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Miguel Braga, Responsável de Comunicação do Sporting, no programa Raio-X da Sporting TV, deu voz ao descontentamento do Sporting CP, relativamente ao posicionamento do Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol no processo que conduziu à suspensão de João Palhinha.

"O Sporting foi prejudicado mais uma vez, pois esta decisão condicionou a preparação para o jogo com o Benfica. No regulamento existe a possibilidade da despenalização. É uma possibilidade legal. Foi unânime na imprensa desportiva que a falta foi mal assinalada, possivelmente nem era falta e muito menos cartão amarelo.

Tivemos um árbitro, Fábio Veríssimo, que teve a coragem de assumir o seu erro e, em comunicação com o Conselho de Arbitragem, ter explicado que cometeu um erro. Claro que não pode ter visto o lance em toda a sua extensão, quando, depois, chegou a casa e viu que tinha feito mal.

O facto de existir uma falta discutivelmente inexistente, o dar um cartão amarelo, um jogador ser suspenso automaticamente, o árbitro reconhecer o erro e admitir que não devia ter dado o cartão amarelo… Nada disto foi suficiente para o CD, que prejudicou o Clube e o jogador João Palhinha.

Ao contrário de outros clubes, o Sporting nunca premeditou o seu ataque ou tão pouco tentou minar este CD logo desde o seu início ou quando estava a ser formado. Agora, a reflexão que nós exigimos é que, perante uma injustiça, perante as palavras de um árbitro, que reconhece o seu erro, e perante a verdade desportiva, este CD agiu de forma errada.

Era o que faltava, agora, um tribunal desportivo tentar penalizar o Sporting. Isso não vai acontecer. É uma questão de credibilização da própria arbitragem. Errar é humano, o não admitir o erro e fingir que tudo está bem é que vai contra quem quer a verdade desportiva dentro de campo".

A inclusão de Sporar no negócio que conduziu à contratação de Paulinho ao SC Braga:

"Se olharmos para o início da época e para os jogos que o Sporar fez (ou não) a titular, não é preciso fazer uma dedução brilhante para perceber que, possivelmente, o Sporar ia ter menos minutos em campo do que poderá ter no SC Braga. E, para não termos um jogador parado, a desvalorizar, durante seis meses, foi uma opção estratégica do clube que se percebe facilmente".

Não deixa de estranhar os pormenores revelados pelos bracarenses no comunicado que confirmou a venda de Paulinho ao clube de Alvalade:

"Sei o que estava acordado dizermos, sei que numa transferência mais antiga, a do Rafa, o SC Braga não teve a grande preocupação de dar tantos pormenores. Teremos que lhes perguntar. Nós informámos aquilo que tínhamos de informar".

Miguel Braga conclui, não sem antes confirmar a compra, em Dezembro passado, de mais 40 por cento numa futura venda de Bruno Tabata, e de reconhecer que não existe qualquer pressa em exercer o direito de opção sobre Pedro Porro.

Reportagem de João Lopes, Record

publicado às 13:15

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2 comentários

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De LG a 03.02.2021 às 15:42

Pouco escrevi aqui sobre isto, para além de dizer que o SPorting (bem) aproveitou um mecanismo previsto na ei.

Ao que parece o jornal oficial do regime explicou hoje o que se passa.
Resumidamente, não houve qualquer recurso à jurisdição civil, o Sporting recorreu para o TAD (TRIBUNAL ARBITRAL DO DESPORTO), cujas normas de funcionamento, em caso de providências cautelares, têm norma a remeter a decisão para o presidente do TCAS (é que nem se pode dizer que o Sporting teve "sorte" no juiz que lhe calhou, porque era o único que podia calhar) .

Esta situação não se compara com nenhuma outra porque foi um ovo de Colombo, o Sporting aproveitou, bem, o que estava na Lei e de que ninguém se tinha lembrado antes (e se calhar porque nunca foi preciso, porque não houve nenhuma vez antes em que se verificassem desta forma não só os requisitos da providência cautelar, mas também os requisitos para o seu decretamento provisório sem audição da parte contrária, para o qual muito terá contado o depoiomento do árbitro).
É diferente da situação de Otamendi porque o Benfica não soube, não se lembrou ou não quis recorrer para o TAD e fazer uma providência cautelar com pedido de decretamento provisório.

Aliás, a legalidade da atuação do Sporting é atestada pelo próprio comunicado do CD da FPF.
Tudo o resto é e será conversa para encher jornais.

Que o ovo de Colombo vai colocar problemas à justiça desportiva no futuro? Vai.
Que tudo o que o Sporting refere em relação ao CD é também conversa "política" para encher jornais, porque objetivamente não existem motivos para demissão? Também.
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De RASR a 03.02.2021 às 17:18

O pedido de demissão que o Sporting clama é pela decisão manifestamente injusta e incorreta que o CD fez sobre um lance que o próprio juiz veio retratar-se. Seria o mesmo que dar a possibilidade do VAR intervir nos lances de amarelo por decisões manifestamente incorretas e o árbitro, em campo, retratar-se do amarelo. Já houve várias decisões que os vermelhos mostrados aos jogadores são retirados após visionamento das imagens das cameras.

Aqui, o CD apenas deveria ter reconhecido o erro do árbitro, pelo mesmo assumido, e devia ter retirado o castigo a Palhinha. Refugiaram-se numa qualquer doutrina para não o fazer e, digo-o abertamente, a mando de alguém!!!!!!!!!!! Correu-lhes mal (ou bem, dependendo de quando agora sai a decisão definitiva (talvez na semana do jogo contra o Porto?)) porque o Sporting mexeu-se rapidamente, consciente dos seus direitos. Porém, prejudicado, pedem a demissão de um órgão que não pugna pela verdade desportiva, mas pela verdade que eles querem e mais lhes convém. Por isso mesmo, o comunicado é bom, na minha opinião.
SL

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