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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Nesta rubrica, o leitor tem a oportunidade de apreciar - e se entender, criticar as notas (0-6) que eu atribuí aos jogadores do Sporting CP e a outros intervenientes do jogo com o CASA PIA da jornada 01 da Liga Portugal Betclic, que resultou numa vitória por 2-0 . Golos de Francisco Trincão, 42' e Morten Hjulmand 60'.
O SPORTING ARRANCA NO CAMPEONATO À CAMPEÃO
Imagem muito convincente dos leôes no arranque do campeonato. Uma entrada de rompante no jogo, com uma 1ª parte demolidora, de luxo, espectacular, que com acerto na finalização tinham construído uma goleada e acabado logo com o jogo. No entanto os postes e o guarda redes Sequeira (várias grandes defesas) foram adiando o golo e impediram o descalabro dos gansos. Com as saídas prematuras, forçadas por lesões (musculares?) de Araújo e principalmente de Diomande trouxeram para a 2ªparte um leão menos ousado, a convidar o adversário a subir mais no terreno, com o jogo a ficar mais dividido, com momentos de equilíbrio, mas com os rapazes de Rui Borges a terem sempre as melhores chances para fazer o 3-0, o que daria uma maior justiça no resultado final.

DESTAQUE - FRANCISCO TRINCÃO - 5 - O homem elástico que nunca parte, quando folgado fisicamente torna-se imparável, deixou perfume em todos os lances e foi decisivo nos 2 golos com enormes execuções.
RUI SILVA - 3 - Estes jogos por vezes tornam-se ingratos e gelados, uma bola bem cruzada e é a morte do artista. Foi espectador de cadeirinha nos 90'.
IVAN FRESNEDA - 2 - Não confirmou o bom jogo da supertaça, forte a ganhar espaço mas sem capacidade de dar boa sequência aos lances, péssimo no ultimo passe, com cruzamentos disparatados. Foi claramente o elemento mais fraco da equipa na 1ª parte. Voltou a não entrar bem na etapa complementar, com várias más decisões na defesa.
OUSMANE DIOMANDE - 4 - Assumiu logo de inicio a sua coroa de rei de toda a zona central da defesa, imperial em todos os lances que disputou com o possante Cassiano e ainda a emendar as asneiras do Fresneda. Foi traído por um esticão excessivo muscular na coxa e saiu do jogo com dores.
GONÇALO INÁCIO - 4- Exibição bem acima do jogo da Supertaça, errou menos passes e sempre com boa reacção nas acções que interveio, a dobrar e a chegar sempre primeiro à bola na antecipação.
MORTEN HJULMAND (cap) - 5 - Podia ter sido o eleito do destaque, foi o polvo habitual, varrendo, de pantufas, todas iniciativas do adversário no centro do terreno. Fez o 2º golo e ainda tirou tinta ao poste num dos seus remates de assinatura. Deu tremenda resposta a todos os noveleiros que criam fantasias diárias de uma saída.
HIDEMASA MORITA - 4 - Já deu bons sinais de retoma do Morita que conhecemos, esteve mais rápido na execução e nas movimentações sem bola para as zonas estratégicas, que completavam com sucesso a última peça do rolo compressor que esmagou o Casa Pia na 1ª parte.
GENY CATAMO - 3.5 - Teve a sua tarefa muito dificultada devido a um policiamento especial, em cima, que o treinador adversário lhe "ofereceu", na sua ideia, era o elemento a "abater" do Sporting. Nunca teve espaços para progredir, aparecia logo um "policia" a dobrar para matar-lhe o lance de qualquer forma.
MAXIMILIANO ARAÚJO - 4 - Cada vez mais é um prazer assistir à forma de jogar deste uruguaio de raça pura. É dos elementos da equipa que provoca mais duvidas no adversário, pela imprevisibilidade das suas jogadas. Conquistou com mérito a entrada no grupo dos nucleares da equipa. Foi também traído por um esticão excessivo no músculo da coxa e que forçou a sua substituição.
PEDRO GONÇALVES - 5 - Hum! O Pote voltou? Será mesmo verdade? Se for, os adversários que se cuidem. Já tínhamos saudades de vê-lo a fazer tudo "aquilo" que só ele sabe, passes inventados entre linhas, aberturas para espaços que pareciam não existir, combinações de jogadas desenhadas com arte de esquadro, faltou apurar o remate para ter sido uma noite de glória, oportunidades não lhe faltaram.
