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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

"Bruno de Carvalho reúne de emergência com estrutura do futebol"... Achei alguma piada a esta notícia, consciente que a chamada "estrutura", no que ao futebol profissional diz respeito, tem duas vozes de comando: Bruno de Carvalho e Jorge Jesus, e o técnico, segundo consta, nem sequer foi convidado. Porventura, porque ele próprio será tema de discussão, mas não tenhamos ilusões algumas, nada vai acontecer com Jorge Jesus num futuro próximo.
A acreditar no jornalista, Bruno de Carvalho pretende analisar em profundidade o momento do clube, considerando que há várias razões de queixa dos árbitros, que estarão a condicionar os resultados desportivos da equipa de futebol.
Se o foco do presidente for exclusivamente a arbitragem, a fim de declarar mais uma frente de batalha, será um erro, mais um, entre os muitos da sua responsabilidade relativamente ao futebol profissional.
Não é que esse enquadramento não deva ser analisado e, se necessário, debatido perante os órgãos que superintendem o futebol português, mas na minha modesta opinião, o problema principal reside em casa e é por aí que se deve começar qualquer análise.
A parte mais ingrata desta equação é que já será muito pouco, muito tarde, para salvar a época, atendendo ao leque de factores e circunstâncias inerentes à equipa principal. Já o disse aqui e reitero: tudo começa com um plantel e uma época mal planeados e quando assim é, o desfecho é inevitável.
Indiferente das exigências que Jorge Jesus terá ou não apresentado como condição da sua contratação, nunca se devia conceder-lhe o poder abrangente que ele goza dentro dos parâmetros da estrutura. O outro problema é o próprio Bruno de Carvalho, que apesar ser o presidente da SAD e, como tal, ter a palavra final no que ao planeamento de uma época diz respeito, inclusive de activos, e, sobretudo, no que refere aos aspectos financeiros, nunca, pela sua inexperiência nesta área, devia tomar parte no dia-a-dia do futebol profissional. Para esse fim, devia existir uma pessoa devidamente credenciada para exercer o cargo de director técnico (manager), que actualmente não existe.
Por estas e outras razões, não há causa lógica alguma para sentir qualquer optimismo sobre o balanço geral da época de 2016/17.
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