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Comparações com uma lenda

Rui Gomes, em 22.07.24

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João Almeida, o novo menino-bonito do ciclismo nacional começa a ganhar espaço na história mundial e as comparações com Joaquim Agostinho começam a sair da sombra.

Tadej Pogacar acaba de vencer a sua terceira Volta a França e João Almeida terminou em quarto lugar. Desde 1979, quando o lendário Joaquim Agostinho ficou na terceira posição, que nenhum português conseguia um resultado tão bom.

Usando de forma minimalista a exuberância, João Almeida está enguiçado. A posição de corrida leva-o a correr os quilómetros finais quase sempre desacompanhado de câmaras. Para o ciclista da UAE Emirates não há problema nenhum. Quem vibra com a expectativa de saber os seus resultados é que sofre um pouco mais. No fim da etapa, olha-se para o tempo perdido e só os Três Mosqueteiros, Tadej Pogacar, Jonas Vingegaard e Remco Evenepoel, é que o superam.

Na primeira participação na Volta a França, terminou no quarto lugar (+19'03''), o que significa que foi o melhor dos humanos. É o melhor resultado português na classificação geral do Tour desde que, em 1978 e 1979, Joaquim Agostinho conseguiu dois terceiros lugares.

Parabéns João Almeida, mas Joaquim Agostinho é e continuará a ser o melhor ciclista português de todos os tempos.

publicado às 03:04

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15 comentários

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De carlos a 22.07.2024 às 07:26

Bd.
Um dos eternos sportinguitas
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De RCL a 22.07.2024 às 07:49

Joaquim Agostinho se tivesse tido uma equipa que o apoiasse teria ganho uma volta à França.
Lendário. Como no futebol, só aparece outro de 50/50 anos.

Parabéns a João Almeida pelo quarto lugar, ele que também trabalhou para o seu chefe de fila.
Apesar das propagandas do costume, ninguém , cá do burgo foi tao longe.
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De Manuel a 22.07.2024 às 08:06

Comparações, por mais objetivas que se tornem pelos factos que se usam para elaborar os dito critérios de comparação, dependem sempre dos olhos e do coração de quem compara. Razão e honestidade intelectual são secundárias.
Aplica-se a tudo.
Infelizmente, nunca poderemos tirar as dúvidas pondo o velho e o novo em competição.
Eu não tenho dúvidas. Mas haverá quem também não as tenha. Ao contrário.
E que nunca reconhecerão qualquer superioridade a ninguém de outra cor clubística. Será que quando é tudo da mesma cor, já conseguem?
Saudações Leoninas
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De Luís Carvalho a 22.07.2024 às 15:40

Desde muito jovem fui um admirador de Agostinho. Noutros tempos a Emissora Nacional no noticiário das 17 horas, normalmente dava a classificação da etapa do Tour e obviamente a do Agostinho. Depois era esperar pela Bola de segunda, quinta e sábado para ler as crónicas de Carlos Miranda, nos tempos onde se podia ler o agora nojento pasquim. Com Agostinho em destaque no Tour, a RTP passou a transmitir um resumo das etapas ao final da emissão, lá por volta das 23, 24 horas. Ainda se atraveu a transmitir alguns finais de etapa, nunca esquecerei o segundo lugar de Agostinho na chegada aos “ Champs-Élysées”, bem como a vitória isolada no “Alpe D’Huez” . Ainda o fui ver “ passar” na volta a Portugal algumas vezes, nas subidas da Serra de Monchique, quando a etapa coincidia com as férias de Verão em Portimão. Tive um desgosto enorme quando faleceu, Agostinho e Carlos Lopes, futebol à parte, eram o Sporting, aquilo que eu via como sendo o Sporting. Estive atento à última semana do Tour( já recuperado das duas cirurgias renais), gostei de ver o jovem João Almeida, muito bom ciclista, mas ainda sem aquele “ punch” (será que alguma vez o terá?) que distingue os eleitos. O João Almeida está de parabéns!
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De Leão do Norte a 22.07.2024 às 15:49

O João Almeida é um enorme talento e um "fora de série" no ciclismo nacional.
Sendo das Caldas da Rainha, é bem próximo de uma terra com enorme tradição no ciclismo nacional, o Bombarral.
O 4° lugar na estreia no Tour é fantástico, para mais quando teve de trabalhar para o seu chefe de fila na UAE Team Emirates, Tadej Pogacar, o melhor ciclista da actualidade.
Mas nos últimos anos já se vinha destacando, em especial na volta à Itália com o 3° lugar no ano passado.

