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Covid-19

Rui Gomes, em 30.03.20

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Ferrera Erbognone é uma pequena cidade da Lombardia, no norte de Itália com 1.000 habitantes. A média de idades é superior a 60 anos e, até ao momento, não houve um único habitante infectado pelo coronavírus, apesar de fazer parte da região mais afectada em Itália. 

Alguns cientistas avançam mesmo a hipótese de os habitantes terem uma imunidade ao vírus e irão fazer análises de sangue aos mesmos. Na Lombardia já morreram quase seis mil pessoas devido ao Covid-19. 

O Instituto Neurológico Mondino de Pavía já começou a testar o sangue dos habitantes para tentar perceber o exacto porquê de não haver um único caso de contágio. Para serem testados, os cidadãos deslocam-se até um laboratório local. Cientistas esperam encontrar anti-corpos no organismo dos habitantes que possam explicar esta imunidade e até ajudar no combate ao coronavírus. 

Os habitantes de Ferrera Erbognone têm uma explicação simples para o facto de ainda não terem adoecio: afinal "não estão sempre fechados em casa". Mesmo assim, continuam a cumprir as regras de reclusão e isolamento social como forma de se protegerem, explicou o autarca e médico Giovanni Fassina ao Corriere della Sera.

O número de mortes em Itália chegou este domingo aos 10.779, um aumento de 756 óbitos nas últimas 24 horas e 5.217 novos infectados, informou a Protecção Civil italiana.

O total de pessoas que se encontram infectadas é de 73.880, uma vez que já recuperaram da doença 13.030.

O número total de contagiados desde 20 de Fevereiro (dia em que se detectou o primeiro caso) é de 97.689.

Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o Mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com mais de 363 mil infectados e mais de 22 mil mortos, é aquele onde está a surgir actualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 10.779 mortos em 92.689 casos registados até hoje.

A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 6.528, entre 78.797 casos de infecção confirmados até hoje, enquanto os Estados Unidos são o que tem maior número de infectados (mais de 124 mil).

A China, sem contar com os territórios de Hong Kong e Macau, conta com 81.439 casos (mais de 75 mil recuperados) e regista 3.300 mortes. A China anunciou hoje 45 novos casos, dos quais 44 oriundos do exterior, e mais cinco mortes, numa altura em que o país suspendeu temporariamente a entrada de cidadãos estrangeiros, incluindo residentes.

Os países mais afectados a seguir a Itália, Espanha e China são o Irão, com 2.640 mortes reportadas (38.309 casos), a França, com 2.314 mortes (37.575 casos) e os Estados Unidos com 2.191 mortes. Na Alemanha existem mais de 50 mil pessoas infectadas e registaram-se 389 vítimas mortais.

O número de fatalidades no continente africano subiu para 134 com os casos acumulados a aproximarem-se dos 4.300 casos em 46 países, segundo a mais recente actualização das estatísticas sobre a pandemia.

Vários países adoptaram medidas excepcionais, incluindo o regime rígido de quarentena e o encerramento de fronteiras.

Subiu para 140 o número de fatalidades em Portugal, segundo dados esta segunda-feira revelados pelo boletim diário da Direcção-geral da Saúde (DGS), isto depois de nas últimas 24 horas se terem registado mais 21 óbitos. Ainda segundo os dados revelados pela DGS, registam-se agora 6408 casos de pessoas infectadas no nosso país, mais 446 em relação aos números divulgados na véspera.

Domingo, Portugal registava 119 mortes associadas à Covid-19, mais 19 do que no sábado, e 5.962 infectados (mais 792).

Nota: Pela minha experiência pessoal ao longo dos anos naquela parte do Mundo, sinto muita dificuldade em acreditar na totalidade de informação oriunda da China, onde a troco de propaganda avulsa não se hesita pôr em risco a vida humana. Em conversa hoje mesmo com amigos residentes em Hong Kong - onde eu também residi - o pensamento é o mesmo, até porque a imprensa é completamente controlada pelo regime comunista.

publicado às 16:30

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8 comentários

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De ChakraIndigo a 30.03.2020 às 18:08

Acerca da sua nota, relatos vindos de Wuhan, difundidos on-line, dizem que já foram entregues mais de 40.000 urnas vindas dos dos crematórios, às famílias da cidade.

Segundo dados oficiais a cidade não teve nem 10.000 mortes.

Não sei se é verídica esta informação.
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De Rui Gomes a 30.03.2020 às 19:05

Acredito nessas primeiras informações de Wuhan. Os meus amigos, alguns até chineses, pensam o mesmo.

Quem conhece o que a "casa gasta" não fica surpreendido.
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De RCL a 30.03.2020 às 20:06

Segundo notícias dos jornais, desapareceu a médica que denunciou surto de coronavírus em Wuhan após ter sido proibida de falar.
Tudo aponta para que os números da China não sejam exatos. Duvido que a DGS lá do sítio faça conferencias diárias.

A Imprensa francesa não tem poupado elogios à estratégia portuguesa no combate ao Covid-19. O governo tem estado bem. António Costa aprendeu com os incêndios.
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De Rui Gomes a 30.03.2020 às 20:11

Muito longe de "exactos"!
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De RCL a 30.03.2020 às 20:17

Acordo Ortográfico
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De Rui Gomes a 30.03.2020 às 22:18

Não me referia a isso, mas sim que os números que o governo chinês divulga estão muito longe de reflectir o real estado de coisas nesse país.
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De Geraldes CB a 31.03.2020 às 04:23

É verdade que António Costa aprendeu com os incêndios, mas também é igualmente verdade que António Costa procura atirar-nos areia para os olhos e não hesita em «fugir à verdade», para ser politicamente correto. E também é verdade que há um desnorte e uma descoordenação inacreditáveis. Há 4 dias, o pico seria atingido a 14 de abril; no dia seguinte, passou para o final de abril princípio de maio; ontem, já era final de maio.

Sobre a China, vale a pena ler os artigos publicados no «New York Times» sobre o assunto e como passou mais de um mês até que os responsáveis locais decidiram reportar ao governo de Pequim a realidade. E também é verdade que a médica desapareceu do mapa, à semelhança de outros. Ela não é a única.

Todos - justa ou injustamente - desconfiamos fortemente dos números chineses. Basta notar ainda que, no início, quando médicos chineses e norte-americanos começaram a trocar informações sobre o que se passava em Wuhan, ao correio eletrónico dos médicos da China só chegavam mensagens do tipo «Olá», «Como estás», etc. Ou seja, o governo chinês censurava as mensagens que chegavam até Wuhan.

Por último, os malditos mercados chineses onde tudo isto começou já foram reabertos.

Seja como for, mais tarde ou mais cedo, conheceremos a verdade. Por isso, acompanho a imprensa norte-americana com muita atenção, A portuguesa é para esquecer.
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De João F a 31.03.2020 às 10:06

"Há 4 dias, o pico seria atingido a 14 de abril; no dia seguinte, passou para o final de abril princípio de maio; ontem, já era final de maio."

Só quem não quer compreender o que se passa, é que pode acreditar que as previsões devem ser consideradas como certezas. Todos os países "navegam" à vista, dadas as incertezas duma doença que não tem passado. Faz-me lembrar aqueles que têm considerado as previsões do PIB anual e depois quando não dá certo, vêm com a acusação que se enganaram!

Acompanhar a imprensa norte-americana para saber das "certezas" do que se passa em Portugal?! Bravo!...

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