Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]
Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Esta interrupção do campeonato veio mesmo a calhar. O Sporting estava a ficar nas lonas, passe o plebeísmo, a ousadia afirmativa e polémica.
Nos meus textos tenho vindo a passar a mensagem que o campeonato é uma maratona que ainda está no início. Daí que a euforia, que começa nos adeptos e termina no Presidente, me pareça extemporânea, o que não implica falta de entusiasmo e apoio à equipa. Saúdo o pragmatismo e a óbvia inteligência, da equipa técnica, que sempre contrariou a teoria de que dominamos o futebol português.

Começámos bem o campeonato, com vitórias folgadas e com bom fio de jogo, ao contrário dos adversários directos, que pareciam, para usar a mesma expressão, estar nas lonas. No entanto, o clube das Antas, mesmo sem jogar um bom futebol, foi somando pontos, umas vezes com a ajuda da fortuna, outra dos deuses terrenos, tendo umas vezes jogado com mais um elemento, e numa outra contado com a ajuda de um apanha bolas. Coisa que nem me espanta.
Já o clube da Luz, passou de forma repentina do oito para o oitenta. Depois de exibições sofríveis, passou a ganhar facilmente. Não me lembro de uma chicotada psicológica tão eficaz. Mas se usarmos o rigor, não podemos ignorar que o SLB tem um óptimo plantel, que por diversas razões e motivos, não estava a render de acordo com a sua qualidade. Agora estão a passar da depressão à euforia, senão à soberba habitual. Coisas do futebol.
Na minha perspectiva, a quebra do Sporting nos dois últimos jogos, para além da valia dos adversários, deve-se a alguma dose de cansaço e à perda de jogadores fundamentais. O aparecimento de lesões é normal em qualquer equipa, sobretudo a partir do momento em que aumenta o número de jogos. Na partida com a Casa Pia, essa situação foi notória. Jogámos com dois centrais lesionados e acabámos a jogar com centrais adaptados. Em certo sentido, e contra a corrente de opiniões, o facto de o adversário não ter atacado, se nos complicou a vida no ataque, acabou por dar alguma folga a uma defesa fragilizada, com reconheceu Rúben Amorim.

Voltando à questão inicial, a interrupção das provas de clubes, aconteceu no momento certo. Pode dar para recuperar jogadores fundamentais, como Diamonde, Gonçalo Inácio, Quaresma, Matheus, na defesa, e Pote no ataque, onde tem uma função fundamental, para além de outros, que parecem cansados.
Sendo o futebol um jogo colectivo, não acredito em Salvadores da Pátria, mas os melhores fazem a diferença, sem cair na tentação de criar super-heróis, que resolvem tudo.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.