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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o GIL VICENTE da jornada 32 da Liga Portugal Betclic, que resultou numa vitória por 2-1. Golos de Maximiano Araujo 81' e Eduardo Quaresma 90+3'.
CARGA EMOCIONAL GIGANTE PARA A LUZ
Triunfo da crença e da garra da equipa leonina que vai chegar ao dérbi da Luz em vantagem, a poder jogar para dois resultados para o bicampeonato. Uma vitória que deixou marcas muito positivas nos leões pela forma empolgante como foi conseguida (90+3), uma injecção de uma carga vitamínica emocional gigante que irá unir ainda mais a equipa e treinador para a disputa da grande final de sábado. O Sporting foi incapaz de quebrar o bloco gilista durante uma hora e só com as entradas de Harder e principalmente de Hjulmand (deram um andamento totalmente diferente à circulação) conseguiu encostar a equipa de Barcelos às cordas e chegarem a uma remontada épica, sacada com efeito de "cesariana". Maxi Araújo e Quaresma foram os heróis da noite, numa partida sempre inclinada (sem surpresa) pela arbitragem de Tiago Martins "y sus muchachos".

DESTAQUE - EDUARDO QUARESMA - 4 - O "miúdo" já merecia isto, um golazo de raiva, uma bomba que fez "explodir" o estádio aos 90+3', salvando a equipa de um empate que já parecia certo.
RUI SILVA - 3 - A sina de ter que viver algumas noites muito "geladas" e ingratas, um golo sofrido de penálti que quase derrubou a equipa e sem ter que fazer uma única defesa durante toda a partida.
JEREMIAH ST, JUSTE - 1 - Mais uma paragem cerebral com duplo erro que quase custa a derrota da equipa, derrubou o adversário dentro da área de forma gratuita num lance inofensivo, consequência pela má leitura que fez reagindo com lentidão à dobra do seu colega. Não tem o mínimo de perfil para aquela posição de central do meio, somou vários erros comprometedores.
GONÇALO INÁCIO (Cap) - 2 - Entrou e saiu mal do jogo, um número elevadíssimo de passes errados e más abordagens nas divididas, nunca conseguiu adaptar-se ao terreno e bola encharcados, principalmente na 1ª parte em que abusou das más decisões.
GENY CATAMO - 2.5 - Não desequilibrou como se pedia, raramente conseguiu ultrapassar a última linha defensiva do adversário e quando o conseguiu definiu sempre mal.
MAXIMILIANO ARAÚJO - 4 - Um dos grandes heróis da noite, um golo inesperado que desbloqueou o jogo da equipa e acordou o campeão para ainda conseguir chegar a tempo à remontada. Foi o elemento verdadeiramente criativo da equipa que mais dificuldades criou à defesa gilista. Confirma em cada jogo que acertaram em cheio na sua contratação.
HIDEMASA MORITA - 2 - Muito apagado, nunca conseguiu entrar no jogo. Perro sem ritmo e com dificuldades na leitura dos lances, não acrescentou.
ZENO DEBAST - 4 - Surpreendeu, sendo o melhor elemento do meio campo até à entrada do capitão dinamarquês. Muito activo e forte na recuperação (nota-se evolução na leitura do jogo) sendo o elemento com mais acerto na procura de linhas de passe.
FRANCISCO TRINCÃO - 2.5 - Voltou a ter uma noite muito desinspirada, somando dois falhanços. A ligação com o Pote foi desastrosa, aparecendo várias vezes os dois no mesmo espaço. Podia ter acordado o leão mais cedo, num livre bem marcado com a bola a bater no poste e com o Andrew pregado no relvado a defender com os olhos.
PEDRO GONÇALVES - 2 - Não conseguiu fazer a diferença. Contra um adversário com sistema defensivo muito robusto e bem trabalhado a não oferecer espaços, ficou mais visível o seu ainda défice físico. Baralhou mais que construiu, aparecendo nos espaços que são também do Gyokeres, provocando afunilamento de vários lances, o que facilitou os centrais do Gil Vicente a bloquearem a passagem da bola.
