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Bruno de Carvalho no "Dia Seguinte"

Rui Gomes, em 18.02.14

 

 
Apenas tive oportunidade de assistir a uma pequena parte do programa "Dia Seguinte" da SIC Notícias, desta segunda-feira, que contou com a participação do presidente do Sporting. Por mera coincidência e nada mais, assisti à parte em que o moderador questionou Bruno de Carvalho sobre a "política" do Sporting em relação à gestão dos cartões amarelos, temática que eu tenho abordado com alguma frequência aqui no Camarote Leonino.
 
O presidente acabou por não responder directamente à pergunta, salvo manifestar o seu apreço e a sua confiança no trabalho de Leonardo Jardim e uma vez que o treinador acha que a gestão não deve ser feita "porque todos os jogos são importantes", ele aceita essa decisão.
 
Compreendo perfeitamente que ficaria muito mal ao presidente contrariar o seu treinador publicamente e perante até uma grande audiência, assim como também não é este o fórum adequado para discutir matéria que é exclusivamente do foro interno do Sporting.
 
Até aqui tudo bem, e a verdade se diga, até se acabou por não saber a opinião pessoal do presidente sobre este assunto. Tendo tudo isto em conta, a consideração - que originou com Leonardo Jardim - que "todos os jogos são importantes", não corresponde à realidade, em contexto. No âmbito interno de um clube de futebol, onde tantas e variadas decisões têm de ser tomadas diariamente, pode-se e deve-se saber avaliar, não obstante a importância do jogo com a Académica - assente na premissa que todos os jogos são importantes - que a necessidade de um jogador como William Carvalho, neste caso concreto, nesse jogo, contra uma equipa que, em princípio, tem valores desportivos inferiores aos do Sporting, vai jogar em linhas baixas dando prioridade máxima ao sector defensivo e que não possui "armas" ofensivas de destaque, é significativamente distinto do que é de esperar do Sport Lisboa e Benfica, uma equipa com atletas comprados ao peso do ouro e com um vasto leque de talentos, quer defensivos quer ofensivos, que irá forçosamente, a jogar em casa perante os seus adeptos, querer fazer uso da soma desse poderio, que em termos individuais é superior ao do Sporting, tornando a contribuíção de um jogador como William Carvalho nada menos do que imprescendível.
 
Ainda vou mais longe; além de William Carvalho, o mesmo deveria ter sido feito com Fredy Montero, que também enfrentou os "estudantes" com 4 cartões amarelos e igualmente em perigo de não poder jogar contra o Benfica. Como a situação se afigura neste momento, como já aqui escrevemos, temos Marco Rojo que irá falhar a visita a Vila do Conde pelos amarelos - na minha opinião o quinto amarelo foi encomendado, se por iniciativa do jogador or por instrução não sei, mas acabou por ser um mal menor - e Maurício, Adrien, Heldon e Montero na eminência de castigo. Por conseguinte, a gestão dos amarelos não é um mero capricho, em que um treinador não se pode dar ao luxo de não fazer apenas porque não gosta, é uma necessidade absoluta, e se o técnico não a reconhecer há quem seja seu superior que tem a obrigação e a responsabilidade de o fazer compreender.
 
Sobre mais alguma coisa a que assisti do programa, não dá ensejo a grande comentário, uma vez que o presidente já se tinha manifestado nesse sentido, pelas mesmas ou semelhantes palavras, em diversas outras ocasiões. Quero crer que nada de novo surgiu quanto à esperada decisão do Conselho de Disciplina da FPF. O Sporting terá insistido na sua razão, exigindo que o FC Porto deve ser penalizado com o afastamento da competição. Imagino eu que Guilherme Aguiar, sendo portista e ainda por cima advogado, deverá ter argumentado que não é suficiente clamar que há dolo pelo mero atraso do FC Porto em entrar em campo, mas que esse dolo tem de ser comprovado. Se eu estiver errado com estas minhas conjecturas quanto ao que se passou, decerto que os leitores me corrigirão prontamente.
 
