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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o SANTA CLARA da jornada 11 da Liga Portugal Betclic, que resultou numa vitória por 2-1. Golos de Pote 32' e Hjulmand 90+4'.
SPORTING FINTA A LEI DE MURPHY NOS DESCONTOS
Foi a revolta do leão nos Açores. Um cenário preparado, com os astros e os deuses bem alinhados para tudo correr mal, a começar pelo péssimo relvado (um batatal), um árbitro ardiloso, um adversário com pinturas de guerra e com vários autocarros na frente da sua baliza, um golo sofrido logo aos 5', os avançados leoninos desastrados no remate, uma expulsão e ainda as ofertas incríveis (a antecipar o Natal) do Diomande, com tudo isso o destino parecia traçado. Mas a alma do BI CAMPEÃO é demasiado grande, fé-lo acreditar sempre até ao ultimo segundo, que a própria lei de Murphy podia ser fintada. E aconteceu o milagre, uma remontada a ferros com 10 nos descontos, que salvaram os 3 pontos e colocou todo o peso da justiça na vitória. Os leões não foram perfeitos, mas fizeram o suficiente para um triunfo justíssimo, tendo várias ocasiões de golo e total iniciativa do jogo contra um Santa Clara que marcou um golo de início e estacionou de seguida o autocarro. Hjulmand foi o milagreiro, Pote tambem marcou e saiu lesionado, Suárez e Ioannidis falharam golos certos, Maxi foi expulso.

DESTAQUE - MORTEN HJULMAND - 5 - Deu o grito da revolta à cabeçada, salvando o Sporting ao cair do pano. Um golo de raiva que contrariou todo aquele cenário preparado para provocar a escorregadela do campeão nos Açores.
RUI SILVA - 3 - Sofreu um golo totalmente a frio logo no início bastante injusto, no único remate enquadrado com real perigo. Mostrou concentração total em todo o jogo, com boas acções principalmente com os pés na reposição.
IVÁN FRESNEDA - 3 - Elogia-se o sacrifício em nome da equipa, quando ainda não estava totalmente recuperado da torção do pé, mas não teve uma noite feliz, falhando a grande maioria das iniciativas pelas más opções.
OUSMANE DIOMANDE - 1 - Neste nível de competição já não pode cometer aqueles erros primários, tentar jogar para a frente ou dominar a bola quando é o ultimo defesa e o adversário está já muito em cima da sua zona de acção. Ainda tem estas "brancas" e que podiam ter custado a derrota. Na primeira fífia resultou no golo do Santa Clara e na 2ª ainda foi mais caricato, com todo o espaço e tempo para controlar a bola deixa-se tropeçar entregando a bola à mercê do avançado do Santa Clara que isolou o Brenner e que quase fazia o 2-1.
MAXIMILIANO ARAÚJO - 3.5 - Salvou a equipa da jogada mais perigosa do Santa Clara 90+1', com um adversário isolado a correr para o golo, do lance acabou expulso. Uma boa exibição em que desequilibrou com as suas investidas ofensivas, mas falhou alguns passes fáceis.
GONÇALO INÁCIO - 4.5 - Uma única nódoa e que podia ter custado caro, leu muito mal o lance que resultou depois na expulsão do Max, tinha o espaço controlado para matar a jogada, mas deixou-se surpreender pelo Brenner que apareceu rápido nas suas costas deixando-o isolar-se na zona proibida, central. Esteve imperial e patrão no resto do jogo.
JOÃO SIMÕES - 2 - Não se adaptou ao terreno, com muitas dificuldades em controlar a bola na posse e no transporte e ainda em várias recepções que foram defeituosas. Não surpreendeu não ter voltado após o intervalo.
GENY CATAMO - 3 - Várias iniciativas individuais a conseguir espaço para bons cruzamentos ou para o passe de morte. Cruzou com peso e medida para o espaço onde apareceu o Pote a facturar o golo do empate.
PEDRO GONÇALVES - 4.5 - Confirmou o seu bom momento de forma, estava a ser o melhor elemento em campo quando teve que abandonar por lesão muscular, 57'. Pleno de oportunidade apareceu no espaço certo para o golo do empate e muitas das suas acções ofensivas com bom recorte tecnico, foram a causa do adversário ter que "viver" a maior parte do tempo do jogo bem recolhido e em bloco apertado perto da sua baliza.
FRANCISCO TRINCÃO - 1 - Mostrou logo de inicio que está a viver momento de grande desgaste, com um défice notado de força, velocidade e intensidade, mesmo na execução das faltas e cantos mostrou dificuldade de meter a bola para lá da primeira linha defensiva do adversário. Falhou muitos passes e recepção. Devia ter saído mais cedo.
