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Caso para reflexão

Rui Gomes, em 18.01.14
 

 

Ao ler o jornal esta manhã, enquanto tomava o pequeno-almoço no café, como é meu hábito, deparei com uma frase que me impressionou, por a achar interessante e até muito certeira. Referiu o autor (sportinguista) no seu artigo de opinião sobre a morte de Eusébio, que achou de relevância desmesurada que um jornal desportivo, no dia do enterro, e aludindo à chuva copiosa que caiu nesse dia, titulava, na primeira página: "E o céu chorou, no adeus ao rei". Mas, nesse dia de Reis, disse ainda o autor, com cujo funeral quiseram fazer coincidir, a nossa orla marítima estava a ser fustigada por ondas gigantes, deixando, atrás de si, um rasto de destruição de enormes prejuízos para os afectados e também para o País.

 

Mas, voltando á frase que me impressionou, e que terá relevância em qualquer parte do Mundo onde o futebol reina, mas porventura muito mais num país como Portugal com enormes défices de outros valores, incuindo as lideranças políticas, empresariais, sociais, etc.:

 

"O futebol é apenas a coisa mais importante das coisas menos importantes"

 

Em inglês, temos por hábito dizer: "Food for thought", cuja tradução literal significa "alimento para o pensamento", mas em termos mais precisos, "caso para reflexão".

 

publicado às 17:17

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15 comentários

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De Lionheart a 18.01.2014 às 19:33

Outro caso para reflexão é como está a passar tão despercebido nos media portugueses a deliberação da FIFA que proíbe a Benfica TV de concorrer com a Sport TV na transmissão de jogos de I Liga, fazendo cair por terra o projecto de poder dos lampiões. Mesmo os contratos em vigor podem ficar sem efeito, pois apesar de ter vendido os seus direitos de transmissão ao Benfica, se o Farense regressar ao escalão principal do futebol profissional, a televisão lampiónica não pode transmitir os seus jogos em Faro.

Isto porque o Regulamento do Estatuto e Transferência de Jogadores não permite que um clube ou SAD estabeleça um contrato em que possa ficar com uma posição que ponha em perigo a sua independência, e escusado será dizer que o contrato entre o Farense e a Benfica TV é isso mesmo. Diria que tal contrato devia ser proibido, mesmo enquanto os dois clubes estivessem em ligas diferentes, por uma questão de higiéne.

É claro que a Sport TV não é uma operadora normal e claramente cai no âmbito daquilo que a FIFA procura evitar com este regulamento, ou não estivessem os clubes dependentes da Olivedesportos. Mas o caso da TV dos lampiões é demasiado evidente e por isso não passa em claro. Já os andrades têm sido mais dissimulados. Só a porcaria é que é sempre a mesma.
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De Rui Gomes a 18.01.2014 às 20:11

Passei por essa notícia mas não a li, imaginei logo, no entanto, que haveria um conflito de direitos.

Promete haver muito ainda sobre isto.
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De Lionheart a 18.01.2014 às 20:24

De acordo com a imprensa brasileira, o destino do Elias é mesmo a China. Será que é verdade? Será que é desta que isto fica resolvido?

http://tablet.terra.com.br/article/c2916ce14db93410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD
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De Rui Gomes a 18.01.2014 às 23:07

Constou a oferta dos 8 milhões, mas nada confirmado ainda. Para o Sporting aparenta ser uma boa solução mas o cenário de ir para a China não deve agradar muito a Elias, embora o treinador da equipa seja brasileiro.
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De Lionheart a 18.01.2014 às 23:12

Já foi desmentido. Era bom de mais para ser verdade...

Outra reflexão. Será que o Cardozo é outro jogador a quem o Benfica acabou com a carreira? Recorde-se que se aleijou gravemente antes do Benfica-Sporting para a Taça de Portugal, fez esse jogo infiltrado em que marcou três golos, e desde então é o que se sabe, sendo que agora se fala que tem a carreira em risco. Não tenho dúvidas que o jogo contra o Sporting agravou a lesão. Dois e dois são quatro...
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De Rui Gomes a 18.01.2014 às 23:20

Era bom de mais para ser verdade.