A minha opinião, dado o estado das coisas, é que a decisão será favorável ao clube do Norte e a haver qualquer penalização, não passará de uma mera multa. Note-se que embora só venha a publicar este post um pouco mais tarde, escrevo o texto à meia noite, hora de Portugal, não tenho, portanto, conhecimento sobre qualquer comunicação da FPF.
 
Nota final: Reitero, pela enésima vez, que considerando o estado das coisas no futebol português, ao intervalo do jogo da Taça da Liga em Penafiel, o Sporting, informado do atraso do FC Porto-Marítimo, devia ter insistido com os delegados da Liga presentes no recinto para que a segunda-parte dos dois jogos fosse sincronizada. Pela inacção destes, devia ter dado então instruções à equipa para entrar em campo três minutos mais tarde. Respeito mas não aceito qualquer argumento em contrário, especialmente "nós somos diferentes" e "acabaríamos por fazer a mesma chico-espertice" que eles. Como também já tive ocasião de dizer, não se pode combater "tanques" com fisgas", salvo pelo desejo de cometer suicídio. A linha de defesa do presidente, "o Sporting não quebra as regras só porque os outros as quebram", serve somente para tentar desculpabilizar quem na altura não soube REAGIR - e aqui reside a essência da questão; REAGIR - devidamente na defesa dos interesses do Sporting. Nesse contexto, os dirigentes foram mesmo "anjinhos" e a decisão adversa do Conselho de Disciplina da FPF só sublinhará essa disposição. E, mesmo que a decisão seja surpreendente, o Sporting será sempre acusado de ter ganho na secretaria o que não conseguiu ganhar em campo.
 

publicado às 01:11

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25 comentários

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De Carlos Alves a 18.02.2014 às 09:29

Numa postura geral que até me pareceu melhor do que habitualmente (apesar dos momentos escusados, ainda que metaforicamente auto biográficos num presidente como a do "para gritar e cair para o chão não havia melhor do que eu") penso que esteve bem na parte em que falou da mudança do futebol português. De resto fraquinho na argumentação relativa ao caso da Taça da Liga (a culpa não será tanto dele mas sim da solidez da nossa teoria em si) e fraquíssimo, embora mais uma vez sem surpresa para quem já o topou, na "veia democrática", quando encerrou a participação dando a entender que para ele é um dado garantido que se mantém à frente do Sporting por uns 20 anos, substituindo-se assim aos Sócios numa avaliação que só nós a podemos e devemos fazer. A ele cabe-lhe ser humilide e trabalhar para o saldo continuar a ser essencialmente positivo no que realmente interessa, desporto e finanças. O resto decidimos nós.
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De Brigite Silva a 18.02.2014 às 10:39

Depois da grande entrevista no jornal A Bola da semana passada, o presidente escolheu o Dia Seguinte para fazer campanha (há quem lhe chame pressão) para influenciar a decisão do Conselho de Justiça da FPF.

Há quem se habitue a estes expedientes e os entenda válidos. Eu acho que o mínimo que o presidente do Sporting poderia fazer era acabar com a expressão "cometer dolo". O homem não é jurista e não deve pretender sê-lo. Se quer usar expressões cujo significado desconhece, que se informe antes. É que para qualquer jurista esta do "cometer dolo" é de causar calafrios. Porra! Se o homem não sabe, alguém o informe. Estamos quase ao nível do Jazus!
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De Anti-Tripas a 18.02.2014 às 13:43

É curioso ver que este espaço internautico é mais frequentado por tripeiros que por Sportinguistas...
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De UnHu_man a 18.02.2014 às 17:45

Ele foi convidado não andou a medingar para aparecer no Dia Seguinte...
SL
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De iorda9 a 18.02.2014 às 11:54

