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Breves do Sporting

Rui Gomes, em 24.06.14
 

 

* Ramy Rabia "quase fechado" por 500 mil euros. O defesa central de 21 anos assinará contrato por 5 anos.

 

* Bruno de Carvalho alegadamente declarou que "Derley e Danilo Pereira (Marítimo) não interessam".

 

* Quatro jovens do Sporting entre os 20 futebolistas convocados por Hélio Sousa para o Campeonato da Europa de Sub-19, que vai ter lugar na Húngria, entre 19 e 31 de Julho: os defesas Domingos Duarte e Mauro Riquicho - o médio João Palhinha e o avançado Gelson Martins.

 

* Feito inédito pelo futsal do Sporting ao tornar-se no único clube português a ser campeão em seniores, juniores e juvenis na mesma época.

 

* Slimani torna-se "na grande esperança de um encaixe financeiro importante" pela sua valorização no Mundial do Brasil.

 

* Dois reforços para a equipa de futsal: os brasileiros Cássio e Diogo, este último que se sagrou campeão francês pelo Sporting de Paris, tendo sido o melhor marcador do campeonato com 45 golos.

 

* Augusto Inácio perspectiva boa temporada para o egípcio Chikabala: "Terá papel importante".

 

* Crise no BES obriga SAD a encontrar novas parcerias para atacar mercado.

 

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publicado às 06:52

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17 comentários

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De H a 24.06.2014 às 11:38

Permita-me acrescentar, em relação aos nossos títulos no futsal, que as equipas de iniciados e infantis venceram os campeonatos distritais - o nível mais elevado de competição nestes escalões. A chamada limpeza completa.

SL
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De carlos a 24.06.2014 às 14:23

A equipa principal precisa de alguma estabilidade, quer deve ser transmitida - para variar - por alguém da estrutura directiva, apontando claramente a estratégia de construção da equipa. A mim, parece-me que esta assentará num misto de:
a) jogadores baratos, provenientes de alguma prospecção, que espero que vá além da qualidade futebolística, mas também de carácter, para poder construir uma equipa forte mentalmente;
b) jogadores provenientes da formação.
Contudo, vê-se pelo universo Sportinguista alguma "bebedeira" da Champions League e o clamar por jogadores claramente fora do espectro possível, dadas as condições financeiras do clube. Não percebo. Parecem viver no mundo da Alice no país das maravilhas.

Mais do que isso, penso que se deve investir na estrutura, que permita boa organização, libertação da mente dos jogadores para o foco, uma equipa com boa capacidade física e mental, com espírito forte, logística eficiente, que nos possa orgulhar mais pela atitude - os resultados serão sempre uma consequência.
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De Rui Gomes a 24.06.2014 às 14:43

Bem... concordo com a questão da estabilidade, mas esta foi logo afectada pela saída de Leonardo Jardim. Tinha sido importante ele continuar o trabalho que iniciou na época passada. Agora vem Marcos Silva, com outras ideias, decerto, e teremos de esperar para ver a sua visão do Sporting.

Quanto a jogadores, na época passada foram contratados cerca de uma dúzia para a equipa principal, alguns dos quais já saíram e outros que ainda não, mas dificilmente farão parte dos planos primordiais. Já vamos em 4 ou 5 contratações para a nova época e ainda estará longe de parar. Tudo isto afecta a dita estabilidade.

Da formação não se vê muito ser integrado na equipa principal. Muito leva a crer que 3/4 terão oportunidade na pré-época de se mostrarem a Marco Silva. Veremos então o que decorrerá.

Penso que há algum desequilíbrio entre as poupanças com o talento já conhecido de casa e o investimento nos novos reforços. Já a época passada isso aconteceu.
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De carlos a 24.06.2014 às 15:29

A inevitabilidade da saída, quer de treinadores, quer de jogadores, é algo que temos de nos habituar nos próximos tempos.

