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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Primeiro e sobretudo, quero desde já esclarecer que não assisti à conferência de imprensa que foi esta noite realizada por Bruno de Carvalho, no Auditório Artur Agostinho, no Estádio José Alvalade. Comento, portanto, assente na informação disponibilizada pelos órgãos de comunicação social e só espero que não haja disparidade alguma entre aquilo que foi dito pelo presidente do Sporting e as reportagens noticiosas.
Depois de ler e ponderar as declarações de Bruno de Carvalho, admito que esperava, e muito mais desejava, alguma mais substância sobre as temáticas abordadas. O que não me surpreendeu, minimamente, face ao que sei e ao que penso, foi a situação de Marco Silva ficar totalmente por esclarecer, sendo que o anúncio de qualquer decisão fica adiado para o final da época.
Aproveito o ensejo para reiterar neste post o que já referi em comentário com os leitores: a informação que me chegou já há algum tempo é que Marco Silva sairá no final da época, indiferente do resultado da Taça de Portugal, no dia 31 de Maio. Será parcialmente compensado pelos três anos de contrato que ainda tem e seguirá a sua vida. Se houver qualquer alteração a este estado da situação será apenas e tão só porque Bruno de Carvalho recuou ou irá recuar nesta sua decisão, a exemplo do que fez em Novembro passado.
O que mais me surpreendeu do que se passou esta noite - e daí talvez não - foi Bruno de Carvalho apresentar-se quase como um mártir, afirmando repetidamente que o alvo de destabilização é a sua pessoa e, por inevitável associação, o Sporting. Sublinhou este seu raciocínio afirmando que ele foi o único a sofrer "humilhações diárias". Inclusive, que o alvo da destabilização não é a equipa, precisamente o inverso, creio, do que a maioria de sportinguistas pensa. Esta sua ignóbil insistência em querer ser o centro de todas as atenções e referir o Sporting Clube de Portugal e a pessoa do presidente quase como sinónimos, é, para ser simpático, triste e lamentável.
Reconheço a ingratidão de se lhe exigir que explique o estado das renovações em curso. Não é expectável, e muito menos desejável que o faça enquanto não houver a finalização dos processos. Nessa circunstância, não deve dar explicações aos sportinguistas e, decerto, nada fica a dever à media.
A razão também assiste claramente a Bruno de Carvalho ao reclamar que o Sporting é escopo constante e malicioso das reportagens noticiosas, tratamento bem distinto do que é concedido ao clube do Norte e muito mais ainda ao clube do outro lado da Segunda Circular, que goza de protecção "divina".
Não duvido que os leitores possam acrescentar algo mais sobre a informação divulgada, mas parece-me que dei cobertura ao essencial. Esta sua intervenção pública peca por ser muito tardia, no que ao treinador concerne, mas, ao fim e ao cabo, ficou tudo nas mesmas águas turvas.
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