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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o CASA PIA AC da jornada 18 da Liga Portugal Betclic, que resultou numa vitória por 3-0. Golos de Geny Catamo 38', 43' e Daniel Bragança 78'.
LEÃO DETERMINADO COLOCA PRESSÃO NOS RIVAIS
O Sporting deu em Alvalade o tiro de partida para a segunda metade do campeonato, batendo o CasaPia com uma vitória concludente. Uma partida que teve um inicio apático, de pouca energia e inspiração, com a equipa de Rui Borges algo adormecida, com dificuldades em entrar no jogo, valeu o recém chegado da CAN, Geny Catamo, o elemento único em campo a apresentar um ritmo elevado, fazendo a diferença bem notada na velocidade e na reacção. Não surpreendeu por isso que o internacional moçambicano tenha desbloqueado o jogo e logo com 2 golos de rajada, no curto espaço de 5'. A equipa aproveitou a boleia para tomar as rédeas do comando do jogo e que já não as largou até ao final, fechando o marcador no momento mais emotivo da noite, com o regressado Daniel Bragança (após 11 meses de calvário) a fazer o 3º golo com o pé direito. Geny bisou, Bragança e Debast voltaram à competição; Luís Guilherme chegou e foi titular.

DESTAQUE - GENY CATAMO- 5 - Embalado pelas boas exibições na CAN fez toda a diferença, apresentou-se num ritmo mais elevado, com a velocidade e a reacção em alta. Acabou sem surpresa por desbloquear o jogo com 2 belos lances individuais que acabaram em golo, aniquilando a estratégia do Casa Pia que tentava levar o nulo para o intervalo.
RUI SILVA - 3.5 - Foi posto à prova num único lance de dificuldade elevada, um remate colocado rente à relva que defendeu como um felino atirando para canto. De resto "treinou" o passe com os pés e as defesas das bolas paradas.
GEORGIOS VAGIANNIDIS - 3 - Ainda não foi desta que conquistou as bancadas de Alvalade, tarda a impor-se e voltou a não aproveitar a oportunidade da titularidade. Sem grande trabalho nas tarefas defensivas, foi nulidade no ataque.
GONÇALO INÁCIO - 4 - Recordou os primeiros tempos de Amorim como central à direita e deu-se bem, principalmente no modus tração à frente na execução dos passes longos teleguiados, como o lançamento para a excelente desmarcação do Geny no lance do 2º golo.
MATHEUS REIS - 4 - Ao contrário do colega do eixo da defesa, sendo também excelente, mas na tração atrás, com vários cortes por antecipação. Trancou os caminhos da sua baliza ao adversário.
ÍVAN FRESNEDA - 3.5 - Exibição mais em esforço, com os serviços mínimos nesta curta imigração para o lado esquerdo. Teve o golo inaugural à sua mercê (27'), quando bem colocado dentro da pequena área cabeceou (defeituosamente) a bola sem acertar com a baliza.
HIDEMASA MORITA - 3 - Tentou cumprir com a tarefa normalmente a cargo do ausente dinamarquês, mostrou as dificuldades que atravessa, faz tempo que perdeu o seu verdadeiro rumo e teima em não reencontra-lo. Fica estranho vê-lo chegar tantas vezes atrasado à bola, ou errar em variados lances na sua leitura.
JOÃO SIMÕES - 4 - Teve início comprometedor, de aprendiz, mas com os golos do Geny ganhou vitamina e recompôs-se, atinando nas tarefas, atingindo até o brilhantismo em alguns lances. Foi um maratonista até ao limite das forças e teve ação determinante no lance do 3º golo. Saiu esgotado aos 83'.
FRANCISCO TRINCÃO - 3.5 - Situou a sua exibição entre suficiente e o menos bom, sem o fulgor de outras jogatanas passadas. Assumiu sempre a responsabilidade de ser o pêndulo da equipa, de ter que jogar certinho, com poucos erros, no passe ou na decisão. Teve participação decisiva no golo inaugural.
LUÍS GUILHERME - 2 - Foi chegar, calçar e ir lá para dentro, mas foi uma estreia às escuras, esteve perto de ser bem iluminada quando aos 34' chegou uma milésima atrasado ao melhor cruzamento da noite, protagonizado pelo Suárez, era só encostar para dentro da baliza, mas a bola não entrou. Com mais confiança apresentou-se melhor na segunda parte, com 2 lances individuais a mostrar que é craque e que vem com vontade de ajudar.
LUÍS SUÁREZ - 3.5 - A exibição mais discreta dos últimos tempos, uma assistência (3º golo) e um cruzamento após uma jogada fantástica que matou para o jogo o José Fonte, foi o melhor que conseguiu, de resto destacou-se nos pontapés para as nuvens e bancada.
DANIEL BRAGANÇA - 4 - Entrou 66' - Reapareceu após o calvário de quase 1 ano e mostrou que não desaprendeu nadinha, afinal com Bragança aquilo é mesmo outra coisa, viu-se bom futebol, alegria, confiança e ...golo. Melhor só nos filmes de ficção.
RICARDO MANGAS - 2 - Entrou 66' - Também a chegar após lesão e a necessitar de recuperar o ritmo da competição, fez o teste.
ZENO DEBAST - 2 - Entou 83' - A conta gotas começam a surgir os antigos hospedes da enfermaria, felizmente que a vitória já estava no papo do leão, o que permitiu aos regressados das lesões terem alguns instantes de competição. O jovem belga também fez o teste, com a sua assinatura conhecida num estoiro fora da área, com a bola a namorar o poste da baliza do Patrick Sequeira.
ALISSON SANTOS - 2 - Entrou 83' - Deve sentir-se picado ao ver o seu lugar hierárquico a escapar-se por um canudo, ocupado pelo outro miúdo brasileiro acabado de chegar. Voltou a cair nos mesmos erros, má percepção do timing das açôes e qual a melhor decisão a tomar.
GIORGI KOCHORASHVILI - 2.5 - Entrou 83' - Deu sinais evidentes de entrar bem no jogo, acrescentando com boas acções e decisões.
RUI BORGES - 4 - Com tantos azares, parece ver agora a luz no fundo de um túnel já mais curtinho, começam a regressar às suas ordens alguns dos desaparecidos em combate, lá vai juntando os cacos da melhor forma possível, para depois levar lá para dentro, para o jogo, uma estrutura com garantias de se manter competitiva e focada nos objectivos. O Sporting voltou a apresentar uma equipa nova, sem nunca terem jogado antes juntos e ainda com vários elementos fora da sua posição natural, com destaque o ter que ir com 2 centrais canhotos. Ganhou mais uma batalha, sem espinhas e mantém-se na guerra, na perseguição provocando pressão nos rivais.
ÁLVARO PACHECO - 2.5 - Uma estreia do treinador que não resultou, mas ainda ficou a dúvida se o atrevimento inicial dos gansos foi culpa da apatia do leão ou de uma estratégia arrojada dos visitantes, mas... Geny só houve um e que fez toda a diferença, acabou-lhes com o atrevimento, depois de perderem por lesão, bastante cedo, com a maior referencia da defesa (José Fonte).
DAVID SILVA (Árbitro) - 4 - Uma arbitragem agradável, positiva, sem protagonismos e a deixar jogar. Com percentagem elevada de boas decisões.
JOÃO MALHEIRO (VAR) - 4 - Teve as intervenções adequadas e assertivas no apoio ao colega de campo. Realce para o lance de dupla infracção, o fora de jogo do Bragança e a falta dentro de área do Casa Pia, com pisão no pé do Suárez, prevalecendo obviamente a primeira infracção.
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