Obviamente que essa estabilidade é abalada. Mas pode, e deve, ser compensada com uma equipa forte que acompanha a equipa, alguém que incuta diariamente o Sportinguismo aos jogadores, que resolva problemas, que mantenha um espírito de grupo forte, vencedor, que blinde o balneário aos maus ventos, que tenha competência técnica, ajudando os jogadores a evoluir individualmente e colectivamente em todas as vertentes do jogo.

Noto, não estou aqui a defender a actual estrutura directiva, mas apenas a defender a necessidade de uma estratégia e de uma adequação dos Sportinguista a uma realidade nova, de orçamento reduzido.

E se o passado recente nos ensinou alguma coisa, é precisamente da excessiva importância dada ao nome do jogador e pouca às suas condições de evoluir - e não estamos a falar apenas das condições físicas em Alcochete.

Quanto às contratações, estranhamente até concordo com elas, pois também se tem de colocar em causa o jogador da formação, para que perceba que não é uma passagem fácil. Quer, tem de continuar a lutar - mesmo internamente - para conseguir o seu lugar.

Se as condições técnicas e logísticas forem fortes, penso que será mais fácil incluir jogadores da formação, havendo também uma adequação da equipa principal ao estilo de jogo que trazem da formação E NÃO O CONTRÁRIO. Assim, continuaremos a assistir ao eclipse de nomes extraordinários como o Iuri, o Betinho, João Mário ou o Chaby, que continuamente serão acusados de falta de competitividade. Quanto a mim, já deveriam estar de caras na A, caso jogássemos com mais bola no pé, mais progressão e transições rápidas e mais coragem criativa e no 1x1.
Ainda vi isso com o Jesualdo, que via isso a milhas e podia ter feito um trabalho extraordinário nesse sentido, lançado a escada com mais base para alguém que viesse a seguir.
Continua a faltar identidade de jogo ao Sporting, que só não é mais clara, porque a história do clube, a sua massa adepta e claques organizadas não deixaram a coisa cair.
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De Rui Gomes a 24.06.2014 às 15:38

Concordo no essencial. O desenvolvimento da formação, especialmente na fase final, depende muito da competitividade da equipa principal. Enquanto é bom existir competição para incentivar trabalho e evolução , excesso de jogadores de fora na equipa B mais a rodagem de jogadores A, não pode ser visto como positivo, porque tira tempo de jogo aos jovens e cria instabilidade.

Compreendo o trabalho de poupança que tem vindo a ser feito, sem concordar com tudo, mas ainda não percebi qual é a estratégia global para o futebol do Sporting. Fazer mais com menos, é teoricamente bonito mas não diz muito, e ir ao extremo de comparar com os excessos do passado ainda diz menos, porque não serve, ou não deve servir de comparação.
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De carlos a 24.06.2014 às 15:56

«Fazer mais com menos, é teoricamente bonito mas não diz muito, e ir ao extremo de comparar com os excessos do passado ainda diz menos, porque não serve, ou não deve servir de comparação.»

Não penso que seja uma "teoria bonita", mas uma necessidade.

"o extremo de comparar com os excessos do passado" serve para sabermos que pagávamos ordenados que não conseguíamos pagar, que ir buscar um jogador com recurso a fundos é relativamente fácil - até o S. Braga o consegue fazer. Pagar os seus ordenados, parece ser incomportável.
E ter de vender jogadores à pressa para cumprir obrigações, desestabiliza e obriga a negócios miseráveis.

Haverá uma alternativa a isso e ter-se-á que considerar uma delas, dentro do que se pode gastar - condicionado sobretudo por gestões, condições anteriores. E isso, oferece poucas dúvidas.
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De Mário a 24.06.2014 às 19:12

Caros Carlos e Rui,
Sem pretender entrar em polémicas relativamente às vossas opiniões que respeito, tenho uma perspectiva diferente da vossa quer relativamente à formação, quer relativamente à equipa B.