Não tenho opinião formada sobre o tema, mas em relação aos amarelos,ninguem pode garantir que ganharíamos ou empatávamos com o benfica com William Carvalho em campo (a superioridade foi tanta que não me parece que 1 medio defensivo fosse assim tão preponderante), nem ninguém saberia se não teríamos mais dificuldade em ganhar o jogo em que ele ficaria de fora
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De Rui Gomes a 18.02.2014 às 13:30

O ponto não é esse. O ponto é que devemos fazer o que está ao alcance para garantir a disponibilidade dos nossos jogadores, especialmente os melhores.
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De Lionheart a 18.02.2014 às 11:56

Talvez a afirmação mais relevante da entrevista, fora a questão da Taça da Liga, foi que alguns empréstimos em Janeiro tiveram a ver com o regresso do Elias. Tal explicaria o empréstimo do Rinaudo entre outros, dada a necessidade de baixar a massa salarial para compensar enquanto o Sporting tiver de sustentar o brasileiro.
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De Rui Gomes a 18.02.2014 às 13:33

Se é isso, as coisas ainda estão piores do que se pode pensar.

Quanto à outra questão que referiu, revi os últimos 12 posts e isso não se verifica. Fico sem saber bem a que se refere.
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De MaxMartins a 18.02.2014 às 12:59

Ora deixemo-nos "da mania" de que neste caso, apenas os juristas podem "botar" opinião...
Qualquer cidadão minimamente inteligente sabe ler e para além disso, "ver" toda a trama tecida pelos responsáveis do Porto...
Mas então, é necessário ser-se jurista, para saber o que quer dizer ...: vontade de livre e conscientemente querer praticar (ou praticar) uma conduta da qual pode vir a retirar benefícios para si ou para outrém...?

Deixemo-nos lá de nos armarmos em ingénuos e de acreditarmos que o Porto "quando faz alguma coisa" o faz, sem premeditadamente estar a pensar em retirar beneficios (normalmente ilegais) dessa sua conduta...
São muitos anos "a virar frangos" para que se não note o cheiro à distancia...
Andou muito bem (em minha opinião) o Presidente do Sporting em dizer desassombradamente, que todos já estamos à espera do que sairá do julgamento do caso em questão...
Deixemo-nos de ser anjinhos...mesmo sabendo que a montanha vai parir um rato...!!

SL


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De Rui Gomes a 18.02.2014 às 13:45

O jurista Herculano Lima foi criticado precisamente por fazer perguntas irrelevantes à essência da questão.

E por o resultado do julgamento do caso ser expectável, é que devíamos ter reagido na altura própria no jogo, como indico no post.
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De Helder Mestre a 18.02.2014 às 14:13

Se o Sporting tivesse alinhado pela sua bitola de pensamento, então o vale tudo nunca acabaria e o Sporting perderia toda a autoridade moral para o futuro. Se o Sporting tivesse alinhado nessas jogadas sujas, de chico espertismo, hoje não estaríamos a ouvir as gravações com o comportamento completamente parcial do juiz Herculano Lima. o Sporting já ganhou, independentemente do prosseguimento na famigerada taça da Liga. E foi graças a essa bitola de comportamento, que Paulo Pereira Cristóvão manchou a reputação do Sporting: e o que ele conseguiu com esse acto?
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De Rui Gomes a 18.02.2014 às 14:20

Que absurdas comparações !!!
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De Helder Mestre a 18.02.2014 às 14:25

