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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o CASA PIA da jornada 24 da Liga Portugal Betclic, que resultou numa vitória por 3-1. Golos de Gonçalo Inácio 12' e Viktor Gyokeres 34' e 77' (gp).
SPORTING DERRUBA AS MURALHAS DA FORTALEZA CASAPIANA
E SEGURA A LIDERANÇA
Os leões foram ao terreno do Casa Pia vencer, repetindo o mesmo resultado (3-1) e os marcadores (Inácio e Gyokeres) da partida da jornada anterior com o Estoril, sendo que as circunstâncias de jogo, os golos marcados e sofridos terem sido muito semelhantes. Uma boa resposta da equipa de Rui Borges que segura a liderança, numa fase em que o calvário das lesões parece estar a abrandar e a desanuviar. Uma 1ª. parte do Sporting tranquila com o golo sofrido (Auto Golo) injustificável para os da casa a aparecer em cima do intervalo, quando a equipa leonina procurava alargar a vantagem de 3 golos, o que daria maior justiça no marcador. Os gansos motivados pela margem mínima, caída do céu, entraram com tudo na 2ª parte, assumindo o controlo do jogo e criando algumas oportunidades para empatar, valeu Rui Silva (um par de grandes defesas) a segurar a equipa. Com a entrada de Morita tudo mudou, foi o antídoto perfeito para restabelecer a ordem, com os leões a retomarem o comando das operações, fazendo o xeque mate nas aspirações dos casapianos com o penálti convertido e que sentenciou a partida. Gyokeres bisou, Inácio voltou a marcar. Hjulmand e Morita voltaram recuparados das lesões.

DESTAQUE - VIKTOR GYOKERES - 5 - Cada vez mais perto do seu estilo voltou a bisar. Mostrando a sua habitual disponibilidade física e já a correr para a sua melhor forma, com muita fome de golo de início ao fim. No seu movimento que todos conhecem mas poucos conseguem contrariar, fuzilou para o 2-0 e voltou a marcar de forma irrepreensível a grande penalidade no 3-1 que matou o adversário.
RUI SILVA - 4.5 - Brilhou com duas excelentes defesas, plenas de reflexos e com mãos de aço que seguraram a equipa no seu pior momento, quando os gansos no inicio da 2ª parte acreditaram que podiam chegar ao empate. Mostrou também muita seguranças nas bolas cruzadas nas alturas.
ÍVAN FRESNEDA - 4 - Exibição muito positiva, foi o elemento da equipa que mais linhas de passe deu aos colegas, numa movimentação sempre constante e construtiva de bom critério. Correu quilómetros, fazendo inúmeras piscinas em todo o comprimento do campo.
RICARDO ESGAIO - 2 - Já é Karma ao cúbico, agora já nem necessita de se mexer, a bola vem ter com ele, fazer-lhe tabela e entrar na baliza do Sporting, tem mesmo que ir à bruxa. De todas as formas tem culpa directa, pela passividade que mostrou na leitura do lance. Mostrou as dificuldades habituais em defender cruzamentos.
OUSMANE DIOMANDE - 4.5 - De pantufas estreladas passeou classe, fazendo sempre bem a sua parte não dando qualquer hipótese aos adversários na sua marcação. Forte na reacção na antecipação, dono das alturas nos duelos do 2º andar e como uma gazela a ganhar a profundidade nas bolas lançadas nas suas costas. Precisa sim de trabalhar as bolas paradas na área adversária em que se mostra muito (pajarito), devia rever os vídeos do ex colega, Sebastian Coates.
GONÇALO INÁCIO - 5 - Confirmou o que já tinha ameaçado no jogo anterior, corre a passos largos para a sua melhor forma, super confiante nos duelos a defender e nas entregas da bola em qualquer parte do campo. Voltou a abrir cedo o marcador com o seu movimento habitual de escorpião de ataque mortífero com uma "tolaza" na bola, que fez abanar as malhas do fundo da baliza do Patrick Sequeira
MATHEUS REIS - 3.5 - Exibição deveras fiável e competente, com vincado sentido de concentração. Esforço apreciável na procura de espaços e a carregar a bola na ligação com a linha da frente. Um erro penalizador, deu demasiado espaço ao Larrazabal que cruzou como quis no lance que resultou no Auto Golo.
