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Cartão de adepto

Rui Gomes, em 16.12.20

21105016_F4Vcq.pngA publicação da Portaria n.º 155/2020, de 26 de Junho, veio dar corpo a um conjunto de medidas que pretendem combater actos de violência, racismo e xenofobia nos recintos desportivos.

Consequentemente, os promotores de espectáculos desportivos podem criar zonas nos estádios com condições especiais de acesso e permanência de adeptos (ZCEAP), que só poderão ser ocupadas por portadores de cartão de adepto, os quais têm obrigatoriamente de se identificar na aquisição do seu título de ingresso e, claro, quando queiram ir assistir ao jogo.

Estas regras permitirão não só a identificação de quem quer aceder às tais ZCEAP, como possibilita que o promotor não venha a vender bilhetes a pessoas relativamente às quais tenha fundadas suspeitas de que possa praticar actos proibidos por lei.

Com as restrições decorrentes da pandemia Covid-19, ainda não houve oportunidade de implementar estas novas práticas, mas, com a desejada reabertura das portas dos estádios, os adeptos e, em particular, as claques terão de se adaptar a este modelo.

Os clubes que quiserem possuem agora os meios para demarcar os espaços nos quais os seus grupos organizados de adeptos e outros podem evoluir e controlar, através do cartão do adepto, a quem é permitido o acesso e permanência.

Espero, em consequência, que não se repitam episódios que muito me envergonharam como sócio do Sporting CP, de arremesso de tochas e artefactos pirotécnicos, contra os próprios jogadores do clube, a partir da curva sul, arvorada em autêntico teatro de guerra.

Fica claro que, aquele sócio a quem não é facultado o ingresso na ZCEAP pode ir ver o jogo noutro sítio, desde que compre bilhete.

Este artigo não será decerto dos mais exaltantes que tenho escrito nesta coluna, que ocupo por gentileza dos directores de Record, há mais de dez anos.

Achei, contudo, muito útil efectuar esta divulgação. Para que, quem anda mais arredado destas lides, compreenda certos nervosismos e declarações contundentes, por parte de quem se arrisca, e bem, a ficar à porta do estádio.

Texto da autoria de Carlos Barbosa da Cruz, em Record

publicado às 04:18

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8 comentários

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De Schmeichel a 16.12.2020 às 09:12

Este post é a demonstração de que acabar com o apoio às claques é um erro..... querem criar uma zona para as claques com cartão de adepto.... mas se a JuveLeo não é um GOA significa que não pode ocupar o espaço das claques, significando por isso que irão ocupar lugares pelo estádio sem qualquer controlo ou qualquer tipo de organização.

Muitas vezes sou alvo de gozo aqui no Camarote, mas alguns que se acham entendidos sobre esta matéria deveriam ler um parecer da PSP aquando da retirada da JuveLeo da casinha, onde a PSP disse que era um erro tremendo, porque o facto de existir a casinha facilitava e muito o trabalho da policia porque concentrava os elementos das claques numa unica zona, sendo muito mais facil a identificação e controlo desses elementos.
Na pratica ao proibirem as claques o Sporting promove-se a anarquia e a falta de controlo, em vez de se controlar as claques, o que se está a promover é a destruição de todos os mecanismos de controlo que eventualmente o clube poderia ter sobre as claques. A situação no passado não era boa, mas vai ficar ainda pior, antigamente estavam todos na curva sul, no futuro estarão espalhados pelo estádio.
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De Antonio Monteiro a 16.12.2020 às 12:23

Totalmente de acordo. As claques são essenciais. Acho até que deviam acabar com o futebol e fazer um concurso de claques, quem chama mais nomes a quem. Ia ser muito bonito. Também contratar mais centenas de polícias para esse espetaculo
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De Antonio Monteiro a 16.12.2020 às 12:27

Era em resposta ao Schmeichel
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De Schmeichel a 16.12.2020 às 14:24

Segundo a nossa direcção, o Sporting é mais forte sem adeptos..... porque não extinguir também os adeptos do Sporting?! nesse caso poupava 100% no policiamento e não havia assobios..... já viu que felizes os varandistas ficavam com o estádio em silêncio.....

Pense nisso e proponha ao Varandas.....
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De Antonio Monteiro a 16.12.2020 às 16:09

Eu sou um adepto, como muitos outros, que não precisa de policiamento. E não lhe admito comparar me a adeptos que teem que ser tratados de forma especial, como propõe no comentário anterior
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De Schmeichel a 16.12.2020 às 18:50

Mas você é Deus, para não precisar de policia?!? Todos os jogos precisam de policiamento, incluindo Distritais e não há claques......

Deveria saber que no Sporting antes de existirem claque por exemplo num jogo na década de 70 (post aqui no Camarote) houve invasão de campo e à pedrada.... era culpa de quem na altura?!?

Este seu comentário revela muito da estratégia por detrás..... as claques uns terroristas, os adeptos normais uns santinhos que nem asneiras dizem....... nem 8 nem 80!
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De Antonio Monteiro a 16.12.2020 às 19:18

Não tenho nenhuma estratégia. Sou um simples socio adepto que não entende o porquê de parasitas viverem as custas de clubes. Que não entende o porquê de ter q haver invasões, tareia em outros sócios para poderem passar a frente nas filas p bilhetes em jogos da taça. Que não entende o porquê de se andarem a atropelar e matar. Se você acha que isto deve continuar a acontecer, se acha que deve haver dezenas de agentes do corpo de intervenção nos jogos, mais stewards, mais PSP... Então parabéns para si e para aquilo que defende para o desporto. Não voltarei a responder lhe, não vale a pena. SE tá com eles então pague você os ordenados dos chefes das claques

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De Schmeichel a 16.12.2020 às 19:43

Você está a falar de uma necessidade de legislar e de controlar as claques que eu concordo.... mas isso seria uma questão a tratar pelo Estado e não pelo Varandas.... ele apenas acabou com o protocolo porque a claque o critica, porque segundo o que se sabe o Varandas chegou a propor mais dinheiro à JuveLeo do que recebia antigamente, portanto não é uma questão de dinheiro.
O Varandas não é o Estado e não pode proibir pessoas de se juntar. As questões de violência são resultado de uma sociedade débil e fracturada, as claques apenas são o reflexo dessa sociedade. Querer acabar com a violência proibindo as pessoas não resolve os problemas. A solução está em responsabilizar as claques legalmente. Alias a maioria das claques é gente de bem e pacífica.

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