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Estaremos próximos de ganhar. Em Campo.

 

Aproxima-se a época 2016/2017. A ilusão dos adeptos encontra-se neste momento num patamar de elevada confiança, não directamente pelos resultados expectáveis em relação à época transacta, mas essencialmente pelo novo “estado de alma” no qual se posiciona o “casamento” entre os aficionados e Clube. Um Sporting essencialmente aportado à ânsia de vencer, numa corrente de ligação extremamente emocional: uma dialéctica popular, directa ao coração, apela-nos a uma devoção sem limites assim como a uma confiança inabalável de quem dirige, de quem comanda, de quem joga.

 

Se o campeonato começasse já hoje, sem mais possibilidade de perdermos qualquer peça importante no plantel, acreditaria – quase garantidamente – que os próximos vencedores seríamos nós. O Treinador ficou, os modelos de jogo mantêm-se, os jovens jogadores estão empenhados em demonstrar "o que valem", enquanto os mais experientes reconhecem a montra da Champions que garante memórias futuras inesquecíveis. Deseja-se igualmente personalidade, rigor, ambição e principalmente menos exposição e mais introspecção. E no final naturalmente, o nosso Sporting campeão.

 

Estaremos próximos de perder. Em Contas.

 

Deixando para trás as emoções que a nossa equipa nos oferece, mensagens positivas de resultados financeiros nos foram transmitidas a jusante. Conotada a “tal” restruturação económica” ao bom desempenho directivo, alguém diz que hoje o Sporting “respira” saúde nas suas contas. Supomos nós que falará quem sabe, apresentando Carlos Vieira uma inegável auto-confiança nesta independência em relação ao passado sombrio das finanças do Clube. Os argumentos são válidos? Depende. O sucesso de um filme depende do actor, do realizador, ou do budget que os estúdios cinematográficos proporcionam à qualidade de produção da obra ou ao pagamento de honorários dos referidos intervenientes?

 

Minuto de silêncio e reflexão pelo argumento “emoldurado” em 2014 no R&C:

 

Irão ser feitos esforços da SAD em aumentar as receitas “clássicas”, assim como a criação de outras actividades geradoras de retorno, como por exemplo ao nível de apostas desportivas e transferência de know-how a nível das Academias Sporting”. 

 

Sejamos honestos: se estes são o melhor exemplo de “Actividades Geradoras de Retorno, então estamos perante uma gestão sem ideias. Para os mais cépticos, iremos ver porquê:

 

Recordando os Proveitos Operacionais de 2014 (35.344M€) perante os valores de 2016 (54.747M€), assistimos a um aumento de 19,4 Milhões de Euros. Bravo, Carlos Vieira. Mas se retirarmos os proveitos extraordinários de Bilheteira (+3,9M€), Direitos TV (+3,5M€), as Quotizações (+2.1M€) participação em competições europeias (+8,5M€), Publicidade (+1,4M€) – num total de… 19,4 Milhões de Euros! – verificamos que a “genialidade” das referidas AGR proporcionam 0 (zero) euros de retorno! O clube limitou-se a acompanhar a evolução da taxa de inflação aplicada aos proveitos "clássicos", uma não-presença em competição europeia no relatório anterior, assim como recolher os frutos da mobilização dos adeptos. Se compararmos o ano de 2015, em 2016 o Sporting perdeu mesmo 5,9M€ em receitas acumuladas de competições europeias e Publicidade. 

 

Esta é a realidade. Em 2016 o Clube apresenta um Cash-Flow de quase -1M€ (negativo), Resultados Operacionais de -13.754M€ (negativos) e um valor de -17.106M€ (negativos) em Resultados Líquidos do Exercício. Um Passivo Corrente e Não-corrente de -245.547M€ (negativos) com Capital Próprio de -10.133M€ (negativos). Mais o “descoberto” bancário de -23.039M€ (negativos). Ou seja:

 

- Balanço Contabilístico Anual: Negativo

- Income Statement: Negativo

- Cash-Flow Statement: Negativo

 

Não consigo compreender a mensagem desta Direcção, muito sinceramente. Nada de novo, nada de proveitoso. Só se aproveita mesmo é o folclore dos recebimentos por parte dos adeptos ao “Moisés de Alvalade” na caminhada ao McDonald’s.

 

Acreditar que exista no organograma directivo do Sporting alguém responsável pelo bom momento do clube, é atirarmos areia para os olhos de quem saiba interpretar métrica financeira. O Clube promove o equilíbrio perante a vertigem. Jorge Jesus, “segundos lugares a dois pontos do primeiro” e holocausto de Facebook fazem o resto. O Sporting evoluiu em proveitos porque o “estado de graça” devolveu ao Clube os adeptos (estes gastaram mais em merchandising, quotizações, bilheteira,…) mas foram números insuficientes para pagar sequer os Custos Operacionais num trimestre! Sujou-se o bom nome do nosso clube nas diversas campanhas promovidas contra os moinhos de vento, desperdiçando ao mesmo tempo todo um aumento de investimento que os adeptos em massa fizeram. Pior? Os Custos Operacionais em 2 anos aumentaram 13.708 Milhões de Euros.

 

Em 2026 o Sporting muda de “dono”

 

Serei responsável se estiver enganado, mas em 2026 o clube perderá a maioria do seu Capital Social a benefício dos credores bancários. Porquê? Porque essa é uma das duas garantias que a Banca exigiu ao Sporting em 2014 nas fantásticas VMOC’s, onde é lido:

 

- “Não existência restrições à transmissibilidade das acções da Sociedade.”