João Almeida vai certamente construir por si uma história brilhante, mas as comparações com o Joaquim Agostinho são prematuras e despropositadas, podendo até serem prejudiciais.
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De Leão do Norte a 22.07.2024 às 15:57

Acrescentar que, sendo muito jovem, a carreira de João Almeida vai depender muito da forma como se assumir como líder e de encontrar uma equipa que, à sua volta, contrua um grupo que o ajude a chegar às vitórias.
O ciclismo actual não é só uma demonstração de força individual. Nas decisões essa força vai fazer a diferença, mas até lá tem de existir uma equipa que o coloque em posição para o fazer.
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De Verdinho a 22.07.2024 às 16:20

Acompanho o ciclismo tão ou mais que o futebol. O João desde que andou de rosa no giro 2020, já lá vão uns anitos, que mostrou ser um ciclista regular e acima da média. E fico muito feliz de o ver a lutar pelo top 10 pois a minha geração 1980 não viu craques portugueses tirando o José Azevedo. Mas, com muita pena minha penso que não vai passar disso, ciclista regular top 10. 4 anos volvidos e continua a não ter capacidade de atacar, defendendo-se apenas dos ataques. Será possível algum dia ganhar? Talvez. Mas vai ser necessário todos os astros se alinharem.
Ficou em 4, a muitos minutos de Tadej, Vingegard e Remco. Esses sim de outro planeta. E nos dias que correm surgem miúdos todos os anos a bater records. Vai ser complicado. Mas penso que dado ter apenas 26 anos pode perfeitamente no global ser o melhor ciclista português de todos os tempos.
Ontem foi uma vergonha a organização só ter mostrado imagens do João (4to na geral) no início do contra relógio e no final. Sendo que outros ciclistas do top 10 tivemos imagens no 1ro e 2do ponto de cronometragem. Aqueles francius invejosos.. vergonha. Continuamos a ser pequeninos e como tal tiro o chapéu a qualquer desportista português que alcance sucesso. É necessário ser bom e muito sacrifício!!.
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De Rui Gomes a 22.07.2024 às 16:49

Eu sou natural do Bombarral, cresci com o ciclismo à minha volta, e não tanto com o futebol.

Nós miúdos fazíamos volantes de bicicleta de arame e eram assim as corridas.

Privei bastante com o Zé Calquinhas, nome que se associa ao Bombarralense, mais tarde ao Sangalhos e ao nosso Sporting.

O João Almeida já conseguiu algumas proezas e veremos o que fará mais no futuro. Por enquanto, não se compara ao enorme Joaquim Agostinho, que correu 13 Voltas a França e tudo mais que fez.
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De Verdinho a 22.07.2024 às 19:11

Também passei as minhas férias de infância nas praias da costa oeste de Torres Vedras e Lourinhã e o meio de transporte da malta local para a praia era sempre a bicicleta a todo o gás.. a competir com os carros
E tinham bicicletas das boas. Das de ciclismo. Eu tinha uma reles de supermercado
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De Leão do Norte a 22.07.2024 às 17:30

Para a geração de 80, onde também me incluo, juntaria ao José Azevedo o Rui Costa. Não é, foi, um ciclista para vencer grandes voltas, mas em etapas e clássicas foi excelente. É convém não esquecer que foi Campeão do Mundo, um feito inédito para o ciclismo português.
Curiosamente são dois ciclistas vizinhos. O Rui Costa da Póvoa de Varzim e o José Azevedo de Vila do Conde.

