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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

Um artigo da autoria de Carlos Rodrigues Lima, revista Sábado, em que alega que quatro dias antes de prestar depoimento na Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga sobre o caso dos vouchers, o presidente do clube da Luz, Luís Filipe Vieira, muito provavelmente já saberia o que é que os árbitros testemunharam acerca daquela matéria:
Depois da Liga ter aberto um inquérito, em Outubro de 2015, resposta preparada pela APAF para os árbitros chegou a Paulo Gonçalves a 7 de Novembro. Luís Filipe Vieira prestou declarações quatro dias depois.
"Quatro dias antes de prestar depoimento na Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga sobre o caso dos vouchers, o presidente do Sport Lisboa e Benfica, Luís Filipe Vieira, muito provavelmente já saberia o que é que os árbitros testemunharam acerca daquela matéria. Tudo porque no mesmo dia em que a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol enviou para os associados uma "resposta-tipo" para ser entregue à CIIL, o documento chegou a Paulo Gonçalves, assessor jurídico da SAD do Benfica.
De acordo com a reconstituição feita pela SÁBADO, depois de, em Outubro de 2015, a CIIL ter aberto um inquérito ao caso, denunciado pelo presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, a APAF enviou, a 7 de Novembro, para árbitros, árbitros assistentes, segunda categoria, estagiários e observadores uma "sugestão de resposta" à CIIL.
"Os árbitros e assistentes solicitaram à APAF aconselhamento jurídico, no seguimento de um pedido da Comissão de Inquéritos da Liga", explicou à SÁBADO José Fontelas Gomes, então presidente da associação, actual presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol.
O referido documento chegou naquele mesmo dia ao email de Paulo Gonçalves, que o reencaminhou para Ricardo Costa, consultor da Abreu Advogados e antigo presidente da Comissão de Disciplina da Liga. No processo dos vouchers, Luís Filipe Vieira prestou declarações na CIIL a 11 de Novembro de 2015.
Na passada sexta-feira, a SÁBADO enviou pedidos de esclarecimento a Ricardo Costa e Paulo Gonçalves. O primeiro optou por não responder. O assessor jurídico do Benfica fez saber, segunda-feira à noite através do director de comunicação, Luís Bernardo, que responderia, caso as suas declarações fossem publicadas na íntegra. A SÁBADO comprometeu-se a publicá-las na sua totalidade no site, o que foi recusado por Luís Bernardo".
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