1. Formação
A questão da formação baseada num modelo/sistema de jogo é subjetiva. Partindo do caso mais exemplar que é o do Barcelona, temos de reconhecer que esta estratégia só é possível em virtude da elevada capacidade financeira de um clube com a dimensão do Barça em conseguir manter por um período longo na equipa principal os activos formados.
Por oposição a esta idéia temos a que ainda hà pouco tempo o JJ apresentou, referindo que a formação deverá proporcionar aos atletas a maior diversidade de situações possíveis por forma a poderem apreender variantes tácticas do jogo ainda no seu processo formativo. Eu vejo esta estratégia mais interessante para os objetivos do Sporting, i.e, valorizar jogadores com maior potencial de inclusão num maior conjunto quer de posiçóes, quer de esquemas. Mas mais importante que uma ou outra, é existir uma que perdure.

2. Equipa B
O quadro competitivo das equipas B, é quanto a mim, instável por natureza.
Quanto a mim os objectivos principais relativamente a uma equipa B deverão ser precisamente o de proporcionar a adaptação/integração dos valores da prospeção e o da rodagem dos valores da A, por forma a mantê-los com ritmo de jogo , tudo isto com evidente prejuízo de resultados/desempenho classificativo.
Naturalmente que existirá espaço para crescimento de alguns valores da formação, embora eu veja, na maior parte dos casos, mais aconselhável o seu empréstimo a equipas que lhes proporcionem, não só oportunidade de competir, mas sobretudo maior exigência/pressão em termos de resultados.

Uma nota final sobre a equipa A e o seu modelo de jogo. Aqui o paradigma ou é o do treinador para o sistema ou o do sistema do treinador. Sendo certo que como qualquer adepto apreciamos tanto a espectacularidade quanto o rendimento, eu tendo a posicionar-me no principio de que as ideias do treinador devem prevalecer relativamente à obrigação de obedecer a um qualquer esquema táctico pré-determinado. É discutível, mas eu acho mais fácil de se alcançar o binómio espectáculo/rendimento quando um treinador consegue materializar em campo as ideias de jogo em que mais se especializou, trabalhou ou aperfeiçoou. E sempre que muda o treinador deve procurar-se outro que tenha tido sucesso independentemente da ideia de jogo que possa trazer. Mas é discutível, sem dúvida alguma e uma vez mais o importante é que saiba qual o paradigma preferido e mantê-lo ao longo do tempo. Os resultados chegarão em consequência quando o trabalho é competente e a estratégia bem definida.
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De carlos a 24.06.2014 às 22:23

Mário,

Não será uma questão polémica, mas mesmo dentro do âmbito do que referes, relativamente à formação, será preciso entender o seguinte:
Eu não pretendia com isso dizer que deve estabelecer um sistema táctico, ou uma ordem única na forma de jogar.
Mas, há conceitos que reconhecemos na formação do Sporting. A velocidade, a criatividade, a mobilidade, a capacidade de adaptação a várias posições, sendo a formação assente num 4-3-3.
Que equipa dos últimos 15 anos, jogava com estas características? Quantos ponta-de-lança saíram da formação para a equipa principal? Quantos defesa-central? Quantos laterais? Dos que saíram, quantos singraram noutras equipas?
Tem sido a nossa formação sido bem feita?
Ou seja, eu acredito que o trabalho da formação tem sido bem feito. Acho que a transição tem sido condicionada pela forma de jogar da equipa principal, ou pela falta de identidade dessas equipas. E não devia ser assim. O Sporting deveria ter por este anos equipas com um carácter marcado, que fosse fortalecido pela identidade da sua formação: uma equipa rápida, técnica, explosiva, competitiva, de bola no pé em transições e movimentações rápidas, não necessariamente forte fisicamente ou cujo modelo de jogo dependa disso.

