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As Notas de Julius (7)

Rui Gomes, em 27.01.21

Palhinhaamrelobessa.jpg

Na 7.ª edição desta rubrica, temos a oportunidade de ler e comentar as notas (0-6) que o nosso leitor Julius atribuiu aos jogadores do Sporting e a outros intervenientes no jogo de ontem com o Boavista, no Bessa, a contar para a 15.ª jornada da Liga NOS, que o Sporting venceu por 2-0.

"Vitória justa do Sporting com muita competência, apesar de muito perdulário a falhar vários golos cantados que se os tem marcado teria evitado Rúben Amorim fazer entrar o João Palhinha para acabar crucificado pelo árbitro. Era de todo importante darem esta resposta muito positiva três dias depois de terem ganho a Taça da Liga. O Boavista só incomodou nos 15 minutos finais".

ANTONIO ADÁN - 3.5 - Foi espectador a maior parte do tempo, também muito ajudado pela eficácia dos centrais.

PEDRO PORRO - 4 - Grande jogo do espanhol, foi um muro do seu lado e acabou a marcar um grande golo, que deu mais justiça ao resultado e tranquilidade à equipa.

LUÍS NETO - 3 - Aquele passe atrasado para o Adán deu-nos calafrios a todos, quando tem que jogar a bola com os pés ......!!! Tem muita sorte em ter um parceiro ao seu lado com a qualidade do Porro.

SEBASTIÁN COATES - 4 - Geriu muito bem a sua usual agressividade no momento do desarme para não levar amarelo. Ele e Feddal controlaram sempre a situação e anularam as tentativas do adversário, não lhes dando espaço para rematarem.

ZOUHAIR FEDDAL - 4 - Está em grande forma e melhorou bastante na saída com bola. É imperial no jogo aéreo e bravo nos duelos físicos.

NUNO MENDES - 4 - Foi deveras incansável e percorreu muito melhor o espaço que o adversário estrategicamente lhe facultou durante a primeira parte, executando excelentes cruzamentos e um deles teve o prémio merecido na excelente antecipação do Nuno Santos para o primeiro golo.

MATHEUS NUNES - 3.5 - A desempenhar muito bem o transporte de bola e construção de jogo, apesar das pobres condições do relvado não o ajudarem. Faz-me recordar muito a forma de jogar do colombiano James Rodríguez.

JOÃO MÁRIO - 3 - Algo menos activo que o colega Matheus; podia e devia ter explorado melhor o espaço que teve na primeira parte, falhou um golo cantado, fez tudo bem tirando o adversário do caminho e depois atirou à figura do guarda redes a três metros da linha de golo. Esperamos ainda aquela primeira versão do João Mário que bem conhecemos mas que tarda a aparecer.

JOVANE CABRAL - 4 - Foi o que teve mais capacidade para desequilibrar o meio campo adeversário com frequência, sofreu muitas faltas e acabou esgotado.

NUNO SANTOS - 4 - Com mais espaço, consegue tirar melhor partido da sua grande velocidade e levou quase sempre a melhor nos duelos; marcou o golo mais dificil que é invariavelmente o primeiro do jogo; pleno de oportunidade num excelente movimento de antecipação à bola cruzada pelo Nuno Mendes.

ANDRAZ SPORAR - 2.5 - Por vezes projecta a ideia que não anda lá; falhou dois golos cantados que podiam ter feito muita falta no final.

DANIEL BRAGANÇA - 3 - Entrou no momento em que a equipa já dava indícios de algumas dificuldades em parar o meio campo do Boavista e ajudou a acalmar a situação. Tem muito futebol nos pés e na cabeça.

TIAGO TOMÁS - 2.5 - Entrou na fase menos conseguida da equipa, no momento que era mais importante gerir o resultado.

JOÃO PALHINHA - 3 - Quando entra "aquilo" é outra coisa, pega logo no jogo, merece a "rendição" do árbitro no grave pecado que cometeu e fazerem-lhe a justiça de lhe retirar o amarelo premeditado, num lance em que nem falta foi.

TABATA - 2 - Entrou aos 88 minutos e jogou os 5 finais.

RÚBEN AMORIM - 5 - Mais um teste difícil que foi ultrapassado; é sempre tarefa árdua dar uma boa resposta três dias após se ganhar uma final de muita luta e com tremendo desgaste. Preparou com muita mestria o jogo e acima de tudo soube manter em alta o foco dos jogadores relativamente à responsabilidade de ganhar estes três pontos num campo tradicionalmente complicado.

JESUALDO FERREIRA - 2.5 - Cometeu um erro grave na sua estratégia da primeira parte, metendo o autocarro lá atrás com três centrais e uma linha de cinco, convidando o Sporting á invasão e o resultado não ficou definido ao intervalo porque os avançados do Sporting foram demasiado perdulários; remendou na segunda parte mas o mal já estava feito.

FÁBIO VERÍSSIMO - 2 - Estava preparado para lhe dar nota 5 quando aos 79 minutos cometeu aquele monumental disparate de mostrar o amarelo ao Palhinha. Ficamos todos convencidos que não foi um erro casual, dado que nem falta foi.

ANTÓNIO NOBRE (VAR ) - 5 - Excelente decisão no lance do golo do Nuno Santos, uma decisão de 10 centímetros.

publicado às 03:34

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56 comentários

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De Schmeichel a 27.01.2021 às 09:49

Relativamente às notas atribuídas, continuo a achar que o Neto não é jogador para o Sporting, não me dá confiança devido aos inúmeros erros que comete, gosto bastante mais tanto do Inácio como do Quaresma. A questão de liderança não se coloca pois fazer atrasos de bola sem sentido não revelam liderança mas antes bloqueios mentais.

No meio campo ao contrário do Julius gostei do João Mário, que se tivesse marcado aquele golo fácil de certeza o Julius daria outra nota.....

Quanto à questão do Palhinha, talvez tenha sido uma substituição desnecessária, mas eu concordo com o Amorim de que o mais importante era ganhar ao Boavista, e ao contrário do passado vamos chegar ao derby com uma vitória e eles de um empate, coisa rara nos últimos anos. Palhinha fará falta, mas o mais importante neste Sporting é o coletivo.
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De Julius Coelho a 27.01.2021 às 10:07

Caro amigo, toca num ponto importantíssimo e que gostaria de voltar a assinalar para que os sportinguistas não tenham a memória curta. " Ao contrário do passado" é aí que os sportinguistas têm que pensar nas diferênças, que fácil era antes estamparmo-nos logo após um qualquer êxito, por isso temia muito este jogo no Bessa, a equipa é muito jovem sem a experiência no meio de uma autentica selva e só com um grande treinador podiam manter o foco no essencial, que é manterem-se firmes e não se deixarem levar pelos minusculos sucessos e para agrado de nós todos o objectivo principal foi conseguido e até ja podemos dizer agora que toda aquele vendaval que foi a semana da final FOUR foi passado com muito sucesso e não deixou marcas.

Tambem necessitamos do Neto e ele mais que ninguem não quer falhar, mas de facto aquele atraso até deixei de respirar mas estou seguro que ele também.

Amigo, estou um pouco zangado com o João Mario, não se pode falhar golos daqueles, só tinha que a meter lá dentro "punto".

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