Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]
Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o ESTORIL da jornada 07 da Liga Portugal Betclic, que resultou numa vitória por 1-0. Golo de Luís Suárez 12'.
SPORTING VENCE NA AMOREIRA MAS PÔS-SE A JEITO
Com a exibição menos inspirada dos últimos tempos, os leões derrotaram o Estoril Praia e igualaram provisoriamente o FC Porto na liderança do campeonato. O golo de Luís Suárez logo aos 12' (numa bela jogada colectiva) prevaleceu e chegou para garantir os 3 pontos. A equipa de Alvalade, que até prometeu com um bom início, desligou a partir dos 30', caindo de produção e baixando a intensidade trazendo de volta ao jogo a equipa canarinha que já se preparava para se resignar à natural superioridade do campeão. A parte final da partida foi marcada por vários passes errados de um Sporting quase irreconhecível, que se pôs a jeito de um golo fortuito do Estoril que daria um empate que seria muito castigador.

DESTAQUE - LUÍS SUÁREZ - 4 - Desta vez foi eficaz e resolveu o jogo com um golo de excelente efeito. Ofereceu a habitual disponibilidade na pressão, perseguindo várias vezes os adversários até ao meio campo.
RUI SILVA - 4 - Foi decisivo quando salvou o golo do empate (1-1) com excelente recurso pleno de reflexos, na cara do isolado Marquês.
GEORGIOS VAGIANNIDIS - 2.5 - Exibição algo fraquinha, com alguma atrapalhação defensiva e muito incisiva no ataque, sem qualquer lance de registo.
ZENO DEBAST - 3 - Por pouco que oferecia o golo do empate, valeu Rui Silva. Um início bastante activo com várias tentativas inglórias de passe na profundidade para os colegas da frente, mas com o passar dos minutos de jogo foi perdendo concentração e velocidade de execução.
GONÇALO INÁCIO - 3 - Nota positiva no limite. Também teve um bom início, mas foi perdendo gás, provocando vários erros no passe que podiam ter comprometido.
MAXIMILIANO ARAÚJO - 4 - Mesmo o melhor em campo durante toda a partida, a quem também seria bem entregue a escolha do destaque. Sempre numa cilindrada bem acima de todos, incluindo os adversários oferecendo muita energia e profundidade ao seu lado esquerdo. Defensivamente esteve impecável. A assistência foi meio golo.
MORTEN HJULMAND (Cap) - 3.5 - Brilhou na jogada do golo com acção decisiva. Voltou à rotação a três tempos e não conseguiu segurar e dar continuidade ao melhor ritmo da equipa da primeira meia hora, deixando-se também afundar naquela lentidão de posse de bola, que marcaram toda a segunda parte.
HIDEMASA MORITA - 3 - Enquanto durou (30') ajudou a equipa a pressionar e a encostar o Estoril às cordas, mas ficou no balneário ao intervalo. O treinador disse no final que já estava assim previsto.
GEOVANY QUENDA - 3 - Aquela mistura do fantástico e do péssimo que ainda o definem muito como jogador. Tem que continuar a crescer para diminuir as vezes que perde a bola no timing errado durante um jogo. Faz coisas extraordinárias e depois na jogada seguinte perde a bola provocando um contra ataque comprometedor do adversário.
FRANCISCO TRINCÃO - 2.5 - Não foi a sua noite. Escolheu sempre as piores opções nas ligações dos lances com os colegas e no remate quando apareceu solto e isolado na área do Estoril pela direita perdeu o timimg do remate, porque não quis rematar de pronto com o pé direito.
PEDRO GONÇALVES - 2.5 - Muito desinspirado como prova o falhanço quase em cima da linha de golo, em que acabou por fazer o mais difícil, falhar o 2-0, conseguindo que a bola incrivelmente passasse por cima da trave.
GIORGI KOCHORASHVILI - 2 - (entrou 45') Piorou a equipa, sempre muito longe do que tinha feito o colega japonês. Perdeu-se em triangulações consecutivas, quando por vezes a jogada pedia outras coisas.
ÍVAN FRESNEDA - 2.5 - (entrou 73') Trouxe uma energia diferente, mais positiva, que a que deixou o jovem colega grego.
GENY CATAMO - 1 - (entrou 73') Conseguiu a proeza de falhar praticamente todos os lances em que interviu.
FOTIS IOANNIDIS - 3 - (entrou 73') Voltou a mostrar que é boa opção para a equipa, não perdeu um único duelo e já mostra que é de caras o melhor elemento a jogar de costas para a baliza adversária, como muito bem fazia o Gyokeres. Segurou com competência várias bolas no ataque, num timing decisivo do jogo quando o Estoril ainda acreditava que podia chegar ao empate.
ALISSON SANTOS - 3 - (entrou 84') O que este muchacho conseguiu outra vez fazer em tão pouco tempo de jogo é obra e mérito, a merecer sem dúvida entrar mais cedo no jogo. Trouxe forte agitação, mexendo com aquilo tudo, acelerando como num veículo a motor enquanto todos em campo já andavam de bicicleta. Em 10' quase que faz 3 assistências, após jogadas individuais, e ainda teve um portentoso remate que levava selo de golo, impedido por uma cabeça que desviou a bola da direcção do alvo.
RUI BORGES - 3.5 - Terá que analisar e procurar as explicações do motivo dos jogadores desligarem a partir da meia hora de jogo. Viu a equipa por-se a jeito nos minutos finais de sofrer um empate que seria devastador. Terá também que analisar melhor o timing das substituições em situações como esta de queda abrupta da intensidade.
IAN CATHRO - 3 - Encostado às cordas durante toda a primeira meia hora já se resignava à superioridade do campeão nacional, mas deu-se o golpe de teatro, os leões começaram a quebrar na intensidade e velocidade, passando a jogar lentos e previsíveis trazendo a sua equipa, comandada pelo João Carvalho e o habilidoso Rafik Guitane de novo ao jogo, provocando a incerteza no resultado até ao apito final.
LUÍS GODINHO (Árbitro) - 3 - Arbitragem positiva, apesar de ter tido alguns lances de interpretação difíceis de ajuizar, muito disputados fisicamente.
RUI SILVA (VAR) - 3 - O golo parece claro e limpo, verdade que o Pote está fora de jogo na altura do remate do Suárez mas não interfere com a visão do guarda-redes. No lance do Maxi na área do Sporting, fez bem em não intervir, é um lance no mínimo duvidoso e o protocolo pede intervenções em lances claros e óbvios.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.