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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o PARIS SAINT-GERMAIN da jornada 07 da Liga dos Campeões, que resultou numa vitória por 2-1. Golos de Luís Suárez 74' e 90'.
VITÓRIA BRUTAL !!!
Épico! Os leões apesar de estarem privados de alguns dos seus melhores jogadores, voltaram a mostrarem- se ao Mundo com mais um feito extraordinário, depois de baterem o Manchester City na época passada, foi agora a vez de vergarem outro gigante europeu, nada mais nada menos, que o campeão europeu em título. O Sporting pode até sonhar com a classificação directa para a segunda fase, fixando-se no top 8. Foi um jogo de grande sacrifício contra o Golias francês. Preparados para sofrer, mas sempre com o espírito de tremenda união, crença e maturidade, a saberem o que fazer em todos os momentos da partida, mesmo nos momentos de grande aflição, mantiveram a calma, o equilíbrio e o discernimento nas acções defensivas, criando um muro quase intransponível que bloqueou as estrelas parisienses na construção de oportunidades claras de golo. A equipa foi ganhando confiança e com isso a ter os seus momentos de posse e algumas investidas perigosas de contra ataque e acabou por ser...feliz. Suárez bisou, Alisson teve grande impacto, Matheus Reis, Geny e Rui Silva brilharam.

DESTAQUE - LUÍS SUÁREZ - 6 - Exibição monstruosa, não só pelo bis (pleno de oportunidade), mas pelo oxigénio que foi dando à equipa, como referência ao jogo directo e ainda pela preciosa ajuda no trabalho defensivo.
RUI SILVA - 6 - Fechou a baliza. Só não foi um muro no golo francês porque não tem asas, de resto defendeu tudo, com mãos firmes, de aço, como que tivessem um íman. Uma defesa incrível com a perna esticada que tirou o pão da boca ao Dembélé, voltando a negar-lhe o golo ao não se deixar enganar, parando um remate forte e já muito perto da baliza.
ÍVAN FRESNEDA - 4 - Viveu maiores dificuldades em toda a primeira parte, perante o frenético Barcola, o intervalo chegou no momento certo, para ouvir onde e como, podia corrigir a marcação. Voltou para a segunda parte confiante e decidido a superar-se, que seria capaz de fechar o seu corredor e... conseguiu!.
GONÇALO INÁCIO (Cap) - 4.5 - Teve que enfrentar um daqueles testes de nível máximo, a ver a bola sempre a girar à sua volta com uma impressionante precisão de passe naquele carrossel francês. Hesitou em vários lances de saída, falhando passes curtos fáceis. Com o decorrer do jogo percebeu que tinha que puxar pelos galões e fazer-se à vida, reduzindo os erros não forçados. Melhorou consideravelmente em toda na segunda parte.
MATHEUS REIS - 5.5 - Só não tem a nota máxima porque errou excessivos passes curtos e fáceis na saída. A defender foi um monstro, com exibição perfeita, a fechar todas as portas e janelas aos avançados do PSG, até quando eles tentaram pelo telhado, lá estava o brasileiro a impedir a passagem da bola.
RICARDO MANGAS - 3 - Notou-se que aquele vendaval francês foi areia a mais para o algarvio, mas fez pela vida, no seu estilo de desenrascado, na entreajuda, dobrando ou fazendo parede aos adversários. Pena aquele falhanço caricato de uma bola longa deixando-a à mercê do Dembélé, que partiu sem oposição para o contra-ataque...
HIDEMASA MORITA - 4.5 - Estará a subir de forma? Ou é mais uma ilusão? Deu um ar da sua graça, mais assertivo nas acções, com um trabalho incansável de operário, na antecipação e na boa decisão do passe, quebrando muitas vezes a pressão da linha da frente dos campeões europeus.
JOÃO SIMÕES - 5 - Acusou no início o nervosismo, com um primeiro susto perante o monstro que tinha pela frente, um adversário que não permitiu corridas com a bola no pé, percebeu que tinha que a soltar no timing e recebe-la mais à frente e foi a melhor decisão que tomou, adaptou-se, ganhou confiança e aos poucos viu-se mais João Simões no centro do terreno a trabalhar o que tão bem sabe fazer.
