PARTE JUSTIFICOU A VITÓRIA JUSTA
Os primeiros 45' foram suficientes para o Sporting confirmar a justiça de um triunfo indiscutível. A equipa da casa aproveitou vários erros graves e caricatos da defesa do Estoril numa primeira parte enérgica, competente e muito pressionante dos leões que criaram variados lances de golo, somando mais alguns no segundo tempo, mas o grande desperdício voltou a obrigar a uma recta final do jogo sofrida, com algum nervosismo dentro do campo e nas bancadas após os canarinhos reduzirem para 2-1 aos 84', até que, o suspeito do costume Viktor Gyokeres (bisou) acabou com as dúvidas, ganhou uma grande penalidade que marcou, garantindo os 3 pontos.

DESTAQUE - VIKTOR GYOKERES - 5 - Voltou o bombardeiro do campeonato às suas grandes exibições, bisou e massacrou a defesa adversária. Mas até podia ter marcado outros tantos, um par de remates em boa posição e um desperdício de um lance quando isolado na cara de Robles.
RUI SILVA - 2 - Estava a ter uma noite muito tranquila, com total acerto nas intervenções, seguro a agarrar as bolas cruzadas, certeiro e competente nos lançamentos com os pés, até que borrou a pintura no melhor quadro, consentiu o golo forasteiro com um sabor amargo a frango estragado, colocando a equipa em apuros para os momentos finais do jogo.
RICARDO ESGAIO - 4.5 - Engatou para um noite perfeita de acertos, surpreendendo pela solidez das suas acções, incluindo um corte decisivo e uma meia assistência.
OUSMANE DIOMANDE - 3.5 - Com a cabeça limpa consegue brilhar nas suas tarefas, dando segurança defensiva, menos bem no apoio para as saídas com bola.
GONÇALO INÁCIO (Cap) - 4 - Um belo "cabezazo" que desbloqueou o jogo muito cedo (5'), dando tranquilidade à equipa e no banco. Muita qualidade nas saídas de bola que deram a parecer que recuperou a confiança e a alegria de jogar.
MATHEUS REIS - 3 - Mais avançado no terreno teve missão difícil e muito árdua, com tarefas muito diferentes das que habitualmente faz. Teve que correr o dobro por zonas do terreno que menos conhece e domina, acabou naturalmente desgastado ainda cedo, aos 58', quando foi substituído.
IVÁN FRESNEDA - 3.5 - Frenético,ágil e sempre intenso, mostrou frescura física para dar e vender, dando vida ao meio campo mantendo até final as ligações com a linha da frente. Muito útil nas manobras de construção e nas ajudas às dobras.
EDUARDO FELICÍSSIMO - 3 - Não acusou a titularidade, sem comprometer mas também esteve longe de deslumbrar, tem passe firme e boa leitura dos lances, mas falta depois todo o resto, como perder o medo de assumir e arriscar.
ZENO DEBAST - 5 - Exibição quase perfeita, a um nível muito elevado, tentou e bem estar sempre de frente para a bola devido as suas dificuldades de a receber de costas. Assumiu o risco cerebral de mandar no meio campo e saiu-se bem, 2 enormes assistências e mais um remate com selo de golo, a bola ressaltou e acertou em cheio no poste, de resto perfumou vários lances com muita categoria.
GEOVANY QUENDA - 2.5 - Passou muito ao lado do jogo, nada lhe saiu bem a construir, mas também pouco fez para inverter a situação, pareceu pastoso, lento, desgastado e muito previsível nas suas acções. Melhor esteve nas tarefas defensivas a fechar espaços, mostrando estar comprometido.
FRANCISCO TRINCÃO - 2.5 - Uma cópia da exibição pálida do jovem Quenda, nem as ofertas caricatas da defesa do Estoril o entusiasmaram para uma noite inspirada. Falhou um golo cantado, isolado na cara do Joel Robles. De positivo, só mesmo a boa atitude nos compromissos defensivos.
CENY CATAMO - 2 - Teve mais minutos desta vez, na procura de chegar à sua forma o mais rápidamente possível. Alguns lances com saída rápida com espaço aberto, mas não conseguiu depois dar-lhes a melhor sequência.
HENRIQUE ARREIOL - 1 - Entrou no pior momento da equipa, com o adversário a reduzir para 2-1 e que provocou o inevitável nervosismo geral. Acusou a inexperiência, recuando excessivamente no terreno.
JOSÉ SILVA - 1 - Não marcou quaisquer pontos na estreia, muita vontade e pouco ou nenhum acerto.
CONRAD HARDER - 2 - O mérito do passe em esforço que isolou o Viktor para o lance da grande penalidade que garantiu a vitória. De resto, não acertou uma única decisão.
RUI BORGES - 4 - Alcançou pela primeira vez 2 vitórias consecutivas, o que já é um feito notável, com a equipa a realizar uma boa 1ªparte, todos muito comprometidos com o objectivo obrigatório da conquista dos 3 pontos e podiam ter ido para intervalo com a vitória praticamente garantida, um desperdício de 3/4 golos cantados. Arriscou depois um bocadinho com as 3 substituições de uma assentada, com 2 jovens inexperientes e com o Estoril a reduzir para 2-1, mas quem tem Viktor Gyokeres, arrisca-se a ser sempre feliz.
IAN CASTRO - 2.5 - Uma equipa sempre partida ao meio, com a defesa a cometer muitos erros, vários lances desastrosos que poderiam ter oferecido uma goleada ao Sporting, enquanto o ataque fazia pela vida, conseguindo várias aproximações perigosas à baliza dos leões, quase sempre pela qualidade individual do João Carvalho e do Guitane. Chegaram a um 2-1 de todo injusto para a equipa da casa, no único remate enquadrado (84') que ainda provocou incómodo no adversário e nas bancadas.
HELDER CARVALHO (Árbitro) - 2 - Tecnicamente bem e acima da média, com a maioria das decisões acertadas, quanto ao disciplinar, foi um desastre, com vários amarelos por mostrar a jogadores do Estoril, agarrar uma única vez um jogador do Estoril deu amarelo ao jovem Eduardo, mas agarrar sistematicamente o Gyokeres já foram lances normais, uma situação que se tem repetido em quase todos os jogos do Sporting. Ficou também um vermelho directo no seu bolso, por um pisão grosseiro e intencional do Xeka ao jovem Eduardo.
LUÍS FERREIRA (VAR) - 2 - Bem na análise da grande penalidade, mas mal ao não chamar o árbitro para expulsar o Xeka pelo pisão no tornozelo do Eduardo. O Estoril devia ter ficado aí reduzido a 10 elementos, aos 50', quando estava a perder por 2-0.
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