Ainda não li nada sobre Cardozo.
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De MaxMartins a 18.01.2014 às 23:14

Certamente ninguém que goste de futebol e enha conhecido o Eusébio (era mais velho um ano do que eu...), negará a sua qualidade de grande jogador, dos melhores mesmo...
Mas afirmar que ele foi o melhor jogador de sempre, mesmo falando apenas de Portugal já me parece um pouco de exagero
Eu sei que há coisas que são diferentes agora e antes...as bolas, o estado dos relvados, as tácticas...
Mas a mim custa-me aceitar que o Eusébio tenha sido melhor do que já é o Ronaldo...
Muita coisa se disse que raiou a linha do exagero (em alguns eu até desculpo...é a paixão do futebol...) e uma frase como essa de que até o "céu chorou, no adeus ao rei"...é manifestamente um exagero...!
Mas pronto, ninguém tira o valor ao jogador ...mas agora, deixem-no em Paz...!

E eu que já tinha prometido a mim mesmo, não voltar a falar do Eusébio...!!

Viva mas é o Sporting...!

SL
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De Rui Gomes a 18.01.2014 às 23:22

Eu só o mencionei no post, porque a frase que me impressionou estava ligada a um texto sobre a sua morte.

O ponto fulcral do post é a frase.
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De Margil a 19.01.2014 às 18:43

"O céu chorou" é, manifestamente, uma "hipérbole" ... jornalística !!
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De MaxMartins a 19.01.2014 às 18:49

Sim, mas não deixa de ser um exagero...
Afinal, não foi mais de que um grande jogador de futebol...
Muitas vezes exagera-se e invertem-se os valores...
Mas isso é apenas a minha opinião ...
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De L a 21.01.2014 às 11:30


Como o Camarote já tem há muito tempo esta excelente rubrica de memórias não sei se o Travassos e outros monstros sagrados do Sporting e do futebol português, como Peyroteo, Matateu – outro avançado portentoso e talvez por ser pastel, mais injustiçado pela história – e etc, também ocorreram ao caro Rui Gomes aquando do desaparecimento de Eusébio, como foi o meu caso. O Sporting também não chegou à década de 60 como o futebol mais vitorioso por acaso. E no meu caso ainda me diverti mais com alguns jornalistas lampiões, que adoram comparações idiotas, a constatar as imensidões de espaço e tempo para pensar que eram concedidos aos jogadores nesses tempos. Vem isto agora a propósito de um tema também em aberto aqui no Camarote, o súbito desaparecimento dos “playmakers” dos campos, com Maradona, Platini ou o nosso Oliveira como figuras maiores na forma de pensar e distribuir o jogo ofensivo das equipas ou ainda a grande tradição de trequartistas que os tiffosi também adoravam, como Bagio, Zola e até os mais recentes Cassano e Totti.

Como o caro Rui também teve oportunidade de referir claro que a razão tem muito mais a ver com o futebol actual do que com os jogadores. Não conhecia de todo as declarações de Mourinho sobre Ozil, que obrigam a perceber porque é que o médio alemão jogava então tão descaído para um dos lados. E a razão é sempre a mesma para qualquer jogador e até podíamos estar a falar do melhor “10” actual, Messi, que poucos vêem como tal? Simplesmente deixou de haver espaço e tempo para pensar na posição onde sempre actuaram os playmakers. Uma posição onde no futebol moderno e falo na Europa, só há tempo para executar e onde os melhores são os mais rápidos. Aqui há uma década atrás ainda se tentou a sua utilização como segundos avançados, onde ainda há pouco tempo Alvalade também gostava muito de ver Matias e onde ainda há mais pressão. Até que começámos a ver os médios mais criativos mais descaídos para uma das alas, outra vez à procura do tempo e do espaço que nunca dispensam e o mesmo desde a formação, muitas vezes até mais radical e onde os mais criativos dão quase sempre em bons extremos.

Também não foi à toa que o trinco que antes só servia para destruir jogo também se passou a designar por pivot e não só de pivot defensivo, os melhores acumulam também a função de pivot ofensivo. Porque o ataque começou a ser pensado muito mais atrás, onde mais uma vez ainda há espaço e tempo para pensar. A visão e a qualidade de passe dos melhores pivots resolvem muitos jogos. Também é por esta razão que a saída de Matic tanto preocupa Jesus, com Fetja que só destrói. E o problema de pôr Amorim a 6 é que ele também faz falta mais à frente, vamos ver quem chega entretanto e se por algum golpe de magica Jesus consegue finalmente apresentar uma equipa equilibrada. Porque num campeonato onde é suposto dominarem mais de 90% dos jogos continuamos a ver equipas encarnadas loucas pela vertigem das transições e que nunca querem nada com a posse de bola?