GENY CATAMO - 5.5 - Ainda com a corda toda que trouxe de Marrocos, foi o leão selvagem que o Nuno Mendes nunca conseguiu dominar em todo o jogo. As suas acções desequilibradoras ajudaram em muito a equipa a acreditar que sim, que era possível tombarem o gigante europeu. Combinou em vários lances de sucesso com o Suárez, que colocaram a cabeça em água aos defesas parisienses.
FRANCISCO TRINCÃO - 3.5 - Teve várias oportunidade com espaço de disparar o contra ataque da equipa e...falhou-as todas, perdendo a bola com erros disparatados no passe, ou em acções de condução individual. Demorou uma eternidade a perceber que não era aquela a melhor fórmula. Salvou a sua noite ter ficado ligado diretamente ao 2-1, ao golo da grande vitória.
MAXIMILIANO ARAÚJO - 4 - Na verdade foi durante grande parte do tempo um elemento a menos na equipa, deslocado nas acções estratégicas ofensivas da equipa, com a bola raramente a chegar-lhe em condições e quando chegou perdeu-a rapidamente. Quando cambiou a posição e recuou no corredor a musica foi outra, ali mandou o uruguaio, escolhendo como costume a sua vitima, para se entreter a mostrar os dentes em cada lance.
GEORGIOS VAGIANNIDIS - 3.5 - Entrou 63' - Surpreendeu ao entrar bem no jogo, com algumas acções positivas e competentes. Fez uma assistência forçada, o remate do Trincão encontrou a sua perna no caminho com a bola a pinchar e sobrar para o Suárez, que provocou depois a erupção do vulcão de Alvalade no 2-1. Mas deu demasiado espaço ao georgiano que desferiu aquele remate indefensável para o 1-1 do PSG.
DANIEL BRAGANÇA - 3 - Entrou 87' - Veio dar a continuidade com sucesso ao que o João Simões já estava a conseguir fazer na zona do meio campo, na ligação das linhas da frente da equipa.
ALISSON SANTOS - 5 - Entrou 87' - Uma entrada vulcânica que mexeu com aquilo tudo. Deixou a ideia que a chegada recente dos 2 extremos contratados mexeram forte com ele, de peito feito partiu sem medo para cima da equipa francesa, qual campeão europeu, e desbaratou-lhes toda a defesa, rebentando com ela, entrou como quis na sua área até junto do guarda redes e quase que oferece de bandeja o golo. Logo a seguir novo raide no lance que resultou no golo da vitória histórica.
IORGI KOCHORASHVILI - SEM NOTA - Entrou 96'.
RUI BORGES - 6 - Um resultado perfeito que ficará gravado a ouro na história do Sporting. Uma vitória brutal perante o campeão europeu e quiçá a melhor equipa do Mundo da actualidade. Aplicou a estratégia possível perante tantos condicionamentos. A equipa privada de elementos titularissimos partiu para o embate baseado fundamentalmente na crença, união e enorme disponibilidade para sofrer. Conseguir parar aquele carrossel infernal do PSG não está ao alcance de muitas equipas e depois ainda ter a capacidade para os ferir mortalmente como acabou por acontecer, é épico. Houve dose de fortuna é verdade, mas ela faz parte do jogo. Agora até podem sonhar com o top 8.
LUÍS HENRIQUE - 6 - Uma exibição clássica da sua equipa, tremendos na pressão e na troca de bola, com percentagem elevadíssima no acerto do passe. Verdade que viu terem sidos anulados 3 golos e muitas defesas do Rui Silva, mas apesar de terem rematado muito, nunca construiram oportunidades claras de golo. Ficaram-se pelo "golazo" do Kvaratskhelia, do chocolate do Doué e da classe do Vitinha.
ANTHONY TAYLOR (Árbitro- inglês) - 4 - Arbitragem aceitável pela positiva, mas com algumas tentativas de inclinação para o lado francês nos lances divididos, que deixaram coro de protesto das bancadas e dos jogadores do Sporting.
JARRED GILLETTE (VAR - australiano) - 6 - Impecável na sua missão de análise aos lances em que a bola entrou por 3 vezes na baliza do Sporting e acabou por chamar o árbitro para que os golos fossem anulados por faltas evidentes. Sem VAR seria mais um jogo em que o Sporting não saíria vencedor.
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