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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o ESTRELA AMADORA da jornada 12 da Liga Portugal Betclic, que resultou numa vitória por 4-0. Golos de Eduardo Quaresma 7'; Luís Suárez 11' e 54'; Ívan Fresneda 25'.
OS LEÕES DEMOLIRAM E MASSACRARAM O ESTRELA
Soberbo show da equipa de Rui Borges, que entrou no relvado a todo o gás massacrando o Estrela com pressão muito alta e intensa e resolvendo o jogo em 25', com 3 golos de rajada. Com um aproveitamento alto das bolas paradas (Quaresma e Fresneda marcaram na sequência de livres directos) e bom nível de eficácia (2 golos nos primeiros 3 remates). Uma performance exibicional que permitiu gerir o esforço e o resultado na 2ª parte, já a pensar no derby de sexta feira. Suárez assumiu o protagonismo com 2 golos, mas voltou a falhar escandalosamente o hat trick; Trincão voltou a arrasar e fez 2 assistências; Morita com o seu melhor jogo da época.

DESTAQUE - LUÍS SUÁREZ - 4.5 - Terá que equilibrar melhor a sua grande capacidade técnica, principalmente quando só tem o guarda redes pela frente, leva 9 golos no campeonato, mas já podiam ser 20, com tanto golo feito perdido. Voltou a falhar um hat trick fácil.
RUI SILVA - 3 - É obra a capacidade desta equipa, o 2º jogo seguido (180') (Liga dos Campeões e campeonato) sem ser obrigado a fazer uma única defesa ou uma intervenção mais complicada.
ÍVAN FRESNEDA - 4 - Em cada partida acrescenta um pouco mais, já alcançou por mérito próprio a titularidade indiscutível, ultrapassando numa grande velocidade o colega grego. Dá grande energia e mobilidade ao jogo da equipa e aparece sempre incansável nas constantes "piscinas" sempre a abrir, mas mostrando competência. Marcou o merecido golo (3-0) que buscava faz tempo.
EDUARDO QUARESMA - 4.5 - Apareceu de surpresa no onze e que regresso!!! Mais adulto, mais qualidade, mais consistência, mais eficácia, só podia dar cereja no topo com tantos "mais", um "golazo" com um "tolazo" que quase furava as redes logo a abrir a partida (7').
GONÇALO INÁCIO - 4 - Também em grande forma, vende confiança em tudo o que faz, na velocidade, na antecipação, na leitura dos lances. Afinal não perdeu uma única bola para o adversário.
MAXIMILIANO ARAÚJO - 3.5 - Tem que encontrar sempre no adversário uma vítima para se entreter no jogo, nem que seja para a briga das palavras, desafiando-o em cada lance que disputam, é a sua forma de se auto motivar, levar sempre a melhor e nunca facilitar. Custou-lhe um amarelo ainda muito cedo e por isso já não voltou na 2ª parte.
MORTEN HJULMAND (Cap) - 4 - Confirmou que já atingiu aquela consistência exibicional que se lhe viu na maioria dos jogos da época passada. Falta-lhe agora elevar a intensidade e a eficácia do passe e estará de volta com a totalidade das capacidades que lhe conhecemos.
HIDEMASA MORITA - 4.5 - O melhor jogo da época, uma subida de forma clara que teve o brilho da magnífica assistência para o 4-0, numa rápida troca de pés que enganou o defesa. Um golo que foi efusivamente festejado por toda a equipa, como se tratasse do primeiro da partida, mostraram o grande carinho que todos sentem pelo colega nipónico.
GENY CATAMO - 3.5 - Assistiu (mais uma vez) para o 3-0 do Fresneda. Entregou-se a um ritmo e intensidade alto, cumprindo bem, logo a partir da primeira linha de pressão, não deixando o adversário armar o seu jogo de trás.
GEOVANY QUENDA - 4 - Voltou a estar em bom plano, mostrando boa capacidade física pela grande mobilidade que deu ao jogo. Melhorou bastante na precisão do passe longo e está mais responsável na protecção da bola na posse.
FRANCISCO TRINCÃO - 4.5 - Poderia ter sido eleito de novo para o destaque, está numa forma incrível, parece-lhe tudo fácil no que faz, mete a bola onde quer lançando os colegas, imparável nos duelos e no transporte da bola qundo carrega a equipa ás costas. Falhou um golo de forma incrível depois de um lance de génio.
MATHEUS REIS - 3.5 - Entrou 45'. Voltou a entrar com a garra do costume, forte nos duelos e desembaraçado no apoio da construção. Acrescentou.
PEDRO GONÇALVES - 3 - Entrou 60'. Vindo de lesão não era expectável que entrasse a fundo nos duelos, nas divididas ou nas correrias loucas com e sem bola, fez minutos para e só recuperar a condição física com vista ao derby. Este sempre activo no ritmo QB.
GIORGIOS VAGIANNIDIS - 2 - Entrou 60'. Deixou fugir o Fresneda na luta pelo lugar e ficou-lhe agora a grande distância, a diferença de qualidade no jogo começa a ser cada vez maior. Não acrescentou nada.
GIORGI KOCHORASHVILLI - 2.5 - Entrou 78'. Até que se notaram algumas coisas positivas que trouxe ao jogo, verdade que o resultado já estava feito e a vitória garantida, mas fez questão de se mostrar, que é útil quando é chamado.
ALISSON SANTOS - 2 - Entrou 78'. Muito trapalhão, por não ler da forma correta os lances. Embrulhou-se em duelos desnecessários quando se pedia um passe fácil. Devia rever o vídeo do que fez, iria ajudá-lo bastante.
RUI BORGES - 6 - Preparou o jogo de forma impecável, a verdade é que dos 3 rivais na luta pelo título, foi o Sporting a apresentar-se muito melhor no jogo do após jornada europeia, muito mérito do treinador que está claramente a conquistar jogo a jogo tudo e todos. Até deu para gerir a equipa para o derby, deixando no banco o João Simões e o Diomande e no jogo com as saídas antecipadas do Max, Trincão, Morten e Catamo. Na verdade se era um teste para saber quem merecia jogar contra o Benfica, todos passaram com distinção no teste, sem excepção.
JOÃO CARROMEU - 1 - Contra um Sporting que mostra os galões de bi campeão nacional só pode ficar mais difícil para qualquer equipa, muito mais ficou ontem para um Estrela, com a diferença dos recursos a ficarem mais á vista, expostos de forma bem escancarada. Foram dizimados pela lei do mais forte e à meia hora de jogo, com o 3-0, já desejavam que o árbitro desse o jogo por terminado, tal estava a ser o massacre dos leões.
ANZHONY RODRIGUES (Árbitro) - 2.5 - Geriu o jogo sem a justiça que se impunha em vários lances, permitindo excessiva dureza dos jogadores do Estrela (vários pisões) sem serem admoestados. Fez vista grossa a uma grande penalidade, atirando a responsabilidade para um VAR (um velho conhecido dos sportinguistas pelos piores motivos).
MANUEL OLIVEIRA (VAR) - 2 - Não surpreendeu não ter chamado o árbitro para rever as imagens do lance faltoso sobre o Suárez, uma grande penalidade escamoteada ao Sporting. O defesa pode lá ter chegado primeiro com o pé mas foi com tudo para cima do ponta de lança colombiano. Colocar o pé na frente do remate depende sempre da forma como o pé lá chega, sendo assim, nunca existiriam as rasteiras, afinal existe sempre um pé ou uma perna na frente, para o outro tropeçar.
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