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Bem... ainda estou em choque, eu e muitos milhões de adeptos de futebol, decerto. Quem diria que o Brasil iria sofrer uma humilhação tão monumental que vai além de uma mera goleada ?

 

Quatro golos em seis minutos, cinco em 29 e sete em 90+3' !!!... Incrível mesmo a falta que um homem fez - e não me estou a referir a Neymar - mas sim a Thiago Silva, o comandante da defesa canarinha. Sem ele a obrar as operações, o sistema defensivo brasileiro praticamente não existiu. Só não sofreu uma dúzia de golos porque a Alemanha abrandou o ritmo na segunda parte, poupando-se para a final antecipada.

 

Por uma perspectiva um tanto ou quanto oblíqua, até podemos clamar que a goleada que Portugal sofreu no seu primeiro jogo do Mundial não tem comparação possível. É verdade que a equipa das quinas não esteve bem, mas, ao fim e ao cabo, sofreu um penálti logo aos 10 minutos e jogou mais de uma hora apenas com 10 elementos em campo.

 

Este Brasil nunca jogou bom futebol e nunca convenceu nesta edição da prova suprema de futebol. Chegou às meias-finais muito pelo factor caseiro, caso contrário até teria corrido o risco de não passar da fase de grupos. Disse José Mourinho que o Brasil iria ser campeão do Mundo sem jogar bom futebol, mas nem ele teria imaginado um resultado como este a que assistimos esta terça-feira. Tive alguma dificuldade em concentrar-me no jogo, pelos telefonemas que ia recebendo de minuto a minuto. Ninguém acreditava o que obviamente estava à nossa frente !

 

Por razões várias, gostava de ver a Holanda vencer a Argentina, para termos uma final "europeia" no domingo e mostrar ao Mundo onde se "respira" o melhor futebol.

 

publicado às 00:21

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14 comentários

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De Rui Gomes a 09.07.2014 às 11:45

Bem... muito mais poderia ser dito e essa do "penteado" era evitável, como se fosse minimamente relevante. De qulquer modo, esqueceu-se de dizer que esta equipa, nomeadamente os 13/14 jogadores mais titulares, já anda junta há seis anos.

O jogo de ontem é, obviamente, um caso excepecional, porque a Alemanha neste Mundial tem mostrado a sua usual eficácia mas também não tem deslumbrado.
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De Carlos a 09.07.2014 às 12:26

A questão do penteado, tem a ver com a concentração competitiva. E sim, é relevante. Quando no intervalo ou no fim do jogo, os jogadores saem do terreno de jogo a olhar para os écrans nos estádios e assim que aparecem a preocupação é ajeitar o penteado é sinal que num momento em que deviam estar focados no jogo, há outras coisas que não interessam nada para o seu rendimento que é tão importante como ir a corrigir algum aspecto com um colega, hidratar, reunir para sair em conjunto, etc.

E sim, claro que há um trabalho de fundo, grande parte dele concretizado pelo J. Low, que teve o mérito de renovar a selecção com base numa nova geração.
Portugal podia fazer o mesmo, mas não o tem feito, ou por outro lado, os jogadores são praticamente os mesmos há 3/4 anos, não existe é um fio de jogo, uma identidade e sobretudo não existiu uma estratégia - ou se existiu falhou largamente - para trazer um conjunto de jogadores em condições para o Mundial e que teria passado desde logo por conseguir o apuramento num grupo medíocre sem grandes stresses.

Sobre a capacidade de deslumbrar do futebol Alemão. Não me lembro de isso alguma vez acontecer, ou acontece a espaços. Tirando o jogo com o Gana, dominam o jogo nos diversos aspectos com um regularidade tremenda, que tem a ver com a sua cultura, que resulta na capacidade de interpretação das condições do jogo. Assumem sempre um caracter muito competitivo, muito orientado para o resultado e se ontem o Brasil tivesse dado mais trabalho, tinham feito o habitual trabalho sujo, com entradas mais duras e algum anti-jogo. São pragmáticos na abordagem ao fundamento do jogo e assumem uma cultura futebolística onde subjugam o adversário. E até parece simples, mas a capacidade de movimentação, a rotação dos jogadores para haver sempre uma linha de passe que resulte em progressão rápida e a qualidade de jogar em velocidade com a bola controlada, passe ríspido mas certeiro, é de uma dificuldade tremenda. Depois, a abordagem que fazem aos lances, quer na dinâmica defensiva, quer ofensiva, é sempre forte e determinada. Como digo, parece fácil, mas tem pouco de simples. E a prova de que é complexo e difícil de fazer e contrariar, é que não há muitas equipas que consigam imitá-los e poucos os conseguem contrariar. Por isso eles ganham tanta vez.
E as equipas que lhe causam mais dificuldades tradicionalmente, são Argentina e Itália, precisamente pela capacidade de organização e de jogar sujo se for necessário. Mas lá está, enquanto alguns tem cultura competitiva e assumem essa variante, outros tem outras preocupações. E por isso a Itália é mais fraca com tem Balotelis. E por isso a outras selecções capitulam nos momentos chaves, porque apesar de terem jogadores impressionantes e capazes de fazer coisas extraordinárias, a este nível importa ter primeiro um conjunto extraordinariamente forte. Depois aparecem as individualidades. Nunca o contrário. Ou pelo menos de forma constante, consistente e que possa produzir resultados numa competição longa.

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