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Investigação do jornal "Público" garante que Desportivo das Aves e Benfica negociaram contratos de transferência de jogadores muito vantajosos para os encarnados e que não passariam de formas de contornar a legislação que regula os empréstimos de jogadores.

Desportivo das Aves e SL Benfica terão negociado contratos de transferências de jogadores que levantam muitas dúvidas no contexto legal, já que se tratarão apenas de "empréstimos encapotados", conforme se pode ler numa investigação do jornal "Público" publicada este sábado.

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De acordo com o diário, a partir da data em que a empresa de capitais chineses Galaxy Believers comprou 90% da SAD do Aves, os dois clubes mantêm uma conta corrente oficiosa e o Aves chegou a dever dois milhões de euros em direitos económicos de passes de jogadores - a conta estará agora nos 786,5 mil euros de dívida.

O "Público" fala em "relações de dependência" e ainda em "adendas leoninas e sigilosas nos contratos". Contactados vários juristas, estes falam de uma forma de contornar a legislação que regula os empréstimos de jogadores - neste momento, o regulamento da Liga determina que cada clube apenas pode emprestar um jogador a um emblema do mesmo escalão e um máximo de seis a todos os clubes da mesma divisão.

A investigação coloca como exemplos os casos de Luquinhas e Ricardo Mangas, cedidos a título definitivo ao Aves mas com o Benfica a ficar com 50% dos direitos económicos e uma cláusula de recompra de 100 mil euros, que obrigaria os jogadores a assinar contrato de quatro anos com os encarnados caso estes fossem chamados de volta à Luz. O "Público" fala ainda do caso de Hamdou Elhouni.

O Aves comprou 30% dos direitos económicos deste jogador, com os restantes 70% a pertencerem ao Benfica. Mas acabou por vender a totalidade do passe, com o negócio da compra dos 70% ao Benfica a só surgir na conta corrente dos clubes quatro meses depois, a 30 de Março de 2019. O diário explica ainda que o negócio "levanta questões fiscais, contabilísticas e legais".

A Operação Mala Ciao partiu exactamente das suspeitas de que o Benfica estaria a emprestar jogadores em negócios disfarçados de transferência a título definitivo.

Ao "Público", o Benfica reagiu assumindo ter "contas correntes com todas as SAD com quem tem relações comerciais, assim como contas correntes com fornecedores e clientes". O clube da Luz escusou-se a comentar os contratos assinados com o Aves, justificando apenas que todos os contratos "estão sujeitos a regras de confidencialidade, como é normal em qualquer ramo de actividade".

Reportagem Tribuna Expresso

publicado às 16:18

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24 comentários

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De Rumo Certo - Ventos Favoráveis a 07.06.2020 às 22:08

Quanto ao embuste de denúncia, que levou à investigação e processo titulado por "cashball", tenho o grato prazer de informar V. Exa., que foi arquivado e não vai a julgamento, devido precisamente à inexistência e/ou consistência de qualquer facto alegado, prova ou matéria probatória.
Quanto ao resto, a multiplicação de casos, falam por si, são notícia interna em Portugal e externa, o que nos envergonha, em diversos órgãos sociais.
Não sou eu no particular, são entidades com competência para tal e órgãos de informação - TVs, rádios, jornais, revistas e redes sociais.
Não são teorias, nem conspirações, são alegadamente factos, provas e testemunhos que instruem os processos em investigação e outros que decorrem nos Tribunais, com acusações e julgamentos a aguardar e constituição de arguidos.
O arrasto de toda a vergonha e consequências, já atingiu a credibilidade e honorabilidade de muitas instituições e "vitimou" muitas pessoas, como bem visíveis e reais são as diversas e verificadas suspensões, demissões, exoneração de cargos, passagem a reformas compulsivas, etc..
Quem não vê ou não quer ver o óbvio e irrefutável ou quem manifestamente não dispõe de lucidez, e por conseguinte apresenta gravíssimos distúrbios do foro psicológico, será certamente V. Exa., uma vez que sem decoro e de forma grosseira, despreparada e ignorante, ousou dirigir qualificações à minha pessoa, quando não me conhece de lado nenhum.
Como se não fosse suficiente e excessivamente bastante, atente-se no comunicado da actual Administração da SAD do Desportivo das Aves, que de forma honrosa e implícita, confirma a existência de anomalias e/ou irregularidades que justificaram uma auditoria, e cautelarmente, transfere responsabilidades para terceiros que a precedeu.
Atendendo ao legado de valores de que me prezo e por não me identificar com gente da laia de V. Exa., ponho um ponto final a esta troca de argumentos.
SL






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