- “Não existirem cláusulas com objectivo de constituírem medidas defensivas à alteração do controlo accionista por parte dos Credores.”

 

Tal só não será possível se entretanto não aparecer um "Angel" que adquira participação maioritária do Capital Social. O lado não visível da Reestruturação Financeira é o tal que Vieira assume quando formaliza que “Os nossos parceiros querem é que os seus créditos estejam sustentados por activos de valor superior”. Ou seja, a efectiva recuperação das percentagens dos passes dos jogadores ao parceiro Holdimo foi basicamente um resgate de uma apólice ao processo de financiamento da Banca, que se compromete assim a abrir uma Linha de Crédito ao Sporting em 2016 de 45.496M€ (em obrigação corrente de 7.366 M€) mais um Factoring de 29.66M€ (em obrigação corrente de 17.858M€). Então a verdade é esta:

 

- O Sporting sobrevive de financiamentos bancários, tem os passes dos jogadores hipotecados e terá mesmo já recebido parte de futuras vendas (Factoring). Nada que já não tivesse sido falado no Camarote Leonino.

 

Dirá o adepto comum: “Esse valor é facilmente coberto se vendermos o João Mário por 35/40 Milhões de Euros, certo?” Errado. O Sporting tem ainda 12.836M€ a pagar a Fornecedores, sem esquecer comissões e impostos imputados a vendas, numa soma global que nos diz que se tem de “fazer” 50M€ até Setembro. Portanto, o provável é a venda de dois jogadores – Slimani e João Mário podem ser o caso. Ou esperar pelo retorno das misteriosas “Actividades Geradoras de Retorno”...

 

Em Suma

 

91 Mil Euros anuais à PricewaterhouseCoopers & Associados afiançam a credibilidade das informações contidas no R&C de 2014/2015, embora o R&C de 2015/2016 não tenha sido ainda auditado, creio eu. O que significa que todos os valores que apresentei podem ser verificáveis por quem não acredite no que está escrito neste texto. Uma última palavra para a Holdimo. Não se prevê uma ordem de “Stop-Loss” a este investidor num futuro próximo (resgate do capital e encerramento de participação) sem recolher juros do que está investido – a Holdimo estará a aguardar pacientemente por 2026?

 

O que nos permite ficar aliviados, é o facto do Sporting nunca deixar de ser um Clube de futebol. Seja com a Banca, com a Holdimo ou um qualquer pateta a comandar os destinos financeiros do Clube.

 

publicado às 11:30

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43 comentários

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De Profeta a 01.07.2016 às 11:49

Confesso que números não é comigo :-) , mas sem olhar a números, como se pode ter a lata de se afirmar que há 3 anos o clube estava para acabar se não viesse esta direcção (sem meter um tostão no clube, nem os investidores prometidos), e que hoje em dia estamos financeiramente estáveis? Não faz sentido.
Alguém anda a ser demagogo para proveito próprio.

Eleger um garoto por engano até aceito, reelege-lo será suicídio.
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De J.Pinto a 01.07.2016 às 13:34

O clube vinha acumulando cerca de 45M de euros de prejuizos anualmente - imagina o que seria isso mais 3 anos - não sei o que teria acontecido mas dá para ter uma certa ideia

Neste momento tivemos lucro desde que BC entrou, mas claro que ainda insuficiente para a situaçao financeira estar resolvida - está estabilizada

Imagina que deves 100.000 à banca e que para alem disso tens custo de 5.000€/mês e um ordenado de 1.000€ - esta era a situação do Sporting quando GL saiu

Agora continuas a dever os 100.000, mas ganhas 2.000€ e tens custos de 1900€

Basicamente é isto
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De Drake Wilson a 01.07.2016 às 14:09

Isso não são contas, caro JPinto.

Pegando no seu exemplo:
- O Sporting deve 100 mil
- Paga de prestação o que o banco deseja
- Ganha de ordenado 3000 mil (à proporção)
- Para manter este nível de vida, tem despesas na ordem dos 10 mil.
- O Banco abre linhas de crédito para que o Sporting sobreviva
- Como a maior parte das obrigações são a longo prazo, "não há problema"
- Quando surge um pagamento "extraordinário", escolhe-se um dos carros que estão na garagem e abre-se uma operação de factoring.

etc...
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De J.Pinto a 01.07.2016 às 14:30

Isso não são contas - é simplesmente inventar

que dados possui para dizer que o Sporting ganha à proporção 3.000€ e tem despesas de 10.000€

As despesas são mais do triplo das receitas ?
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De Drake Wilson a 01.07.2016 às 14:52

"O Sporting evoluiu em proveitos porque o “estado de graça” devolveu ao Clube os adeptos (estes gastaram mais em merchandising, quotizações, bilheteira,…) mas foram números insuficientes para pagar sequer os Custos Operacionais num trimestre!"

Na parte final dos R&C – a zona mais maçadora dos resultados, confesso – estão visíveis todas as operações bancárias que nos permitem entender que só com injecções de financiamento o Clube paga as contas.
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De Profeta a 01.07.2016 às 14:33

O Godinho Lopes, numa conferencia de imprensa de 1 de Fevereiro de 2013, afirmou que a reestruturação-financeira já estava em curso, e que ao fim do primeiro ano o Sporting iria começar a ter lucros financeiros... Enquanto que os fundos do BdC nunca surgiram, pois foi eleito com promessas falsas!

https://www.youtube.com/watch?v=hvMB4k3vWRg
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De Sérgio Palhas a 01.07.2016 às 16:18

A sua fé em GL é algo incompreensível ... e triste diga-se.
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De Profeta a 01.07.2016 às 18:44

Pode ter sido um incompetente, ou não se ter sabido rodear das pessoas certas. Mas respeito-o.