LUÍS SUÁREZ - 5 - Então? Ainda restam dúvidas que este colombiano vai marcar muitos golos e oferecer outros mais? Não é o Gyo, é muito diferente do sueco, mas tem mais técnica individual, é mais participativo nos lances combinados, soma mais predicados no jogo aéreo e pressiona como um "animal". Ficou apresentado, tem classe, é um rato de área. Merecia de todo o golo. Este não engana, é só mesmo abrir a tampa do ketchup.
RICARDO MANGAS - 3.5 - (entrou 53') Nem nos seus melhores sonhos o muchacho de Olhão imaginou que iria receber em Moscovo um telefonema do...Sporting, que o resgatou lá da guerra e do gelo e o trouxe para se unir ao campeão. Foi quase chegar, vestir a camisola sagrada e jogar. Sabe que é uma oportunidade única (27 anos) caídinha do céu e irá fazer tudo para não desiludir. Viu-se isso claramente no tempo que esteve em campo, entregou-se de alma e coração, impondo ele mesmo uma dinâmica e velocidade nos lances que agradou a todos, com treino irá com certeza aprimorar a definição que faltou.
ZENO DEBAST - 1 - (entrou 58') Tudo lhe correu mal, quiçá a polivalência de jogar também no meio campo lhe confunda movimentos e leitura dos timings de atacar a bola e os espaços. Nunca se sentiu confortável, percebia-se que quase entrava em pânico quando a bola vinha na sua direcção e tinha que a disputar com um adversário perto da sua área e sem ninguém nas suas costas. Andou aos papeis em vários lances, somando más decisões.
GEOVANY QUENDA - 4 - (entrou 58') Muita fome de bola, do jogo e de jogar bem. Trouxe ao jogo outras dificuldades acrescidas ao adversário e ao contrário do Geny, conseguiu encontrar soluções de fugir ao policiamento que vinha ao seu encontro, contornando-os e pondo-lhes a cabeça em água. O miúdo craque também está de volta.
CONRAD HARDER - 3 - (entrou 84') Poucos minutos em jogo mas teve capacidade de se mostrare arrancar nota positiva, entrando bem no jogo com 2/3 lances em que deu boa sequência, provocando roturas na defesa adversária e que quase resultaram em golo.
GIORGI KOCHORASHVILI - 2.5 - (entrou 85') Ainda tem vícios de ter jogado muito tempo numa equipa pequena, com excessivos passes para trás e para os lados. Brilhou numa boa abertura à esquerda do ataque que quase acaba em golo.
RUI BORGES - 6 - Até se lhe pedia que no mínimo ganhasse o jogo mesmo que a exibição fosse fraca. É definitiva a mudança do sistema e isso podia levar sempre o seu tempo com os riscos naturais. Saiu do jogo como o grande vencedor, triunfante, com a equipa a fazer uma das melhores exibições desde que chegou, mostrando que tem sim, capacidade de colocar a equipa a jogar bem na nova estratégia, mostrou inclusive que a partir de agora, a margem de progressão até pode ser imensa, quando todos os sectores estiverem bem oleados. Mostrou e bem que neste sistema a equipa pode ficar mais equilibrada e meter mais gente na "llegada"e aumentar o numero de soluções na construção, desgastando e massacrando as defesas.
JOÃO PEREIRA - 1 - Contra tantos factos não tinha minimamente argumentos para poder responder. Foi um resultado simpático para o que se passou no jogo, valeram as grandes exibições do seu guarda redes e... dos postes da sua baliza, que impediram uma valente tareia do campeão.
GUSTAVO CORREIA (Árbitro) - 3.5 - Oscilou entre períodos brilhantes, de controlo absoluto do jogo acertando em quase todas as decisões e outros muito apagados, com decisões bizarras, marcando faltas inexistentes e depois aquele cartão amarelo ao Pote...
LUÍS FERREIRA (VAR) - 3.5- A grande duvida do jogo, um lance que parece ter sido cortado pelo braço ou mão dentro da area do Casa Pia, mas como sempre as "malditas" imagens que nos é permitido ver não esclareceram.
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