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De Rui Gomes a 21.01.2014 às 13:31

Compreendo essa disposição do trinco/pivot e quão importante é no futebol moderno, no entanto, não menosprezo o valor de um criativo, mesmo que jogue em diagonal, como era o caso de Ozil com Mourinho no Real Madrid. Isto, especialmente, porque com equipas a jogar em pressão alta ou com um meio campo de qualidade a defender, é imperativo ter quem tenha a capacidade nos duelos de um a um, característica também de um bom criativo. Não é ao acaso que o Sporting tem tido problemas com equipas dessas.
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De L a 21.01.2014 às 14:21

Sem dúvida e a resposta para este Sporting é sempre a mesma, custam muito dinheiro. A formação, para além da falta de prospeção ainda se arrisca a perder os melhores todos os anos porque não há dinheiro. Até se prolongou o contrato ao Salomão porque não havia dinheiro. Em suma o Bruno sempre reuniu todas as condições para ser presidente do Sporting e é o melhor presidente que algum dia já conhecemos.
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De L a 21.01.2014 às 11:32


Só dizer já agora que o que preconizei com a alternativa Vitor foi mesmo essa posição onde hoje vemos actuar quase todos os médios mais criativos, como é óbvio com dois avançados ou seja quando as coisas não estão a correr bem. Como também já disse aqui, há uma razão mais que fundamental para Jardim continuar a apostar no 4x3x3, o sistema para que preparou a equipa desde a pré-época, logo com mais rotinas. E ainda mais relevante e outra vez excluindo Jesus, a maioria dos treinadores privilegiam tanto o equilíbrio porque jogam antes de mais para não perder e também é notório que é em 4x3x3 que esta equipa do Sporting se sente mais confortável, como também é natural e não é a mesma coisa que dizer que resulta sempre. Ainda no último jogo e como o caro Rui defendeu, se as coisas estivessem a resultar não mudávamos toda a maneira de jogar ao intervalo. E também ainda a saída de William, com um plantel tão escasso também é mais que natural que seja porque razão for o cenário da não utilização de dois ou três jogadores fundamentais faz logo soar os alarmes todos na cabeça do treinador e vem aí outra vez o Benfica. Também não deixou de dizer que preferia deixar o resultado como estava do que forçar ou arriscar e não ter William na Luz - os jogos não valem todos os mesmos pontos - se bem que numa fase em que o Arouca já estava todo encostado atrás e o que se pedia mesmo e quase que me atrevo a dizer desde o 1º minuto era lançamentos pelo ar para a área do Arouca, tivesse havido sempre quem lhes desse o melhor seguimento. São sempre opções que promovem leituras muito díspares, caso Slimani não tivesse inventado aquele golaço… E ainda é mais justo dizer, depois de mais um dos penaltis mais descarados da época também ter ficado por marcar. Em suma e em relação ao 1º jogo da 2ª volta e como também já se previa, vêm aí mais dificuldades.
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De Rui Gomes a 21.01.2014 às 13:15

Apenas dois reparos:

LJ sujeita-se a perder tanto o William como o Montero para o Benfica. Ambos têm 4 amarelos e há que enfrentar primeiro a Académica.

Esta equipa do Sporting não é talhada, em termos de tatentos individuais, para o jogo aéreo, daí a maior importância de Slimani, que é um dos poucos que se dá bem com esse jogo.

O LJ sabia, decerto, que o Arouca não conseguiria manter a pressão alta que exerceu na primeira parte. Iria aparecer, portanto, mais espaço na zona ofensiva.

Continuo a não perceber a substituição de William, que naquela altura do jogo até já tinha avançado bastante no terreno. Não há nada que o Adrien possa fazer que não faça melhor com o William em campo, sendo este somente o melhor jogador do Sporting. O LJ agora passou a mensagem cá para fora que o William não é bom "lançador".

Muito do que se leu e ouviu foi em função do resultado, como alíás já é habitual. Se Slimani não tivesse aparecido com aquele golo, a opiniãi geral seria totalmente diferente.

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