Se olharmos, não para o Barcelona, mas para a forma de jogar do Chile, do México, se calhar reconhecemos ali características de jogadores da escola Sporting.
E essa acho que deveria ser a aposta. A formação tem que condicionar a forma de jogar da equipa principal, sobretudo quando o fazemos ao nível que se faz no Sporting.
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De Mário a 25.06.2014 às 00:06

Percebo agora melhor o que o Carlos quer dizer com estilo de jogo.
Naturalmente que suportado pelo estilo de jogadores, o esquema táctico terá condicionantes o que em última análise, implicaria, se bem o entendi, a eleição do 4-3-3 como o melhor para potenciar as características dos jogaodores vindos da formação.
Tendo em conta a sua ideia penso que para além de Jesualdo, também Peseiro conseguiu implementar esse estilo. Marco Silva também me parece ser coerente com essa filosofia, não acha ?
A questão fundamental quanto a mim é a de manter esse estilo (tipo Chile/México) no quadro competitivo europeu. A nível nacional até posso admitir que se possa ter sucesso face a Benfica e Porto, mas na Europa para consegui-lo só com uma base sólida de jogadores de alto nível, muito bem pagos e lá voltamos nós ao Barcelona/Bayern.
Construir esse estilo com instabilidade é muito difícil face às capacidades económicas actuais e futuras do Sporting.
O futebol, como tudo na vida, evolui e o de amanhã será diferente do de hoje.
Já a garra de leão e a ambição de vencer, isso nunca podemos de deixar de cultivar e exigir desde os leõezinhos até aos leões seniores... é e será sempre a nossa maior riqueza e todo o investimento que nisso for feito será sempre pouco, pois quereremos sempre mais.
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De Tywin Lannister a 25.06.2014 às 07:57

«A questão da formação baseada num modelo/sistema de jogo é subjetiva. Partindo do caso mais exemplar que é o do Barcelona, temos de reconhecer que esta estratégia só é possível em virtude da elevada capacidade financeira de um clube com a dimensão do Barça em conseguir manter por um período longo na equipa principal os activos formados.»

A onda de renovações que foi feita nesta temporada agora finda permite manter por 3 ou mais anos um elevado número de jogadores e observar a sua evolução... o problema é que muitas vezes, um jogador só amadurece por completo ou só se torna realmente valioso e competitivo por volta dos 23 ou 24 anos. Outros há que chegam lá mais cedo.

Imagine que temos vários jogadores interessantes para várias posições no terreno, todos da mesma geração. Um ou outro irá destacar-se mais cedo, mas os restantes, poderão ficar dois anos a rodar na equipa B, praticamente como titulares. Fica a questão se o segundo ano na II Liga contribuirá alguma coisa para a sua evolução...

O problema que se segue é colocá-los a rodar por empréstimo em outros emblemas de primeira divisão, em Portugal ou no estrangeiro, por um ou dois anos, por forma a ganharem mais experiência e por via disso, ganharem estatuto suficiente para se tornarem apostas para a equipa principal do Sporting. Um jogador que assine contrato por 5 temporadas aos 18 anos, completando a primeira época ainda nos júniores com 19 anos, que termine a primeira época na equipa B, aos 20 anos, e que passe 2 anos emprestado, regressa ao Sporting com apenas um ano de contrato por cumprir. A solução? Antes do empréstimo, prolongar o contrato por mais um ano, por cada ano de empréstimo.

Problema seguinte, o jogador faz uma boa temporada e a sua cotação sobe eventualmente. É capaz de ser boa ideia renovar contrato e melhorá-lo. Resta saber como é que se consegue manter um conjunto alargado de 30 a 40 jogadores todos os anos para no final de cada ano, termos apenas 3 ou 4 lugares disponíveis para preencher. Uma opção pode passar por ter mais contratos de 3 anos mais 2 de opção...


«Por oposição a esta idéia temos a que ainda hà pouco tempo o JJ apresentou, referindo que a formação deverá proporcionar aos atletas a maior diversidade de situações possíveis por forma a poderem apreender variantes tácticas do jogo ainda no seu processo formativo. Eu vejo esta estratégia mais interessante para os objetivos do Sporting, i.e, valorizar jogadores com maior potencial de inclusão num maior conjunto quer de posiçóes, quer de esquemas. Mas mais importante que uma ou outra, é existir uma que perdure.»

Neste aspecto, ao nível da nossa formação, há muitos jogadores que evoluem em posições distintas no terreno de jogo. O Miguel Veloso na formação salvo erro, jogou tanto a central como a lateral esquerdo, só se tornou trinco durante o empréstimo ao Olivais e Moscavide. O Ricardo Esgaio é outro exemplo.