Pelo menos ainda é credor do clube em cerca de 700.000, mesmo já o tendo expulso de sócio!

O que é mesmo triste é a fé num mentiroso compulsivo. Mas se gostam que vos mintam e enganem, que posso eu fazer?! Aproveitem!
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De Implacável a 01.07.2016 às 18:23

Profeta, porque não faz o mesmo e posta o link do BdC a prometer fundos na SEGUNDA corrida á presidência do SCP?! Faça isso!
Mas dou-lhe um conselho: comece a procura com muita paciência.
Quando não se sabe... não se fala! Sim, BdC prometeu (e apresentou) investidores russos - não discuto a credibilidade dos mesmos - que iam injectar 50 milhões no clube, jogadores e Van Basten na campanha que acabou por eleger Godinho Lopes.
Para seu azar, na campanha que o levaria á presidência do clube, BdC nunca prometeu qualquer fundo. Para a próxima, informe-se primeiro...
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De Profeta a 01.07.2016 às 18:42

Estar sempre a repetir o mesmo torna-se cansativo, mas cá vai:

Em Abril de 2012, em plena Assembleia-Geral, apelou aos sócios para chumbarem uma proposta da então direcção, porque a solução estariam nuns fundos americanos de 70 milhões, a juntar aos 50 milhões russos. http://www.record.xl.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/sporting/detalhe/bruno-de-carvalho-promete-fundos-de-120-milhoes-753291.html

Em 2013, a poucos dias do acto eleitoral, viajou até Moçambique, supostamente, para se reunir com investidores. Claro que isto foi só para Vasco ver. http://www.record.xl.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/sporting/detalhe/bruno-de-carvalho-reuniu-se-ontem-com-investidores-809869.html

Como também prometeu que entrariam 15 a 20 milhões mal fosse eleito. http://www.record.xl.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/sporting/detalhe/bruno-de-carvalho-ha-parceiros-para-investir-15-a-20-milhoes-no-imediato-810783.html

E no fim de contas, já com o poder "assaltado", o que se viu foi isto: http://www.dn.pt/desporto/sporting/interior/bruno-de-carvalho-e-um-garoto-e-deve-demitirse-3157812.html

E para quem ainda acha que a reestruturação é do Azevedo, este artigo penso que é elucidativo: http://www.record.xl.pt/futebol/futebol-nacional/liga-nos/sporting/detalhe/paiva-dos-santos-reestruturacao-financeira-nao-e-merito-de-bruno-de-carvalho-844311.html
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De Gonçalo a 01.07.2016 às 12:46

Estranho sentimento este. Um post que merece aplauso e que ao mesmo tempo preferia não ter lido.
Já agora, caro Drake, confirma ou sabe explicar se é mesmo assim aquela conversa da obrigatoriedade de canalizarmos 50% dos proveitos para a banca em vendas até 5M, e 90% acima disso? Obrigado
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De Drake Wilson a 01.07.2016 às 14:03

Boa tarde Gonçalo.
Mediante o cenário, existe efectivamente a obrigatoriedade de deslocar verba de qualquer income para pagamento de juros ou obrigações, mas não necessariamente uma percentagem fixa.

Ou seja, sempre que o Sporting vender, apenas uma parcela ficará directamente para o Clube, servindo para pagar em parte:
- todos os cash-advance que o Clube foi tendo.
- juros (baixos) das linhas de crédito
- abater no passivo a longo-prazo de vencimento
- etc..
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De MM a 01.07.2016 às 13:02

Caro Drake Wilson,

"Serei responsável se estiver enganado, mas em 2026 o clube perderá a maioria do seu Capital Social a benefício dos credores bancários."

Já reparou como quase ninguém tem presente este muito real cenário. Há promessas que se cumprem e outras que não se cumprem. Isto vai muito além disso. E aquém porque como os seus artigos apontam, os problemas / o declínio / a fragilidade é um processo que se arrasta no tempo. Não tem 1, 3, 6, 13 ou 20 anos.

Mas da incapacidade e irresponsabilidade ninguém isenta este palerma. Lembra-se do que ele afirmou em AG dirigindo-se a sócios do Sporting. Não recordo as palavras exactas nem me apetece procurá-las mas terá sido qualquer coisa como: Não sejam estúpidos (ou burros). Quando for altura preocupamo-nos com isso.
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De J.Pinto a 01.07.2016 às 13:29

O clube perderá a maioria do capital social se não pagar esses valores ou não conseguir re-negociar essa divida

Sabe por acaso qual é o montante ?
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De MM a 01.07.2016 às 16:42

Sou um perfeito leigo na matéria mas se nada tiver mudado, 2026 será o prazo de vencimento de duas emissões: uma de 55 milhões (valores brutos) e outra de 80 milhões.
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De Drake Wilson a 01.07.2016 às 14:14

Boa tarde caro MM,

De facto, é preciso reconhecer que não foi esta direcção que criou os problemas financeiros. Mas também reconhecemos que é de loucos afirmar que as contas estão saneadas.

Aliás, afirmar-se tais declarações que refere, só levante mais suspeitas, porque revela que não se pretende contestação ao plano da Direcção.