Ao visitar este blog percebo porque é que o Sporting chegou onde chegou e iria acabar. Não conheço Bruno de Carvalho de nenhum lado, mas tenho a certeza ao fim destes meses, com a idade que tenho, que nunca conheci no Sporting um presidente tão bom. Mas esta é a minha opinião, de quem não tem nenhum preconceito, não teve familiares ou amigos nas direções anteriores. Só pessoas com preconceitos, com interesses inconfessáveis é que podem criticar, de forma tão azeda, o trabalho ciclópico deste presidente. Não vale a pena andar a perder tempo em blogs com esta linha ideológica, porque este blog não tem o objetivo de defender o Sporting, mas o seu fito verdadeiro é defender um Certo Sporting, que eu abomino, e defender certas estirpes, que eu desprezo. A grande maioria dos amantes deste blog tentam ressuchitar um modelo de Sporting, que morreu em 1906: o Sporting das festas e dos bailes.
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De Rui Gomes a 18.02.2014 às 14:32

Helder Mestre, não sei qual é o seu problema, mas garanto-lhe que não é este blogue. Tal como ao presidente e a muitos que o rodeiam, falta-lhe experiência e conhecimentos da vida, em geral, e do futebol, em particular.

Terá sido a declaração mais infeliz e absurda publicada neste espaço até hoje: "A grande maioria dos amantes deste blog tentam ressuscitar um modelo do Sporting que morreu em 1906: o Sporting das festas e dos bailes."

Em que planeta é que vive ?
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De Helder Mestre a 18.02.2014 às 18:51

Aquando da fundação do Sporting(fusão do Campo Grande com o Belas em 1906) venceu a facção que queria competir desportivamente e fazer do Sporting um dos maiores clubes da Europa, mas a facção derrotada (a dos viscondes e nobres em geral, que preferiam um clube virado para o que não era competição desportiva) voltaria, para desgraça do Sporting popular, em 1995 e quase reimplantou o seu modelo . Um modelo que desprezava os sócios e que sublimava os acionistas. Este modelo que assentou numa sucessão dinástica não tolera que um elemento não pertecente à nobreza lidere o clube. E é este o verdadeiro motivo de comentários tão depreciativos, de alguns, em relação a Bruno de Carvalho. Eu para mim tanto me dá que o presidente fosse Godinho Lopes como BDC. A minha exigência é que sejam competentes. E Godinho foi o zénite da incompetência, esperando eu que só tenha sido isso. Se BDC for incompetente também terá que sair.
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De Balajic a 19.02.2014 às 15:31

O Hélder se não fosse tão triste até dava vontade de rir.

A sua visão e opinião por estes temas é de uma vacuidade tão atroz que só é ultrapassada pela ignorância que demonstra ter da História do Sporting.

O Sporting não foi fundado com a fusão do SC Belas com o Campo Grande. O seu verdadeiro clube deve ser outro da segunda circular (esse sim, nasceu de uma fusão!). Alguns dos fundadores do Sporting (os irmãos Gavazzo) eram do SC Belas (numa altura em que Belas era estância de veraneio para os lisboetas). Uma vez regressados a Lisboa, decidiram fundar o Campo Grande Football Club do qual fizeram parte, para além dos irmãos Gavazzo, os Stromp e José de Alvalade.
Neste clube sim, gerou-se uma divisão entre aqueles que pretendiam uma vertente mais "social" e os que defendiam a dedicação à vertente desportiva. Entre estes últimos membros estava José de Alvalade que terá proferido, nessa altura do abandono, a célebre frase de que iria ter com o avô (Visconde de Alvalade) que lhe daria dinheiro para fazerem outro clube.

Mas outro clube dedicado ao desporto, meu caro Hélder, pois era isso que esses "nobres" que fundaram o Sporting queriam na altura. Não ficaram à espera 90 anos para virem "transformar" o Sporting num clube de baile e de piqueniques...

Santa ignorância!
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De Gonçalo Catarino a 18.02.2014 às 21:34

Só um aparte Rui. Fala muitas vezes da inexperiência de vida e futebol do presidente e dos que os rodeiam, e enaltece a sua própria experiência de já acompanhar futebol à largos anos.

Pergunto, qual é a bitola de comparação?
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De Rui Gomes a 18.02.2014 às 21:57

Não vou entrar em detalhes, mas quando me refiro a "vida" é em contexto da vida de clubes e em torno do futebol.

