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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Como era de esperar, Miguel Sousa Tavares veio para a rua, esta terça-feira, com a "caçadeira" na mão a alvejar o Benfica. Surpresa teria sido se não o fizesse, depois do que se passou em Moreira de Cónegos. Entre outras coisas, teve isto para dizer sobre o clube da Luz:
«Um campeonato é uma competição organizada entre indivíduos ou equipas em que o traço mais característico é o de todos se submeterem às mesmas regras - e é isso, justamente, que fornece a emotividade de uma competição. (...) A esta luz do que é um campeonato, o campeonato de futebol português da época em curso, designado por Liga NOS, não está a ser e não é um campeonato. Porque há 17 equipas para quem as regras são umas e outra equipa, o Benfica, para quem as regras são outras. Claramente e à vista de quem quiser ver.
Eu venho apenas denunciar a chocante, repetitiva e indesmentível desigualdade competitiva de que o Benfica tem beneficiado por força de sucessivas arbitragens que já nem se preocupam em disfarçar o que visivelmente é o projecto político de tornar o Benfica campeão em 2014/15.
Este ano os benfiquistas bem podem já envergar as faixas de campeão que manifestamente lhes estão destinadas desde o princípio, podem encher o Marquês de Pombal, podem ser levados aos ombros pelo Dr. António Costa e louvados pela sua imprensa de estimação, mas não encontrarão da minha parte ou de quem quer que esteja atento ao futebol em Portugal, qualquer indício de respeito ou reconhecimento do mérito do título que vão sustentar.
Mas tudo não passa, como ontem escreveu o benfiquista Fernando Guerra, de "casos para alimentarem as conversas de café durante a semana, mais nada do que isso". O problema é quando os adversários chegam ao ponto a que eu cheguei: já nem tenho paciência para as conversas de café. (...) Para quê, se o essencial da competição é desvirtuado semana após semana e se celebram vitórias que deviam envergonhar, como se todos os outros fossem estúpidos.»
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