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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o FC AROUCA da jornada 19 da Liga Portugal Betclic, que resultou numa vitória por 2-1. Golos de Luís Suárez 35' e 90+6'.
O LEÃO DEU TIROS NOS PÉS, MAS SAIU VIVO DE AROUCA
O SPORTING mantêm-se vivo no campeonato, sabendo que um deslize antes da visita ao Dragão pode significar o fim do sonho do Tri. A equipa de Rui Borges pôs-se a jeito em Arouca depois de uma boa 1ª parte, chegando justamente à vantagem e até desperdiçando oportunidades que podiam ter acabado com o jogo ainda antes do intervalo. No entanto, teve um arranque na segunda parte simplesmente desastroso, sem velocidade, pouca intensidade, sem ganas de ganhar o jogo, deixando-se antecipar com facilidade na reacção à bola, falhando passes consecutivos e a não ser superior nos duelos. Uma atitude que convidou a limitada equipa do Arouca a acreditar e a aceitar toda aquela vitamina extra inesperadamente oferecida pelos leões, não surpreendeu por isso que tenham chegado ao empate e quase, quase a uma insólita remontada, negada por enorme defesa do Rui Silva. Valeu de novo Suárez a vestir a capa de herói e salvar o SPORTING do castigo no derradeiro lance da partida (90+6'. Suárez bisou; Geny assistiu; Rui Silva evitou o 2-1 e Pedro Gonçalves regressou à competição após a lesão.

DESTAQUE - LUÍS SUÁREZ - 4.5 - Repetiu-se a história de terça feira do jogo contra o PSG, Suárez e Rui Silva estiveram uns furos bem acima dos colegas da equipa, sendo os mais competentes, com grandes exibições e sempre equilibradas de principio a fim. O guardião evitou golos e o ponta de lança bisou, oferecendo a vitória à equipa já nos instantes finais, com realce o tremendo trabalho de matador, no primeiro golo da noite.
RUI SILVA - 4.5 - Está em grande forma e muito confiante nas acções complicadas, mesmo quando os adversários lhe aparecem isolados pela frente, sente que vai defender. No golo sofrido foi fuzilado de muito perto e a seguir impediu com grandes defesas danos que poderiam resultar irrecuperáveis para a equipa, com destaque a grande parada ao remate cruzado do isolado Djouahra, impedindo o 2-1 de uma remontada da equipa do norte.
ÍVAN FRESNEDA - 1 - Exibição frouxa e banal sem quaisquer condimentos. Veio com fama de ser barra a defender, mas voltou a comprometer, a não conseguir fechar o 2º poste nos cruzamentos e foi por ali que resultou o golo do empate dos arouquenses. E a atacar foi sempre nulidade, inconclusivo ou com cruzamentos desastrados.
GONÇALO INÁCIO - 4 - O melhor da defesa, especialmente com a bola no pé, como é hábito, intratável no passe entre linhas e ainda com os seus famosos lançamentos longos teleguiados.
MATHEUS REIS - 3 - Esteve uns furos bem abaixo da performance que registou contra o PSG, muito mais trapalhão com a bola no pé e lento a ler os lances, sendo comido em alguns duelos na velocidade, por reagir tarde.
MAXIMILIANO ARAÚJO - 3 - Verdade que carregou várias vezes a equipa e foi decisivo no 1-0, mas estranhamente pecou por excesso na definição, quando em vários lances teve todo o espaço livre à sua frente e sem oposição para correr e provocar danos no adversário.
MORTEN HJULMAND (Cap) - 2.5 - Uma das piores exibições do viking nórdico ao serviço do Sporting, muitos equívocos, de indecisão anormais, com consequências directas para o erro no timig de proteger a defesa ou no apoio da construção sem a clarividência de leitura antecipada dos lances. Na perda de uma bola resultou o golo do empate do Arouca. O seu melhor momento da noite, ganhou nas alturas na área adversária, com um forte "cabezazo" , mas com a bola a ir muito na direcção do guarda redes Arruabarrena que defendeu com uma palmada.
JOÃO SIMÕES - 3 - Tem no seu ADN a "llegada" com olhos na baliza e isso catapulta-o para um patamar de eleição, necessita de jogos para continuar a ganhar calo, confiança, matreirice e experiência para se tornar um fora de série de luxo num futuro. Já esconde bem a bola nos apertos e nos pequenos espaços e aos poucos a genialidade vai-se soltando. falta agora ganhar mais pulmão, ontem a partir do meio da segunda parte voltou a andar com a língua de fora.