A bitola de comparação é muito simples: salvo Augusto Inácio e este apenas como jogador e treinador, mais ninguém do topo da liderança da SAD tem experiência alguma nesse enquadramento.

Há coisas que só se aprendem "in loco" no "milieu" e ao longo de alguns anos. Em geral, identificação com o futebol e tudo quanto isso implica, à raiz.

Um dos grandes problemas do Sporting ao longo dos anos, tem sido precisamente esta falta de identificação por parte de dirigentes, e foi isso, sobretudo, que valeu a Pinto da Costa para chegar onde chegou. Evidentemente que houve mais, muito mais "matéria especial" com ele, mas nem tudo foi isso.
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De Rui Gomes a 18.02.2014 às 22:48

PS: Não sei bem a intenção da sua pergunta, mas suspeito. Para já não é a minha que está em causa; tenho a experiência que tenho, fácil de comprovar, e não tenho satisfações a dar a ninguém, em contrário. Agora, posso adiantar que se desejasse poderia escrever um bom livro do que foi a minha carreira de dirigente - atleta à parte - em clubes onde não nos limitamos a dar ordens a funcionários e até, onde , em tempos de outrora, era necessário ir ao bolso para pagar à arbitragem, caso contrário não haveria jogo.

Muitos têm uma ideia muito romântica do futebol, especialmente em Portugal, porque tudo é avaliado com base no que está ao alcance dos grandes, Estes, são uma muito pequena minoria no mapa futebolístico português.

Joguei contra equipas da I Divisão em Portugal onde pela tradicional troca de galhardetes o clube em questão - não interessa qual - não tinha um único para trocar. Um dirigente foi a casa ao intervalo para trazer um dos seus.

Joguei contra outro clube do género que no seu "estádio" os balneares eram tão pequenos que só permitia que metade da equipa se equipasse de cada vez.

Joguei ainda contra outra onde no final do jogo, o treinador e o capitão me vieram pedir se poderia oferecer ao clube uma ou duas bolas da Adidas das cerca de 15 que tínhamos num saco.

Enfim, como disse, dava para escrever um extenso livro, e estes episódios até são insignificantes. Eu gostava de ver alguns destes novos dirigentes que estão no Sporting e algures, dirigir clubes de uma outra dimensão, para aí darem o verdadeiro valor ao que é o futebol, à raiz.

Bem, já disse mais do que pretendia dizer.
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De Helder Mestre a 18.02.2014 às 23:09

O que significa experiência na sua opinião? Experiência é um item lexical bastante polissémico. Não se pode lançar uma palavra que no seu conceito da Linguística Generativa é monossémico e deduzir que os outros o interpretam e vivem da mesma forma. Tudo depende da nossa conceptualização do mundo. Eu não me atreveria a dizer que alguém é inexperiente. Inexperiente em quê? Ou o conceito de experiência serve para todos as vertentes da vida?
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De Rui Gomes a 19.02.2014 às 00:24

É a primeira e última vez que vou responder a uma pergunta deste género, e agradeço que tome nota. Aliás, se acompanhasse o blogue há mais tempo, teria lido e visto fotos que explicariam muito do que pergunta agora.

Em síntese, já fui presidente de clubes, vice-presidente de uma liga profissional, fui director técnico (chefe do departamento de futebol) de outros, estive associado a federações em capacidades diversas no foro técnico, nunca fui treinador mas tenho a respectiva licença ao mesmo nível que Paulo Bento tinha quando chegou ao Sporting, tirei e dirigi diversos cursos de gestão desportiva, já lidei com muitos clubes de topo, em Portugal e outros países, e ainda hoje tenho acesso a diversos. Isto, além de ser formado em Direito e de outras experiências profissionais, e não só, que constituem o todo da formação da pessoa. Em termos mais recreativos, escrevi para o jornal Sporting durante alguns anos e diversos outros diários desportivos de língua portuguesa e inglesa. Em tempos de outrora, tive o meu próprio programa na Rádio e durante um ano na TV. Estive envolvido e liderei organizações de cariz humanitário, que me levou a contratar,lidar e privar com muitos dos nomes mais sonantes (alguns lendários) do milieu artístico português e outros. Quem me conhece, e lê isto, sabe a que me refiro.

