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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

Mais uma noite de fé e VAR’dade
Domingo, 15-02-2026
Introdução
Chego tarde ao estádio, mas ainda a tempo de ver o começo.
As luzes acendem-se, o foco incide sobre a relva perfeita, e uma onda verde e branca projecta-se numa paixão infinita. Entre vivas e cânticos que extravasam sentimentos, sinto que estou onde devo estar.
O meu vizinho não veio, mas deixou representante. Espero que se ajuste ao lugar e que traga boa sorte. Eu cá estou. Eu e mais 46.000. Que tempos tão bonitos vivemos! Noutros dias eram 15 mil, vá lá 17, para ver o Famalicão. Agora há títulos, há trabalho, há conquistas, há sucesso, há alegria, e há o leão rampante com o ceptro de Bicampeão erguido bem alto.
O árbitro é do Porto. Mais um. Que saudades… Com este frio cá fora e aquele “quentinho” que por vezes se sente noutros “balneários”.
Vejo cones, bolas e jovens felizes.
Que ambiente! Que saúde!
Spoooorting!
Descrição
O Famalicão já criou tradição: complica. E muito. Tem excelente equipa e trabalha bem o scouting.
O jogo começa.
O Fama dá espectáculo dentro das suas possibilidades. Equipa organizada, linhas compactas, boa circulação. E aquele Gustavo Sá… valha-me Deus! Só é pena ser do Porto desde pequenino. (Dizem)
O suplente do meu vizinho pergunta-me o que estou a achar. Eu começo a responder… e, nesse instante, golo do Famalicão. Os jogadores do Sporting levantam os braços.
VAR.
“Calma”, digo eu. As novas tecnologias continuam a repor a verdade para chatice de muitos.
O árbitro vai ver. Corre decidido. Regressa com novidades que não se ouvem. Mas o essencial sabe-se: golo anulado.
Uffff!
Os comentários multiplicam-se. Cartilhas “à guilho”, pitadas com piadas, mourinhices várias. Até o presidente do Famalicão fala. Noutras alturas, com outros clubes, prefere gesticular e calar. Temperamentos ou temperos? Siga.
Li quase todos os jornais (menos O Jogo, claro) e a opinião é unânime: bem anulado. Ouvi também os “especialistas de arbitragem”. Esses.
No relvado, procuro Pote e não o encontro.
Que falta fazes, Suárez! E o Fotis? Saudades, pá!
Luís Guilherme, que jogador! Para mim, o melhor.
Mangas, grande partida.
Diomande e Inácio lançam longo para a profundidade. Mas está difícil.
Intervalo
0-0.
Temos de continuar. Sempre a marcar.
Recomeça a segunda parte e surge outro Sporting. Mais refinado, mais intenso, mais dominador. O Famalicão começa a adormecer; ainda bem.
Já vamos em 11 cantos. O mister mexe, e mexe bem. Geny entra e traz outras dinâmicas. O Sporting aperta. O Famalicão ficou na estação.
Entram Bragança e o miúdo Rafael Nel estreia-se em Alvalade. Aplaudo de pé. Há momentos únicos para a carreira de um jogador. Parabéns Rafa e felicidades.
E então… aos 82 minutos.
Canto de Trincão. Preocuparam-se com Diomande e Hjulmand. Esqueceram-se do “pequenino” grande Bragança.
E Alvalade explode.
Um ano depois da grave lesão, como se os deuses do futebol tivessem marcado encontro. O seu primeiro golo de cabeça. Que classe. Que justiça. Que merecimento!
Depois do calvário, o campanário. O sino da felicidade. A dele e a nossa.
Goooooooloooooooooo!
Faltam oito minutos mais compensação. Olho novamente para os cones e para as bolas. Lá estão. E os miúdos também. Somos tão diferentes. Somos Sporting.
Conclusão
Termina o jogo.
Mais uma vitória conquistada.
Mais uma prova de carácter.
Mais uma VARdade; mas fica (pelo menos) um penalti claro por marcar. Mais um.
Não gostei do David. Não sei de que zona é do Porto, mas este árbitro, não veio para ficar. Talvez mais, prejudicar.
Alguém me ligou! O meu amigo que ficou em casa. Viu o jogo na Sport Tv. Sem som claro.
Despeço-me do meu companheiro ocasional:
— Adeus, amigo! Excelente companhia! Encontramo-nos no Marquês!
Rui Borges bate o recorde de Amorim: 13 vitórias consecutivas nas diferentes competições. O saudoso Mário Lino mantém as 16. Parabéns, mister! Dá gosto felicitar quem trabalha, quem acredita, quem constrói.
Felicito ainda todas as modalidades pelo brilhante fim-de-semana. Só vitórias. O leão ruge em todas as frentes.
Saio e vou, como habitual, ao Cantinho do Sá. A garganta precisa de ajuda. O Bruno também. Que se debatam ideias e que se engrandeça o Sporting.
Quanto a mim, não confundo amizades com responsabilidades.
Presidente Dr. Frederico Varandas, sempre — e por muitos anos.
Foi a minha expressão. Ao meu estilo. ✍️
Viva o Sporting! 💚
SL de Rui Ferreira
Amigo Rui Ferreira
Com a sua crónica, quem não esteve no Estádio, é quase como se tivesse lá estado sentado numa cadeirinha. Ali perto de si, quem sabe. Dentro da crónica está a vibração, a ansiedade, o desalento do falhanço, a agitação, os gritos, as palmas, o calor da luta, as peripécias do jogo, finalmente o golo. Ao ler, até dá vontade de exclamar, “vai lá Pote, vai com tudo” ou “agarra que a bola é tua, Rui Silva”. E concordar com o companheiro da cadeira ao lado: “O Maxi dá o que tem e o que não tem!”
Com dedicatória a Daniel Bragança. Por vezes, o futebol recompensa quem se entrega à luta!
SL
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