Quanto à Equipa B, vamos passar a ter 44 em vez dos 42 jogos das duas últimas temporadas, ainda assim, há muito jogo para dar competição a júniores de primeiro e segundo ano, para rodar séniores de primeiro e segundo ano e para dar ritmo aos jogadores do plantel principal. Só é preciso é fazer alguma racionalização e claro, fazer escolhas.


O problema maior, é o modelo de jogo a implementar a partir dos juvenis/juniores e qual a intensidade com se ensinam e trabalham os conceitos tácticos. Se não tivermos treinadores que não conheçam o jogo, nada feito, aliás, actualmente é muito complicado para que estuda e se especializa em futebol nas universidades em conseguir chegar aos cursos de nível III ou IV da UEFA... Gente com conhecimento e qualidade, devidamente capacitada, mas que embate num sistema desenhado para favorecer muitos ex-jogadores que procuram agora seguir uma carreira a nível "técnico"...
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De carlos a 24.06.2014 às 15:46

Faltou dizer que concordo, com a questão do excesso de contratações: queria sustentar que seriam desnecessárias com uma estrutura forte e omiti isso.

Aliás, estaria satisfeito com alguns jogadores que aparentemente podem sair, como: Wilson Eduardo - que fez uma boa primeira parte de época - que vê chegar o Heldon por 1,25M€, ainda hoje não percebo para quê;
Eric Dier - que deveria ser acarinhado para ser um bom defesa, criando-lhe condições para melhorar, ajudando-o em pontos fulcrais e que o tornariam mais importante (agressividade na decisão e lances 1x1, melhorar o jogo aéreo para se tornar fundamental e alguma melhoria na gestão de combatividade)
Nuno Reis - Mais uma vez emprestado;
Fokobo - Que deveria ter transitado para a equipa principal no início da época.

E também acho que se deveria fazer outra gestão de jogadores como o Iuri, que parece querer-se algo que nunca será, mas não podemos ter só meninos bem comportados. (Um dos problemas é não ter percebido que as "maçãs podres" aparecem por falta de acompanhamento da estrutura, porque Ibrahimovics, Tourés, Keanes, Cantonas, e quejandos, existem em todo o lado - há que saber lidar com eles), tal como o Esgaio, o Betinho (que deveria andar a evoluir na equipa A, idem o Chaby.

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De Rui Gomes a 24.06.2014 às 16:13

Muitos casos por compreender e resolver. Veremos...

Reconheço que SAD tem administradores além de Inácio e o presidente, mas sem ter nada contra o Virgílio, ainda não percebi o raciocínio de nomear para a chefia de tudo quanto à a formação, além de responsbilidades no futebol profissional, um homem que foi apenas um jogador de futebol, esteve desligado da modalidade organizada durante 23 anos e sem experiência alguma no trabalho com equipas de jovens e tudo quanto isso implica.

Concordo inteiramente com o que indicou sobre os jovens. Há que saber lidar com eles, já que não são humanos perfeitos e muito menos santinhos.
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De carlos a 24.06.2014 às 22:32

Reconheço o trabalho excepcional feito nesse campo pelo Manolo Vidal e pelo Torcato.

Penso que pessoas como o Mário Lino, Aurélio Pereira, deveriam ter mais influência em alguns sectores do futebol leonino.

E com algumas questões para resolver, o trabalho de Manuel Fernandes poderia ser também importante, o Hilário sempre gostei de o ver envolvido, o Fernando Mendes e o Carlos Pereira, isto visto claro, com os meus óculos de ver ao longe.
E certamente faltarão outros melhores, ou tão bons, para dar corpo a um Leão em grande.
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De Tywin Lannister a 25.06.2014 às 08:14

Sobre o Iuri, li há uns tempos a opinião que o moço tem de ser motivado e responsabilizado, para assim dar ainda mais do que tem para dar. A ideia era simples: braçadeira de capitão e/ou a incumbência de marcar os livres e pontapés de canto ou instruções claras para em certas circunstâncias de fazer uso da sua capacidade técnica para agir individualmente. Obviamente que com o tempo, e o devido acompanhamento, o Iuri vai perceber que às vezes, melhor que conduzir, deve passar, melhor que driblar ou fintar, deve tabelar... Melhor que rematar, deve assistir...


