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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o BENFICA da jornada 13 da Liga Portugal Betclic, que resultou num empate 1-1. Golo de Pedro Gonçalves 12'.
UM LEÃO DE DUAS CARAS
O Sporting entrou muito bem no jogo, surpreendendo na facilidade com que encostou ás cordas os jogadores encarnados durante os primeiros 25'. Com um domínio avassalador e uma tremenda pressão que não deixava a equipa de Mourinho sequer respirar, provocando-lhes grandes dificuldades, a cometer vários erros e a sentirem-se no limite da desorientação total colectiva. Marcou e até podia ter feito o 2-0, mas acabou a sofrer o empate contra a corrente e acusou fortemente esse momento, perdendo a capacidade de ter bola e pior ainda, a reacção à perda. Inexplicavelmente caíram a pique, do oitenta para o oito e nunca mais conseguiram serem mais rápidos sobre a bola, seja no passe ou nos duelos, factor decisivo que inverteu a balança e a história do jogo, principalmente em quase toda a 2ª parte, com o Benfica a ameaçar mais vezes a baliza de Rui Silva. Com a expulsão de Prestianni, os leões ainda tentaram um derradeiro assalto à vitória nos instantes finais, mas faltou-lhes audácia, competência e mais algum tempo. Pote fez o golo.

DESTAQUE - MORTEN HJULMAND - 3.5 - Ninguém da equipa fez um bom jogo, sentiram fortemente o golo do empate contra a corrente e a partir daí encolheram as garras. O capitão destacou-se na excelente visão que teve no lance em que roubou a bola ao Barrenechea e deu de pronto para o Pote fazer o 1-0. Não lhe é normal ver falhar tantos passes em 90' e só raramente viu-se-lhe aquela luz do farol que costuma ser.
RUI SILVA - 3.5 - Seguro com as mãos e nas saídas com os passes laterais. Menos bem no passe frontal, raramente deu a bola em condições aos colegas.
ÍVAN FRESNEDA - 3 - Foi o polícia do 10 do Benfica (Sudakov) e cumpriu bem essa tarefa, mas foi uma nulidade no ataque.
OUSMANE DIOMANDE - 2.5 - Que passou com o jovem gigante da Costa do Marfim? Acusar ainda nervosismo neste tipo de jogos? Sofreu muito na pressão, raramente acertou um passe, sendo o elo mais fraco na saída de bola e que os avançados encarnados mais exploraram o erro. Menos mal no processo defensivo, mas não foi suficiente para dar cor a uma exibição de todo muito cinzenta.
GONÇALO INÁCIO - 3.5 - Esteve uns furos bem acima do colega do centro, mais assertivo no passe, maior confiança na posse, com a bola no pé, sempre com a concentração em alta. Sentiu também dificuldades na 2ª parte, quando a equipa deixou de esticar jogo e o adversário subiu mais vezes no terreno e entrou nos duelos de risco perto da sua baliza.
MAXIMILIANO ARAÚJO - 3 - Um deslize que manchou a sua exibição e que foi decisivo para a equipa e o resultado, deixou fugir com espaço o Dedic que cruzou sem oposição para o golo do empate. Ofensivamente até foi o elemento que mais teve capacidade para desequilibrar, como os lances individuais em que passou por vários adversários e ficou perto de fazer o 1-0 (defesa por instinto de Trubin com o pé) e pouco depois o que seria o 2-0, com a bola a passar muito perto do poste.
HIDEMASA MORITA - 1 - Aposta falhada do treinador, mal fisicamente foi comido de cebolada em quase todos os lances de disputa individual, perdeu demasiado para o Richard Rios. Lento no passe e na recepção, foi presa sempre fácil no meio campo.
GENY CATAMO - 2.5 - Teve várias insistências no melhor período da equipa, mas nunca conseguiu desequilibrar. Teve "participação" no empate encarnado, com vantagem na posição teve um momento que podia e devia ter cortado a bola, mas atrapalhou-se e...a bola sobrou para o Sudakov que fez um golo fácil.
FRANCISCO TRINCÃO - 2.5 - Bom início, participando muito activamente e com garras afiadas na pressão que a equipa fez nos 25' iniciais, depois levou uma "porrada" do Leandro Barreiro e acabou aí, eclipsando-se do jogo.
PEDRO GONÇALVES - 3.5 - Teve a sua oportunidade e não falhou, recebeu a bola na zona de penálti e só com o Trubin pela frente fez o 1-0. Também foi dos elementos que melhor se destacaram no período inicial, mas como toda a equipa, desapareceu do jogo após o golo do empate do adversário.
LUÍS SUÁREZ - 3 - O predador colombiano ficou a zero, mas voltou a ter boas oportunidades para marcar (2 vezes) que desperdiçou. Foi a carraça do costume no melhor período da equipa.
JOÃO SIMÕES - 3 - Entrou 61' - Mostrou que teria sido melhor opção que Morita, foi melhor, mais conclusivo nas disputas, a fechar os espaços e a dobrar por antecipação.
JEOVANY QUENDA - 1 - Entrou 61' - Entrada totalmente falhada, perdeu todos os lances que disputou. Não foi de todo a vitamina que a equipa esperava e precisava naquela altura, apesar da demonstração de enorme energia na reacção.
ALISSON SANTOS - 2 - Entrou 86' - Participou no ataque à vitória nos instantes finais, após o Benfica ter ficado reduzido a 10. Algumas iniciativas individuais com bom critério a romper e a entrar na área adversária, mas faltou uma a melhor decisão do último passe.
FOTIS IOANNIDIS - 2 - Entrou 86' - Tambem deixou a ideia que podia ter entrado mais cedo. A equipa passou a ter um avançado que colocou finalmente os centrais encarnados ( Antonio Silva e Otamendi) em sentido.
RUI BORGES - 3.5 - Parecia que ia ter uma noite memorável, a equipa a marcar cedo, a ter um domínio avassalador no ninho da águia e quando se pensavam que só faltava depená-la pena por pena, consentiram um golo contra a corrente e foram por ali abaixo inexplicavelmente. Terá que analisar estas duas caras da equipa, do como e porquê oscilou tanto entre extremos, do óptimo ao péssimo em escassos minutos. Desta vez não esteve bem nas substituições, com a equipa em queda notada, mais lenta sobre a bola e o Benfica a ameaçar o 2-1 e só voltou a mexer na equipa aos 86'.
JOSÉ MOURINHO - 3 - Ninguém se ficou a rir é um facto, mas acabou por ser o grande perdedor da noite, pode acabar a uma distância de 8 pontos do primeiro nesta jornada. Levou uma valente coça do leão nos 25' iniciais e só depois do golo fortuito do empate cresceu de tom, mas nunca passou de um futebol curto e pobre, com ausência de maior acutilância e mais risco.
ANTÓNIO NOBRE (Árbitro) - 3.5 - Safou-se, um jogo com momentos difíceis de dirigir, muito por culpa dos jogadores que acenderam alguns rastilhos, como manda a tradição dos derbys. Alguns erros que podia ter feito melhor, a entrada do Barreiro as pernas do Trincão (que nem falta marcou) era para amarelo, depois não teve coragem de expulsar de imediato o jovem argentino Prestianni, num lance perigoso em que podia ter causado danos, como o rompimento dos ligamentos do joelho ao Geny Catamo. Como lhe é hábitual, deixou a decisão para o VAR
RUI COSTA (VAR) - 5 - Não deixou e muito bem, passar em claro a entrada brutal do Prestianni e obrigou o árbitro a ir ver as imagens, uma expulsão que não deixam quaisquer duvidas.
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