Apresentar estas contas numa assembleia geral em dois/três minutos permitidos seria um suicídio e alvo de enxovalhamento, dado o Status Quo criado. Nisso, Bruno de Carvalho foi muito eficaz.
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De J.Pinto a 01.07.2016 às 13:26

Vamos por partes

como e porquê considera as receitas de bilheteira, quotização ou direitos de TV como receitas extraordinarias ? e já não falo nas receitas de premios da Uefa que não tenho a certeza como são contabilizadas, mas que aceito que sejam pelo menos vistas como extraordinarias

Basicamente o que esta direcção fez foi, com a reestruturação financeira, diminuir em larga medida os custos estruturais e operacionais e com o regresso de resultados desportivos relativamente positivos - aumentar as receitas

Isso é obviamente positivo porque passamos de um prezuizo corrente de 4M euros ao mês para cerca de 1M.

Creio que ainda podemos fazer mais principalmente na optica das receitas - há um conjunto de medidas muitas que o Drake Wilson aqui deixou que de certeza deveriam no minimo ser analizadas pela direcção

No entanto esse deficit cronico de cerca de 1M é largamente ultrapassado pelo deficit dos nossos concorrentes que tem uma situação financeira mt mais desiquilibrada e tem sido por esse motivo que nos temos conseguido aproximar ou mesmo ultrapassar a qualidade dos planteis deles, porque nestes ultimos 3 anos quase que não temos vendido titulares e eles tem sido completamente o inverso

Isso infelizmente nao impede que o Sporting esteja dependente da banca e com problemas graves ao nivel do passivo e da divida acumulada, mas se ao fim de 3 anos não nos tivessemos de preocupar com isso - era aqui sim era algo de milagroso

O que esta direcção conseguiu fazer foi estancar uma ferida que parecia de morte, mas claro que há trabalho ainda para se recuperar completamente e uma das coisas que ainda estamos mt atras de Benfica e Porto é ter boas relações com empresarios de forma a conseguir melhores negocios por eventuais vendas que tivermos de fazer

admito que o temperamento de BC não ajude a isso, mas o que é certo é que tivemos no passado recente excelentes jogadores (a maioria proveniente da formação) e tirando talvez Nani, não fizemos vendas consideradas milionarias como têm feito Porto e Benfica

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De Drake Wilson a 01.07.2016 às 14:23

Caro JPinto.

Em relação ao primeiro parágrafo, estas são na realidade receitas clássicas. Quando referi "extraordinárias", foquei-me exclusivamente nos valores-extra em relação ao período anterior. Ou seja, fez-se em Direitos TV mais 3,5M€ do que do período anterior.

Peço desculpa se o modo como escrevi levantou essa dúvida.
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De J.Pinto a 01.07.2016 às 14:36

São receitas conseguidas devido à gestão da direcção

È obvio que se pode dizer que essas receitas podem também ser resultado de algum investimento (gasto) nomeadamente na folha salarial, mas até ver a criação dessa chamada "onda verde" e o apuramento directo para a fase de grupos são argumentos bastante fortes para se considerar esse investimento muito bem aplicado
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De Drake Wilson a 01.07.2016 às 15:02

J.Pinto, não lhe retiro razão na influência que refere que esta Direcção teve em reaproximar os sócios e como consequência, termos observado um aumento de verbas nas receitas. Soares Franco não tinha esse perfil, Bettencourt quando se tornava "popular" punha os "pés pelas mãos", Godinho Lopes era introspectivo e calmo (e pouco competente)...
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De J.Pinto a 01.07.2016 às 17:40

Não sei se não percebem ou não querem perceber

Nós os Socios e Adeptos do Sporting idolatramos o nosso clube - queremos um Sporting vencedor, arrojado, no minimo a lutar pelos titulos até ao ultimo momento e a jogar bom futebol

É por isso que BC ainda lá está e que GL ou JEB seguiram com as suas vidas noutro lado, nao tem nada a ver com carisma, empatia, prefil popular - tem a ver com resultados - desportivos e financeiros porque GL fez soar esse alarme.

Se e quando BC tiver os mesmos resultados que os seus antecessores - tem o seu destino traçado - não tenha a menor duvida disso
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De GreenJones a 01.07.2016 às 13:38

Obrigado por este post. Seria uma loucura re-eleger Bruno de Carvalho. A maior parte dos críticos de BC foca-se mais nas tristes figuras do presidente (e seus companheiros) quando o mais grave de longe está na gestão do clube e em particular na gestão financeira. Presidente ruinoso, numa sucessão de vários do género. Triste é ver que muitos só por causa de uma vã esperança no futebol estão indiferentes aos graves riscos que corremos. SL.
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De Schmeichel a 01.07.2016 às 14:12

Drake,

Mais do mesmo.... ataca-se quem quer resolver os problemas... e transforma-se esse que quer resolver os problemas, no causador desses mesmos problemas.

Vou-me só centrar na questão das VMOC'S.... O caro Drake que até me parece uma pessoa de inteligência acima da média, acha sinceramente que é do interesse dos credores bancários ficar com a maioria do capital do Sporting?! claro que não! É como hipotecar um estádio.... mas alguém (sem ser o próprio clube) quer um estádio daquelas dimensões? claro que não!
Se o Sporting não tivesse criado as VMOC's qual seria a alternativa? basicamente tínhamos corrido o risco de o Sporting já ter fechado as portas, ou não?!

Eu vejo as coisas de um prisma distinto.... eu entendo que os credores bancários querem que lhes seja devolvido o dinheiro que emprestaram, por isso a criação das VMOC's, e por essa mesma razão, eu acredito que em 2026 ou pagamos o valor das VMOC's, ou então criamos outro esquema financeiro semelhante.... porque não é do interesse dos credores ficarem donos do Sporting.
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De Ricardo Rodrigues a 01.07.2016 às 14:38

Caro Schmeichel, quero posteriormente falar acerca deste tema mas para já gostaria apenas de comentar algo que vc disse:

"(...) porque não é do interesse dos credores ficarem donos do Sporting."