LUIS SUÁREZ - 2.5 - Sempre muito abnegado e trabalhador, mas esteve muito desastrado na finalização, mostrou que tem algumas carências técnicas na recepção e na pontaria. Falhou 2 finalizações que deviam ter dado em golo, rematando muito mal.
FOTIS IOANNIDIS - 3.5 - (entrou 45') Até que mostrou estar já num patamar mais acima do Suárez, sendo um verdadeiro perigo para a defesa do Santa Clara que mostrou muitas dificuldades em conseguir parar o grego. Construiu 2 lances que podiam ter resultado em golo e ainda falhou de cabeça um golo fácil, com a bola a sair ao lado do poste.
HIDEMASA MORITA - 3.5 - (entrou 57') Trouxe alma ao meio campo, concertando melhor os movimentos com o capitão dinamarquês, maior eficácia no passe a rasgar linhas e mais intensidade no carrossel, num momento decisivo do jogo quando a equipa buscava o golo da remontada e da vitória.
GEOVANY QUENDA - 3 - (entrou 57') Terá que reflectir bastante nas suas quase inexistentes acções defensivas, pode não ser a sua praia, que não é de todo, mas ao nível da sua ambição e no estrelato que já vive, tem que saber fechar muito melhor atrás e não ser presa fácil para qualquer avançado adversário. Foi comido de cebolada num lance em que tinha tudo para matar a iniciativa atacante e deixou fugir o adversário...isolado.
ALISSON SANTOS - 1 - (entrou 76') Nâo é de todo o tipo de jogador para aquelas circunstancias, um péssimo relvado, que dificultou os dribles e um adversário muito recolhido atrás, sem dar os espaços de profundidade. Teve acção criticável quando deixou um adversário roubar-lhe facilmente uma bola e depois deixou-o fugir sem o estorvar minimamente, o que lhe valeu uma tremenda reprimenda do Inácio.
MATHEUS REIS - SEM NOTA - (entrou 90+4')
RUI BORGES - 4 - Viveu noite de sobressaltos e viu a equipa escapar de boa. Terá que analisar as abordagens do Diomande, a forma de principiante como quer resolver alguns lances e o seu jogo exagerado de braços, tudo para acabar mal se não for urgentemente corrigido. Deixou o Trincão demasiado tempo a arrastar-se no jogo, já era menos um na equipa. Tem que trabalhar melhor os cantos, a maioria deles a bola não passou a primeira linha da defesa do Santa Clara. Alisson ainda não está trabalhado para ser opção naquelas circunstancias. Ontem o jogo trouxe-lhe uma mensagem, que tem ainda muito trabalho pela frente.
VASCO MATOS - 2 - Que nota pode merecer um treinador de uma equipa que faz um golo e estaciona de seguida o autocarro? A verdade é que nessa estratégia até esteve perto de ganhar o jogo, o que seria de todo injusto e imerecido. Foram várias as situações que jogaram a favor, um mau relvado, que só eles conhecem, um árbitro bem "amigo", o Sporting a não acertar com a baliza e ainda ficou a ideia de algo mais, pela forma como os seus jogadores viveram cada lance, como se fosse o ultimo das suas vidas. Mas o grito da revolta do campeão acabou por soar mais forte e foi feita justiça.
VINICIUS LOPES - 3 - Um bom golo num remate de primeira e que levou a direcção certa. Um golo que provocou uma história bem viva de acção e drama em todo o resto do jogo até ao derradeiro segundo.
JOÃO GONÇALVES (Árbitro) - 1 - Um cínico diria que foi encomenda, até no 1º amarelo logo no 1ºminuto ao Wendel, que serviu para abrir as portas escancaradas para a missão de amarelar e com isso condicionar os jogadores do Sporting. Foram várias as faltas claras a jogadores do Sporting a que fez vista grossa, num critério claramente desigual e que favoreceu o Santa Clara. Os jogadores da equipa da casa "perceberam" que tinham um aliado e exploraram ao máximo essa "sociedade". Mas teve azar, acabou engolido na sua própria tramóia e com isso perdeu o controle do jogo nos instantes finais, teve que disparar cartões a torto e a direito para segurar a barra que se tornou pesada ao seu redor. Meteu-se nelas e teve o merecido.
LUÍS FERREIRA (VAR) - 3 - Ficam claras dúvidas no lance em que o Max é expulso, corta a bola primeiro antes do contacto mais intenso, podia ter intervindo para mostrar as imagens ao árbitro.
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