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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o SC BRAGA da jornada 28 da Liga Portugal Betclic, que resultou num empate 1-1. Golo de Viktor Gyökeres 15'.
LEÃO COM A ESTRELINHA MUITO APAGADA
A jornada tão esperada por toda a nação sportinguista, na esperança que ganhariam pontos ao Benfica e descolavam na frente, termina com a perda da liderança, dando um ponto final à série de vitórias do Sporting. Os 20' de domínio e bom futebol iniciais justificaram a vantagem do golo do avançado sueco, mas foi muito insuficiente com a realidade que se viu nos restantes 70', uma equipa sem gás para se impor no meio campo, sem a capacidade de parar ou bloquear o"velhinho" de 38 anos (o cérebro do adversário), que conseguiu mandar como quis nessa zona do terreno, numa melhor leitura ao que o jogo pedia. Mais um balde de água gelada que se ía tornando previsível como o decorrer do jogo e que acabou implacavelmente entornado na cabeça de todos, já em cima dos 90' (3º empate concedido nos instantes finais na era Rui Borges). Abusar do desperdício dá quase sempre mau resultado, que o diga o Trincão que voltou a ter um ataque de egoísmo na hora da finalização, quando tinha colegas melhor posicionados para fazer golo e matar o jogo.

DESTAQUE - VIKTOR GYOKERES - 3.5 - Uma ilha deserta de sol no meio de várias tempestades, marcou o golo leonino de forma inteligente num livre e pouco depois voltou a meter a bola dentro da baliza do brilhante Lukas Hornicek, mas foi anulado por 3 cm. O único que manteve a alta rotação até final.
RUI SILVA - 3 - Sofreu um golo indefensável à boca da baliza, no resto foi competente, esteve sempre bem.
EDUARDO QUARESMA - 2 - Estava a fazer um jogo positivo mas borrou a pintura no derradeiro lance de ataque adversário, não acreditou no cruzamento que saiu bem medido para a cabeça do jovem Afonso Patrão e sem a sua oposição fez o golo do empate e que custou pontos e a liderança.
OUSMANE DIOMANDE - 3 - Foi sempre competente na sua tarefa defensiva e não deu qualquer chance aos avançados do Braga. No golo sofrido está isento de culpas, marcou o seu "homem", o das suas costas que fez o golo, estava à responsabilidade do colega Eduardo Quaresma.
GONÇALO INÁCIO - 2 - Sem deslumbrar e sem grande protagonismo fazia os serviços mínimos que se exigiam, numa exibição a roçar o positivo, mas não está isento de culpas no golo sofrido, foi lento a perceber o lance que resultou no golo do empate, devia ter caído logo em cima do Zalazar a dificultar ou mesmo impedir o cruzamento, deu-lhe todo o espaço num um erro imperdoável.
MATHEUS REIS - 3.5 - Algo se viu errado ou no mínimo bizarro naquele meio campo dos leões, o central/lateral brasileiro a apresentar-se de serviço para transportar a bola à Maradona para ligar as linhas da frente, o que ajuda em muito a explicar a exibição cinzenta da equipa.
MORTEN HJULMAND (Cap) - 3.5 - Teve um excelente início, exercendo uma pressão diabólica que engoliu o meio campo do Braga nos 20' iniciais, só que era uma corrida de fundo e não podia ser ele sempre a impor o ritmo da corrida, quando chegou a vez dos colegas o revezarem encolheram-se e esconderam-se, com o meio campo da equipa a cair e afundar-se a pique. Merecia melhores ajudantes ao seu lado.
ZENO DEBAST - 1 - Muitos (excessivos) foram os elogios do seu treinador que pensou ter encontrado no jovem belga uma mina de ouro para o meio campo. Ontem teve uma péssima experiência, numa prova de nível elevado, contra um adversário que sabe como "brincar" nos espaços do meio campo e chumbou com estrondo, foi sempre menos um na equipa e não soube dar o apoio que o seu capitão necessitava e merecia, para não perderem o meio campo. Mostrou-se muito cru em quase tudo, péssimo a ler o jogo, com as reacções quase sempre tardias e muito perdido nos posicionamentos.