Olhe que isso não é bem assim...
Imagine um Russo ou Chinês, que precisa de investir numa lavandaria como já se faz por essa Europa fora... Ora, cá em PT é fácil comprar lavandarias "de esquina" como aconteceu com o União de Leiria, mas é difícil chegar àquelas que têm as maiores máquinas, como é o caso do SCP...
Ora, o SCP nesta posição sujeita-se a que "nas suas costas" seja negociado sem ter direito a dizer "ai ou oi"... Eu percebo o que BdC fez e acho que foi bem feito, mas este problema tem de ser atacado e sanado de uma vez por todas.

Passando para a gíria popular e a ver se todos percebem: o SCP neste momento é a "P&%a", os bancos são os chulos e qualquer um pode ser o cliente...

Desculpa o "palavreado" mas é essencial que as pessoas vejam a importância deste tema que para quem conhece, sabe que é assustador.

Resumindo: Neste momento alguém pode ir à banca e diz: fiquem com a participação no SCP que uns dias depois eu pago o valor da participação + x%. Qual o banco credor que recusará um negócio destes?

Fortes Rugidos
RR

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De Drake Wilson a 01.07.2016 às 14:43

Boa tarde Schmeichel.

Está a ser injusto quando diz "mais do mesmo...".

Em ponto algum do texto afirmei que esta Direcção é a causadora da crise. O que considero irresponsável nesta Direcção é afirmar que o Clube está saudável financeiramente quando na realidade está totalmente mascarado. Faz-se propaganda de uma aptidão que não existe.

O Sporting não acabou nem vai acabar, porque os Bancos tomaram posse do Clube, permitindo Bruno de Carvalho, Vieira e companhia actuarem nos seus papeis. A reestruturação financeira "obrigou" o Sporting a "engordar uns quilos", "comprando comida" exclusivamente no Banco e pagando-a quase totalmente ao Banco.

Claro que é do interesse dos credores ficar com o Sporting, Schmeichel. Não duvide. Como é óbvio, esse credor é o Banco no imediato, até à chegada do investidor – a Holdimo foi o primeiro, não vai ser o último.

Naturalmente que o que ninguém quer é que o Sporting acabe, e isso nunca iria acontecer – tratava-se de uma estratégia de Bruno de Carvalho para atemorizar os adeptos, perante o olhar de soslaio da Banca. Os clubes de futebol são máquinas de fazer dinheiro, portanto acredite que existem milhares de interessados em comprar o nosso Clube. Para estes, o nosso Passivo é "peanuts".

É só uma questão de tempo o clube, seja através de uma OPA ou de aquisição de posição pela Banca e consequente venda de títulos a outro Shareholder. Mas é preciso perceber que se isto acontecer, poderá ser bom para o Clube. Quanto muito, vai acontecer aquilo que se observa no FCPorto e SLBenfica: produzir para vender, ganhando alguns títulos pelo meio.
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De Schmeichel a 01.07.2016 às 14:57

Ricardo Rodrigues e Drake,

Não concordo com a vossa opinião.... eu entendo que não é do interesse dos bancos gerirem um clube como o Sporting, o interesse é que o clube pague o que deve! Essa é a prioridade das VMOC's, é que o Sporting tenha capacidade para pagar o que deve....

Qual é a divida actual do Sporting? e esses credores iriam assumir essa divida?
Acham que os credores ao venderem o Sporting a um grupo de investidores, os associados do Sporting iriam aceitar esse facto? claro que não.... um clube como o Sporting precisa do apoio dos seus adeptos, e não acredito que os sócios do Sporting iriam continuar a meter dinheiro num clube que já não seria seu. Não acredito que haja uma entidade que invista centenas de Milhões, para ter um clube em que teriam os sócios contra si.... seria um mau acto de gestão desse investidor!

Na minha opinião caso essa visão catastrófica viesse a ser realidade (a incapacidade para pagar as VMOC's), então a única decisão possível era falir o clube, e começar do inicio, como feito pelo Glasgow Rangers, Fiorentina, Farense, etc.... Demoraria 3 anos a regressar à I Liga, mas sem dividas e o clube continuaria dos associados. É isto que o Presidente do Sporting tem de dizer à banca... que nós podemos falir e eles é que correm o risco, por isso têm de nos ajudar nas condições de financiamento para nós lhes conseguirmos pagar de volta. Simples!
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De Drake Wilson a 01.07.2016 às 16:49

Schmeichel, respeito bastante a sua opinião. Quero colocar-lhe uma pergunta sincera, sem juízo algum da minha parte.

Olharia para o Sporting de maneira diferente se o Clube fosse adquirido por um investidor, cujo interesse objectivo fosse a maximização de resultados financeiros e desportivos?

Os Bancos credores do Sporting também são instituições privadas, provavelmente o risco é o mesmo. Mas são sempre questões interessantes de debater.
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De Schmeichel a 01.07.2016 às 17:24

Drake,

"Olharia para o Sporting de maneira diferente se o Clube fosse adquirido por um investidor, cujo interesse objectivo fosse a maximização de resultados financeiros e desportivos?"

Perante esta sua questão, existem duas perspectivas:

1- se de facto existe um investidor do género do Chelsea, PSG ou City, não vejo essa situação com maus olhos, porque se tratam de super investimentos!

2- se fosse um investidor que apenas vê o Sporting como um investimento para ganhar dinheiro.... neste caso, seria totalmente contra!