Neste Tour o João Almeida ficou a um tempo significativo dos 3 primeiros, mas essa distância foi exponenciada pelo facto dos outros 3 serem chefes de fila e ele ter de trabalhar para o da sua equipa.
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De Verdinho a 22.07.2024 às 19:05

Sim o Rui Costa também fez provas excelentes e essa vitória no campeonato do mundo foi excelente, mas estava mais a referir-me a provas de 3 semanas, Giro, Tour e Vuelta.
Ainda temos muito poucos ciclistas no pelotão world tour. Falta-nos tudo. Mais provas em Portugal e competitivas. Equipas pelo menos no ProTour( já nem falo no world tour).
Infelizmente há 2 anos o José Azevedo com o seu ego decidiu criar uma equipa e com isso dividiu uma boa equipa a effapel glass drive em duas e quem ficou a perder foi o ciclismo. Veio com a história que ia fazer um projecto WT bla bla.. e no final ficaram duas equipas mais fracas.
Se o José Azevedo queria fazer algo pelo ciclismo teria brilhado em arranjar provas competitivas com prémios decentes para os ciclistas...
Mas este país não consegue funcionar em equipa é cada um por si.. é o nosso fado.
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De Leão do Norte a 22.07.2024 às 19:30

É um facto que a relevância das provas de ciclismo e das equipas em Portugal tem vindo a decair, ao invés de melhorar. Assim é difícil elevar o nível do ciclismo português e os ciclistas que se destacam aparecem por "geração espontânea".
No World Tour, para além do João Almeida e do Rui Costa, resta o Rúben Guerreiro (sempre capaz de uma boa surpresa), o Nélson Oliveira os gémeos Oliveira, o que é ridículo comparando com muitos países.
Podemos ter esperança no António Morgado?

O José Azevedo como director/dirigente, e até como ciclista, tomou decisões e opções muito discutíveis e que até o prejudicaram.
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De Verdinho a 22.07.2024 às 22:26

O António Morgado teve boas prestações para seu primeiro ano incluindo clássicas do norte em pavet. Não sei se dará para 3 semanas mas para clássicas parece que temos ali um forte candidato a estrela.
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De Leão Zargo a 22.07.2024 às 16:49

Joaquim Agostinho é o maior ciclista português de todos os tempos, embora parecesse um velocista, destacou-se como trepador nas subidas da montanha. Tornou-se profissional bastante tarde, com 26 anos. João Roque e Leonel Miranda trouxeram-no para o Sporting e participou pela primeira vez na Volta a Portugal em 1968 e no ano seguinte esteve na Volta à França, onde ficou no 8º lugar. Foi duas vezes 3º classificado e venceu quatro etapas, entre elas a mítica subida de Alpe d’ Huez, em 1979. Eddy Merckx respeitava-o e admirava a sua forma de correr, pedalando em força mesmo nas subidas íngremes.

João Almeida pertence a outro tempo, ao das academias de ciclismo. Tem a idade com que Agostinho começou a correr como profissional. Acredito que vai fazer uma carreira brilhante.

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De Naçao Valente a 22.07.2024 às 17:29

Neste momento não me parece pertinente e adequado fazer comparações entre Joaquim Agostinho e João Almeida. Exerceram essa atividade em tempos e contextos diferentes.
Agostinho chegou ao ciclismo apenas aos 26 anos. Almeida percorreu todos os escalões de formação. Agostinho era uma força da natureza, que caiu de "paraquedas" na modalidade, sem qualquer formação.

Entre os tempos de Agostinho e hoje há muitas diferenças na modalidade. Esta evoluiu bastante, o que é natural. Apesar de correr em equipas menos cotadas Agostinho fez pódios nas voltas à França e à Espanha, além de vitórias na volta a Portugal, que Almeida não disputará.

Até este momento, Agostinho é o maior ciclista português. O que vai acontecer no futuro não podemos prever.

P.S. : Devido a um erro imprevisto, repeti este comentário, que foi publicado antes de estar concluído.

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