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Capa do Dia

Rui Gomes, em 04.04.16

 

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A capa de jornal desta segunda-feira tem a sua origem em terras de Sua Majestade, onde o incrível Leicester City FC continua no seu quase milagroso percurso na perseguição do título da English Premier League.

 

O clube que tem 132 anos de existência (fundado em 1884), apenas em 1928-29 conseguiu um 2.º lugar na divisão de topo do campeonato inglês.  Derrotou este domingo o Southampton de Cécric Soares e José Fonte, por 1-0, situando-se agora em primeiro lugar na tabela classificativa, com mais 7 pontos do que o segundo classificado Tottenham. Com seis jogos por disputar na época, está muito perto de garantir o seu primeiro título.

 

A capa do jornal exibe o capitão da equipa com o braço levantado - Wes Morgan, defesa de 32 anos - a celebrar o seu primeiro golo da época. Isto, depois de estar doente durante a semana e até não esperava jogar. Mereceu o prémio da sua dedicação !

 

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publicado às 15:27

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4 comentários

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De HY a 04.04.2016 às 18:38

E é contra "isto", ou seja, contra a magia do futebol, que alguns iluminados (e bem alimentados) querem criar uma competição entre os grandes clubes, porque os Leicesters deste mundo não vendem...no dia em que o fizerem, acabam com a essência do futebol: o único desporto onde os pequenos podem sempre ganhar aos grandes.
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De Sofia a 04.04.2016 às 20:41

Não sei... acho que isto está a "vender" bastante a liga inglesa. Este fim de semana vi pela primeira vez um jogo inteiro deles e tiveram 2 penalties claríssimos perdoados. Acho que só não vão campeões se não der mesmo...
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De Rui Gomes a 04.04.2016 às 21:11

E num só jogo apurou esta conclusão ???
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De Drake Wilson a 05.04.2016 às 03:12

O espetacular topo da tabela da Premier League actual apresenta-nos um case study acerca de como os termos "estabilidade" e "projecto" podem configurar um cenário imprevisível perante a inclinação do próprio "Sistema" Inglês. Sim, porque em Inglaterra também existe um Sistema. À atenção do Sporting, cuja orientação tenho procurado defender em alguns comentários meus partilhados aquí no "nosso" Camarote.

Se acompanharmos em análise a liga inglesa, verificamos que por terras de sua Majestade existe um género de "close-up deal" – ou "Sistema" – que magnetiza aos lugares cimeiros os clubes que geram maiores "revenues" não apenas aos principais broadcasters, como também a outros agentes financeiros. Embora seja uma liga bastante competitiva ao longo de toda a tabela classificativa, é perceptível o lobby entre a Sky, Bt Sport, News International e os 5 principais clubes geradores de receitas em Inglaterra. Ou seja, não existe de facto uma competitividade nem imprevisibilidade como se aparenta. Previsível é nos próximos anos serem os mesmos clubes no topo da classificação, ao mesmo tempo que na Liga dos Campeões tal substância é deixada a descoberto perante outras potências como Bayern, Real ou Barcelona.

O futebol inglês desenvolveu um projecto hegemónico (que classifico acima como Sistema") com agentes desportivos e financeiros a toda a linha, desde agentes de jogadores, managers, meios de comunicação social, até à alta finança mundial. Um projecto com conivência federativa e regulação governamental, com o propósito de alimentar uma indústria de milhões.

O que está a suceder nesta temporada é apenas um ligeiro desvio do caminho já em preparação para a próxima época. Numa jogada brilhante ao nível de tramas cino-políticas, o ano 2016/2017 será classificado como "o regresso dos grandes", com campanhas internacionais que visem um aproveitamento sem precedentes deste efeito-Leicester. Não obstante, tanto Leicester como mesmo o próprio Tottenham serão usados nesta encenação, podendo, se inteligentes, retirar o maior proveito deste breve estado de fama.

Mais do que qualquer outra liga europeia, em Inglaterra a ganância e o hype são princípios dominantes. Os principais clubes estão repletos de mercenários (jogadores) de elite, embora o número de talentos de classe mundial esteja cada vez mais reduzido. Outrora, exemplos em descoberta de jogadores-revelação como o caso do Arsenal, estavam na linha da frente na qualidade dos seus plantéis, algo que mudou drasticamente dada a globalização de informação e agenciamento na qual os clubes reconhecem como fundamental no ambiente competitivo moderno. O próprio Arsenal hoje reflete o resultado disso mesmo.

Em suma, considero fundamental o Sporting entender esta configuração de peças no futebol moderno, procurando abandonar o estilo que adoptou actualmente para defender os seus interesses. O Sporting tem de procurar o exterior de Portugal, aproximar-se a outros mercados, entender esta nova ordem económica global. O Sporting não pode estar "refém" de Novo Banco, BCP, KPMG, Holdimo, NOS, quando a sua própria imagem e notoriedade global estão acima das contrapartidas que negoceia com estas instituições.

Obviamente que não pretendo sugerir a saída do Sporting da Primeira Liga Portuguesa. Pretendo um Sporting-exemplo que leve a Primeira Liga Portuguesa a olhar para nós de outra maneira.

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