E há muito mais, mas não me pergunte porque não responderei. Na realidade, não devia ter respondido agora, mas enfim...
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De L a 19.02.2014 às 11:27


A razão porque nem me atrevo por mais lado nenhum é que chega o que oiço no estádio. Começa a dar jeito uma secção de perdidos e achados para proteger a nossa própria sanidade mental, especialmente a do mesmo “nosso”caro Rui Gomes que nem é da Silva, porque precisamos todos muito do Camarote Leonino.
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De Rui Gomes a 19.02.2014 às 12:09

Grato pela consideração caro L.
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De Balajic a 19.02.2014 às 15:55

Caro Rui,

Concordo inteiramente com a sua nota final, própria, aliás, de quem (como já sobejamente aqui referiu) frequentou estes meios.

Por outro lado, aqueles que vêm com esses argumentos, seguindo aquilo que o presidente do Sporting disse na entrevista, são a prova acabada do tipo de dirigentes que temos e da forma como somos sempre "papados" nestas coisas.

Como diz (e bem!) o Rui, uma coisa é agir. Outra seria REagir. Que seria aquilo que o Sporting, legitimamente, deveria fazer numa situação destas e que deveria ser aquilo que os seus dirigentes (em especial o director desportivo que, não só pelo passado como jogador profissional, mas, sobretudo, pelo passado enquanto jogador do Porto, deveria saber como se lida com estas coisas).

De resto, da entrevista ao Dia Seguinte, retenho uma frase que deve ser daquelas coisas (que se contam pelos dedos de uma mão) com que concordo com o presidente do Sporting: «Por vezes leio tudo sobre o Elias e devo pensar que o presidente do Sporting é atrasado mental e depois percebo que afinal se trata de mim».
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De Rui Gomes a 19.02.2014 às 16:55

Caro Balajic , a ingrata realidade é que Inácio e/ou BdC não reagiram na devida altura visando a defesa dos interesses do Clube, apenas e tão só porque lhes falta a "experiência" e os conhecimentos que lhes teria permitido REAGIR. A pretensa defesa da "verdade desportiva" surge como argumento posterior, em parte para encobrir a sua insuficiência naquele momento.

Quem me conhece e até andou comigo no futebol, sabe muitíssimo bem que eu nunca deixaria escapar uma situação dessas. Por algum motivo os adversários me apelidavam de "mafioso" e eu até ficava lisonjeado com a caracterização porque significava que tinha o respeito deles e que pensariam duas vezes antes de tentar passar uma qualquer rasteira a um clube em que eu dirigia o seu futebol.

Recordo que uma vez, já não sei bem porquê, com o jogo mesmo a começar, reparei que tínhamos inadvertidamente trocado o nome de um dos suplentes por um outro jogador que até não estava elegível para jogar. Dirigi-me ao auxiliar e obriguei o árbitro a interromper o jogo e vir ter comigo à linha lateral e tomar nota no seu livro que a alteração na linha de jogo tinha sido efectuada . Isto, para evitar um protesto posteriormente pelo adversário. Levei um raspanete na altura, mas valeu a pena. Até é uma situação muito excepcional, mas é o tipo de ocorrência que por vezes surge no futebol... o imprevisto.
Hoje, com a existência do quarto árbitro, isto não seria necessário.

Mas ao longo dos anos surgiram diversas outras situações que nos obrigaram a reagir naquele momento do jogo. Estar no banco implica uma responsabilidade que não passa apenas por ter lugar cativo junto ao "palco".

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