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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

Na antevisão ao Alemanha-Portugal, Bruno Fernandes esclareceu a sua recusa da proposta do Al Hilal, da Arábia Saudita:
"Vou responder e pedia que não perguntassem mais sobre isso. Houve essa possibilidade, o presidente do Al Hilal ligou-me há um mês a perguntar-me sobre isso. Houve um tempo de espera pela minha parte para pensar no futuro. Como sempre disse, estaria disposto, se o Man. United assim o achasse, a fazê-lo. Falei com o mister Ruben Amorim que, durante todo esse período, me chateou bastante para que não fosse. O clube disse que não estaria disposto a vender-me, só mesmo se eu quisesse sair, que não era uma questão financeira. Foi uma proposta muito ambiciosa. O presidente foi uma pessoa espetacular, nunca falámos de valores [inicialmente]. Com o meu empresário claro. Depois, falei muito com a minha mulher em família, e ela perguntou-me quais os meus objectivos pessoais na carreira. Ela foi uma pessoa que sempre me apoiou bastante. Era uma mudança fácil até a nível familiar... Tinha lá o João Cancelo, os meus filhos estão habituados a brincar com ele em espaço de Selecção... Há uma grande amizade. Mas quero manter-me ao mais alto nível, a jogar as grandes competições e sinto-me capaz disso".
No que concerne o mais importante, Bruno Fernandes não disse mais do que eu já tinha dito a amigos em conversa particular, por outras palavras, evidentemente.
Fica uma ideia muito clara que Rúben Amorim - um finório nestas questões - vendeu-lhe a proverbial 'banha da cobra' e o Bruno 'comprou-a'.
Só isto pode explicar como um jogador de 30 anos recusa um contrato de três épocas que lhe proporcionaria um salário total de 238 milhões de euros, líquidos, cerca de 832 mil euros por semana, comparados com os 333 mil euros, ilíquidos, que recebe agora.
Isto, para ficar num Manchester United que atravessa um dos períodos mais conturbados na sua história e que na próxima temporada nem sequer participará nas provas europeias.
"Falei com o míster Rúben Amorim que, durante todo esse período, me chateou bastante para que não fosse". Claro... decerto que não lhe disse que era uma oportunidade única.
Na realidade, o caso é-me indiferente, salvo pelos 10% que o Sporting receberia de mais-valia da transferência, mas não tive dificuldade alguma em antever o papel que o 'traidor', teve na questão.
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