Lembro-me que o Sir Alex Ferguson tratava o Eric Cantona de uma maneira muito diferente dos outros, mas o gaulês já era um jogador "estabelecido".

E o Eric Dier já é bastante agressivo na tomada de decisão, aliás, no que ao conhecimento do jogo diz respeito, ele está bem acima de Rojo ou Maurício. ;)

Quanto ao Wilson Eduardo, com a experiência que já tem, é preciso que saibam usar as suas características, já o Nuno Reis, parece que nunca se distinguiu de sobre-maneira e o mais provável é ser mais um a evoluir no estrangeiro. O Daniel Carriço é outro exemplo, chegou a ser "odiado" por muitos e já ganhou mais no Sevilha em termos de títulos no primeiro ano em que esteve no clube andaluz...
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De Tywin Lannister a 25.06.2014 às 07:16

«Uma equipa forte que acompanha a equipa, alguém que incuta diariamente o Sportinguismo aos jogadores, que resolva problemas, que mantenha um espírito de grupo forte, vencedor, que blinde o balneário aos maus ventos, que tenha competência técnica, ajudando os jogadores a evoluir individualmente e colectivamente em todas as vertentes do jogo.»

Na parte técnica tal depende muito da equipa técnica, o resto depende do jogador. Se ele for burro que nem uma porta, ou não quiser aprender ou for incapaz de aprender, pouco podem os treinadores fazer. Nesta temporada agora finda, o Carrillo mostrou uma boa evolução em termos defensivos, mas a nível ofensivo, o modelo de jogo não o favoreceu, mas neste particular, André Martins tem muito mais razões de queixa. Quanto ao resto, depende dos dirigentes e dos funcionários da SAD.


Quanto ao modelo de jogo, é um problema nacional, não é só do Sporting. Aqui ao lado, na vizinha Espanha, estão a anos-luz neste particular, porque chegaram à conclusão que a forma mais eficiente de chegar à baliza contrária passa pela tomada de decisão, neste caso, de tentar sempre tomar a melhor decisão.

Não é fácil de operacionalizar, mas exige muito trabalho de repetição e é preciso ter em conta a forma como se faz, porque não se pode "mecanizar" os jogadores, privando-os da sua capacidade criativa, mas fazer uso dela em prol da equipa. O próprio Abel num jogo conseguiu fazer isso esta época, ao colocar Dramé, Iuri, Chaby e Esgaio na frente, sem ponta-de-lança fixo e com estes jogadores soltos, sempre a trocar de posição. Todavia é preciso não esquecer que muitas das equipas que defrontamos sabem bem como ocupar os espaços, são fortes na pressão, trabalham bem os sistemas defensivos ao nível das contenções e coberturas, pelo que é sempre problemático conseguir furar a teia e marcar golos.

E para um treinador em primeiro ano numa equipa, a tarefa é ainda mais complicada, esperemos que Marco Silva seja inteligente, pois a nível defensivo parece-me que não há muito de substancial a mexer, será mais a nível ofensivo que terá mais de trabalhar. E se aqui miúdos como o João Mário, o Betinho, o Iuri, o Chaby ou o Esgaio podem ser mais valias, é preciso não esquecer os outros momentos do jogo, em especial as transições defensivas e a organização defensiva, pois só em jogos da Liga dos Campeões ou contra os nossos rivais, é que teremos habitualmente mais oportunidades em fazer uso das transições ofensivas.

E claro, não nos esqueçamos dos lances de bola parada. Algo que Leonardo Jardim trabalhou o mais que pôde. Jesualdo Ferreira teve pouco tempo para fazer algo, saiu, Leonardo Jardim veio, e já foi embora, Marco Silva tem agora quatro anos para fazer um trabalho que conjugue a formação com a prospecção.

