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Bom gosto e bom senso

Naçao Valente, em 11.02.21

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O Sporting, contra ventos e marés, e contra as previsões mais optimistas, está em primeiro lugar no campeonato nacional, com algum avanço, e já tem no seu vasto currículo mais um troféu. É tempo de viver o momento com humildade e com a esperança que se prolongue. Mas este não é o tempo de manifestações de superioridade, de euforia e de arrogância. No futebol tudo muda muito rapidamente, e grandes euforias que se vão manifestando aqui e além, deixam-me preocupado, e leva-me a fazer esta reflexão.

Louvável e inteligente tem sido a estratégia comunicacional do nosso treinador, mantendo o seu objectivo exclusivo no jogo a jogo. Muito bem tem estado o presidente, mantendo-se basicamente em silêncio e não fazendo ruído. Tem falado pouco e deixado a mensagem aos protagonistas. Mas anteontem falou e borrou um pouco a pintura. Indo contra a corrente, considero que não esteve bem. Compreendo que pretendesse alertar, enquanto presidente, os adeptos, para não caírem em excessos de euforia, mas não resistiu a dar uma “bicada” nos adversários, com alguma, na minha interpretação, arrogância, mesmo disfarçada de ironia. E que fique claro que apoio e sempre apoiei o presidente, que foi a escolha livre dos associados.

Ainda me lembro do presidente anterior dizer, em 2015, que os adversários precisavam de jogar muito mais para ombrear connosco, quando íamos à frente da tabela. Todos sabem como acabou. Não gostei nada de ouvir o este presidente dizer que somos um “gigante”. De outra forma, está a cair na esparrela do anterior. Esta comunicação do líder, não me pareceu oportuna no timing, no local e no modo. O Sporting CP tinha acabado de ganhar um jogo difícil, com muito querer e muito empenho. Ganhou, mas poderia não ter ganho. Fiquei com a sensação que quis pôr-se nos bicos dos pés, de algum modo inebriado com os elogios justos que tem recebido. Humildade era comemorar a vitória. Ponto.

O lema do Sporting tem sido, até agora, e espero que continue: trabalho, vontade, entrega e humildade. A comunicação, exceptuando casos pontuais, como o caso Palhinha, deve ser para dentro e não para fora, para manter as hostes unidas. Começar a desviar o foco para os adversários  pode permitir que estes se galvanizem.

Eu percebo que Frederico Varandas queira acentuar, que estamos a ganhar com mérito, contra adversários poderosos “dentro e fora do campo”. Eu, um simples adepto, já o tenho dito e continuo a dizê-lo, mas só me represento a mim mesmo. O presidente representa milhões de adeptos. Todos sabemos que existe o “sistema” mas não é esta a hora, a forma, nem o modo de o combater. Tocar a  fera com vara curta pode dar mais resultado. Cada coisa no seu tempo e no seu lugar. A guerra contra o sistema é longa e não se faz com 'sound bites', faz-se  com perseverança, paciência e inteligência.

O Sporting não deve seguir esse caminho. Deve continuar unido e competente a vencer dentro do campo. Para mais, para ser diferente, não pode entrar pelo comportamento dos adversários , porque corre o risco de abrir a porta  para  se unirem, criticarem e ganharem motivação, e perder credibilidade. Até agora a comunicação, feita por quem sabe, está a ser eficaz. Não a estraguemos, com o jogo falado, o que se está a ganhar com o jogo jogado. Que alguém tenha o bom senso de dizer ao presidente, que não estrague o que de bom se está a fazer, com a sua colaboração. Bom gosto e bom senso, precisa-se.

publicado às 12:30

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20 comentários

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De Naçao Valente a 11.02.2021 às 13:47

MAV,

No jogo do dragão houve erros, de arbitragem. Há sempre. Mas também houve erros dos jogadores. Se se refere às declarações do presidente do FCP, estão relacionadas com as peripécias do jogo e vejo-as como uma fraqueza. Nos tempos em que este clube era dominante Pinto da Costa não precisava de abrir a boca. Estava tudo controlado. Agora o domínio do "sistema" não é completamente seu. Quanto ao mérito da prestação da equipa deve-se sem dúvida a Amorim, mas quem ousou contratá-lo foi o presidente, no momento certo, e com a contestação de muitos sportinguistas. Portanto está dentro da equação.

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