VIKTOR GYOKERES - 2 - Quiçá o jogo menos conseguido com a camisola do Sporting. Foram poucos os lances que participou e nenhum deles com perigo. Os centralões gilistas taparam-lhe sempre os caminhos da baliza. Pareceu já com a cabeça no dérbi, a preparar-se mentalmente para o jogo da grande decisão do título.
MORTEN HJULMAND - 4 - (Entrou 64') ficou a ideia que se não entra no jogo a equipa não iria conseguir dar a volta à desvantagem do 0-1. Viu-se logo a diferença, com ele é outra coisa completamente diferente, a bola e a equipa circulam com método e classe, até o próprio adversário sente outro respeito e recua mais no terreno. Foi o momento em que o Sporting passou a encostar a equipa do César Peixoto às cordas.
CONRAD HARDER - 3.5 - (entrou 64') - Está com um futebol mais adulto, é o elemento mais prático do plantel, um grande pragmatismo que coloca em todos os seus lances, sem floreados, com bom critério e provocando dificuldades sérias ao adversário. Acrescentou bastante, dando grande contributo à remontada.
GEOVANY QUENDA - 3 - (entrou 64') Ainda sente dificuldades em retomar a mesma intensidade que apresentou em quase toda a época. Alguns rasgos nas diagonais que ajudaram a empurrar os de Barcelos para trás, era o tudo por tudo da equipa.
GABRIEL TEIXEIRA - 2 - (entrou 83') Entrou no melhor período da equipa logo a seguir ao golo do empate e já na perseguição da vitória. Tentou jogar rápido e simples no passe quando o Gil já defendia com toda a gente perto da sua área.
MATHEUS REIS - (SEM NOTA) (entrou 90+7')
RUI BORGES - 3 - Alguns pecados que podiam ter sido mortais, falhou redondamente no plano inicial apostando num elemento sem perfil para o centro da defesa (St. Juste) e tardou a reagir à inércia da equipa, metida num colete de forças, sem chama e sem inspiração para ferir o adversário, dando a ideia que todos ficaram tranquilos à espera do golo que tardava e o tempo corria, corria, corria. Teve que recorrer ao plano B, arriscar a entrada do Morten no jogo e foi dessa forma, também com alguma estrelinha, que salvou o coiro e a equipa. Faz muita diferença entrar no sábado na Luz na frente, pode ser decisivo.
CÉSAR PEIXOTO - 2 - Teve grande audácia inicial, a disputar o jogo no campo todo, mas depois de conseguirem a vantagem através do golo fortuito, recuaram no terreno e só defenderam mas sempre com boa consistência, como se tratasse do ultimo dia das suas vidas. No fim não levaram "ouro" algum, o que ajuda a explicar toda aquela exaltação no final, quando provocaram alguns jogadores do Sporting à espera de qualquer coisa.
TIAGO MARTINS (Árbitro) - 1 - O Sporting está condenado a ter que passar todas as épocas por este tipo de crivo ardiloso, um crivo muito especial de algumas arbitragens encomendadas, de todo tendenciosas. Seria curioso que um dia Tiago Martins viesse a confessar o que tem contra o Sporting, é que já nem disfarça, inclina o campo de forma descarada e sem o mínimo de pudor, fazendo sentir aos jogadores do Sporting um enorme condicionamento, que na mínima é falta e são amarelados. O cenário foi preparado na perfeição, árbitro e VAR (Vasco Santos) especiais e ainda um treinador adversário que preparou uma estratégia muito objectiva e quase que resultava. Imagina-se que na Luz será eleito o seu "irmão gémeo" o João Pinheiro como o derradeiro crivo para o Leão ultrapassar.
VASCO SANTOS (VAR) - 3 - Esteve bem no lance da grande penalidade, o St. Juste fez falta.
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