Além disso, por muito bons que os miúdos sejam, é preciso ter calma e paciência, coisa que os adeptos não têm, para os por a jogar todos ao mesmo tempo. Mas se houver um pouco de inteligência da estrutura e do corpo técnico, jogadores haverá que permanecerão na Equipa B para completarem mais jogos, outros que já têm um número interessante poderão ser emprestados a outras equipas, mas aqui é preciso a garantia de que serão sempre primeiras opções.

O João Mário é um bom exemplo, tal como o William Carvalho o foi também. O João Mário poderia ter ficado o resto da temporada em Alcochete, mas poucos minutos teria para jogar, pois só seria opção para os lugares de André Martins, Adrien Silva ou William Carvalho. Se no caso do primeiro, se apostava num jogador mais ofensivo, nos outros dois casos, poucas foram as vezes que não foram opção do treinador. William Carvalho só não jogou na 18ª jornada, e tirando a última jornada, nos dois outros jogos em que foi substituído, num deu lugar ao Eric Dier, noutro ao Slimani. Quanto ao Adrien Silva, só não jogou na 21ª jornada, de resto, desde a 12ª jornada que não mais foi substituído...

Entre o deve e o haver, só se pode lamentar que não tenha sido emprestado mais cedo, ele e o Ricardo Esgaio.
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De carlos a 25.06.2014 às 11:08

Tywin Lannister

Acho fundamental que a estrutura do clube seja forte, haja de acordo com os valores e objectivos do clube: Esforço, Dedicação, Devoção e Glória.

Se abdicarmos 1mm destes princípios, passamos a ter jogadores cujo objectivo 1º é sair, mais preocupados com fait divers, e que não conseguem emprestar caracter e motivo de orgulho aos adeptos.

Eu nem exijo que ganhem sempre, se assim o fosse, passava o tempo todo irritado ou não era do Sporting.

Quanto ao estilo de jogo, não o vejo em perspectiva do perfil táctico, se é em 4-3-3 ou 3-4-3 ou 4-4-2. Mas acho que deve haver uma identidade e como referes, nisso os espanhóis estão a anos luz, embora tenham assente isso na estrutura do Barcelona e das camadas jovens nacionais.
Há de facto uma orientação para a qualidade de passe, a manutenção da bola e o passe de decisão.
Os ingleses tinham o "kick and rush", os alemães tinham o balanço ofensivo muito vertical, com mudanças de velocidade constantes baseado em muita disponibilidade física, que empurrava o adversário para linhas recuadas , os italianos tinham o catenacio.
Portugal fez com o 4-3-3 de Queiroz, que tinha Figo, Rui Costa, João Pinto, o carrossel.
O Sporting tem uma identidade de formação que cria jogadores adaptáveis, rápidos, criativos, que usam muito as diagonais e os movimentos de ruptura, e uma dinâmica defensiva sempre próxima do jogador adversário. E isso tem esbarrado em equipas que jogam (excepto o início da época passada) sistematicamente com o bloco defensivo muito recuado (O Polga parecia uma âncora nesse aspecto... e foram muitos anos de Polga) e lançamentos longos (numa tentativa de criar transições rápidas). Com isto tornou-se uma equipa pouco dominadora, que joga na expectativa do adversário e que tem de correr km para chegar à área adversária. O final da época passada já evidenciava os mesmos hábitos, de equipa cansada.

Das duas, uma, ou o Sporting cria uma equipa com jogadores muito técnicos, de grande capacidade física e tem uma equipa tipo Alemanha ou Holanda e muda radicalmente o seu entendimento da formação, ou não anda no mercado a pesquisar esse tipo de jogadores para ter algo que não produz, porque se decide naquele ano ter outro tipo de equipa, ou realmente se adapta - e julgo ser o mais correcto - à realidade da sua visão da formação e cria uma identidade de jogo com base na mesma.

E se calhar nessa perspectiva, deveríamos cuidar quem são os treinadores que se contratam para essa visão, não apenas porque eles deram nas vistas ou fizeram um bom trabalho no clube/ ou clubes anteriores.

E nessa perspectiva sou fã de Pekerman, há muitos anos.

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