JEOVANY QUENDA - 3 - O empate penaliza toda a equipa e a sua nota também sai penalizada por isso. Teve a seu desfavor o jogo ter andado mais balanceado no outro lado (esquerdo), porque quando teve bola brilhou com bons rasgos individuais, num deles obrigou o Hornicek a grande defesa.
FRANCISCO TRINCÃO - 2.5 - Podia e devia ter dado a vitória à equipa e com isso ter mantido a liderança. Terá que repensar, rever o vídeo do jogo para perceber que não tem que chutar sempre à baliza, nunca pode ser o jogador que decide o remate mas sim a equipa, protagonizou 3 lances geniais que decidiu muito mal pelo remate, quando tinha colegas muito melhor posicionados para fazer o golo. Desta vez não se viu sorrir com os falhanços, deu-se conta das consequências. Na equipa só o Gyokeres tem esse estatuto, esse crédito de poder falhar golos, mesmo quando tem adversários melhor posicionados.
GENY CATAMO - 2.5 - Igual a si próprio, felino nas acelerações e depois muitas dificuldades em receber ou tabelar de costas, também esteve sofrível a fechar os espaços quando a equipa perdia a bola.
MAXIMIANO ARAUJO - 2 - A equipa melhorou com a sua entrada, trouxe mais imprevisibilidade nos duelos, obrigando a defesa do Braga a passar por dificuldades maia a sério.
EDUARDO FELICÍSSIMO - 2 - Uma boa nova, trouxe ao seu jogo de ontem a vontade e coragem das "llegadas" e é esse o caminho certo que terá que percorrer, pena a tremideira que o prejudicou com várias más recepções de bola.
CONRAD HARDER - 2 - Voltou a entrar muito tarde, mas ainda a tempo de expulsar do jogo o "maçã podre" só por isso teve o seu momento de fama. Ouviu no final comentários surpreendentes e muito injustos do seu treinador, que o criticou publicamente.
RUI BORGES - 1 - Um bom treinador será sempre aquele que consegue fazer muito com pouco e sem procurar justificações mesmo camufladas quando a equipa perde pontos. Haverá sempre quem venha em sua defesa, ilibando-o dos maus resultados, mas e o mau desempenho da equipa, onde é que fica? É que são coisas diferentes. É o Rui Borges quem treina a equipa, quem escolhe os jogadores, quem desenha as estratégias, quem estuda os adversários, será sempre ele o principal responsável pelo que depois acontece dentro do campo. Quando foi contratado deparou-se com várias dificuldades extraordinárias, muitos titulares lesionados, mas tinha uma vantagem crucial, uma diferença pontual bastante considerável e que não soube conservar, perdendo-a na totalidade e com isso a liderança. Terá que reflectir e muito, o porquê de não conseguir gerir as vantagens no resultado, morrendo na praia quase sempre em cima dos 90´ (o mesmo problema que lhe passou no Vitória), já não se trata de coincidências. As suas equipas "duram" pouco tempo nos jogos e tem que perceber porquê. A equipa ontem estava cansada? Não parece, só fez três substituições e feitas no último quarto de hora. Numa tentativa de justificar-se, escolheu um caminho surpreendente, com criticas duras no final ao jovem Harder, dizendo por outras palavras que afinal não serve. Abusar do conservadorismo, mesmo contra um Estrela da Amadora e um SC Braga inofensivos, não pode ser esse o caminho quando se é treinador do Sporting Clube de Portugal.
CARLOS CARVALHAL - 2.5 - Conseguiu o seu objectivo, sair de Alvalade na frente do FC Porto, resultado de um empate que lhe caiu do céu. Valeu-lhe a noite inspirada do seu guarda redes checo Hornicek com várias defesas e uma equipa do Sporting com um meio campo de algodão e ainda um extra, um "brindazo" da defesa dos leões já em cima dos 90'.
LUÍS GODINHO (Árbitro) - 4 - Desta vez num mau resultado do Sporting não se apontam culpas ao árbitro por más decisões, alguns erros naturais na avaliação das faltas mas sempre num critério coerente, acabou por ser o melhor em campo.
BRUNO ESTEVES (VAR) - 3 - As suas linhas de fora de jogo assinalaram que o Gyokeres estava 3 cm fora de jogo, vamos acreditar que foi correcta essa decisão.
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