Em relação ao ponto 1, atenção que estes super investimentos têm razões que ultrapassam o futebol.... que vão desde a lavagem de capital ou à intenção de entrada de capital de países ditos menos desenvolvidos na Europa do mercado comum. Não acredito que Portugal seja um bom pais para esse tipo de super investimento no futebol, por muitas razões, que vão desde a falta de visibilidade do nosso campeonato, à pouca dimensão do nosso pais. Em Portugal creio que esses super investimentos nunca irão existir, tal como os vemos em países como Espanha, Itália ou Inglaterra.

Dou o exemplo contrário do campeonato alemão, que vive de acordo com as suas possibilidades, mas que pela primeira vez tem um clube com esses investimentos de Milhões, esse clube chama-se Leipzig, e está a ser alvo de criticas por parte da generalidade dos adeptos alemães.... este clube tornou-se o clube mais odiado na Alemanha!

Em conclusão, eu considero que se de facto existir um investidor que queira investir Milhões no Sporting, não vão ser as VMOC's, a razão desse investimento nem a recusa do mesmo, portanto e tendo em conta a forma de pensar da banca e a preocupação desta com os denominados "too big too fail", sinceramente considero que a banca não pretende deixar cair o Sporting, tal como foi demonstrado em 2013 com a reestruturação acordada com BdC. Creio que estivemos mais perto de falir nessa data do que estamos hoje, mesmo tendo em conta esse pagamento das VMOC's a ser feito em 2026.
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De Gonçalo a 01.07.2016 às 14:54

Em momento algum do post é colocada em causa a criação das VMOC. O que se critica é a propaganda da saúde financeira. É uma falsidade repetida com intenções eleitoralistas. E as pessoas com uma cabeça saudável não gostam que se lhes minta. Assumem sem complexos esse sentimento que custa, negativo, mas que é o primeiro passo para contrariar o que está mal; em vez de enterrarem a cabeça na areia e imaginarem mundos de fantasia cor-de-rosa.
Quanto à não existência de um investidor... totalmente errado. Por paradoxal que pareça, seria uma péssima notícia. Se em 2026 ninguém se interessasse pela aquisição de posição no Sporting seriam notícias gravíssimas por significarem um estado de morte anunciada do universo Sporting. O desejável era ter uma fila de investidores a querer entrar, pelo significado que isso teria. Portanto, a única forma de sair por cima desta situação é garantir uma pujança tal que nos permita reaver a posição em causa. Se é uma meta realista... sinceramente não sei mesmo, mas ouvir, como aqui já foi lembrado, o presidente dizer "preocuparmo-nos com isso é sermos burros, isso depois logo se vê" é a pior abordagem ao assunto que consigo imaginar.
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De Anónimo a 01.07.2016 às 15:31

Comentário apagado.
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De Amaf a 01.07.2016 às 15:44

Peço desculpa, coloquei este comentário no local errado, o meu comentário não se trata de um resposta ao comentário do Gonçalo, mas sim um comentário ao post do Drake Wilson.

Se for possível eliminar, agradecia, pois já coloquei no local correcto.
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De Drake Wilson a 01.07.2016 às 16:11

Boa tarde Amaf.

Estas operações são explicadas pela alienação de Passivo Imediato a Passivo não-Imediato (não-corrente).

Em 2013/2014
Total do Passivo: 264.782M€
Passivo Corrente: 181.877M€
Passivo não-Corrente: 82.905M€
Financiamentos C: 31.680M€
Financiamentos n/C: 149.057M€
VMOC: 47.925M€ (os 50M€)

(Não esquecer que – salvo erro – a incorporação da SPM deu-se em 2013/2014.)

Em 2015/2016
Total do Passivo: 245.547M€
Passivo Corrente: 111.099M€
Passivo não-Corrente: 134.448M€
Financiamentos C: 87.589M€
Financiamentos n/C: 47.646M€
VMOC: 127.925M€ (os 130M€ acumulados)

Em relação aos dois períodos, perante estes dados apresentados, verificamos uma passagem de Passivo Corrente para não-Corrente, invertendo a necessidade de pagamentos imediatos, resultando em algum desafogo. Porém, observe que o valor das VMOC aumentou, sendo esta verba transferida para os "Activos", retirada dos "Passivos". Não esquecer o aumento do Capital Social pela entrada de 20M€.

As formalizações jurídicas das VMOC permitem este "Make-Up". Por isso as considero brilhantes.
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De Amaf a 01.07.2016 às 15:41

Boa tarde

Confesso que, quando o resultado resultante da aquisição vs venda de passes de jogadores, e o passivo não diminuir, ficarei preocupado, muito preocupado.

Nestes últimos anos, temos assistido a uma valorização imensas dos passes, acompanhada pela estratégia de aquisição da totalidade dos passes.

Mais dia menos dia, concerteza que veremos sair algum dos jogadores mais valiosos e nessa altura vamos ver se o Passivo diminui ou permanece inalterado ou até aumenta, como tem acontecido noutras paragens.

Tenho uma duvida, agradecia que o estimado Drake Wilson se puder possa ajudar a esclarecer:

Considerando que o passivo do Sporting em 2012/2013 era de 258M, no exercício seguinte 13/14 totalizava 264M, em 14/15 reduziu para 228M e nas ultimas contas trimestrais já com efeito da Doyen que concerteza influenciaram a redução de 2014/2015 temos um passivo de 245M, ou seja nos últimos anos o passivo reduziu de 258 para 245, reduziu 13M.

Neste contexto como se justifica a afirmação que o Sporting sobrevive de financiamentos bancários, hipotecas e antecipação de receitas factoring?