MORTEN HJULMAN (Cap) - 3 - Pareceu curado da lesão mas ainda longe dos índices físicos que o diferenciam no seu jogo. Faltou-lhe mais agilidade e velocidade nas chegadas à bola e mais intensidade na disputa dos duelos.
ZENO DEBAST - 3.5 - Mais preocupado em marcar e fechar os espaços defensivos que a explorar os apoios em zonas de construção em que não apresentou a sua melhor versão, falhando algumas ligações entres as linhas da frente e com isso secou mais projecção do jogo ofensivo da equipa.
FRANCISCO TRINCÃO - 2.5 - A esperança que agora com os jogos da equipa a terem uma semana limpa, possa recuperar os músculos saturados sem ter que parar. Percebe-se a vontade do muito querer fazer bem, mas o corpo trai-o pela fadiga acumulada. Na sua função de vagabundo, está a faltar-lhe mais velocidade e reacção nos duelos. Falhou 2 golos cantados, mas teve acção direta na conquista dos 3 pontos, no lance em que sofreu uma falta clara dentro da área e que resultou na grande penalidade que sentenciou o jogo.
GYOVANI QUENDA - 2.5 - Entrou bem no jogo, com energia, mas com as pilhas muito desgastadas não iria aguentar muito tempo, entrou numa queda física abrupta e devia ter sido substituído mais cedo.
GENY CATAMO - 3 - (entrou 64') - Já melhor fisicamente experimentou com êxito algumas das suas arrancadas habituais que provocaram o pânico na defesa adversária, executando o que é a sua maior habilidade, o ataque (da serpente) com a bola no pé para o drible curto e explosão imediata, que deixa os adversários sem reacção.
HIDEMASA MORITA - 4 - (entrou 64') Foi a chave do jogo, a equipa dava já sinais de poder oscilar perante a entrada forte do Casa Pia na 2ª parte na busca do empate, mas o japonês (recuperado da lesão) trouxe para o jogo o antídoto perfeito que bloqueou a ousadia atacante do adversário, muito cerebral deu amplitude ao futebol da equipa que a fez voltou a ganhar confiança e retomar o controle da partida que durou até final.
MAXIMIANO ARAÚJO - 2 - (entrou 79') Entrou com a vitória praticamente garantida, fechada, com o adversário já totalmente desacreditado numa recuperação. Ajudou com assertividade nas acções já nos modos gestão do resultado.
CONRAD HARALD - SEM NOTA - (entrou 88').
EDUARDO FELICÍSSIMO - SEM NOTA - (entrou 88').
RUI BORGES - 5 - Preparou bem o jogo e a equipa face à importância de ganhar num campo que tem vindo a ser uma autêntica fortaleza para o Casa Pia. Desde Agosto que ninguém ganhava ali. Não fosse o autogolo e estaríamos a falar de um jogo sem grande história, por uma provável goleada. Estrategicamente trabalhou bem o plano, com a equipa com mais capacidade de melhorar a sua qualidade durante o jogo, agora com um banco bem mais composto de soluções. Mas só a entrada do Morita teve grande impacto no jogo colectivo da equipa, fez parar de vez toda aquela tempestade que o Casa Pia estava a querer provocar na defesa do Sporting.
JOÃO PEREIRA - 3 - Percebeu-se porque não perdiam há mais de 6 meses no seu campo, uma equipa bem montada a defender e a construir ataques bem delineados, só não conseguiram travar o Gyokeres (mas afinal quem consegue?) e uma forma de contrariar o nipónico que assumiu o comando da ciência do jogo dos leões.
HÉLDER MALHEIRO (Árbitro) - 2.5 - O árbitro já mais conhecido por Hélder Manhoso, vários amarelos inexplicáveis numa clara imparcialidade de decisôes em lances idênticos e que só serviram para condicionar os jogadores do Sporting. No lance da grande penalidade errou duas vezes, viu-a mas deixou para o VAR decidir e por fim, não exibiu o 2º cartão amarelo ao infractor, perdoando-lhe a expulsão.
HÉLDER CARVALHO (VAR) - 5 - Para bem da verdade desportiva que felizmente não foi na conversa do seu colega do relvado, não deixou passar (e bem) o lance da falta clara sobre o Francisco Trincão dentro da área dos casapianos chamando o colega pelas orelhas, para que fosse rever o lance.
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