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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Em declarações à SIC Notícias, Rogério Alves argumenta que os resultados do Benfica na I Liga não reflectem aquilo que a equipa de Rui Vitória tem jogado, tendo sido melhores do que as exibições:
«O Benfica ontem (domingo) teve muita sorte. A equipa, entre as quatro primeiras, é aquela que está a fazer as exibições menos conseguidas. Ganhou sem merecer em Alvalade e no Bessa foi exactamente a mesma coisa. O empate com o Boavista teria sido o mais justo. Na segunda parte o Boavista estava com uma capacidade em criar perigo que colocou o Benfica em grandes dificuldades. O Benfica não está em queda mas os resultados estão muito para além das exibições, algo que FC Porto e Sporting também já tiveram e até o Boavista. O Benfica produz exibições que não são brilhantes e acaba por ganhar.»
Rogério Alves até poderá ter razão, mas pode ser contra-argumentado que, em última análise, são os resultados que contam e não a qualidade das exibições.
Temos sete jogos pela frente e tudo pode ainda acontecer, mas caso o Sporting não consiga chegar ao título, todos nós sentiremos a tentação de apontar o momento mais crítico da época. Reconhecendo que é uma discussão muito subjectiva, penso muito na derrota, por 1-0, com o União da Madeira, em jogo da 14.ª jornada. Até aí, tínhamos dois pontos de vantagem sobre o FC Porto e cinco sobre o Benfica. A derrota (evitável) serviu para "abrir as portas"...
Há um outro registo que incomoda, e muito. Se na época passada pode ser apontado que o Sporting foi traído principalmente pelos 10 empates, esta época, embora com metade desse número, o impacte na tabela classificativa também não deixa de ser caso para ponderação, especialmente tendo em conta os adversários nesses jogos.
É evidente que este debate intensificará com o passar de cada jogo, mas sendo futebol um desporto de muitas paixões, duvido muito que haja uma determinação final consensual.
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