Novos financiamentos bancários e operações de factoring aumentam o passivo e os números demonstram que o passivo não está a aumentar.
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De Drake Wilson a 01.07.2016 às 16:14

Boa tarde Amaf.

Estas operações são explicadas pela alienação de Passivo Imediato a Passivo não-Imediato (não-corrente).

Em 2013/2014
Total do Passivo: 264.782M€
Passivo Corrente: 181.877M€
Passivo não-Corrente: 82.905M€
Financiamentos C: 31.680M€
Financiamentos n/C: 149.057M€
VMOC: 47.925M€ (os 50M€)

(Não esquecer que – salvo erro – a incorporação da SPM deu-se em 2013/2014.)

Em 2015/2016
Total do Passivo: 245.547M€
Passivo Corrente: 111.099M€
Passivo não-Corrente: 134.448M€
Financiamentos C: 87.589M€
Financiamentos n/C: 47.646M€
VMOC: 127.925M€ (os 130M€ acumulados)

Em relação aos dois períodos, perante estes dados apresentados, verificamos uma passagem de Passivo Corrente para não-Corrente, invertendo a necessidade de pagamentos imediatos, resultando em algum desafogo. Porém, observe que o valor das VMOC aumentou, sendo esta verba transferida para os "Activos", retirada dos "Passivos". Não esquecer o aumento do Capital Social pela entrada de 20M€.

As formalizações jurídicas das VMOC permitem este "Make-Up". Por isso as considero brilhantes.
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De Amaf a 01.07.2016 às 18:03

Caro Drake, agradeço a gentileza da resposta e a oportunidade com que coloca estas matérias em discussão.

Tenho duas notas, relativamente à sua resposta:

1 - É estratégia comum à maioria das sociedades transformar passivos correntes em passivos não correntes, pois tais operações regra geral permitem diminuir os gastos financeiros, desafogo imediato e uma planificação/estratégia a médio longo prazo para resolver os compromissos. Se o comportamento das contas indicia a substituição do corrente por não corrente não vejo o que possa estar errado pois não esqueço que se a maturidade do compromisso for inferior a 1 ano, obrigatoriamente o não corrente passa a corrente.

2 - Na comparação dos passivos, menciona a operação das Vmocs e aumento de capital, nesse caso também não pode esquecer que o passivo antes dessa operação era de 401M e não os 264M que menciona, no fundo o que aconteceu foi incorporar nas contas da Sad o passivo de 165M da SPM sendo que uma parte passou directamente para as contas de Capital (Vmocs e Aumento Capital). Se tivermos em conta esta reestruturação, então teremos de considerar que a redução do passivo nos últimos anos ainda é significativa, embora longe do desejável.

Por isto regresso à questão, se os números relatam que o passivo não está a aumentar, se as receitas extraordinárias (vendas dos principais activos leia-se jogadores) não tem a expressão que nos permitam questionar o que está a ser feito com essas receitas, se, na minha opinião, a transformação de passivo corrente em não corrente, pode não ser errada, desde que associada como disse, a uma estratégia/planificação que no mínimo permita uma redução dos gastos de financiamento, não consigo alcançar o problema de sobrevivência com recurso a financiamentos bancários e factoring. Basicamente essa é a realidade comum a quase todas as empresas comerciais das quais as Sad não são excepção, ficaria mais preocupado se a sobrevivência fosse feita à custa de financiamento corrente, normalmente obtido sem estratégia, com dificuldade, para resolver problemas imediatos e com elevados custos.
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De Drake Wilson a 01.07.2016 às 18:36

Amaf, eu é que agradeço o seu contributo. Vejo dois problemas nesta questão.

#1 - A colocação dos Valores Convertíveis no "Activo" não invalida que este não deixe de ser considerado "Passivo não-Corrente". Apenas não consta nesse quadro, mas é efectivamente uma dívida. E repare, o Cash-flow está negativo. Tudo então nos diz que o que tem sido pago de Passivo foi através da utilização de linhas de crédito (+passivo) e não dos Proveitos.

#2 - Custos operacionais aumentaram num ano 20 Milhões, enquanto para alcançar este aumento de valor em Proveitos, foram necessários dois anos. Alguém ultrapassou o plano de contenção de custos – medida obrigatória na reestruturação.

Não lhe parece estranho?
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De Amaf a 01.07.2016 às 19:23

Drake, completamente de acordo, as Vmocs apesar de estarem num quadro diferente não deixaram de ser passivo não corrente. a minha "discordância" apenas reside no facto de, na minha opinião, ter existido realmente uma pequena redução do passivo. Se como diz o passivo é pago através de +passivo, então no mínimo não aumenta. Efectivamente pode ou melhor está a ser feita uma substituição do passivo corrente por igual passivo, com prazos mais alargados, e isso é pratica comum, até podemos estar satisfeitos pois para isso acontecer é porque os credores continuam a confiar na gestão. É óbvio que não estando dentro das situações negociadas apenas posso extrapolar, pois podem existir muitas condicionantes ...

Relativamente ao aumento dos custos, efectivamente, já foi uma situação que me preocupou bastante, pois mais uma vez poderíamos ser colocados nas variáveis das bolas que batem no poste e não entram, mas sinceramente com a evolução/valorização sobretudo dos activos (jogadores), estou bastante mais descansado, no fundo basta uma boa venda para suportar facilmente eventuais resultados operacionais negativos.