LUÍS GUILHERME - 3.5 - Uma primeira parte mais tímida e encolhida, como que ainda nas apalpadelas, para se soltar bem mais na etapa complementar depois de ter ganho confiança. Percebeu-se que é um agitador por natureza, com técnica e explosão elevadas, onde ganhou com facilidade a profundidade. Normal que tenha ainda períodos desaparecido do jogo.
FRANCISCO TRINCÃO - 2 - Uffff! Parece actuar em claro sacrifício, a cabeça quer mas as pernas recusam-se a mostrar a frescura e agilidade nos lances, anda esgotado e não pode parar, porque a equipa necessita do seu melhor criativo (que melhor liga o jogo em velocidade desde a defesa) agora mais que nunca, quando toda a época se está a decidir nestas semanas. Voltou a fazer um jogo muito fraco.
GENY CATAMO - 3 - Que desperdício!!! Tantas vezes solicitado para nada. Um sombra do que vale, precisou de 90+6' para que finalmente acertasse um lance com uma boa decisão e que decisão! Valeu a vitória da equipa e a sua nota positiva.
HIDEMASA MORITA - 2 - Entrou 69' - Não conseguiu acrescentar, deixou-se enrolar na mesma falta de ideias e acerto que padeceu a equipa em quase toda a segunda parte.
PEDRO GONÇALVES - 2 - Entrou 69' - Um dos melhores momentos da noite para o Sporting e seus adeptos, o regresso do mágico após longa paragem. As ordens era não se meter em apertos e duelos físicos, somente rodar para ganhar ritmo. Não foi a melhor altura, entrar com o resultado empatado, mas era necessário voltar a competir.
ALISSON SANTOS - 2 - Entrou 80' - Uma noite também bem diferente da que viveu na passada terça feira quando entrou e esfrangalhou o campeão europeu. Ontem nem conseguiu sair da primeira fase dos lances que interviu, apesar da insistência em dar velocidade ao ataque na procura, já com algum desespero, do golo da vitória.
ZENO DEBAST - 2 - Entrou 80' - O jogo estava partido, perigoso e trouxe coesão nas dobras e reacção na antecipação. Teve espaço para tentar o seu remate mortífero à baliza, mas a bola saiu para a bancada.
RUI BORGES - 3 - Deixou a ideia que não fez tudo o que se exigia ter feito. A equipa voltou a adormecer em cima da vantagem de um golo e a dar uma grande cambalhota exibicional da primeira para a segunda parte, com uma reentrada no jogo de amadores e que quase custava o Adeus ao sonho do Tri. Uma tremenda falta de energia e comando para que mantivesse a atitude no relvado. Chegou-se às semanas decisivas do tudo ou nada, com jogos bem duros de 4 em 4 dias e só aproveitou fazer 4 substituições e muito tardias.
VASCO SEABRA - 3 - Aproveitou bem a oferta das paletes cheias de vitamina oferecidas pelo Sporting e também pelo árbitro, no início da segunda parte. Ganharam confiança e partiram à aventura, com coragem e atitude, atrás de tentarem roubar o ouro ao Leão e ainda ameaçaram seriamente poder consegui-lo.
HELDER CARVALHO (Árbitro) - 1 - Não teve a arte de conseguir esconder ao que verdadeiramente ía. É uma espécie de nova série Capela farsante, mas mais avançada, o melhor aliado do clube do outro lado da circular, normalmente aparece nos seus jogos das semanas europeias, para cirurgicamente lhes dar um empurrâozinho. Ontem estranhamente apareceu em Arouca e percebeu-se o motivo. Conseguiu a proeza de apitar sempre a favor do Arouca nas inúmeras divididas, fossem lances faltosos ou para deixar jogar se o prejudicado fosse o Sporting. O golo do Suárez no ultimo minuto também foi uma boa resposta para a sua tentativa de "golpazo". Depois na azia, já só deu para distribuir cartões. Ficou registado o lance que o Suárez levou uma cabeçada e fica solto para um contra ataque perigoso e o espertalhaço pára o jogo, para marcar falta contra o Sporting e ainda um cartão amarelo que sobrou para o colombiano, fantástico.
MANUEL MOTA (VAR) - 3 - Não teve casos bicudos para decidir, mas por falta deles não tem que ter nota negativa.
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