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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

A Sport TV, como principal detentora dos direitos de transmissão de jogos da Liga Portugal e competições afins, assume uma responsabilidade crucial no panorama desportivo nacional. Como estação paga, sustentada em grande parte pelos assinantes, muitos dos quais adeptos fervorosos de clubes como o Sporting CP, espera-se um serviço isento, profissional e equilibrado. No entanto, observam-se padrões de cobertura que levantam sérias questões sobre enviesamento selectivo, particularmente nos jogos envolvendo o Sporting, o que compromete a credibilidade da estação.
Um exemplo recente ilustra esta problemática: no empate 1-1 entre o Sporting CP e o Gil Vicente, disputado recentemente, um golo validado para os gilistas foi precedido de uma falta grave, uma cotovelada na cara do jogador leonino Alisson por parte do adversário Eduardo, que abriu caminho para este fazer o golo do empate.
A transmissão decorreu de forma acelerada, sem repetições adequadas ou análise detalhada do lance, o que impediu uma percepção clara do incidente. Esta abordagem rápida e superficial contrasta com a minúcia habitual em lances semelhantes envolvendo outros clubes, sugerindo uma seletividade que prejudica a transparência e a justiça na análise desportiva.
Este não é um caso isolado. Críticas recorrentes apontam para uma tendência da Sport TV em omitir ou minimizar repetições de momentos onde o Sporting parece ser prejudicado por más decisões ou lances controversos. Enquanto erros de arbitragem são inerentes ao futebol e merecem escrutínio independente, a Sport TV, que se posiciona como neutra, parece adoptar um filtro faccioso, ecoando por vezes o tom da BTv (televisão oficial do Benfica), que naturalmente defende os interesses do seu clube.
A Sport TV, porém, não é um canal de clube, mas uma plataforma comercial que deve priorizar o profissionalismo acima de qualquer aliança implícita. Os comentadores, em grande parte, agravam a situação: muitos atuam como caixas de ressonância, repetindo análises superficiais ou tendenciosas, o que transforma a transmissão num exercício de parcialidade em vez de jornalismo desportivo rigoroso.
Para agravar, esta desigualdade estende-se às redes sociais. No Facebook oficial da Sport TV, os vídeos de golos ou momentos chave do Sporting demoram frequentemente mais tempo a ser publicados do que os equivalentes de rivais como o Benfica. Esta discrepância temporal não só frustra os adeptos, que procuram conteúdo imediato, como reforça a ideia de facciosismo. Numa era digital onde a rapidez é essencial, tal prática parece deliberada e contrária ao dever de imparcialidade.
Como sportinguista, e representando a voz de muitos adeptos pagantes, não se pedem favores ou benefícios indevidos. Exige-se apenas tratamento igual: repetições imparciais, análises equilibradas e publicação atempada de conteúdos.
A Sport TV deve ter em mente que o seu sucesso depende da confiança dos espectadores, não de alegadas agendas ocultas. É tempo de elevar o padrão profissional, garantindo que as transmissões sejam um serviço de qualidade para todos, e não uma ferramenta de desequilíbrio no futebol português. Os adeptos merecem melhor, pagam por isso e não é pouco!
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