O plano de contenção de custos acordado com credores, julgo que a estratégia actual, pode muito estar a ser avalizada por esses credores, a estratégia actual com mais investimento sendo arriscada, também pode conduzir a uma recuperação mais rápida dos créditos. E neste momento até parece ser uma posição acertada, repare aumentaram substancialmente varias rubricas de proveitos operacionais mas sobretudo, por exemplo se este ano se concretizassem as vendas de JM, WC e Sli, as mais valias geradas, provavelmente pagavam a maior parte da divida garantida pelas Vmocs.
Conjugar isto com a parte desportiva, é difícil, por vezes as oportunidades podem ser únicas, mas seguramente que além dos 3 jogadores que mencionei muitos mais haverá com perspectivas interessantes de futura negociação e aparentemente a estratégia da Direcção parece ser esquecer a parte financeira e apostar de imediato na desportiva, a obsessão é ganhar o campeonato e até nem discordo, preciso,precisamos disso, só espero que corra bem, não correndo bem, acredito que os activos continuarão disponíveis, podem não ter valorizado mas nesta altura não acredito que eventuais desvalorizações sejam suficientemente fortes para preocupar os credores.

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De Amaf a 01.07.2016 às 21:28

Ao reler o meu comentário, julgo ser interessante clarificar dois aspectos.

Como disse as Vmocs, apesar de terem mudado de local na apresentação do balanço, efectivamente continuam a ser passivo não corrente, importa no entanto que referir que não é passivo novo, é passivo reestruturado mas já estava nas contas anteriores das Administrações anterior, com a gestão actual apenas mudou de quadro ...

Sobre os cash flows, sendo nesta altura complicado comparar os resultados no final de 9 meses com os resultados de 12, julgo que quando refere que os cash flows são negativos, seria importante perceber o efeito da Doyen nas contas.

O cash flow de 2015 sem o efeito das transacções de jogadores foi positivo em cerca de 6M e em 2016 é negativo em 1M.
Com a inclusão das transações de jogadores, em 2015 foi positivo em quase 23M e em no final do 3T2016 está negativo em 14M.

Se o efeito Doyen fosse contabilizado, como deveria ter sido mas não servia os interesses do Sporting, em 2015, em 2015 teria sido apresentado um cash flow positivo de 9M e nas ultimas contas conhecidas 3T2016 estaríamos com cash flow nulo.

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De m1950 a 01.07.2016 às 16:41

Boa tarde Drake.

Eu fico sempre duvidoso se é melhor o Sporting pagar rapidamente o que deve.

Imaginemos que fazíamos factoring com o contrato de direitos televisivos e liquidavamos as VMOCs.
Não sei se o nosso acordo de reestruturação permite isto.

Em relação à Holdimo preferia que o Sporting os levasse a um "Take-profit", as linhas que o caro refere significa que a própria Holdimo pode vender a quem quiser as ações que tem no Sporting. Não sinto conforto com esta situação.

Gostaria ainda de perceber se caso o Sporting pague as VMOCs é o fim da reestruturação e por consequência das condições favoráveis de financiamento que atualmente beneficiamos ?
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De Drake Wilson a 01.07.2016 às 17:09

Estimado m1950.

A título pessoal, e utilizando uma visão mais alargada no que concerne ao futuro da economia, o ideal é não pagar imediatamente. Muito resumidamente, o Sporting pode proceder a um aumento de capital astronómico 6 meses antes (através da entrada de um parceiro), pagar parte significativa das VMOC e permitir a alienação à Banca de uma pequena parte do seu Capital. Esta parece-me a solução que eu faria, em caso de emergência.

Porém, é estranho quando o banco reconhece as nossas dificuldades e nos oferece linhas de crédito. Claro que existem os jogadores (activos) que servem de garantia, mas desconfio seriamente de alguma manobra por trás: a Banca sufoca o Sporting, criando sobre ela uma dependência muito grande.

Nunca deixará de existir financiamentos bancários de apoio aos clubes em Portugal, mesmo após os pagamentos de dívidas: Portugal/portugueses/clubes não oferecem retorno financeiro para continuarmos a manter os Ranking UEFA e FIFA sem o fazer. Depois esta questão dos ordenados dos jogadores também tem influência. Interessa então o aproveitamento cada vez maior de técnicos e jogadores nacionais afim de inverter esta tendência.

A única forma de acabar com este cenário de dependência seria uma bancarrota induzida, e passagem para competições semi-profissionais, à semelhança de outros países. Ou seja, um cenário que não agrada.
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De Sérgio Palhas a 01.07.2016 às 17:15

Gostaria de deixar apenas uma questão relativa ao post mais concretamente esta frase:

"O Sporting sobrevive de financiamentos bancários, tem os passes dos jogadores hipotecados e terá mesmo já recebido parte de futuras vendas (Factoring). "

Caso isto fosse verdade não estaria o SCP obrigado a comunicar à CMVM visto tratar-se de uma operação de um montante considerável!?
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De Drake Wilson a 01.07.2016 às 17:22

Sérgio, tendo em conta não tratar-se de uma operação de alienação directa de bens mas sim de adiantamento de capital, basta tal procedimento ser apresentado nos resultados.

Quando a venda do activo for efectuada, aí sim, deverá ser formalmente comunicada.
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De Sérgio Palhas a 01.07.2016 às 18:02

Obrigado Drake ao ler o seu post fiquei com a ideia que as vendas já teriam sido efectivadas.

SL,
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De Sofia a 01.07.2016 às 19:58

Excelente post informativo Drake. E obrigada pela disponibilidade a responder perguntas e clarificar pontos. Gostava de perceber mais da matéria para conseguir ter a minha própria avaliação crítica, daí apreciar tanto o seu contributo.

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