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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o AROUCA da jornada 02 da Liga Portugal Betclic, que resultou numa vitória por 6-0 . Golos de Ricardo Mangas 20' e 50', Luís Suárez 31' e 62', Francisco Trincão 45' e 76'.
A MÁQUINA DE ALVALADE AMASSOU E CILINDROU
Grande demonstração de força do leão no seu regresso a casa, inaugurando o novo "Alvalade 2.0" (sem fosso) com uma goleada das antigas. Voltou a não dar qualquer hipótese ao adversário em todas as zonas do terreno, sendo que ao contrário do jogo anterior, do arranque da Liga, traduziu desta vez números acrescentados no placard, que deram maior justiça à imponente superioridade em campo, perante um Arouca que foi rapidamente diluído no jogo em que só lhe foi permitido ter um único remate (fraco) enquadrado nos 90'. Mangas, Trincão e Suárez homenagearam a noite festiva com brilhantismo, bisando cada um.

DESTAQUE - RICARDO MANGAS - 5 - O galgo de Alvalade está com a corda toda, a surpreender tudo e todos, quiçá a ele próprio. Bisou, esteve perto do hat-trick e ainda assistiu uma bola cantada para o Suárez falhar escandalosamente à frente da baliza. Sabe e sente que é a oportunidade de uma vida e vive agora o seu sonho, fazendo sonhar também os adeptos dos leões, que o aplaudiram de pé no final.
RUI SILVA - 3.5 - Voltou a não ser testado, sujou os calções uma única vez, quando se estirou no relvado para defender o único remate, fraco e denunciado, do adversário. Sempre bem a ler o jogo, na antecipação às bolas lançadas longas, na profundidade.
IVÁN FRESNEDA - 3 - Uiiiiiiii tantos passes falhados e cruzamentos mal definidos e já com o jovem grego à perna, que apesar de uma estreia tímida, mostrou logo ali que lhe é superior.
ZENO DEBAST - 5 - Deu recital nos passes teleguiados como um 10 à antiga, meteu a bola onde quis, nas costas dos defesas adversários e ainda sacou uma das suas conhecidas bombas, que escaldaram as mãos do João Valido tal foi o impacto que se ouviu em todo o estádio, silenciando-o com um bruáá de espanto, num lance que acabou por resultar no 3º golo.
GONÇALO INÁCIO - 4 - Se do lado do Zeno choviam passes de mestre, do outro lado o Gonçalo não lhe quis ficar atrás, mostrando que também andou na mesma escola, apesar de não ter sido tão feliz, foi menos assertivo, falhando várias vezes o alvo.
MORTEN HJULMAND (Cap) - 3.5 - Menos exuberante (perdeu algumas bolas) que na jornada anterior em Rio Maior, mas no geral voltou a ser implacável no domínio do meio campo, secando todas as iniciativas do adversário, que ameaçavam levar perigo à baliza do Rui Silva.
HIDEMASA MORITA - 3 - Leu bem o jogo, posicionando-se sempre bem nos espaços a dar linhas de passe aos colegas, mas pecou na definição, falhando precisão no passe que emperrou a continuidade de vários lances que pediam acerto e velocidade de execução, perdendo-se a superioridade numérica pontual.
GENY CATAMO - 3 - Foi o elemento da linha da frente que mais vezes foi solicitado pelo Debast, que lhe ofereceu um sem número de bolas cantadas a pedirem a sua desmarcação, carregou "o piano" muitas vezes é um facto, mas estranhamente nunca lhe soltou boas notas artísticas.
FRANCISCO TRINCÃO - 5 - Na verdade foi o verdadeiro patrão da equipa, voltou a fazer uma grande jogatana repleta de qualidade técnica. As várias vezes que correu todo o campo para recuperar o equilíbrio defensivo da equipa, com verdadeiros sprints que até cansaram os olhos dos adeptos só de ver. Bisou e também andou perto de fazer o hat-trick em vários lances.
PEDRO GONÇALVES - 3 - As filhas gémeas não o deixam dormir à noite, pareceu de facto sonolento, num ritmo mais lento, fora da frequência dos colegas e quando se falha aqueles golos cantados, explica de alguma forma o défice de alguma energia cerebral e de visão.
LUÍS SUÁREZ - 5 - A pergunta é se vai aguentar toda a época naquelas acelerações alucinantes, pressionou de facto como um animal faminto e vê-se que vai fazer muita mossa nos adversários. Também bisou e com os 2 pés e esteve pertinho de fazer de cabeça o hat trick, no lance mais escandaloso da noite.
GEORGIOS VAGIANNIDIS - 3 - ( Entrou 45') Ainda deslumbrado com a música "O Mundo sabe que" e com tudo o que viu à sua volta, mesmo com toda aquela timidez entrou e assistiu com pinta para o 4º da equipa. Deu para ver que o Fresneda vai ter grandes e sérios problemas.
GEOVANY QUENDA - 4 - (Entrou 57') Um grande leão surpreendentemente a apresentar um banco cheio de garras, de luxo. O jovem craque entrou e fez logo 2 assistências.
GIORGI KOCHORASHVILI - ( Entrou 73') - 3 - Mostrou muita mobilidade e muita vontade de fazer tudo bem para ajudar a equipa a manter um ritmo alto competitivo, apesar dos golos irem surgindo.
CONRAD HARDER - 1 - ( Entrou 73') Voltou a escolher o caminho mais difícil para se mostrar, assim não vai lá. Não pode nunca colocar a equipa para segundo plano, depois de si. Um lance em excelente posição mas "obrigado" a fazer o passe para o colega que seria só empurrar para golo e preferiu insistir no remate, mesmo depois de ficar com a baliza tapada, voltou a insistir, mostrando um egoísmo que é de todo reprovável e que só o prejudica.
ALISSON SANTOS - 2 - (Entrou 81') Mostrou boa energia e que pode crescer bastante. Bom toque de bola e capacidade de improvisar. Precisa de mais tempo de jogo para se acalmar e fazer as coisas com menos precipitação.
RUI BORGES - 6 - E esta hein? Está a dar cartas sim senhor, a surpreender e lá no seu estilo invulgar, sorrateiro, envia mensagens bem claras a todos, que pode sim levar com sucesso a água ao moinho. 2 jogos em que arrasou 2 das equipas que foram sensação na época passada e...sem o "mito" Gyokeres! A equipa voltou a apresentar um futebol múltiplo, vivo, atractivo, criativo e sempre com o pé a fundo no acelerador. Pode vir a calar muitas vozes, haverá sacos para tantas violas?
VASCO SEABRA - 1 - Verdade que viu a equipa a ficar reduzida a 10 elementos muito cedo (30'), mas provocado, resultado, pelo futebol avassalador do bicampeão nacional, que esmagou a sua equipa e não deu qualquer hipótese em todas as zonas do campo. Foram meia dúzia, mas podiam ter sido 8, 9 e... .
HELDER MALHEIRO (Árbitro) - 2 - Como se pode num jogo tão fácil de dirigir não ter convencido ninguém? Foi medroso ou manhoso, a assumir de imediato várias faltas claras, como exemplo, a da grande penalidade tão cristalina.
MANUEL MOTA (VAR) - 5 - O jogo pode ter tido um árbitro manhoso, mais preparado para uma qualquer festa especial, mas também se percebeu que teria que passar um crivo apertado, por alguém com eles no sítio no VAR.
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